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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Sou só eu?

Sou só eu que, quando estou ocupada (que, a bem dizer, entre o trabalho e a casa, é quase sempre!), me lembro de temas engraçados ou interessantes para abordar aqui e digo para mim própria "logo tenho que escrever sobre isto" ou "quando puder tenho que dar a minha perspetiva sobre aquilo" ou "esta situação é hilariante, tenho que partilhar" e depois, quando posso, não me consigo lembrar do que é que se tratava? Sou só eu? 

 

Garanto que se eu me conseguisse lembrar de todos os pensamentos malucos que me passam pela cabeça ao longo do dia e todas as sensações e vivências, este blog seria muito mais apelativo! Assim, paciência! Só posso pedir que desculpem qualquer coisinha e vão aturando a minha mediocridade. Comigo é assim: fica só a promessa do que poderia ser (se me lembrasse, se tivesse mais tempo, se se se...). Como aquele jogador da bola que passou ao lado de uma grande carreira... assim sou eu. 

 

Esta abordagem hoje porquê? Porque é que haveria de ser? Porque tenho estado para aqui a dar voltas à cabeça para me lembrar de qualquer coisa que me ocorreu explorar aqui e não consigo lembrar-me. É aflitivo! Tenho mesmo que obrigar-me a trazer sempre comigo um moleskine para apontar tudo. Está visto que só mesmo assim! 

 

Entretanto, conheço-me muito bem e sei que vou continuar obsessivamente a tentar lembrar-me do raio do assunto. Não me sai da cabeça! Que consumição! Ai ai... Acho que já estou a precisar de férias outra vez...  

Bem vistas as coisas, continuo a preferir o verão!

Estamos quase em outubro e parece que estamos no verão. Já tinha dito que eu gosto é do verão? Pois, é do verão que eu mais gosto.

 

Gosto das férias.

(Mas sinto sempre que não espremo delas todo o sumo.)

Gosto de sol e calor. 

(Mas também gosto de fugir deles e procurar as sombras.)

Gosto das noites de verão e de estar deitada na cama com o M. ao lado, a sentir a brisa a entrar por uma janela aberta.

(Mas não gosto das moscas, melgas e mosquitos e afins.)

Gosto de pouca roupa e dos pés ao léu.

(Mas sinto falta dos meus lenços e das botas de inverno.)

Gosto de processar vitamina D com fartura para os meus ossinhos e articulações andarem nos "trinques".

(Mas o calor em excesso deixa-me prostrada, sem ação.)

Gosto que o meu cérebro produza serotonina em abundância para eu andar feliz e contente.

(Mas também sou tão feliz no Natal!)

Gosto dos sonos tranquilos, da melatonina e da ausência das ralações do trabalho.

(Mas levo o trabalho sempre comigo.)

Gosto do relaxamento e da inércia dos dias de ócio.

(Mas tenho bichos carpinteiros e não consigo estar parada muito tempo.)

Gosto da liberdade dos dias longos e de ter tempo.

(Mas os dias não me dão tempo suficiente para gozar dessa liberdade.)

Gosto do efeito que o sol e o calor têm sobre a líbido. 

(Mas também gosto do conforto e aconchego de uma conchinha nas noites frias de inverno.)

 

Sim... bem vistas as coisas, continuo a preferir o verão. 

 

Só sei dizer que, se o outono continuar a oferecer-nos as condições meteorológicas dos últimos dias, candidata-se a passar a ser uma das minhas estações preferidas. E não está fora de questão ainda dar um saltinho à praia este ano... Essa é que é essa! 

Está à porta o fim-de-semana. Quem sabe?... 

 

 

O que é que eu faço a esta gente???

Como disse, cá estou eu com os apontamentos deste dia quase exclusivamente dedicado à minha saúde:

 

Nas análises ao sangue, logo de manhã:

 

Analista: "Como está? Está com bom ar, um ar VIVO!"

 

Pois, morta não estou, não. Mas eu percebo o que ele queria dizer. Não é tanto o cancro, mas sim os tratamentos ao cancro: deixam-nos com um aspeto doente, amarelo, mau. Por isso, aceitei como um elogio e fiquei feliz. 

 

Seguiu-se o tempo de espera pela consulta. As análises demoram cerca de duas horas e a doutora ia, justificadamente, atender primeiro os doentes que fariam quimioterapia a seguir. Aproveitei o compasso de espera para ir a outro consultório levantar as análises à urina, aquelas que identificariam a bactéria e me confirmariam se a bicha é sensível ao antibiótico que ainda estou a tomar. Sim, a bicha é sensível. Assunto resolvido! 

 

Antes de voltar ao hospital, tempo para um cafezinho e um bolo carregado de creme como eu gosto, com o M. num café próximo. Tão bom, coisa rara! A única lembrança boa que tenho dos tempos dos tratamentos é a destes momentos a dois que nunca temos no dia-a-dia.

 

Regresso à oncologia. Muita gente, rostos tristes e amarelados, desmoronamento de um familiar num choro já longamente contido, cabeças cobertas por um lenço, boas almas voluntárias a oferecer café e bolinhos aos doentes. Nunca mais voltei à sala de tratamentos, mas espreito sempre para ver se há pessoas da minha idade ou se são menos jovens e, efetivamente, são quase só pessoas mais velhas. Tudo isso outra vez. Consulta já no início da tarde. Novidade ou talvez não: tratamento hormonal por mais 5 anos. Nada que eu não esperasse, mas que me deixou com um gosto agridoce. Conversa sempre interessante com a médica: os filhos, a escola, o estado da educação e da saúde em Portugal. Consulta daqui a um ano, e entretanto, em seis meses, consulta de ginecologia e mamografia. 

 

Almoço tardio com o M. num restaurante habitual. O resto da tarde, enquanto o M. teve uma reunião de trabalho, eu fui às compras. Nunca posso ir em dias de semana e soube-me tão bem! Aproveitei e fui à operadora de telemóveis saber a razão de o dinheiro do telemóvel dos miúdos desaparecer a olhos vistos. Simples: plafond de internet ultrapassado e  dinheiro a ser debitado à fartasana. A menina quase me convenceu a aumentar o plafond porque realmente, como está, ainda gasto mais. Mas quando já ia para fazer isto, caí em mim e percebi que eles tinham que tirar uma aprendizagem disto. Em vez de aumentar o plafond, bloqueámos o limite de maneira a que, quando o atingirem, não tenham mais dados móveis. Talvez no Natal voltemos a negociar de outra maneira. Por agora, tinham que ter um castigo.  

 

Chegamos a casa. Filho no treino e filha a ver televisão.  What else? Descobriu o raio da tal série num canal da televisão. Lembram-se dos impedimentos que definimos cá em casa? Pois! O jogo da playstation preferido desapareceu, o computador tem password e o portátil está escondido. Mas não desistem. São como a mãezinha deles. Para além da tarde de televisão porque coitadinha tinha tido uma manhã de trabalho intenso e sofrimento atroz nas aulas, à nossa espera, no memorando do frigorífico, juntamente com os convites da escola para a cerimónia de entrega dos Quadros de Excelência, tínhamos o seguinte texto. Deliciem-se!  

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O que é que eu faço a esta gente?  

No big deal!...

Hoje é dia de visita à médica oncologista. Uma visita de rotina, como tem acontecido nos últimos 5 anos, por esta altura. Mas a esta visita vou tranquila, ela não me assusta como as visitas anuais para fazer a mamografia. Aí, sim, como eu contava nesse post, é que eu volto a reviver tudo o que passei em 2010 e volta uma angústia, um pânico de que me digam algo que não quero ouvir e... Ai, lá estou eu! Xô!! Hoje não quero falar em coisas tristes!

 

Hoje levo comigo a expetativa de que, como já passaram 5 anos, a médica queira fazer alteração ao tratamento hormonal que eu ainda faço. Trata-se de um comprimido diário que inibe o reaparecimento de tumores de origem hormonal (que era o caso do meu), mas que também me trouxe alguns sintomas de menopausa precoce, apesar de as análises hormonais dizerem que ainda não entrei nessa fase. Acho que hoje vou saber se continuo o tratamento ou se paro por aqui. Nem sei bem o que prefiro... O comprimido dá-me alguma segurança... 

 

Bem, mas o post, esse, paro mesmo por aqui. Vou agora enfrentar as esperas no hospital. O M. vai comigo, como sempre. 

 

Depois volto cá para contar como foi. Até logo. 

Medidas drásticas!

Hoje teve que ser! 

 

Mais uma vez cheguei a casa e mais uma vez a filha no computador a ver uma série qualquer. "Pretty little liars", acho eu. Alguém conhece? Ganhou uma obsessão com esta série que é uma coisa por demais e que lhe rouba tempo infindável de estudo.

 

Ela está no 10º ano e já não é brincadeira. Se quiser lutar por uma média confortável para entrar no curso que preferir, tem que começar já a trabalhar para isso. Todos sabemos isso, certo? E tudo isto eu lhe repito vezes sem conta, como é óbvio. Sem sucesso, aparentemente. Diz-me que não me preocupe, que vai ter 20's e tudo! Sabemos que não é assim tão fácil, mas vá-se lá conseguir convencê-la disso, com aquele apelo constante da tal série na qual está viciada?!

 

Hoje decidi então pôr um ponto final. Ora bem, ela vê a tal série porque instalou um programa chamado "Popcorn Time" ou qualquer coisa assim, através do qual tem acesso aos episódios que quiser. Sim, porque parece que a série ainda não passou na televisão portuguesa. Vai daí, eu, toda esperta, aproveitei agora ao fim da tarde que ela foi para a explicação de Matemática e toca de ir tentar desinstalar o tal programa. Tentar eu tentei, mas era o desinstalavas! O tal Popcorn é tão bom ou tão mau, que não permite remover do pc / desinstalar. Nunca me aconteceu tal coisa! Porque será? 

 

Como não desisto à primeira, e enquanto não percebo a razão de não conseguir remover o bicho, só me restou definir uma palavra-passe para se entrar no computador! Resolvido! Pronto, agora só lá entra quando eu quiser! 

 

Sim, eu sei! É verdade! O ideal seria ela e ele cumprirem os ensinamentos da mãe, obedecerem cegamente aos meus conselhos, blá blá blá. Mas a verdade é que não tenho filhos perfeitos. Haverá filhos perfeitos? E comigo, se não vai a bem, vai a mal! Desistir é que não desisto! Quando voltar a ter confiança nela, devolvo-lhe o controle do uso do computador. Simples!

 

Isto hoje está mesmo tudo do avesso cá para os meus lados! É que, como se não bastasse isso, na minha labuta de volta do pc, ainda fui obrigada a ver conversas de chat esquecidas abertas do filho com uma menina que me deixou preocupada pelo cariz quase sexual das mesmas. Agora tenho também que ter uma conversinha com ele. Ai que isto de educar adolescentes é tão difícil! SOCORRO! 

Carta aberta à vizinhança.

 Cara vizinhança do Sapo e arredores:

 

É impressão minha, ou a moda que infesta o Facebook de mandar indiretas (daquelas que nunca acertam o alvo ou acertam em vários porque a carapuça pode assentar a qualquer um e, muitas vezes, até acontece que a quem se dirige é que não chega porque essa pessoa está mas é a cagar para a opinião de alegados invejosos e ressabiados...), a moda de mandar indiretas, dizia eu, e de fazer moralismo bacoco sobre os comportamentos dos outros, alastrou-se à blogosfera? Ou já é tradição antiga? Elucidem-me, que eu gosto de saber com quantas linhas me coso.

 

Não tenho visto isso propriamente nos vizinhos mais próximos (vocês!), mas que os críticos compulsivos andam aí, lá isso andam! Que raio! Às vezes até criticam quem critica, ou seja, fazem críticas a si próprios. Será falta de discernimento, falta de assunto ou regra blogueira? Para me sentir inserida na comunidade, tenho que passar por esta etapa? Então, pronto: aqui têm este post/carta. Eu a criticar quem critica. Que tal? Mas garanto que será o último e foi mesmo porque tenho um problema de regurgitação do pensamento reflexivo: não consigo evitar uns refluxos e umas golfadas em sequência das minhas indignações. Can't keep my mouth shut!, digamos... (Fica sempre bem umas tiradas em inglês...)  

 

Não havia "nexexidade", como dizia o outro... Deixemo-nos de m&$das! O que é que me interessa a mim que me dêem a vossa perspetiva pessoal crítica sobre o vizinho A, B ou C anunciar a nova estação ou fazer ver a sua alegria por ser sexta-feira ou repetir e copiar o assunto X ou Y, tudo assuntos que vocês ao abordar, lá está, acabam também por abordar e passam também a ser alvos das próprias críticas? Chegaram lá? Como vêem trago aqui um assunto altamente complexo e pertinente. É ou não?

 

Meus amigos, hoje em dia já ninguém inventa nada! Nem mesmo os blogs in do pedaço, lamento dizê-lo com toda a frontalidade. Já está tudo inventado!  Além disso, cada um faz com o seu espaço o que bem entender! Há lugar para todos! Quem somos nós para criticar o que quer que seja? E outra coisa: há mais vida para além dos blogs (e, já agora, para além do vosso umbigo!)! Esta faceta das nossas vidas é, em alguns casos, a meu ver, nitidamente sobrevalorizada, não será? O melhor será cada um de nós olhar em volta e ver se não estamos a perder alguma coisa importante na nossa vida na sequência dessa sobrevalorização... 

 

Quero a propósito deste assunto aqui lembrar uma máxima de uma velhinha que sabia as coisas da vida, com aquela sabedoria popular que já é rara nos nossos dias. Dizia ela: "Nós só semos (sim, "SEMOS"!) aquilo que semos. Não semos o que pensemos." Paremos para pensar nisto. Dêmos-lhe ouvidos e contrariemos então os nossos egos, que só lhes fica mal - aos egos - tanta arrogância e sobranceria, ok? 

 

PEACE AND LOVE, my friends! E assuntos de interesse, se faxavor! Até leio de bom grado a opinião de cada um sobre a relação entre Física Quântica e espiritualidade ou sobre o estado da economia mundial. Se tiver que ser, seja... Argh!!!  Ou simplesmente episódios engraçados das nossas vidas ou conselhos práticos. Isso sim! Não estou é para perder o meu precioso tempo a ler considerações morais sobre os outros. Quero conhecer a vizinhança, não o que uns vizinhos pensam dos vizinhos do lado. E, se não tivermos nada de interessante para dizer sobre nós ou para ensinar aos outros (acontece aos melhores!), não nos caem os parentes na lama se nos calarmos um bocado e "ouvirmos" o que os vizinhos têm para dar a conhecer sobre si próprios. Mesmo que não concordemos com a forma como varrem o seu quintal ou não separam o lixo nos caixotes. Sim? 

 

Mas isto é só uma novata por estas bandas a falar... Sei que esta abordagem poderá parecer um bocado rude, mas, que se lixe!, já não tenho idade para ter pudor em dizer o que penso. E por essa mesma razão desandarei daqui pra fora, se começar a ver que isto se torna "tóxico" na minha vida. Toxicidade, não! Já tenho/tive a minha dose... Quero é rir-me e aprender qualquer coisa com todos os que encontro, como tão bem já me têm provado saber fazer.

 

Os que tiveram pachorra para ler as minhas humildes palavras, agora sintam-se à vontade para fazer o gosto ao dedo. Desboquem-se sem dó nem piedade. Sem censura, mas também sem ofensas, como eu gosto! Também não espero outra coisa. Agradecida! 

 

Beijos e abraços,  

Maria.

 

 

PS:

Reparem que me incluo também como objeto da reflexão. Não é necessário lembrar-me, que eu tenho consciência disso, ok? Sou sujeito e objeto da reflexão, portanto também contra mim falo e de futuro pretendo seguir o meu próprio conselho.

Acho que não me safo de vir a ser um caso de estudo de um qualquer estudante de psicologia... ou mesmo psiquiatria...  

 

Não imaginava que o tivesse escrito na testa...

 

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(Imagem retirada daqui)

 

Quando me auto-proclamei de "naba"... não imaginava que o tivesse escrito na testa.  

 

Vamos aos factos:

 

No último sábado, num intervalo da organização da casa para ficar minimamente apresentável e de fazer máquinas de roupas e mais roupas, ainda houve tempo para uma ida ao shopping, à noite, passear um bocadinho, ver as lojas e jantar em família uma daquelas refeições rápidas, ao gosto de cada um. Às vezes, apetece e sabe bem.

 

Como precisava de um gel de banho de uma marca de que gosto muito, fui a essa loja e lá comprei o artigo. Ia com a minha filha. Nesse momento o pai passeava pelas lojas com o filho, eu com a filha. Homens e mulheres juntos às compras, nunca dá muito bom resultado... 

 

A menina da tal loja de uma marca cujo nome eu não digo porque não precisa da minha publicidade grátis , simpática e atenciosa, no final da compra, pergunta-me se conhecia uma app que poderia instalar no telemóvel para ter promoções e vales de descontos da marca. Porque respondi que não, ou da leitura que fez da minha pessoa, tirou imediatamente a seguinte conclusão: 

 

"Talvez seja melhor explicar à sua filha. Como se chama ela?" 

 

Disse-lhe o nome. Neste momento eu, de boca aberta, já só respondia mecanicamente, espantada e divertida com o que se estava a passar.

 

Chamou a minha filha pelo nome e explicou-lhe todos os pormenores do que deveria fazer para ajudar aqui a cota a ter uma bendita app no telemóvel com a qual a cota pouparia dinheiro, como se a cota não estivesse ali.  

 

Deixei que tudo se passasse, incrédula, sem um único comentário queixoso, até porque, sinceramente, a minha vontade era desmanchar-me a rir desalmadamente. No final da explicação, apesar de a mesma não ser dirigida a mim, agradeci a atenção dispensada, que eu sou uma pessoa educada. Senão, vejamos: a menina, apesar de alguma falta de tato, estava a cumprir o seu trabalho e achou que o cumpriria melhor se não fizesse a explicação, aparentemente segundo a apreciação dela, a uma cota naba nas tecnologias... Teve boas intenções e é uma boa profissional, portanto. Respeito isso! 

 

Na realidade, não fiquei nada ofendida. Só achei graça e eu e a minha filha ainda nos rimos mais tarde à conta deste episódio anedótico. Só mesmo a mim, realmente! 

 

PS: Juro que não aparento ser completamente desprovida de um domínio mínimo aceitável da tecnologia. Como é que os meus filhos dizem? - não sou assim tão noob!... E isso também não se vê a olho nu, convenhamos, ou vê? Também garanto que não tenho aspeto de imbecil ou decrépita!  Os 40 são os novos 30 e eu até estou muito bem para os meus 45 anos... Acho eu... 

Começou a época

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 (Créditos na imagem)

 

 

Falo de futebol, pois claro.

 

Hoje de manhã lá fui eu assistir ao jogo do meu "Messi". Está a jogar bem que se farta, o gajo! Sai ao pai, que também jogou à bola na equipa cá da terra, tal como o filho agora joga. Diz quem sabe que ele era bom, um tecnicista. Acho que o filho faz justiça à habilidade do pai. Até já foi chamado para fazer um treino no Benfica, atenção! Já jogou na posição de avançado, mas agora está a jogar a médio. Distribui jogo, é uma espécie de patrão da equipa. Hoje marcou um golo de fora da área, um "chapéu" irrepreensível. Que orgulho! 

 

Adoro ir à bola ver o meu filho. E ele adora jogar à bola. Joga aqui na equipa da terra, uma terra pequena onde não há assim tantos jogadores e muitos deles, uns após outros, foram saindo para outras equipas de terras maiores aqui à volta. Agora a equipa do meu filho está com dificuldade em ter jogadores suficientes e corre o risco de não conseguir cumprir a época. Estou triste por isso, porque sei que ele também ficará, se tiver que deixar de jogar. Estou triste e indignada com a atitude dos pais que se deixaram levar pelos caprichos dos filhos em querer ir jogar para outras equipas, deixando os companheiros de equipa de longa data, da equipa onde desde sempre frequentaram as escolinhas de futebol, em perigo de ficar sem jogar. E tudo só por vaidade de ir para uma terra maior. Acabaram por ir todos para equipas de cidades, mas que estão na segunda e terceira divisão distrital, deixando a equipa cá da terra que, vejam bem, está na primeira divisão distrital. Ainda se fossem jogar no campeonato nacional, com o sonho de virem a ser jogadores profissionais de futebol, eu até entendia... Agora assim... Alguns até têm ficado no banco! Inteligentes!!! Vá-se lá perceber?! 

 

O ser humano continua a surpreender-me. Para mim estas que descrevo são atitudes de labregos, de pacóvios que se sentem inferiorizados ou envergonhados das suas raizes rurais.  Eu teria vergonha é de ensinar os meus filhos a ter atitudes destas, a olhar só para os seus umbigos. Por isso é que, cada vez mais, os jovens são seres insatisfeitos, narcisistas e sem empatia pelos sentimentos dos outros. A deslealdade, a traição (para mim é disso que se trata!) permitida pelos pais, hoje é no futebol,... amanhã será em quê? 

 

O futebol, como outros desportos coletivos, é uma atividade tão importante para o crescimento dos miúdos, ao nível físico, mas também ao nível social, em termos de aprendizagem de valores, da vivência do espírito de equipa, da noção do coletivo, do respeito pela autoridade. Estes pais que estiveram tão dispostos a fazer todas as vontades aos filhos (neste caso, até as promoveram!), estragam tudo num ápice. Ignorantes! Por estas e por outras é que vou perdendo a fé na humanidade...

 

Mas, por outro lado, sinto-me feliz de ter um filho que, com tudo isto a acontecer, não se deixou influenciar e nunca sequer sugeriu mudar de equipa. Um filho que é leal à sua equipa de sempre, mesmo correndo o risco de ficar sem jogar. Meu rico filho! 

Tiradas familiares #8 (B - memória seletiva)

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Filha, hoje ao almoço: "Sabiam que hoje só nos lembramos de 40% do que se passou ontem?"

 

Não, não sabia. Longe vai o tempo em que os ensinamentos cá em casa eram dados num só sentido...

Fiquei, portanto, a saber que, quando digo que tenho memória seletiva, é mesmo verdade! Pelos vistos, todos temos. O meu problema é que, por vezes, seleciono mal o conteúdo daqueles 40%... Mas isso já é outra estória...  

 

 

 

Se os amas...

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(Créditos na imagem)

 

... deixa-os dormir. 

 

Hoje é dia de limpezas. A esta hora já deveria estar em plenas funções. Mas encontrei uma bela desculpa para passar por aqui: não posso fazer barulho, que o povo cá de casa está todo ainda a dormir. Além disso, trata-se também de mão-de-obra. Involuntária, mas mão-de-obra. Adiemos um bocadinho, então. 

 

Bom dia! Bom fim-de-semana! 

Um serviço limpinho!

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(créditos na imagem)

 

Há uma semana que ando a combater uma infeção urinária com água, muita água. Tenho bebido, por dia, três a quatro litros e tenho, assim, aliviado os sintomas e levado uma vida quaaaase normal. Tenho esta mania de evitar químicos até à última, mas o que é certo é que parece que a bactéria só pode mesmo ser combatida com antibiótico. Hoje de manhã bem cedo, depois de uma noite em claro a correr para a casa de banho, lá fui eu ao médico. 

 

Fui rapidamente atendida, por uma médica do mais simpático que eu já conheci em toda a minha vida. "Ó filha isto", "Ó querida aquilo"... Uma jóia de pessoa. Muito atenciosa, mesmo!

 

Mediu tensão, ótima. Palpou a barriga, aparentemente tudo bem. Não tinha febre. Disse-me que teria que fazer análises à urina para confirmar a existência de infeção logo ali naquele momento e, após dois dias da colheita, identificar-se-ia a bactéria responsável pela infeção. Entretanto medicar-me-ia com um antibiótico para ver se melhorava.

 

Leva-me, então, para um gabinete de enfermagem. A enfermeira não estava.

 

- É aqui que vai colher a urina. Espere um bocadinho pela enfermeira.

- Aqui? Não faço isso na casa de banho?

- Ó filha, pode ser aqui que é só um pinguinho!

- Mas...mas...mas... 

 

A médica vai-se embora e logo a seguir chega a enfermeira que me dá um copinho, as instruções do procedimento e manda-me dirigir à casa de banho.

UFA!!! Que medo que esta também me mandasse fazer o serviço ali! Comecei a imaginar-me no meio do gabinete, com um copo minúsculo na mão a... Bem, imaginem a cena! Estão a ver o tamanho do copo? É que nem a melhor "sniper" teria pontaria para acertar no alvo e fazer um serviço limpinho limpinho. 

 

 (Confirmou-se a infeção mas agora já me sinto bem melhor! Bendito antibiótico! )

Teorias da conspiração?

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(Imagem retirada daqui)

 

Sim, hoje escrevo sobre o "nine eleven", o ataque de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. E sim, timing não é o meu forte em questões de blogs. Vá lá, pelo menos ainda corre o mês de setembro... E como este, infelizmente, não é um assunto que se esgote no seu dia de aniversário, penso que estarei desculpada.

 

O que é que estava eu a fazer no 11 de setembro? Lembro-me perfeitamente, claro. Quem não se lembra? Eu e o M. tínhamos sido pais pela primeira vez uns meses antes. Estávamos em casa, na cozinha, quando começaram a transmitir na televisão o embate dos aviões nas torres gémeas do World Trade Center. Lembro-me de o M. assumir aquilo como sendo um acidente, mas o meu sexto sentido feminino me dizer instantaneamente que era algo pior do que isso. E foi! E o mundo não foi mais o mesmo depois disso.

 

Mas porquê escrever sobre isto agora?

O M. é a pessoa mais culta que conheço. É muito curioso em relação a temas da atualidade e factos históricos. Lê muito, vê muitos documentários, tem uma memória de elefante. Nestes últimos serões convenceu-me a assistir a alguns vídeos que podem ser encontrados no Youtube com factos da tragédia que permitem outras perspetivas sobre o 11 de setembro. Uma pesquisa rápida por "9/11" leva-nos a vários documentários no youtube, a opiniões de especialistas, que nos fazem duvidar se aquilo que realmente aconteceu naquele dia tão chocante da história mundial foi mesmo aquilo que nos quiseram mostrar. Não menciono nenhum em especial, mas aconselho vivamente a pesquisa e o visionamento. Dá que pensar...

 

Para aguçar a curiosidade, partilho algumas das questões levantadas que, independentemente da opinião que possamos formular, deixam-nos a refletir: 

 

  • As imagens existentes do embate dos aviões nas Twin Towers (estranhamente poucas para uma metrópole como Nova Iorque, com tanta gente munida de equipamentos capazes de filmar os acontecimentos) mostram algo na parte de baixo dos aviões que atingiram as torres, sugerindo serem mísseis.
  • Especialistas em arquitetura e construção afirmam que as torres não poderiam ter sucumbido devido aos aviões, nomeadamente: o querosene (combustível dos aviões) não queima em temperaturas altas o suficiente para comprometer a estrutura de aço dos prédios; os edifícios a cair verticalmente pareciam implosões profissionais planeadas e controladas; nos dias anteriores há relatos de ter havido trabalhos de vistorias nos edifícios, fora das horas de expediente.
  • O dono do WTC alterou, meses antes dos ataques, a apólice de seguros, passando a mesma a cobrir ataques terroristas; no dia dos atentados, nenhum dos seus familiares que trabalhava nos prédios, compareceu ao trabalho.
  • Nem todos sabem que um terceiro prédio, o prédio 7 do WTC, sucumbiu também verticalmente, sem ter sido alvo de ataque, apenas devido a focos de incêndio. Nesse prédio havia documentação sigilosa que se perdeu.
  • Pela primeira vez na história, caixas negras de aviões foram alegadamente destruídas nas explosões,... mas houve passaportes dos terroristas que resistiram quase intactos. 
  • Ninguém viu o avião que atingiu o Pentágono, e não há imagens, apesar de haver câmaras de segurança. Além disso, o cenário provocado e a inexistência de destroços são compatíveis com um míssil e não um avião. Testemunhas relatam ter ouvido o som de um míssil;  
  • E muitos outros pormenores, suspeitas e motivações que não partilho para aguçar a curiosidade. 

 

Teorias da conspiração? Não sei. No mínimo é tudo muito intrigante, não? Pode o ser humano ter orquestrado uma monstruosidade daquelas?... 

 

 

Equinócio de outono

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 Foto: ShutterStock

 

É oficial: a partir das 14:21h de hoje, com o equinócio de Outono, vai-se embora a minha estação preferida. 

 

Para vós que não sois afetados pelo movimento de translação da terra que nos imporá os padrões climáticos dos próximos meses e, por isso, conseguireis manter a energia e boa disposição intactas nos tempos que se avizinham, apesar dos dias mais curtos e escuros, do frio e da chuva, não vos esqueceis: "Quem planta no Outono, leva um ano de abono”. Por isso, toca a tratar das hortas! 

 

Pediram-me o nome da minha mãe...

 

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Perdi a minha mãe em fevereiro último, inesperadamente.

Perder a mãe deixa um vazio enorme, uma angústia tremenda. A vida segue o seu rumo mas, volta e meia, a tristeza invade os nossos corações. A forma como tenho lidado com essa tristeza tem sido procurando sentir a presença dela no meu dia-a-dia. Foi por isso que espalhei fotos dela pela casa. É assim que lhe dou todos aqueles beijos que ficaram por dar enquanto ela estava entre nós. É assim que lhe digo todos os dias o quanto gosto dela. Eu dei-lhe muitos beijos, que eu sou bastante beijoqueira, e mimos também, os possíveis por vivermos distantes. Mas a quem perde entes queridos, penso que é inevitável que fique a sensação de que foram poucos os beijos que demos, de que foi insuficiente o carinho que lhes dedicámos.  

 

Hoje pediram-me o nome da minha mãe para preenchimento de uns documentos necessários no trabalho. Surpreendi-me. Já não me lembro da última vez em que o nome da minha mãe me foi solicitado. E poderá parecer estranho, mas senti um consolo tão grande, senti-me tão feliz por escrever o nome da minha mãe. Uma felicidade inexplicável, irracional. Parecia que, por momentos, ela voltou a fazer parte da minha vida, adquirindo uma presença quase física. Foi como um abraço que lhe tivesse dado. Nem sei bem explicar o que senti... O meu coração até disparou. E percebi, melhor, confirmei: ela ainda é, e será sempre, a minha mãe querida. Não está cá mas para sempre estará escrito o vínculo que temos, é uma referência na minha identificação. Logo, a minha identidade estará para sempre ligada a ela, uma ligação de sangue atestada em documentos palpáveis e oficiais. Que orgulho senti em escrever o nome da minha mãe! Oxalá me solicitem muitas vezes o nome da minha mãe... 

 

Coisas bizarras de uma cabeça muito particular... A minha...

Como a minha mãe dizia, meio a brincar meio a sério, numa alusão à relação que acreditava existir entre o mês de nascimento e a sanidade mental das pessoas: "És de Maio. Só podes ter uma faltinha..." (significando maluca, get it?! )

 

Mãe querida, pois tenho. Tenho mesmo, muitas! Mas a minha maior falta hoje és tu! 

E de repente...

E de repente já não é o M. que tem a voz mais grave cá em casa...

E de repente eu sou a mais baixinha cá em casa...

E de repente já não sou o "ai Jesus" das minhas crias...

E de repente sou a última pessoa em quem confiam um segredo...

E de repente o que eu digo deixou de ser lei...

E de repente já não dependem de mim como de água no deserto...

E de repente já não sou o centro dos seus mundos...

(...)

 

Qualquer dia sou eu que tenho que tenho que fazer uma birra de bebé ou ter um acesso de fúria adolescente, para me fazer notar cá em casa.  

 

Bom dia! 

 

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