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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Os procrastinadores subtraem-me.

 

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Afoita! Despachada! Formiga! Stressada! Assim sou eu.

 

O "deixa andar" põe-me doente. O "deixar para amanhã o que posso fazer hoje" mexe com o meu sistema nervoso. Tenho dificuldade em lidar com isso. E, no entanto, sou confrontada com situações dessas todos os dias. Com pessoas procrastinadoras com as quais interajo (na vida pessoal e profissional) e que funcionam assim ao ralenti e encontram sempre desculpas para não fazer. Elas entorpecem-me os movimentos, por vezes até põem em causa e dificultam as minhas realizações. Diminuem-me. Subtraem-me. Às vezes aumentam-me. É uma questão de perspetiva. 

 

Sempre sacrifiquei o prazer imediato ao cumprimento das minhas obrigações. Primeiro as obrigações e só depois o lazer. Nem sequer consigo usufruir de momentos de descontração se não sentir que produzi algo útil antes, se não vir as responsabilidades atendidas em primeiro lugar.

 

Não gosto de sucumbir a fraquezas que comprometam o meu desempenho. Nem doente deixei de sair todos os dias de casa para perseguir metas e sonhos. Dizem-me que revelo uma força e espírito de sacrifício que vai mais além do que as do comum mortal.  Gosto de viver com essa imagem de mim, mas ela esgota-me. 

 

Faz-me bem olhar para trás e ver trabalho feito, qual jornaleira a admirar a sua carreira já aviada num qualquer trabalho agrícola. Sempre fui o ciclista que vai à frente a abrir caminho e a puxar pela equipa, embora não goste, como ele, de deixar a frente do pelotão e sacrificar a camisola amarela a outro, depois de ter sido eu a desbravar o caminho. O esforço tem que ter retorno. Uma vitória. Um prémio. Um reconhecimento. Altruísmo tem limites e às vezes confunde-se com asnice. E eu não sou, nem nunca fui, parva.  

 

Gosto de estabelecer objetivos e não sou de trabalhos pendentes. Não gosto de adiamentos. Não sou de procrastinar. Dá-me uma satisfação imensa resolver situações, avançar. E só assim descanso. 

 

Posto isto...

 

Deveria ter sido ontem. Poderia ter sido ontem, mas tu não quiseste. Amanhã é que é, que hoje não dá jeito, dizes. Tivesse sido ontem, e hoje já seria mais eu. Assim sou um eu incompleto. Um eu semi-derrotado e ansioso. Uma vida mais uma vez adiada. Talvez hoje avancemos, sem medo...  Porque senão, vou ter certamente um fim-de-semana incompleto... como eu. 

 

 (...)

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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