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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Honestidade, uma "doença raríssima"!

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É mesmo assim? É possível que uma mãe de uma criança com doença rara tenha a nobreza de criar uma associação para ajudar pessoas como o seu próprio filho e depois se vá afastando deste desígnio transformando-se num ser asqueroso e arrogante completamente manietado pelo dinheiro? As pessoas mudam ou revelam-se? Melhor: o dinheiro desmascara a verdadeira índole das pessoas?

 

No fim de semana não assisti a essa "bomba" que a TVI detonou. Quando chegámos a casa no domingo já tarde, apercebemo-nos do que tinha vindo a público e fomos logo nos atualizar, assistindo à reportagem.

 

Pois é com tristeza que vos digo que desde domingo à noite que tenho vindo a digerir este assunto e ainda hoje sinto a mesma perplexidade, indignação e nojo perante o que assisti. E para isto bastaram as imagens gravadas da (pela???) própria visada. Já agora, quem é a burra que se grava a dizer aquelas alarvidades?! Só pode ser explicado pela cegueira provocada pelo dinheiro, que por sua vez traz também um sentimento de impunidade e do "quero, posso e mando".

 

Quanto ao resto, à investigação propriamente dita, sei que não podemos condenar à priori, mas parece-me estarmos perante uma investigação com uma base  de sustentação fortíssima. Mais uma vez, grande Ana Leal e companhia!

 

Agora que se faça justiça. Espero que as entidades competentes apurem tudo e que os culpados, a existirem, paguem por tudo o que fizeram. Quero acreditar na justiça. O crime, se provado, não pode compensar! Até porque senão a Honestidade é que começará a ser raríssima!

 

 

Um novo estilo de texto: anti-narrativa de viagens!

Estou no Algarve para um breve descanso. Descanso! Quer isto dizer que não tenho tempo nem disposição para fazer grandes relatos e descrições dos lugares, da gastronomia, das condições e da qualidade do hotel de 4 estrelas onde estou hospedada, acompanhadas de fotografias impecáveis, como um blogger que se preze faria.  

 

Estou, no entanto, em condições de vos dar alguns apontamentos da minha estada. Por exemplo, o facto de hoje de manhã não sair água do chuveiro da casa de banho do quarto do hotel de 4 estrelas. Após meia hora, senhores da manutenção dentro do quarto, pegadas de terra por toda a casa de banho e finalmente assunto resolvido. Ainda fomos a tempo do pequeno-almoço, ufa! É das partes que gosto mais! O pequeno-almoço em hotéis de 4 estrelas... ou 3... ou... De comer, vá! 

 

Quero ainda mostrar-vos o vaso que encontrei à porta deste hotel de 4 estrelas, que mostra que o hotel (já disse que era de 4 estrelas?) deve ser frequentado maioritariamente por portugueses nesta época baixa (Mazinha!). Vede!

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Para que conheçam um bocadinho melhor esta vossa amiga, ainda vos falo de gastronomia e mostro a refeição típica algarvia que foi o meu repasto ontem à noite, num restaurante típico aqui da localidade (Restaurante simpático, onde no final incluíram  um prato a mais na conta, mas demos por isso. Nice try! Já me aconteceu várias vezes. Acho que é uma nova engenharia dos comerciantes para fazer mais uns trocos. E atenção que está a alastrar. Fica o conselho. Leiam sempre a fatura antes de pagar.) Vede então a Júlia Pinheiro que há em mim! 

 

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E pronto. Vou continuar a usufruir do melhor que o Algarve tem para oferecer. Nesta época é, acima de tudo, o silêncio e a ausência de pessoas. O que é que eu posso querer mais? 

 

(Peço desculpa pela falta de formatação do texto, mas escrevi no tlm e não sei fazer melhor. Mas também nisto é mais importante o conteúdo do que a forma. Haaa... Pensando bem, não sei se isto abona a meu favor...)

 

 

 

 

Ranking e comportamento aditivo na blogosfera!

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Estou "nisto" (blog) com uma atitude muito mais saudável hoje em dia. Não estabeleço objetivos, venho cá quando quero, sem criar expectativas de aceitação por parte de potenciais leitores. Gosto das pessoas com quem interajo, os meus seguidores, e gosto de sentir que gostam de mim e do que escrevo, mas hoje (pardon my french) estou-me positivamente cag@ndo para o número de visualizações e visitas ao blog. Aliás, acho que este blog caminha no sentido de ser cada vez mais isento de filtros e preocupações com a imagem. Há facetas minhas que não dei a conhecer e que merecem sair cá para fora. A vida é curta demais para sermos sempre politicamente corretos. 

 

Bem, mas vamos ao que me traz cá hoje! (embora este preâmbulo faça todo o sentido; já se sabe que tudo tem uma razão de ser cá com esta amiga!)

 

A plataforma Blogs Portugal está a oferecer aos bloggers 3 meses de conta Premium GRÁTIS até 31 de dezembro! Para isso, basta fazer um post no blogue a falar sobre a nossa experiência na utilização do Blogs Portugal e colocar no post um link para a nossa plataforma. Caso não tenham ainda percebido, é o que estou a fazer, que eu não posso ver uma boa pechincha que corro logo atrás.

 

Sobre a plataforma, o que posso dizer é que, de acordo com a minha experiência, é uma boa "ferramenta" para percebermos o grau de aceitação do nosso blog,... se isso nos importar muito. E a mim já me importou! Até cheguei a fazer registos diários da evolução do blog no ranking, riam-se lá! (Estão agora a ver a ligação?)

 

Essa é uma (só uma) das razões  porque eu desliguei um bocado deste mundo durante uns tempos. Estava a começar a ficar demasiadamente dependente dos resultados que tinha em termos de visualizações, comentários, etc. Que raio! Estando eu muito bem resolvida em termos de ocupação profissional e até em termos pessoais (autoestima não me falta) e sabendo que não sou nem quero ser blogger profissional, porque é que aquilo me haveria de importar? Pois agora já não me importa! Voltei pacificada com essas questões. E assim é que estou cá bem. 

 

 

É preciso alimentar o cérebro!

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Sou por natureza muito reflexiva sobre aspetos da minha vida. Roço o exagero, empreendendo demais nos assuntos. Sou basicamente uma cismática.

 

Esta qualidade (apesar de tudo, acho que é uma qualidade) permitiu-me o confronto com a triste realidade de que tenho desperdiçado demasiada energia e tempo em determinadas áreas da minha vida, em detrimento de momentos bons que eu poderia passar com coisas simples e por demais importantes. Inclusivamente, das quais sinto falta. 

 

Ler, por exemplo, é uma das atividades que tem sido relegada para enésimo plano, a seguir ao trabalho, família e tarefas domésticas, redes sociais (blog incluído), até mesmo a seguir à televisão.

 

Eu, que adorava (adoro) ler! Shame on me!!!

 

Por isso decidi que vou recuperar a rotina da leitura antes de adormecer. Estou tão convicta disso que até já tenho ali o livro que se segue, o eleito, na mesa de cabeceira preparado e à minha espera. Ainda não vos falo hoje sobre ele. Qualquer dia... 

 

(Fonte da imagem: http://www.revistabula.com/2590-10-livros-que-vao-mudar-sua-vida/)

 

 

Hoje estou preparada para que me lapidem...

 

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Há uma coisa que é a teoria e o que ditam as regras. Tudo aquilo que vem nos livros, vá! Livros que, bem vistas as coisas, eu até li.

 

Outra coisa é a prática. E, por vezes, o contexto da vida, o enquadramento da coisa obriga a que se infrinjam todos os ensinamentos que obtivemos e todas as regras que encontrámos plasmadas nos livros. 

 

Posto isto, eu, pecadora, me confesso. "Ajeitei" um trabalho da escola ao meu filho, um TPC. "Que vergonha! Que irresponsabilidade! Que mau exemplo de parentalidade!" são todas expressões que poderia ser eu a utilizar sobre uma situação como esta que eu conhecesse a outrem.  

 

Mas isto não aconteceu de forma gratuita, não! Nem é algo que eu costume fazer, muito honestamente. E nem concordo com isso. Lá está, li os livros. Mas desta vez tive que o fazer. Tratou-se de um trabalho em powerpoint para ele apresentar hoje. Oxalá lhe corra bem, meu rico filho!

 

Vamos lá ver...o meu filho fez o conteúdo do trabalho, atenção! Eu só dei um jeitinho estético ao template e até simplifiquei algumas frases, para lhe ser mais fácil a apresentação. Ah, é verdade! Faltou dizer que é um trabalho de pares. Assim, acabei por "ajeitar" o trabalho do meu filho e de um colega. Duplamente culpada! 

 

E porque é que fui fazer uma coisa destas?, perguntam vocês.

 

Alguém por aí tem filhos em idade escolar? E no secundário, como é o caso dos meus? Pois... Quem tem ou teve, ou até mesmo recordando-se do seu tempo de estudante, saberá como é esta época de final de período. Senão, vejam: esta semana, o meu filho tem 3 fichas de avalição de 3 disciplinas estruturantes do curso, com carradas de matérias para estudar, e ainda a apresentação do tal trabalho. Isto numa semana de escola de 4 dias. Ora, quer dizer, não é fácil... É areia demais para camionetas tão "pequenas". Ou ele perdia tempo a ultimar o trabalho ou estudava para as fichas. E a dedicação a um trabalho que valerá muito pouco, prejudicaria o estudo para as fichas que, essas sim, têm um grande peso na avaliação. Vi-o aflito e foi aí que entrei eu. Mãe é mãe!

 

Grande exemplo de pedagogia que eu trago hoje!... 

 

Vá lá ver... quem é que vai atirar a primeira pedra? 

 

(Fonte da imagem: https://i2.wp.com/diiirce.com.br/wp-content/uploads/2017/09/maesemfiltro.jpg?fit=720%2C330)

 

 

Resiliência e superação: dois conceitos que me são (e saem) caros.

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Estão a ver aquele sentimento de alívio que nos invade quando se consegue desbloquear algo complicado? Por exemplo quando se alcança a resolução  de um problema desafio no trabalho ao fim de vários dias investidos nisso ou aquele alívio e descarga de tensão depois da adrenalina da preparação e apresentação de um trabalho na escola perante a turma ou num auditório perante uma informada plateia? Aquela altura em que finalmente vamos poder descansar o corpo e o espírito?

 

Pois... Esse meu sentimento só durou das 16 horas de terça-feira até às 9 horas de quarta-feira. Uma noite, portanto. Ultrapassada a situação anterior no emprego, outro problema ainda mais grave e de difícil resolução surgiu, também no trabalho. Reparem que desta vez não lhe chamo desafio... 

 

Tenho a sensação que há uma força qualquer na minha vida que existe para me lembrar de que nunca posso descontrair. É assim no trabalho, é assim na família, é assim na saúde. Na saúde, então, parece mau olhado! Depois de ultrapassado (até ver!) o cancro de há sete anos e ao fim de quase um ano de quimioterapia e radioterapia e essas coisas todas que curam e matam ao mesmo tempo, apareceu-me rinite persistente, asma, caí e parti o úmero, tive uma ciática, e mais um sem-número de maleitas que vão aparecendo a espaços regulares. Nunca me curvei. Antes digo sempre "Se o cancro não me matou, também isto não me vai matar" ou "Tive cancro. Não tenho medo de nada!".

 

Tem sido sempre assim. Quando descanso em relação a qualquer coisa, surge outra para me ocupar o cérebro. Talvez isto me livre de alzheimer, pelo menos. Ou então, talvez esta constante necessidade de adaptação seja a forma de a vida me ensinar o conceito de resiliência "the hard way". E, de facto, sou talvez a pessoa mais resiliente que conheço. Sou como a flor que não se verga à adversidade, que se recusa a aceitar não florescer só porque o contexto é desfavorável. Lutadora, nunca baixo os braços nem viro as costas a nenhuma dificuldade, ainda que sofra cá dentro, muitas vezes sozinha.

 

Esta faceta é-me reconhecida. Mas ser assim cansa...e muitas vezes aos olhos de quem nos rodeia, nós, as pessoas fortes, não precisamos de um abraço, de apoio, de ajuda. 

 

Estou em baixo. Não me interpretem mal. Não sou uma coitadinha. Eu até tenho uma boa vida, acho eu. Sou feliz. Mas tenho a sensação de que tenho uma praga às costas que volta e meia vira tudo do avesso num abrir e fechar de olhos. É só isso.

 

(A foto foi tirada por mim)

 

 

Com que então, Sapos do Ano 2017?

 

Estou um bocadinho a leste desta iniciativa, mas achei graça. Infelizmente, como estive ausente e sou pouco assídua à caixa de correio aqui do blog, só por acaso é que agora lá fui e descobri que fui nomeada para esta votação. Como é óbvio, não fiquei entre os "finalistas", que pelos vistos já foram escolhidos. Bem feito! É para aprenderes! Se fosses com maior regularidade ver os e-mails, tinhas sabido a tempo de fazeres propaganda eleitoral apelando ao sentido de voto. Prometias mais "condimento" nos posts sobre sexo e pimbas! Estava no papo! 

 

De qualquer forma, agradeço à (que deve ter sido uma) alma solitária que se lembrou de mim e me nomeou (já agora, quem foi?), tendo eu estado ausente e tal. Pelos vistos, longe da vista nem sempre é longe do coração. Eu, infelizmente, não nomeei ninguém porque de facto não tive conhecimento a tempo. Fica para o ano, se regressarem a esta ideia. De qualquer forma, quero dar os parabéns aos mentores e a todos os nomeados. 

 

Agora a sério, cá para nós que ninguém nos ouve, se eu fui nomeada é porque os organizadores deste "prémio" nomearam os "pequeninos" todos, né?  

 

 

29 Nov - Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano

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O Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano é assinalado anualmente pelas Nações Unidas no dia 29 de Novembro, de acordo as resoluções da Assembleia Geral A/RES/32/40 A-B de 2 de Dezembro de 1977 e A/RES/34/65 D de 12 de Dezembro de 1979, e as resoluções subsequentes adotadas no âmbito do ponto da agenda “Questão da Palestina”. A data de 29 de Novembro foi escolhida pelo seu significado para o povo palestiniano. Neste dia em 1947, a Assembleia Geral adotou a resolução sobre a divisão da Palestina (resolução 181 (II).
(…)
O Dia Internacional de Solidariedade representa uma oportunidade para chamar a atenção da comunidade internacional para o facto de a questão da Palestina continuar por resolver, e de o povo palestiniano não ter ainda visto reconhecidos os seus direitos inalienáveis conforme definidos pela Assembleia Geral, nomeadamente o direito à autodeterminação sem interferência externa, o direito à independência nacional e soberania, e o direito a regressar às suas casas e propriedades expropriadas. 

 

(Texto retirado da página do ACM - Alto Comissariado para as Migrações)

 

 

Coisas que só se toleram às velhas #1

 

Neste fim de semana fui a uma festa de aniversário de um sexagenário conhecido do M. Coisa caseira, familiar, sem "peneiras" (leia-se "vaidades", "manias"). Acabou por ser uma boa tarde de convívio à moda do campo, num barracão, com comidinha tradicional e gostosa, boa disposição e muita descontração. 

 

A certa altura, numa das minhas investidas à mesa das sobremesas, levo uma valente apalpadela no cu (no campo diz-se assim) e ouço a seguinte observação por parte da velhota apalpadora para outra velhota: "Está boa!" E depois para mim: "Já foste mais magra, não é?"

 

É! Infelizmente é! 

 

Moral da história :

 

Quando uma velha diz que estamos "boas" é sinal que estamos a ficar gordas e temos que começar uma dietazita. Vou tentar começar hoje...

Ouçam as velhas! Acima de tudo, interpretem corretamente as palavras das velhas!

 

 

 

Sou só eu...

 

... que anseia por um fim de semana ocioso de dolce fare niente, em que possa vegetar em pijama pela casa, e depois, quando isso acontece, parece uma barata tonta e depressiva por sentir falta de ocupação e adrenalina e por ver todos em casa a dormir porque só ela é que tem um relógio incorporado que a tira da cama cedo e só lhe apetece ter uma ocupação, tipo passar a ferro ou fazer bolos ou deitar-se na cama a ler mas está lá a dormir o M (que raiva!) e não quer acordá-lo e por isso é que está aqui em frente ao computador a partilhar estas duas linhas???

Sou só eu?

OK! Talvez a psiquiatria saiba explicar isto...

 

Mandamentos da blogosfera #1

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Olá, olá!!! Como estão todos? Espero que esteja tudo bem com vocês. Eu cá vou andando, mais cheia de trabalho do que nunca, mas de boa saúde.

 

Voltei para uma pequena incursão, basicamente para vos lembrar desta amiga desaparecida. Percebi que não tenho condições para ser assídua como gostaria, mas talvez consiga vir cá de vez em quando dar um ar de minha graça. 

 

E o que é que trago hoje? Bem, para quem ainda há pouco tempo se dizia uma naba nestas andanças, e a acrescentar a isso, esteve meses sem cá pôr os pés, trago a minha perspetiva sobre como blogar. Vejam bem isto! Presunção e água benta... 

 

Seguem-se alguns mandamentos que me ocorreram assim de repente. Esta poderá eventualmente ser uma paródia em vários atos, porque haverá certamente mais. Aliás, aceitam-se sugestões. Com a vossa ajuda talvez consigamos encontrar mais cinco para atingir o número místico. 

 

Faxavor de ler como se fossem o Salazar a discursar com aquela vozinha pausada, esganiçada e paternalista, que só o Cavaco, uns bons anos mais tarde, mas de forma só aproximada e algo torpe, conseguiu imitar.

 

Cá vai!

 

1 - Não fareis incursões por assuntos dos quais não vedes boi, para não fazerdes figura de urso. Se fordes teimoso e mesmo assim quiserdes fazê-lo, estudareis os assuntos, nem que seja com recurso à wikipédia. Lembrai-vos que não podereis argumentar se não souberdes do que estais a falar. Mas precavei-vos: não copiareis de lado nenhum, senão ainda vos meteis numa carga de trabalhos.

 

2 - Não tecereis opinião sobre assuntos como política, religião, sexo (de forma demasiado explícita) ou outros temas fraturantes, ainda que tenhais a vossa opinião bem alicerçada, porque haverá sempre algum beato, algum púdico ou algum intolerante que não aceitará bem a ideia de pluralismo democrático e, à falta de argumentos, dará coices. (este mandamento saiu-me do couro...)

 

3 - Em nehuma circunstância mostrareis demasiado de vós próprios, muito menos facultareis a vossa identidade. Lembrai-vos que poderão haver por aí doidos varridos ainda piores que vós, que descobrirão que além de inteligente ainda és linda e nunca mais vos deixarão em paz.

 

4 - Fareis um esforço no sentido do domínio correto da língua de Camões e de uma vez por todas não sereis displicentes a escrever, por exemplo (forma errada a vermelho e riscada, para não restarem dúvidas; certa a verde): "À  dois anos eu fui à missa", "está um tempo solarengo soalheiro", "ainda se vêm  vêem alguns homens machistas", "não tem a haver a ver com o assunto", entre outros exemplos, para não falar da falta de acentuação e pontuação.

 

5 - Engraxareis Afagareis a pele rugosa das patas do anfíbio a espaços temporais regulares e assim obtereis o seu reconhecimento, conseguindo que os vossos escritos sejam plasmados em local de destaque nas suas páginas dia sim dia não.

 

 

(Informo que talvez publique esta pérola vários dias, até vos vencer pelo cansaço e obrigar cada um de vós, meus seguidores, a lê-la. )

 

Não é um "adeus"!

É só um "até já"... pelo menos por agora é nisto em que acredito. 

 

Circula por aí um pensamento, daqueles profundos a puxar para o meloso, que os verdadeiros amigos aceitam as ausências uns dos outros. Mesmo sem contacto durante um período prolongado de tempo, amigos serão sempre amigos. Suponho que seja verdade. 

 

Criei uma grande empatia com muitos de vós e acho que é um sentimento recíproco. À nossa maneira, à maneira virtual, somos amigos. E como amigos que somos, espero que aceitem o meu silêncio. Está tudo bem comigo e a ausência, infelizmente, não tem a ver com férias. Essas ainda não começaram. Falta pouco...

 

Quando eu fazia um esforço para aqui "picar o ponto" e me queixava da falta de disponibilidade e tempo, não era da boca para fora. Agora aceitei que não consigo mesmo. Teve que ser. Como não disponho das condições ideais para estar presente na blogosfera cumprindo aquilo que considero os mínimos  (que envolveria publicar e seguir os outros blogs com maior assiduidade), tenho vindo a desmotivar.  Não são vocês. Sou eu.  Não são vocês, sou eu???    

 

Bem, um dia destes a malta vê-se. Não é um "adeus"!

 

 

São tendências...

 

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Felizmente o meu filho deixou de usar fraldas por volta dos 3 anos... 

 

Agora a sério! Como é que estas calças a cair pelo cú abaixo podem ser tendência? Hã??? O meu adolescente cá em casa não gosta deste estilo (Graças a Deus, meu povo!), mas se gostasse eu não permitia uma coisa destas. Ai não saía assim à rua não, ou eu não me chame Maria! 

 

 

 

 

Vamos lá ver se nos entendemos!

 

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Desde que comecei a dedicar quase diariamente uma fatia do meu tempo ao blog, que uma preocupação me persegue. Chegou o dia em que tenho que a partilhar. Mas vamos por partes.

 

Em primeiro lugar, dizer que quem está nesta vida (agora soou-me a qualquer coisa pouco apropriada... ), concordará comigo nesta apreciação que faço. Falo por mim. Quando tenho tempo (O que de momento não está a acontecer. Notem que este texto já aqui anda em rascunho há meses!), eu gasto mais tempo ligada ao Sapo a interagir nos blogs dos vizinhos do que a produzir conteúdo para o meu próprio blog. Gosto de fazer o périplo pelas publicações do dia e isso leva tempo. Ultimamente tenho falhado nisso. Vou lendo mas não consigo comentar como fazia, nem sequer às vezes responder aos vossos comentários às minhas publicações. Há por aqui muita coisa digna de ser lida. Por um lado gosto mesmo por interesse genuíno e por outro lado acho que devo, até por respeito a quem também lê as minhas cenas.

 

É mais à noite que me sento em frente ao pc dedicada a isto, normalmente enquanto vou deitando um olho ao jantar (Sim, já aconteceu de o deixar queimar!). Durante o dia o máximo que normalmente consigo é espreitar de vez em quando o telemóvel (quando as tarefas do dia o permitem) e responder a comentários aos meus posts e hoje em dia nem isso. Por vezes, à hora de almoço também arranjo uns minutos para cá vir (porque almoço em dez minutos a comidinha da marmita que levo de casa todo o santo dia).

 

Retomando a ideia: do pouco tempo que tenho para andar por aqui, quando a vida corre de feição (Não é o caso ultimamente!), grande percentagem é usada na interação com os vizinhos.

 

Notaram certamente que eu utilizo muitas vezes o termo "vizinhos" referindo-me aos restantes bloguistas cá do Sapo. Pois, mas lamento dizer que não se trata de tentar utilizar uma metáfora bonita em que a blogosfera seria a rua lá do nosso bairro e os bloguistas os nossos vizinhos como se cada blog representasse uma casa e os proprietários fossem os bloguistas. Nesta metáfora talvez os posts pudessem ser bolinhos quentes, acabados de sair do forno que se fazem para oferecer aos bons vizinhos que apreciam a nossa qualidade de pasteleiros. Mas não, não é nesta metáfora que penso quando me dirijo a vocês por vizinhos. Penso que nem sequer será original! Quem é que não se lembrou já disto?

 

E aqui reside o busilis da questão. Escolhi tratar-vos preferencialmente por vizinhos porque honestamente não sei como tratar-vos. Refiro-me obviamente àqueles contextos em que não se adequa nomear cada um de vós em particular. 

 

Pensei em várias alternativas, mas nenhuma me parece adequada. Senão vejamos (reparem no pormenor da menção aos dois géneros, não vá a Catarina Martins ler isto!):

 

Bloguista(o)  

Demasiado frio e distante, como se estivesse a falar  de alguém que se define unicamente pela participação nesta comunidade e eu vejo-vos para além disso. Idealizo-vos as feições, os trejeitos, imagino as vossas vidas através dos vossos relatos, passaram a fazer parte da minha própria vida, a bem dizer são meus. E eu não posso dizer que tenho bloguistas, não é? (Agora estão com meeedo, muuuiiito meeeeedo desta maluca! Muuuaaaahhhhh!!!!)

 

Companheiro(a) e camarada(o):

Demasiada conotação partidária, um mais à direita outro mais à esquerda, mas são efetivamente termos partidários. Além disso, companheiro é também já usado para falar daquela pessoa que mora connosco em união de facto. Qualquer uma das utilizações situa-se, portanto, longe da relação que temos por aqui. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra!

 

Colega(o):

Esta nem se fala. O M. diz que na tropa era recorrente dizer-se que colegas são as pê-u-tê-ás, como diziam os meus filhos em pequenos para fugir ao palavrão. Desde o dia em que fui confrontada com esta informação, nunca mais consegui olhar para a palavra "colega" sem me lembrar das coitadas das mulheres que ganham a vida vendendo bocados de si. Não é assim que vos materializo na minha mente, descansem.

 

Parceiro(a):

Remete demasiado para os tempos da escola. Lembra-me a A, aquela parceira de carteira de má memória que com o tempo se revelou uma autêntica ... "colega" no sentido atribuído nos quartéis da tropa por este país fora, se é que me faço entender...

 

Tipo Bro(a) / Mano(a), tás a ver?:

Esqueçamos lá isso, que já não tenho idade para me aventurar nessa gíria própria da juventude.

 

Amigo(a):

Esta sim! Por várias vezes senti o apelo de utilizar este termo e julgo até já ter utilizado, mas muito a medo. Tenho receio que não seja bem aceite desse lado, que seja considerado um abuso de confiança. Afinal, amigo é especial. Amigos temos poucos. Amigo não é para qualquer um. Podemos ser amigos?

 

(Imagem: https://www.mensagenscomamor.com/) 

 

 

Aparentemente não se passa nada...

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A minha casa está uma desorganização que só visto. Em muitos sentidos. E quem diz a minha casa, diz a minha cabeça, a minha vida. Ninguém imagina os demónios que cada mente alberga, as feridas que cada corpo carrega. Mas para fora uma existência feliz, uma vida por muitos desejada. Uma ilusão... Não sabem nada. Todos carregamos a nossa cruz e cada um é que sabe o peso da cruz que lhe verga as costas. E a minha não tem sido leve... 

 

Cá me vou aguentando, uns dias melhor, outros dias pior. Hoje manifestamente mal! É a vida e temos que a viver conforme se nos apresenta. E só temos uma...

 

 

A brincar, a brincar...

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A brincar, a brincar... vão-se dizendo umas verdades importantes que devem ser repetidas até à exaustão, se for necessário. 

 

Tenho impressão que esta nova geração de jovens não está muito desperta para os perigos de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, nomeadamente o vírus VIH. O facto de se conseguir hoje viver com o vírus sem que a doença se manifeste, devido em grande medida aos medicamentos que já existem, diminuiu a discussão à volta deste assunto. Já não estamos em estado de alerta. É, pelo menos, a impressão que tenho.  Isto, numa altura em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) adianta que há uma tendência crescente de resistência do vírus VIH às drogas / antirretrovirais disponíveis. Preocupante... 

 

Segundo me parece, a liberalização sexual e a troca e acumulação de parceiros sexuais, aliadas ao facto de as meninas começarem a tomar a pílula cada vez mais cedo, são fatores de risco. Os jovens, no que diz respeito à sua sexualidade, sentem-se seguros. A sua preocupação primeira (por vezes, única) é evitar gravidezes indesejadas. Não sei se será regra, mas que conheço casos, conheço.

 

Nunca é demais, portanto, apelar ao sexo seguro, promover o uso de preservativo, e mais importante é no verão, estação mais propícia a comportamentos sexuais de risco. Apesar de hoje em dia já não se falar tanto da sida (ou por isso mesmo), é importante que tenhamos consciência do perigo que é praticar sexo sem proteção e fazer ver isso aos nossos jovens.

 

 

 

Furos jornalísticos... ou nem por isso!

 

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No jornalismo, quando não há furos, é preciso criá-los, nem que seja artificialmente. Normalmente recorre-se ao assunto tempo, como aliás fazemos todos quando não sabemos o que dizer. É sempre uma saída airosa. Assim, no verão fala-se do calor e dos incêndios. Não sei porquê, mas desconfio que isso até funciona como rastilho. No inverno é a chuva, as inundações ou o frio. Todos estes são sempre assuntos de recurso, à falta de outras notícias que encham as páginas dos jornais e principalmente os ecrãs das televisões. E depois, como sabemos, somos obrigados a ver esse assunto ser repetido até à exaustão.

 

Esta tendência até me permitiu há uns tempos, num dia frio de pleno inverno, rir um bom bocado com uma reportagem daquelas em que andavam na rua a perguntar aos transeuntes se tinham frio, até que uma mulher respondeu qualquer coisa como isto, num português com sotaque estrangeiro: "Não, eu não tenho frio. Eu sou da Rússia. Aqui em Portugal não faz frio". Pronto! Matou logo ali a reportagem. Lembrou-me aquele sketch do Herman com o entrevistado que não sabia nada do que lhe estavam a perguntar, apesar de o quererem guiar num determinado sentido, e só respondia: "Pois... Não... Não sei... Eu é mais bolos e batizados...". 

 

 

Rapidinhas #1

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Digam lá que esta simples imagem e a piada associada não estão uma pequena pérola?!   

 

 

(É o que se consegue arranjar para hoje. Queria ter tido tempo para escrever sobre as minhas "alservações" da tarde de praia que passámos no domingo, mas não consigo encontrar tempo. Volto a esse assunto noutra altura, espero. Entretanto, deixo este postezito só para me obrigar a não me ir afastando cada vez mais deste mundo. Na convicção de que quem cá vem merecia melhor, claro... Está complicado...)

 

 

 

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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