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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Factos extraordinários sobre os blogs

Nesta comunidade todos queremos ter aceitação, que nos leiam, que comentem as nossas produções, aumentar o número de visualizações, obter destaques, criar empatia com os restantes moradores, e mais um sem-número de coisas boas. É humano que assim seja, a não ser que sejamos solitários ou misantropos por natureza. Mas nesse caso não estaríamos aqui e manteríamos antes um diário em papel com direito a cadeado e tudo, cujas páginas preencheríamos com o mais recôndito de nós próprios no refúgio da nossa reclusão. 

 

Sim, nós gostamos de ter atenção. No entanto, e apesar disso, pode acontecer o facto extraordinário de termos um aumento exponencial de visualizações no blog num determinado dia e preferirmos não ter tido. Acreditam nisto? Pois, eu pensava não ser possível... Mas, ontem para mim foi esse dia...  Vejo hoje nas estatísticas do Sapo que tive por aqui muitos leitores, resmas de visualizações, mas... Sei que entendem o que quero dizer.

 

Não me interpretem mal. Agradeço a todos os que me visitaram, que foram solidários comigo. Quero-vos cá e agradeço o facto de vos ter sempre por cá. Dão alento a uma vida cinzentona. Mas mesmo assim eu gostaria de apagar os acontecimentos dos últimos dias aqui no bairro. Aquela não sou eu. Nunca quis deixar que a blogosfera me fizesse mal. Detesto ser "pequenina". Já tenho e tive a minha dose de ralações e sofrimento. Aqui não! 

 

Por isso, deixo-vos uma promessa: 

 

Prometo que, a partir de agora, só escrevo e comento sobre assuntos pouco polémicos, nomeadamente: o tempo, as novelas, o tempo, decoração, moda, o tempo, reality shows, culinária, o tempo, casamentos, batizados, o tempo, ...

 

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Nãããã!!!!  Logo agora que eu estava a equacionar fazer a rubrica sobre sexo à segunda? Nem pensar! MUUAAAAHHHH!!!

 

 

 

 

Que cena surreal me haveria de acontecer!

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 (Era assim que devia ter sido o diálogo, mas infelizmente foi como relato no post abaixo)

 

Estou de boca aberta!  A blogosfera a imitar o mundo real... Espetáculo! 

 

Uma pessoa cria empatia com determinada pessoa e até tem por ela alguma consideração e estima, mesmo não a conhecendo pessoalmente. Vai daí, a pessoa, à mínima coisa, remove-se de nossa seguidora, que é a mesma coisa que, em linguagem não blogueira, nos bater com a porta na cara. Resta-me perceber porquê. Seria qualquer coisa que eu disse? Eu nunca ofendi por aqui ninguém, muito menos essa pessoa. Dali é que eu não esperava isto! Que cena! 

 

Bem, vejamos: ou a pessoa é púdica e se indignou com a minha brincadeira sobre sexo ou então, aposto, apesar de se dizer defensora da democracia, não aceita o pluralismo democrático e afinal, ao contrário do que diz defender, não acredita num sistema em que se possa livremente partilhar uma opinião devidamente fundamentada sobre determinado assunto.

 

Para mim, democracia exige diálogo, e para haver diálogo tem que haver maturidade e uso de argumentações lógico-racionais. Confronto de ideias é salutar. Não pode é ser confundido com confronto pessoal, que é o que me parece ter acontecido aqui. Como é que alguém que defende a democracia não concebe o diálogo desta forma?

 

Bem, dei voltas à cabeça e parece que a culpa foi do Fidel.  Isto porque eu tive a infelicidade de ensinar relembrar factos históricos, querendo provar (mas mesmo muito pela rama!) que os episódios históricos estão enquadrados em determinado contexto, que nada é linear, que a história não é só branca ou só preta. Pronto, já sou uma extremista de esquerda e anti-democrata defensora de déspotas. Ora, eu até disse que o Fidel, sendo um ditador, não pode no entanto ser comparado a um Hitler ou a um Staline! Nunca, em momento algum, defendi as ditaduras, nem de direita nem de esquerda, como se pode ver quando coloquei Staline e Hitler num patamar diferente do de Fidel. O problema é que parti do princípio de que a interlocutora perceberia o meu ponto de vista porque saberia quem foi Staline, já que assumidamente não sabia bem quem foi Fidel, assim como não conhecia minimamente a história do povo cubano e do grande bordel que era Cuba antes da revolução, dominada pelos americanos. 

 

Mais uma vez a natureza humana me surpreendeu e o confronto com esse facto magoou-me um bocado. Que cena marada! Pensei que aqui poderia conversar civilizadamente, mas pelos vistos há quem não aceite um resquício que seja de questionamento às próprias ideias defendidas com fraca sustentação e argumentação pueril. 

 

Querem um conselho? Não pretendam ter um diálogo de adultos por aqui opinando sobre temas relacionados com política e visão do mundo porque poderão cair numa cena surreal como eu caí, em que a pessoa grande defensora da democracia não sabe ouvir uma opinião contrária (ou até só complementar) à sua (ironia no seu melhor!) e, à falta de argumentos, "bloqueia-vos". Afinal quem é a grande democrata? Quem é a radical e quem é a moderada? Como costumo dizer: o que vale é que eu tenho uma autoestima elevadíssima, senão ficaria deprimida... 

 

Não voltarei a este registo (desculpem-me, que vocês não merecem isto! ) nem a falar neste assunto, que não vale a pena. Mas tinha que fazer o contraditório de uma cena que parece saída de um filme italiano. Desculpem. Se soubesse das repercussões de simples comentários, não teria comentado nada, para evitar isto. Mas como é que eu ia adivinhar que aquele post não aceitava comentários? Não sou bruxa! Como eu gosto dos vossos comentários pendam eles para que lado penderem, desde que não sejam ofensivos, pensei que poderia enriquecer aquela discussão com um comentário meu. Estava errada, pelos vistos.

 

Pensando bem, era tão melhor eu estar hoje aqui a escrever sobre sexo outra vez... Sempre provou ser um assunto um bocadinho mais consensual... E convenhamos, é muito mais interessante. 

 

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Era para ficar por aquilo que escrevi acima. Mas já vi que tenho vindo a ser descrita pela tal pessoa como tendo sido muito inconveniente nos comentários que fiz (aliás, não fui só eu a atacada!), causadora de todas as desgraças, e como tal, copiei para aqui aquilo que eu comentei e que tanta celeuma levantou. Tanto mais havia para dizer, mas isto foi ipsis verbis, o que escrevi à pressa (3 comentários, que para mim faziam parte de uma conversa cordial), entre comentários do outro lado esses sim algo exasperados. 

 

Maria Mocha  26.11.2016  21:17

Sim, passam-se lá necessidades em larga medida por causa dos EUA. 
Fidel foi um revolucionário que retirou Cuba da ditadura e sempre teve o o apoio do seu povo. Naquilo que dependia dos cubanos, cuba está na vanguarda: veja-se a saúde. O que prejudicou Cuba foi o boicote americano. Portugal, por exemplo, sempre teve relações amigáveis com Cuba. Agora a História é muitas vezes reescrita, ai isso é. E as televisões têm grande culpa nisso.
Morreu um revolucionário que lutou pela libertação do seu país e que o liderou em circunstâncias muito difíceis. 

 (...)

Maria Mocha  26.11.2016  23:24

Não te quero convencer de nada, Cátia. Só lembrar que a História é uma mas há sempre mais do que uma visão da mesma, apesar de passar na TV quase exclusivamente uma delas. Se um dia tiveres curiosidade, pesquisa sobre este assunto. Há documentários muito interessantes, que também fazem a ligação ao Che Guevara, claro. 
Beijinhos.

 (...)

Maria Mocha  27.11.2016  11:25

Há ditadores e ditadores... A explicação para os acontecimentos históricos não pode ser linear. Não foi nenhum Hitler ou Staline, convenhamos. Até o papa lhe reconhece a figura importante que foi. Libertou o seu país do jugo americano. A história não pode ser apagada. É só isto. De resto, cada um tem direito à sua opinião. 
Beijinhos e bom domingo.

 

Digam-me de vossa justiça. Ofendi alguém? Não publicarei comentários a este post se não quiserem, mas elucidem-me por favor. O que foi isto afinal? Tenho lá culpa que a pessoa esteja farta do seu blog e do nome dele e que lhe corrijam erros de Português! Agora tenho que pagar por a vida correr mal aos outros, qual bode expiatório dos problemas alheios? Olha agora!...

 

Cyber o quê?

De diversas marcas recebi na minha caixa de correio eletrónica, na semana passada, newsletters a lembrar da Black Friday, à qual eu não aderi. Não gosto de confusões e as pechinchas não se esgotam nessa sexta-feira nem nesse fim-de-semana, felizmente. Nem sequer falaria disso aqui. 

 

Mas afinal vou falar. Se calhar tenho uma condição que é a falta de timing...  Não é isso. É que recebi ontem, de algumas das marcas novas newsletters sobre a Cyber Monday. Que raio seria isso?, questionei-me. Nunca tinha ouvido falar de tal coisa. Mas depois percebi. Isto funciona ao ralenti mas normalmente chego lá. 

 

Tcharan! A Cyber Monday significa basicamente que o intuito da Black Friday não foi bem sucedido. Ou seja, que a dita foi um fiasco. 

 

E agora prevejo que, da maneira que anda o poder de compra do tuga, o mais certo é que a Cyber Monday se prolongue até ao próximo fim-de-semana, ou até ao Natal, num Cyber December (sempre em inglês para ser mais rico e belo ) ou até aos saldos do início do próximo ano. Por isso, eu até tinha razão de não me ir enfiar na confusão no fim-de-semana passado. 

Se é para fazer greve, que seja à comida!

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O título podia também ser "Quando eu desnorteio" ou "Quando mando a autocensura às favas", mas fica assim. Hoje escrevo sobre sexo. Poucochinho, é verdade, que neste assunto temos que ir devagar, apalpar o terreno. Acho que é a minha primeira incursão neste assunto, mas prometi a uns vizinhos aqui do Sapo que tentaria quebrar barreiras nesta matéria e cá estou eu, ainda que muito cautelosamente.

 

De qualquer maneira, espero que, em pleno século XXI, ninguém se choque ou indigne com a abordagem ao tema. É que neste século supostamente em que se caminha cada vez mais para a igualdade de géneros my ass, aos homens tudo é permitido, mas às mulheres ainda não é tanto assim, muitas vezes mesmo entre pessoas esclarecidas. Mais! Muitas vezes são as próprias mulheres que se sentem vexadas de outras falarem abertamente sobre o tema. E cá para mim, o sexo tem que ser assunto de conversa, sem tabus, de forma tão ou mais natural que o futebol, o emprego, a maternidade ou outro assunto qualquer. É do melhor e mais visceral e inato que temos, por isso porquê ter vergonha? Mas o que é certo é que, principalmente entre mulheres, ela muitas vezes existe. Eu tento afastar-me disso mas assumo-me, neste âmbito, ainda muito curvada às convenções sociais de género.

 

Vamos lá então.

 

Como hei de dizer isto? Digamos que me faz espécie a artimanha feminina da greve ao sexo...  Já para não falar da célebre desculpa da dor de cabeça, sempre me fez alguma confusão aquelas mulheres que, quando querem marcar um ponto de vista ou estão amuadas com as suas caras-metade, acenam aos namorados ou maridos com a greve ao sexo. O que é que isso quer dizer? Que o sexo é um sacrifício e obrigação para estas mulheres? Para mim, só isso explica a opção. Sim, porque não é suposto os efeitos da penalização a impor a alguém serem partilhados por quem penaliza, certo?  E se efetivamente o sexo é um sacrifício, há um problema a resolver a dois, certo? Pois... E aqui reside o busílis da questão. Parece-me ainda haver demasiado pudor nesta matéria, o que leva a falta de diálogo em muitos casais e consequente má fruição da sexualidade a dois. 

 

E como post que se preze, também tenho dica. (E também é agora que desnorteio. )

 

Cá em casa opto por castigar na cozinha. O M tem medo é que eu faça greve aos meus cozinhados maravilhosos, perdoem-me a imodéstia. Ele já sabe que quando alguma coisa corre mal, enfrenta o sério risco de ficar sem comer (e aqui é mesmo no sentido literal! ). Cozinhar é coisa que ele não sabe fazer, por isso depende cá de mim. Tenho-o na mão, essa é que é essa! E enquanto ele der mostras de que não é só por isso que se mantém ao meu lado (ou seja, que eu não sou só a sua sopeira!), tá-se bem. Por outras palavras: enquanto não for ele a fazer como aquelas mulheres de que falava no início. Enquanto não for ele a queixar-se de enxaquecas, vá, para ser mais clara. 

 

E por hoje é isto. Fica o meu abalizado conselho.

 

Sisters, lembrem-se: vão por mim! Este castigo de não cozinhar é que sim, merece a pena. Até calha sempre bem uma dietazinha, não é? À comida, claro está... E além disso, como diz o provérbio que eu acabei de inventar, "Mulher satisfeita aguenta muita fome".

 

 

 

Afinal vale a pena!

Acabei de ver esta mensagem no telemóvel:

 

"(...) Quero agradecer o nosso presente de Natal.

És uma diretora 5 estrelas.

Tens um coração do tamanho do mundo.

Obrigada por seres como és. (...)"

 

Há dias em que nos vamos abaixo, em que parece que nada faz sentido. E depois há dias em que alguém, com um simples elogio, nos faz sentir que afinal vale a pena sermos quem somos. E já corre uma lagrimita... Chorona! 

 

(Se estão curiosos, não fiz nada de extraordinário. Só agendei os trabalhos próximos do Natal por forma a todos poderem usufruir de mais uns tempos de descanso em família. Mas, pelos vistos, o pouco que pude fazer importa e faz pessoas felizes. E eu gosto de pessoas felizes.)

"Sextortion"

Como sabemos, a internet pode esconder muitos perigos. As crianças e os jovens são aqui vítimas fáceis, como também sabemos. 

 

Extorção sexual na internet ou mesmo brincadeiras destas de cariz sexual sem envolvimento de dinheiro é um perigo que me preocupa muito. Estou farta de chamar a atenção dos meus filhos para este tipo de situações.

 

 

São necessárias medidas preventivas e acho que este vídeo está muito bem conseguido, na minha opinião. É uma boa ferramenta para tratar este assunto com os nossos filhos. Trata-se de uma campanha da GNR lançada já há uns meses mas que só agora conheci. Muito bom! 


 

Quando o trabalho me persegue no fim-de-semana.

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 (Fonte na imagem)

 

A natureza humana continua a surpreender-me. Cada vez mais estou convencida que as pessoas só olham para o seu próprio umbigo, só o seu interesse pessoal importa. 

 

A funcionária da contabilidade lá da chafarica concorreu a outro emprego e foi selecionada. Até aí tudo bem. Pessoalmente é melhor para ela e temos que aceitar isso. Ninguém é insubstituível e a sê-lo alguém, não seria certamente ela. No entanto, eu, como responsável máxima da chafarica, sinto-me obrigada a defender o interesse do serviço. E, no interesse do serviço, a funcionária só poderá sair quando passar o testemunho para o sucessor e participar inclusive no fecho do ano económico. Afinal, é a responsável da contabilidade, a mesma que sempre pretendeu encarnar o exemplo máximo de dedicação e zelo. Além disso, eu própria, como dirigente, preciso de garantia da área da contabilidade assegurada sempre, e muito mais nesta altura do ano. Senão, em última instância, eu é que tenho que responder por erros cometidos.

 

Mas esta mesma profissional competente não aceita muito bem a ideia de que tenha que esperar mais umas semanas para sair. E a mim faz-me muita confusão que não entenda a pertinência desta exigência. Uma boa profissional entenderia, or so I think... 

 

Os argumentos utilizados vão da vitimização à chantagem e ameaça velada, do tipo: "Então e se eu ficar doente, como resolvem? Alguém terá que fazer o trabalho." Ou seja, para bom entendedor (neste caso, basta conhecê-la um bocadinho): "Se não me deixarem ir já, posso sempre meter baixa e ficam sem mim na mesma".

 

Nada que eu não estivesse à espera. E disse-lho, que já passou o tempo em que eu deixava coisas por dizer.

 

Pois é. A funcionária exemplar, sempre que há uma fase de mais trabalho ou algum problema surge e é preciso resolver, mete baixa. Poderia dizer "fica doente", mas não acredito que seja isso. Ela sempre foi assim: por vezes quase parece desejar estar doente para ter desculpa para não ir trabalhar. Constrói imensas narrativas à volta da sua saúde e parece acreditar mesmo que está a bater as botas. Ou não, e é mas é uma espertalhona que pensa enganar todos. Parvos são os que vão trabalhar todos os dias, mesmo com úmeros partidos e ciáticas e com os efeitos colaterais de quimioterapias. Parvos são os que trazem as ralações do trabalho para o fim-de-semana. Esses é que são parvos. Tal e qual Halberstam, a personagem do cartoon, que se tornou empregado do ano depois de morrer atrás da secretária em vez de meter baixa médica. 

 

Um calor esquisito.

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 (Fonte na imagem)

 

 

Está um calor esquisito, não está? Raisparta este calor que me deixa toda tolhidinha! Brrrrr....

 

Não sei quem usou esta expressão de "calor esquisito", mas acho-lhe imensa piada. Já ao frio não acho piada nenhuma. E quem disser que acha, não entra aqui!  

 

Tenho uma colega que diz que gosta do frio porque o tempo quente é que a deixa sem ação. Mas pode haver pior do que este frio que entra pela espinha acima? Que desconforto!  

O martírio começa logo de manhã para encontrar coragem para sair do quentinho da cama. Que desolação! E depois, durante o dia, uma simples ida à casa de banho e a ação de baixar as calças é uma autêntica tortura. É com cada aragem que a gente apanha nas partes baixas...  Isto porque trabalho num local em que, à exceção de alguns espaços e gabinetes (como é o caso do meu, felizmente), os restantes espaços não têm aquecimento. Que raio de país com um clima tão mais temperado que outros do norte da Europa e, afinal, onde se passa mais frio (dentro de casa) é mesmo cá. 

 

Está visto! Devia fazer como uma colega que um dia destes nos quis mostrar as camadas de camisolas que tinha vestido e, acreditem: são as nazarenas para as saias e é ela para as camisolas. Foi um desfolhar de camadas de camisolas que nunca mais acabava. Nem sei como é que ela se consegue mexer com todas aquelas peças de roupa. Talvez porque é magrinha... Eu cá também gostaria de me conseguir revestir assim, mas honestamente sentir-me-ia um chouriço animado. Talvez porque não sou magrinha...  

 

 

No concerto ("Alservando"... # 1)

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(fonte referida no cartoon)

 

Sabem aquelas pessoas que não conhecemos de lado nenhum e damos com elas a fixar-nos com o olhar parado, a observar algo em nós de forma insistente? Daquelas situações em que, como não conhecemos a pessoa, instintivamente olhamos à volta para confirmar se é para nós que está a olhar? E quando verificamos que é, sentimos vontade de ir lá perguntar: "Passa-se alguma coisa?" Arrepiante, não é? 

 

Pois bem! Se alguma vez passarem por isso... posso muito bem ser eu.  Por isso, antes de começarem a disparatar com a pessoa perguntem: "És tu, Maria? Dá cá um abraço, melhere!" 

 

Efetivamente eu sou muito observadora do que me rodeia. Eu disseco tudo à minha volta e construo até estórias à volta daquilo que vou observando: desde razões para determinados comportamentos, a circunstâncias da vida alheia, a finais felizes ou não,... Até empatia, admiração ou hostilidade crio com quem observo, dependendo do que observo. E tudo isto sem conhecer as pessoas de lado nenhum. Mas não se preocupem, que eu faço tudo isso de forma muito discreta. E quando corre mal, tenho sempre um truque na manga para disfarçar (sou pouco esperta, sou!), nem que seja assobiar para o lado. Resulta sempre. 

 

Se eu fosse a contar todas as vidas observadas só no outro dia (do concerto), tanto na confusão para jantar no Vasco da Gama como no Meo Arena, era matéria para uma dissertação de mestrado. Aquilo era uma autêntica incubadora de estórias. Mas não posso contar tudo, senão nunca mais me visitam, né? Escolho só duas, então.

 

Uma:

 

A da mulher diligente dona de casa, despachada e dedicada a arranjar mesa para ela e para o maridinho que havia de chegar com os tabuleiros de comida já que, pelo aspeto do pintas, pequenino e franzino saltitão, convinha ter tudo orientado assim que ele aparecesse.

Por isso, ela vai e dirige-se a uma mesa com espaço para 4 pessoas, e como se estivesse em casa a pôr a mesa do jantar, retira os tabuleiros usados que ali foram deixados, inclusivamente o que estava à frente do homem que ainda se encontrava sentado na mesa a olhar para o telemóvel.  Assim, sem mais nem menos, como quem diz: "Sai lá daí, que tu já comeste e agora é a minha vez e do meu morzinho!". E ele saiu. Estava mais preocupado em ir ver "The Cure", foi a sorte dela.

Dali a pouco, estava já o casal enamorado instalado em duas mesas encostadas (logo, o espaço de 4 lugares), quando chega um grupo de raparigas que se lhes dirigem a pedir espaço na mesa (educadas, estas pediram.). Sem meias medidas, a (para mim já nesta altura) viril mulher-home, afasta de forma decidida mas com alguma má vontade uma das mesas encostadas para elas se poderem sentar, bem longe do morzinho dela, como se as coitadas tivessem a peste.

Não acompanhei mais a cena porque chegou a hora do concerto. Afinal, a estória da vida daquele casal talvez tivesse mais a ver com domínio dela sobre ele e consequente aniquilamento do coitado do que o que me pareceu à primeira vista. 

 

Duas:

 

A da jovem à minha frente no concerto, que surgiu acompanhada de um homem mais velho, muito delicado e amoroso com ela e que excluí logo que fosse pai e filha. Toda ela era mimo, todo ele era amor. Que romântico! Até me apeteceu dar uma cotovelada ao M, que estava a meu lado sem me ligar nenhuma, enquanto aquele homem lhe acariciava quase em permanência o braço e o ombro que envolvia num abraço quentinho.

Naquele casal, o mundo circula à volta dela, dos caprichos dela, das vontades dela. A não ser o concerto, porque ali era nítido que ela estava por ele e não por ela. Apercebi-me disso quando verifiquei que passou o concerto com alguma hiperatividade. Ora mexia na mala, ora olhava fixamente para o lado, ora para trás.

Pensei:"Eh lá! Esta é das minhas. Fixa o povo em redor, observa tudo. Está a olhar para mim, agora?" Toca de olhar à minha volta, para ver se era comigo a fixação, mas não consegui perceber.

Continua a irrequietude. Saca de uma sandes, que devora com apetite. Olha para trás, muitas vezes. Na cara estampado um sofrimento inexplicável. Pega numa écharpe e coloca à volta do nariz e da boca, que eu imagino estar a fazer beicinho por baixo. Segura com a mão para não cair, compõe um sem-número de vezes, tosse, olha para trás, volta a tossir, encosta a cabecinha no seu amor e ambos colocam as mãos na barriga dela. Estico o pescoço para lhe ver a barriga. Fez-se luz. Estava grávida, daquelas gravidezes que se confundem com uma doença.

Espera aí! Já percebi! Ela está tão inquieta é com o fumo do tabaco. Olho para trás. Exatamente. Lá em cima, em pé, uma fila de pessoas a fumar. Era para aí que ela olhava, como quem dizia: "Vejam bem o que estão a fazer, que eu estou aqui!" Mas, espera. Olho para a sala. Há fumo por todo o lado. Se fossem só os de lá de trás, estava ela bem. Elementos mais presentes: fumo e telemóveis levantados.

Inadvertidamente eu tusso. A asma. Ela olha. Dirige-se ao companheiro e imagino que lhe diz que há ali gente solidária com ela. E eu fiquei muito contente, não sei bem porquê. Acho que senti que aquela espécie de solidariedade podia dar-lhe algum conforto.

Logo me lembrei que, em 5 de maio de 2002, grávida de 6 meses do caçula, estava eu lá em baixo na plateia com o M, em pé, com uma barriga mais proeminente do que a jovem, a assistir ao In The Flesh World Tour, do Roger Waters. E se havia fumo! Fumos! De todos os tipos. Até aromatizados com ervas, se é que me entendem.

Penso que não é permitido, mas efetivamente fuma-se nestes espaços. No entanto, não consta que o meu filho tenha sido prejudicado na sua saúde por a mãe ser doida de ir para o meio da confusão e do fumo assistir a um concerto num dos dias dos 9 meses e um dia que ele viveu em mim. Por outro lado, que hoje adora Roger Waters e Pink Floyd, isso é verdade! Coisa rara na idade dele. Se calhar o que aquela noite fez foi apurar-lhe o ouvido e conferir-lhe algum bom gosto musical...

Oxalá esta grávida soubesse disto e talvez tivesse aproveitado muito mais o concerto. 

 

 

9 estrelas Michelin para a cozinha portuguesa!

E, segundo o M, eu deveria receber a 10ª ! Essa é que é essa! 

Ainda eu me queixo que o rapaz não é romântico... Que injustiça! 

Tínhamos acabado de jantar, ouvimos a notícia na televisão, e sai-se ele: "Tu é que devias receber uma estrela!" 

Para tudo. E eu: "Eh, pá! Acho que praí há 20 anos que não me dizes nada tão romântico! Vou já blogar isso!"

E vim... 

 

   

 

 

Sobre o concerto de ontem

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 (Foto Blitz)

 

O que dizer? Foi bom. Surpreendentemente bom. Um Robert Smith igual a si mesmo, que não desiludiu. A voz inconfundível e inalterada, parecia ainda a do rapaz de 30 anos nos anos 80 ao som da qual eu tanto dancei nas discotecas da moda na cidade onde estudei. Só a cabeleira desgrenhada  já grisalha o afastava do negro integral a que estávamos habituados. Os olhos borrados de preto e os lábios vermelhos esborratados não consegui confirmar, lá do alto do balcão 2. 

 

Um som agradável, como todos os que me remetem para os anos de uma idade em que não pensava muito na vida e limitava-me a viver, porque podia. Uma inconsciente responsável, assim era eu. Tenho saudades dessa "eu".

 

De volta aos "The Cure": à volta de três horas de concerto, muitas músicas novas (pelo menos eu não conhecia muitas delas) e fizeram não uma, nem duas, mas sim TRÊS encore. Tudo programado, claro, como é da praxe. Até deixaram algumas das mais conhecidas para essa altura do concerto. Mas pronto, denuncia ainda uma certa confiança dos velhinhos na casa dos 50. Já contavam ser chamados ao palco três vezes, quero dizer. 

 

Se por ventura eu tivesse filmado e partilhasse aqui um video de muita má qualidade (ou dois ou três ou...) corria o risco de ir presa? E se fossem só pequenos excertos? Hã??? É melhor jogar pelo seguro, não é? Então, está bem. Partilho uns de dador anónimo, assim que conseguir...  

 

 Parece que não consigo.  Mas estão no Facebook! É dar lá um saltinho. 

 

 

 

Sonhos e pernas de mãos dadas!

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Os últimos tempos justificam um post sobre pernas e sobre sonhos. Mas como é que eu enfio tudo no mesmo saco? Tem tudo a ver! É como vos digo: comigo sonhos e pernas andam de mãos dadas (o que, se formos picuinhas, introduz aqui também o elemento "mão", mas vamos escolher ignorar isso por agora...). Sonhos e pernas, então. 

Sonho de ter uma casa de sonho.

Sonho sem pernas para andar.

Sonho - ou melhor, pesadelo sobre pernas.

 

Não faz sentido? Mas vai fazer! Começo por este último.

 

A propósito da minha lombociatalgia que me deixou coxa durante uns dias (ainda não estou a 100%), a m.M fez um comentário com a piada de que poderíamos formar um clube das coxas. Acho o máximo ela brincar assim de forma tão natural com esta condição que para muitos seria considerada incapacitante e motivo de auto-comiseração. Admiro-a muito por isso. É grande e linda! E lembrou-me de algo.

 

É que isto de coxear, para mim, também não me é completamente alheio. Conhecem aquela experiência de ver repetir-se um sonho, melhor dizendo, um pesadelo, daqueles muito reais em que acordamos agoniados e com uma pressão no peito? Durante muitos anos, na minha juventude (na primeira, porque agora decorre a segunda, claro está!) eu tive um desses pesadelos. Muitas vezes. Sonhava que tinha uma perna mais comprida que a outra e era uma sensação tão real que sentia um pavor, uma angústia imensa. Cá estão as pernas no sonho. Isto tudo se confunde, eu sei. 

 

Sempre achei que aquilo tinha que significar alguma coisa. Ainda que não fosse um significado literal, seria talvez um simbólico. Porquê aquele sonho repetidamente?

 

Há quem defenda que os sonhos têm uma linguagem simbólica e podem ser explicados com situações da vida real. Penso que foi o Freud que trouxe a teoria de que, de acordo com a psicanálise, os nossos sonhos podem ser a realização de desejos reprimidos. Ora eu não desejava coxear, por isso os pesadelos recorrentes, como aquele, como se explicarão?  

 

Não sei. E entretanto deixei de ter o tal pesadelo. Há já muitos anos que não me lembrava dele. Voltou-me à memória, em 2010, na luta contra o cancro de mama e na eminência (que felizmente não se veio a concretizar), de perder uma mama. Pensava que podia estar ali prestes a materializar-se um pesadelo que me perseguiu durante anos. Não seria da mesma forma, mas o meu corpo perderia, de outra forma mas da mesma maneira, a simetria. Teria o sonho sido uma premonição?, pensava eu para comigo. Não, não foi porque permaneci e permaneço igual. Depois parti o úmero e voltei às assimetrias, desta feita com o braço. E agora? Agora estou realmente coxa, parecendo ter uma perna maior que a outra, tal como no pesadelo. Será que é desta que eu "despacho" a explicação para o raio do pesadelo? Ou estou condenada a sofrer danos sobre aqueles elementos do corpo que temos aos pares? Se for isso, também já não restam opções, a não ser talvez os olhos e as orelhas. E, se pensar que não é comum o uso da catana por estas bandas, talvez me safe a ficar sem uma orelha... 

 

E quanto aos sonhos que sonhamos acordados, daqueles com divisões com prateleiras e caixinhas todas arrumadinhas, quando esses sim não têm mesmo pernas para andar? São porventura os mais difíceis de lidar. Desses é que não acordamos para uma realidade diferente da sonhada. E com esses não me apetece nada hoje brincar. Mas pode ser que ainda lá volte...

 

Um projeto pessoal...

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Ando de olho num lote de terreno aqui perto, num local que me agrada sobremaneira, para, a seu tempo, construir uma vivenda. Já há algum tempo que se discute essa possibilidade cá em casa. O apartamento onde vivemos, um T4, é grande, mas começa a faltar-me espaço, principalmente para arrumações. Não sou muito exigente, mas tenho um sonho. Riam-se, vá! Gostava de vir a ter um quarto com closet, onde tivesse espaço suficiente para ter as minhas tralhas todas arrumadinhas e expostas de maneira organizada. Como nos filmes. Basicamente esta é a minha grande ambição no que diz respeito a uma casa. Esse e ter uma mobília mais moderna e de tons mais claros. A minha é mais para o clássico e já estou cansada dela. Mas este sonho pode esperar. O essencial mesmo seria espaço para arrumação. Não ambiciono nada de piscinas nem novos-riquismos desse tipo. Só uma coisa deste tipo:

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 (foto daqui)

 

Agora, com o problema da lombociatalgia, ainda senti mais a dificuldade que será, daqui a uns anos, com as artroses e o reumático, subir para um terceiro andar sem elevador. Não será fácil.

 

O problema é que o M adora viver neste apartamento, principalmente pela vista que tem. Eu também gosto (quando o comprámos, foi mesmo pela vista e por ser muito espaçoso para apartamento), mas sinto que teremos que ter outra solução para o futuro.

 

O problema também é o facto de o M ser muito agarrado às coisas e às rotinas. Demonstra grande resistência à mudança. Não é nada de arriscar. Eu também não, mas mesmo assim sou mais aventureira e aberta à mudança. Gosto de abraçar projetos novos. Isso dá-me motivação extra nesta vida monótona e cinzentona. Com ele, qualquer mudança tem que ser suada, tirada a ferros. Eu a insistir e o M a resistir. Sempre foi assim com todos os nossos projetos ou quando eu quis sonhar mais alto. Ele é muito agarrado ao que está seguro, fiel às suas coisas. Mas não me posso queixar. Costumo dizer que esta é também a garantia que tenho de que ele nunca se aventurará em "mijar fora do penico". 

 

Finalmente, o problema maior é que o meu interesse e curiosidade lá me levou a saber informações sobre o lote e fiquei a saber que para um terreno de cerca de 550 m2, o dono pede 50 mil euros.  Um bocado carote demais para nós. Um bocado caro, ponto final. Não acham? É impressão minha ou no negócio imobiliário não houve quebras nos preços devido à crise? Parece que continuou sempre tudo caríssimo. E, neste caso, estamos a falar de uma terra de província... 

 

Resta saber se pode haver ainda lugar a negociação ou não. Mas já não tenho grandes expetativas. Será talvez um projeto pessoal novamente adiado... 

 

 

Um azar nunca vem só...

Tudo nesta vida é relativo. As questões que para nós são de importância vital alteram-se e as prioridades invertem-se num abrir e fechar de olhos. As circunstâncias da vida a isso obrigam.

 

E eu sou lembrada desse facto demasiadas vezes, mais vezes do que gostaria. Desde os 39 anos que vou acumulando problemas de saúde, desde o mais grave de todos a outros mais pequenos, mas que parece que vêm ter comigo para me lembrar a todo o momento da vulnerabilidade da existência humana, da minha existência.

 

Cá continuo cheia de dores e a coxear com a maldita lombociatalgia. Coxear é um eufemismo. Pareço uma boneca (des)articulada agarrada às paredes e aos móveis. No outro dia, já lavada em lágrimas com as dores , dizia a uma amiga que sinto que estou sempre a ser posta à prova. Amiga que é, ela respondeu-me que isso acontecia porque eu sou lutadora e aguento tudo. Ou seja, segundo ela os problemas graves de saúde aparecem a quem tem estofo para suportar. Será? Nesse caso, triste destino o das pessoas fortes! Preferia ser uma flor de estufa.

 

Desculpem o tom choroso deste texto. Estou mesmo aflita com as dores que não vejo jeito de irem embora. É hoje de todo impossível conferir algum humor a isto...

 

E, para além das dores, como um azar nunca vem só, tenho uma questão que me está a preocupar. Como é que vou dar a volta a esta ciática para conseguir ir ver "The Cure" no Meo Arena na próxima terça-feira? Começo a ficar convencida que não vou... Porque é que eu nunca pago a quantia extra do seguro para o caso de um infortúnio como este? Bem, é melhor não pensar nisso, que o mais certo seria a ciática não estar coberta para devolução do preço dos bilhetes. Com seguros não é de fiar. 

 

Meus ricos bilhetes! Meu rico dinheirinho! Minha rica saúde! 

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Tou... de molho!

Quando eu ontem dizia que a sexta-feira era o meu dia preferido, não queria propriamente referir-me a isto:

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Mas foi exatamente isso que eu recebi de presente, que é para aprender que a felicidade e o bem-estar não têm que depender do dia da semana. E ainda vos poupo obviamente à documentação fotográfica do momento da injeção no rabo, esse sim o ponto alto deste meu dia que auspiciava tantas coisas boas. Realmente, há ironias do destino que parecem obra do tinhoso... o cosmos a conspirar contra nós...

 

Não poderia ter tido uma pior sexta-feira do que a que tive ontem. Depois de uma noite de quinta para sexta já mal dormida com dores na perna, iniciei o dia de sexta a coxear e a sentir que era cada vez mais difícil pousar o pé no chão. Basicamente fui-me sentindo cada vez mais incapacitada, deixando de poder usar a perna para andar. Mesmo assim, fui trabalhar, já que posso passar o tempo sentada em frente à secretária. Aguentei-me até às 16:30h, altura em que já me arrastei (literalmente!) até ao carro para ir para casa. Conduzi com dificuldade, mas lá cheguei. De casa, o M levou-me para as urgências do hospital. Eram já dores atrozes, um sofrimento indescritível. Tive que entrar em cadeira de rodas, já não conseguia evitar as lágrimas. Pulseira amarela. Apesar da greve da função pública (o que à partida significaria a transformação de um dia mau no hospital, num dia ainda pior), fui atendida rapidamente e deram-me também rapidamente o tratamento para o diagnóstico de lombociatalgia, vulgo dor ciática. Uma estreia para mim! 

 

Agora o que me espera? Repouso, medicamentos para as dores, emplastros e compressas quentes húmidas. Sou sempre uma doente muito mal comportada, mas desta vez vou tentar cumprir tudo escrupulosamente. Só espero que seja o suficiente para ficar boa depressa. 

 

Moral da história: Qual sexta qual quê!? Eu quero é muitas segundas-feiras com saúde!

 

 

 

Ah, coisa tão boa!

Pensavam que eu ia falar do quê?  Do fim-de-semana, claro! 

Vá! Carreguem mazé aí no botão! 

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Sim, porque para mim o fim-de-semana começa na sexta-feira. Ou mesmo na quinta-feira à noite...

 

Apesar de hoje ainda ser dia de trabalho é aquele em que o faço com mais gosto e motivação. Acaba por ser o meu dia preferido da semana, só igualado pelo sábado, ocupando o domingo apenas um honroso terceiro lugar. 

 

Sempre tive tendência para apreciar a antecipação de uma coisa boa mais do que propriamente o usufruto da coisa boa. Sou aquele tipo de pessoa que se regozija com um preparativo para qualquer ocasião importante, ou os dias que antecedem as férias, o Natal, um programa, uma data importante. A expetativa quase, em muitos casos, supera a concretização da coisa boa. É que quando a coisa boa está a decorrer já está acompanhada pela sombra da antecipação do fim da coisa boa. Não sei se me faço entender... É complicado...

 

É claro que há coisas boas e coisas boas! E também é verdade que a estas segundas não há cá sombras que as assombrem. 

 

Bom fim-de-semana! 

 

(O que não é nada bom é a dor na perna com que passei a noite e que se mantém. Hoje vou trabalhar a coxear. Mas que raio é isto que me há de aparecer sempre alguma coisa? É a isto que se chama velhice?)

 

 

TAG - Quase Nada Sobre o Outono (The not so Autumn Tag)

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 (Imagem do Tumblr)

 

Cá vai o meu telegráfico contributo para o desafio muito pouco sobre o outono, mas com muita liberdade criativa, proposto pela Cátia. O facto de não morrer de amores pelo outono e a dor de cabeça monstra ontem à noite não permitiu mais, a não ser desnortear (desnorteio muito, vou fazer o quê?) e fazer um bocadinho de batota. Desculpa qualquer coisinha, Cátia. 

 

1. Café ou Chocolate - Como preferes o café ou o chocolate no Outono, e que marca bebes com mais frequência?

Mas porquê café ou chocolate???  E porque é que no outono há de ser diferente? Sou fiel aos dois, sempre!

Café: para acordar, ao pequeno-almoço, todo o santo dia de todas as estações do ano.

Chocolate: à noite, de vez em quando presente na mesinha de cabeceira, em tabletes, do negro amargo, para curar as carências... de doces!  

 

2. Acessórios de Outono - o que optas mais por usar (gorros, cachecóis, luvas, etc.)?

Não uso gorros nem luvas, e cachecóis também não gosto muito. Só se for esporadicamente em pleno inverno, quando o frio aperta. Mas gosto de lenços, em todas as estações do ano (lá está!).

 

3. Música - Que tipo de música ouves durante o Outono?

Mas quem inventou estas perguntas, Cátia, amiga??? Música de outono? A música de que gosto, ouço sempre. Tenho um gosto bastante eclético (fica sempre bem utilizar esta palavra tão na moda!). Gosto muito de rock sinfónico. Adoro Pink Floyd. Durante vários anos o toque do meu telemóvel pessoal eram os gemidos/gritos melodiosos da Clare Torry em "The Great Gig in the Sky" e agora é o refrão de "Perfect Sense", portanto vejam! Há lá coisa melhor?! Amo Super Tramp, The Rolling Stones, Queen, e muitas outras bandas dos anos 70/80. Gosto dos três que morreram este ano: Leonard Cohen, David Bowie, Prince. Grandes perdas! Também gosto muito de REM e no telemóvel do serviço tenho o toque com a música "Imitation of Life". Vejam o videoclip, que vale a pena. Aprendi a gostar de fado. Gosto de reggae. Adoro música de intervenção que marcou épocas, desde Bob Dylan a Zeca Afonso. De música ficava aqui a escrever o resto da noite. Digamos que é das coisas que podem alegrar uma estação mais triste.

 

4. Perfume - que tipo de perfume usas nesta estação do ano?

Até nos perfumes deixei de oscilar entre os frescos de verão e os doces de inverno. Neste momento uso Neroli Portofino da marca Tom Ford, que para mim se adapta bem a qualquer estação do ano.

 

5.  Velas - que cheiro gostas mais durante esta altura do ano?

Não uso. Prefiro ambientadores, que dão menos trabalho, daqueles com os pauzinhos dentro do produto que ficam ali e vão libertando o aroma, que pode ser de baunilha, ou um mais fresco. 

 

6. O que gostas mais do Outono?

Das diferentes tonalidades da paisagem. Do acobreado das folhas a esvoaçar com o vento ou espalhadas no chão. E das castanhas assadas! E de estar viva! Basicamente é isto...

 

7. A maquilhagem preferida para o Outono.

Não uso. Só em festas e essas acontecem raramente, mas em qualquer altura do ano.

 

8. O que esperas fazer mais neste Outono?

Estou há dez minutos a olhar para esta pergunta. Esta desconcertou-me. O que espero fazer? Depende dos dias. Hoje só me está a dar para um "discurso à Miss Universo". Acho que desejo mais paz, harmonia, amor, compreensão no meu mundo. Está um bocado virado do avesso... e que desaparecesse a dor de cabeça que não marcha, nem a toque de comprimidos.

 

Não sei quem já foi nomeado, por isso acho que não nomeio ninguém.  Ou melhor: nomeio qualquer um dos meus subscritores, ok? Ou então, quem ainda não fez este desafio e gostaria de fazer, faz favor de dizer nos comentários, que eu nomeio já já. 

 

Ai a minha cabeça!

 

Foi o post possível. Ainda se fosse primavera... ou, pelo menos, Natal...

 

Stilettos não são para mim!

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Não!  Não saí à rua com um sapato de cada cor. Ainda não cheguei a esse ponto.

 

Esta sou eu, sim, mas numa loja, no fim-de-semana passado, a experimentar uns sapatinhos pelos quais me embeicei. Às vezes cresce em mim a Maria fútil e consumista e segurem-me, que eu não resisto a uma ou outra peçazita. Então calçado (particularmente botas e sandálias com salto) é uma tentação. Assim como malas, lenços e outros acessórios.  Se eu fosse rica, não falaria aqui de outra coisa, só vos digo! "Ainda bem que não é rica", entoam em uníssono desse lado! 

 

E foi assim que eu comprei uns stiletto. Eu que achava que com os meus pés que ganham bolhas com todo o tipo de calçado (até havaianas!) nunca iria usar uns destes, acabei por comprar um par. Mais uma tentativa. Já não é a primeira. Houve outros no passado que serviram... para pendurar nas orelhas. Essa é a razão principal para eu passar, de uma estação para outra, de botas para sandálias, e vice-versa, e evitar os sapatos. De todo o calçado são os sapatos os que os meus pés suportam pior. Mas estes pareceram-me bem confortáveis. Vamos ver. Só não digo qual cor escolhi: preto ou cinzento. Qual é que as meninas desse lado escolheriam? 

 

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