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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Ó meu menino, meu menino...

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Querem conhecer estratagemas de filhos adolescentes? Querem ir-se preparando, se for caso disso? Então apertem os cintos, que hoje vão conhecer o estratagema do século. Já a seguir, aqui neste post.

 

Não é que o meu filho engendrou um esquema todo rebuscado para não estudar, um dia destes?! Tinha assuntos urgentes a tratar no telemóvel, o pobre coitado, e os estudos não o deixam viver e tem uma vida triste e não pode fazer nada do que gosta e os amigos estão sempre no computador a jogar e com os telemóveis até às tantas da noite e ele não pode (palavras dele). Um infeliz... 

 

Ia ter teste de História. Carradas de matéria para estudar e ele teima em não sair do nível 4. O gajo tem o problema de achar sempre que já sabe tudo e depois não é bem assim. É calaceiro até à última casa.

 

Depois de dado o contexto, a sequência de acontecimentos foi a seguinte:

 

O pai entra no quarto do filho, diz-lhe para estudar e retira-lhe o telemóvel, colocando-o no móvel do hall de entrada, onde eles habitualmente ficam de noite. É fácil perceber porquê. O telemóvel exerce uma atração terrível e não se coaduna com momentos concentrados de estudo. O pai faz, portanto, o seu papel e fica descansado.

 

Dali a uns minutos, a mãe, melhor investigadora do que um agente do FBI, vai ao quarto do filho para ver se estava tudo a correr bem com o estudo. Aparentemente, estava tudo controlado, e até se delicia a ouvir "quero mesmo estudar aqui concentrado", até que...

 

... ouve-se um barulho quase inaudível, como um vrum vrum abafado, semelhante ao sinal de mensagem dos telemóveis. 

 

"Que barulho foi este? Tu tens aqui o telemóvel? O pai não to tirou?" 

 

Filho atrapalhado. "Hummmm..."

 

A mãe procura debaixo da roupa da cama, de onde vem o som. Lá está um telemóvel, o telemóvel do filho, sem a capa. "Mas ainda agora o vi no hall de entrada!", pensa para consigo. Dirije-se ao hall e lá está um telemóvel em tudo igual, com a respetiva capa. O estratagema que ele montou e pôs em prática foi: depois de o pai lhe tirar o telemóvel, colocou a capa do telemóvel num velho igual que ele teve mas já não funciona, colocou-o no lugar do verdadeiro e ficou com este último escondido no quarto ao pé dele. Assim, todos passaríamos pelo telemóvel no hall e acharíamos que ele estava (concentradíssimo, sócio) a estudar como se não houvesse amanhã, sem distrações de qualquer tipo.

 

Grande estudo para História que iria acontecer ali, sempre a cair mensagens, como verifiquei depois, com o telemóvel confiscado ao pé de mim...

 

Resta-me saber quantas vezes é que ele já nos enganou desta forma. Ele diz que foi a primeira, mas tenho as minhas sérias dúvidas.

 

De falta de criatividade, malandrice e engenho é que ele não pode ser acusado... Lembro-me de o meu maior estratagema ser ler às escondidas da minha mãe, pela noite dentro, com uma luz muito fraquinha, para não levantar suspeitas. Se calhar sou míope por causa disso... Que totó que eu era, perto do meu filho. 

 

Acho que ainda me vou rir disto, mas por enquanto não! Não, mesmo! 

 

Moral da história: Podes enganar um homem/pai, mas enganar uma mulher/mãe já são outros quinhentos.  

 

 

Destaques e haters

 

A propósito do destaque na página inicial do Sapo que a equipa me deu este fim-de-semana a este singelo post do tratamento adequado a dar ao Trump, quero agradecer. Realmente, um destaque do Sapo dá uma muito maior notoriedade aqui aos pequeninos como eu. E a malta cá do fim da fila também merece, que dedica tempo a isto.  

 

Ainda por causa do dito destaque, trago hoje uma novidade: ganhei o meu primeiro (aquilo que ouço aqui chamar de) hater. Yay! Já me sinto mais integrada neste mundo!

 

A esse senhor fascisóide que, no comentário que não lhe vou dar o gosto de publicar (mas ele não vai estranhar porque adivinho pelas suas palavras que deve valorizar o pensamento único, portanto leva com isso aqui), diz achar que quem se indigna com as atrocidades que o Trump defende, é hipócrita e cínico, digo-lhe que me indigno com qualquer tipo de tortura SIM! Em qualquer parte do mundo, SIM! E também sou contra a pena de morte, SIM! E também me enoja a misoginia e a forma como são tratadas as mulheres à pedrada em alguns países, SIM! Quanto a si, encontre outros argumentos para legitimar o inqualificável, que não seja dizer que existe noutros lados. Não é por haver loucos no mundo que eu aceitarei que um venha defender essas mesmas loucuras como sendo manifestações de sanidade. 

 

 

 

Notas mentais sobre abstinência sexual nos reality shows e na vida

 

Não sigo reality shows. E não é porque ache que lá se retrata a decadência humana e a ignorância da geração dos gadgets e do vocabulário reduzido a meia dúzia de vocábulos, quase todos mono ou dissilábicos. Por acaso acho mesmo, mas não é por isso, até porque já segui este formato no início, por curiosidade e interesse em "alservar" (lembram-se que eu gosto de "alservar" o comportamento e a natureza humanos!?). É que estes programas permitem uma boa análise psicológica e sociológica do ser humano e da sociedade em que vivemos, pelo menos de uma grande franja dessa sociedade. Mas, quando nos é dado a ver ano após ano mais do mesmo, a malta cansa de tantos "tipo" "manos", saltos de 20 cm, "six packs", silicone e cenas dessas. É plástico demais. É culto da aparência a mais. É cérebro a menos. 

 

Tudo isto para dizer o quê, Maria? Avança! Estás esquecida de que dia é hoje, mulher? 

 

Bem, não sigo o formato, mas dei de caras com um vídeo nas redes sociais que não resisti a ver. Porquê? Porque nele, os intervenientes (dois homens e uma mulher de seus nomes Carlos Sousa, Gonçalo Quinaz e Eliane) falam sobre sexo e sobre a forma como se desenvencilham durante aqueles meses em que estão enclausurados, 24 sobre 24 horas com câmaras apontadas e as imagens a transmitir nas casas dos portugueses. É algo que sempre me fez alguma confusão, sinceramente, e a propósito desse vídeo, quero partilhar aqui convosco algumas notas mentais e conclusões que formulei:

 

Em primeiro lugar quero registar a forma aberta e relativamente despudorada (sem sombra de conotação negativa, atenção!) com que falam sobre masturbação e um dos homens assume tê-la praticado lá em frente às câmaras de forma reiterada porque já estava quase a trepar pelas paredes. Os homens falam! Sim, porque a mulher, pelo menos naquele trecho do vídeo, nem ai nem ui! Limita-se a ouvir e até a achar graça, mas não abre a boca para falar de si e da sua experiência. Está certo. Está a cumprir o seu papel de género, o esperado, na perfeição. Curiosamente, também os homens nunca pronunciam a palavra "masturbação", pelo menos que eu me tenha apercebido. Este assunto ainda tem que ser abordado em código, com meias palavras, mesmo pelos homens. 

 

Em segundo lugar, a descrição do estado da pessoa (no caso, o homem) em abstinência sexual. É anti-natura, de facto. O sexo com orgasmo é uma necessidade fisiológica do ser humano e dos bichos em geral. A diferença entre homens e mulheres é que os homens justificam-na fisiologicamente com a necessidade de esvaziar o armazenamento de espermatozóides. Nas mulheres, libertam-se sobretudo as tensões acumuladas, e já não é pouco. Se libertam! O orgasmo é o melhor instrumento para aliviar o stress feminino, devido à libertação de endorfinas, que agem como um calmante natural. É que, e desculpem as meninas, mas tenho que dizer: a mulher é, por natureza, emocionalmente instável. Difere do homem mais ou menos de acordo com o que é retratado na imagem abaixo. Também não é fácil ser mulher, convenhamos, com todas as atribuições que a mulher normalmente tem e ainda as questões hormonais. Mas nem tudo está perdido, existe uma terapeutica que resulta muito bem. Para obter uma maior constância, nada melhor do que um orgasmo. Acresce que o companheiro participar nas tarefas domésticas é um excelente preliminar. Simples. 

 

Mais haveria para retirar do vídeo, como os sonhos eróticos que também são abordados na conversa por exemplo, mas fica para outra oportunidade, que este post já vai longo.

 

Uma boa semana, para todos e todas. Uma semana que propicie a constância emocional desejada e necessária. 

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Um dia perfeito!


Hoje, um dia perfeito, para todos nós, sim? Vamos fazer por isso, malta! Cá para os meus lados, tenho futebol do filho agora de manhã (adoro, adoro, adoro!), almoço na sogra e a tarde é para ser passada à lareira a ver um bom filme, em pijama. A perfect day!

Bom domingo!

 

 

Perfect Day
 
Just a perfect day
Drink Sangria in the park
And then later
When it gets dark, we go home
 
Just a perfect day
Feed animals in the zoo
Then later
A movie, too, and then home
 
Oh, it's such a perfect day
I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
 
Just a perfect day
Problems all left alone
Weekenders on our own
It's such fun
 
Just a perfect day
You made me forget myself
I thought I was
Someone else, someone good
 
Oh, it's such a perfect day
I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
 
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow
 
Compositor: Lou Reed
 
 

Trumptamento

Enojada Cansada até ao tutano da reiterada defesa da tortura por parte do  recém empossado Trump, acho que já estou em condições de dizer qual o tratamento a dar-lhe. Talvez não corresponda exatamente ao pretendido, mas talvez sirva... não necessariamente nesta ordem. 

Bom fim-de-semana! 

 

 

(Fonte: https://www.facebook.com/wtff36/videos/251200028582444/)

  

 (https://media.giphy.com/media/d2ZbxughLGSLyPS0/giphy.gif)

 

 

Digam-me lá de vossa justiça...

... Qual é a resposta (bem humorada, espirituosa, se possível) que eu dou a um adolescente que não conheço pessoalmente e que se deve ter enganado, de forma repetida e insistente, na destinatária da proposta? 

 

Tive o cuidado de ocultar a identidade, mas não é difícil perceberem que é um puto, pela ortografia de "nudes", ... e "dás-me", ... e a falta de ponto de interrogação. Não acerta uma! Ai esta juventude que trata tão mal a língua portuguesa... e a inglesa, pelos vistos!

 

Vá, aceito sugestões. A sério! Agradecida!

 

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27 de janeiro: Dia em Memória das Vítimas do Holocausto

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Hoje o assunto é muito sério. Evoca-se hoje o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Também Portugal se associou a esta comemoração através da Resolução n.º 10 de 2010, da Assembleia da República, que estabelece no seu ponto 3, um dos objetivos: "Reafirmar a aspiração comum da humanidade a uma justiça e compreensão mútua de forma a evitar futuros actos de genocídio."

 

Quando hoje assistimos a loucos eleitos pelo povo a ocuparem lugares de governação, verdadeiros donos do mundo, com discursos racistas e xenófobos, é preocupante. É muito angustiante a possibilidade emergente de que a História se repita.  Devemos, pois, promover esta consciência muito especialmente junto das novas gerações. Os crimes contra a humanidade não podem ser escamoteados, sob pena de se repetirem. A História, incluíndo aquela de que nos devemos envergonhar deve, sim, ser evocada.

 

Recordo e homenageio hoje Marc Bloch, que defendia que a incompreensão do presente nasce da ignorância do passado e que aquele que ignora o seu passado está condenado a revivê-lo.

 
Marc Bloch foi um historiador francês, judeu nascido em Lyon em 1886, que durante a Segunda Guerra Mundial acabou por militar na resistência francesa contra a invasão nazi da França, tendo sido detido e torturado pela Gestapo. Foi fuzilado em 1944. 
 

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Uma valente pecadora é o que eu sou!

 

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Desde que fui acusada de blogger com falta de oportunidade (Papagaio, não te safas de eu voltar a isto enquanto não ultrapassar o trauma, mesmo doentinho, que é para aprenderes - mas espero que te sintas melhor!), cresceu em mim esta tendência para me manter informada do que é que se celebra em cada santo dia. Ou seja, o Papagaio é culpado de ter aumentado exponencialmente em mim a minha compulsão obsessiva. 

 

É certo e sabido, por isso, que eu saberei o que se comemora hoje. Pois claro que sei! Ora hoje é o dia da gula. Pelo menos no Brasil, aqui não sei. É, portanto, o meu dia e de muitos de vós, que eu já percebi que há por aqui muito bom garfo.

 

A gula é pecado, como sabeis. E eu sou uma valente pecadora, como também já percebestes. A gula é mais precisamente um dos sete pecados capitais, que são aquelas atitudes humanas contrárias às leis divinas, pecados esses que foram "decretados" pela Igreja Católica, no final do século VI, durante o papado de Gregório Magno, segundo me informei.

 

Apercebi-me que já não me lembrava na íntegra dos sete pecados capitais. Cedo esqueci as aprendizagens da catequese, que eu tenho uma memória muito seletiva. O pior é que tive curiosidade de recordar quais são os restantes e (burra, estúpida, camela, que mais valia estar quieta!) acabei de constatar que eu sou uma valente pecadora em todas as frentes. Senão, vejamos:

 

1. Luxúria: apego e valorização extrema aos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia.

Bem...  Acho que este é evidente aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e, se dúvidas tivesse, acho que este elenco chegaria para desfazê-las. 

 

2. Gula: comer somente por prazer, em quantidade superior àquela necessária para o corpo humano.

Este é, para mim, outro dos pecados prazeres preferidos. Está patente aqui, aquiaqui e quase em permanência ao longo dos meus dias. Sou um alarve controlado, digamos. É muito difícil eu perder o apetite. Basicamente, sou uma pessoa sempre disposta a comer... e a outros "er" também.

 

3. Avareza: apego ao dinheiro de forma exagerada, desejo de adquirir bens materiais e de acumular riquezas.

Só diz que dinheiro não traz felicidade, quem não sabe o que é ter pouco. Deixemo-nos de hipocrisias: o dinheiro ajuda um bocadinho... 

 

4. Ira: raiva contra alguém, vontade de vingança.

Agora ficava bem dizer que não guardo rancor a ninguém e que  perdoo o mal que me fazem e blá blá blá. Pois..., mas e então aquela puta lambisgóia, badalhoca, fingida, mal amada que me odeia e fala mal de mim nas costas? Estrafegava-a, se pudesse, mas tenho medo de ir parar a uma prisão! 

 

5. Soberba: manifestação de orgulho e arrogância.

Orgulhosa sempre! Arrogante só com gente parva que pensa que é mais esperta que eu.

 

6. Vaidade: preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros.

Quanto a isto, cito só uma frase de José Saramago e ficamos conversados: “Corre por aí que sou vaidoso. Mas eu acho que a vaidade é a coisa mais bem distribuída deste mundo. Vaidosos somos todos nós. A questão está em saber se há alguma razão para o ser ou se se é vaidoso sem razão nenhuma.” E eu cá tenho razões para ser vaidosa! 

 

7. Preguiça: negligência ou falta de vontade para o trabalho ou atividades importantes.

E não é pouco! On a daily basis! Este pecado ataca-me com uma força, que só pelo esforço que faço em controlá-lo já mereço a santidade.

 

Posto isto, verifico que se vivêssemos na Idade Média, acho que era queimada na fogueira. Hoje em dia já não tenho que me preocupar com isso, pois só o céu é que me fica vedado, e é depois de morta. Tá-se bem! E, como diz o outro, para aí também não quero ir, que somos todos irmãos.

 

(Fonte da pesquisa dos pecados: http://www.suapesquisa.com/religiaosociais/sete_pecados_capitais.htm)

 

 

Insólitos #3

 

Não gosto de bater no ceguinho, mas não posso deixar de contar mais uma espécie de conversação com aquela personagem que vos apresentei aqui. A mulher é um poço de insólitos!

 

Na segunda-feira passada, logo de manhãzinha, enquanto muitos de vocês se babavam a ler o meu sex post agendado na noite do domingo anterior, eu "aguava" e contorcia-me mas era com fome. Sim, estava esfomeada! Adivinham porquê? Porque foi o dia em que me obriguei a ir fazer as análises ao sangue que a médica tinha mandado e que estava sempre a adiar. Não tenho medo de agulhas, mas custa-me muito fazer o que quer que seja de manhã, com fome. Por isso, logo cedo estou habituada a tomar o belo do pequeno-almoço e o café e a partir daí estou operacional. Detesto tudo o que altere esta minha rotina de comer logo cedo. 

 

Bem, estava bastante gente no laboratório de análises e, por isso, ainda demorei um bom bocado a saciar a fome. E quem apareceu lá? A senhora para sempre por mim associada ao comer com sabor a couves cruas, que quando tossia fazia xixi.

Eu devo atrair os assuntos inusitados a esta mulher, porque ela logo iniciou uma explicação da sua estada ali. Com meia dúzia de pessoas que ali estavam, mas tinha que ser a mim que ela iria contar as suas peripécias. Disse ela:

"Que chatice! Estava mesmo a começar a lavar uma parede com lixívia, quando vim para aqui para fazer as análises." 

 Perceberam o sentido disto? 

O que é que há de inesperado em ir fazer análises, se somos nós que decidimos quando vamos, se vamos ou se antes lavamos a porra da parede com lixívia?

É complicado... 

 

 

Faz hoje um ano sobre a eleição do Presidente pop star.

 

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 (Se fosse a capa de um livro da Anita do Marcelo, que título escolheria? Anita Marcelo e os sem-abrigo ou Anita Marcelo e os jornalistas?

Fonte: http://www.vip.pt/)

 

Na passada semana, antes da tomada de posse do Trump, o tema nas televisões era o frio. Qualquer dia falo sobre esta tendência que as televisões têm para falar de coisas normais como se fossem furos jornalísticos. Frio no inverno é aquele tema que surpreende qualquer um... Bem... Frio para aqui, frio para acolá, plano de contingência aqui, plano de contingência acolá, até que atingiu o climax com o Presidente da República a visitar os sem-abrigo numa noite fria de inverno. Temos, digamos, um Presidente bastante colaborante com os meios de comunicação social, digamos assim. E logo as hostes rejubilaram nas redes sociais. Aquilo é que foi! Grande homem! Desceu lá do cimo da sua importância para se colocar ao nível dos "ninguéns". Penso que não me afastarei muito da verdade quando digo que deverá estar eminente a criação de um clube de fãs do nosso Presidente, passado que está o primeiro ano da sua eleição. 

 

E eu penso que devo ser uma pessoa muito fria e insensível por não ter ficado enternecida com a atitude do homem. Sei que corro o risco de ser mal interpretada e, com o histerismo coletivo que tenho observado nas redes sociais, corro também o risco de perder todos os meus seguidores de uma empreitada só. Os mesmos que resistiram ontem à conversa do minete, debandam hoje. Querem só ver?! Mas eu arrisco. Prefiro ser controversa e causar impacto, do que ser amorfa como uma mosca morta. 

 

Vou, no entanto, tentar pôr as coisas com algum cuidado, até porque não questiono a faceta humana dele, que eu também aprecio. Admito que o nosso Presidente é simpático, afável e que tem uma personalidade cativante, incomparável por exemplo ao seu antecessor, aquele cubo de gelo ambulante (que eu, por acaso cheguei a cumprimentar, que eu sou muito VIP).

 

Até admito que a iniciativa de visitar os sem-abrigo tenha partido de um interesse genuíno dele em mostrar solidariedade para com aquelas pessoas. Mas, como explicar isto? Faz-me confusão a tendência incontrolável do senhor para o show-off, para o vedetismo, para atrair os holofotes e o protagonismo sobre si, para continuar a dar fé de tudo e a fazer análise da situação política a todo o momento como se ainda estivesse sentado em frente à Judite de Sousa, sendo assim presença constante nas nossas vidas. Apesar de finalmente termos um Presidente que não é só figura de corpo presente e que até se distancia dos partidos, caramba!, também não é suposto um Presidente da República ter clube de fãs . Ele não deveria ser é uma pop star! Por favor! 

 

E assim, nesta linha de pensamento, enquanto millhões de portugueses se emocionavam com um ilustre poderoso que, de forma a meu ver paternalista, quis confraternizar com os pobres ninguéns, a minha consciência teimava em ver um ilustre poderoso que poderia ter contribuído ao longo da sua vida política para tirar aquelas pessoas da rua. Fê-lo, de alguma forma? Dir-me-ão que ele aproveitou esta ocasião para alertar que “é preciso fazer mais” pelos mais desfavorecidos. É verdade! E que bem prega frei Tomás! Felizmente ele não carrega o ónus dos contributos desastrosos das políticas dos vários governos da sua cor e não só ao longo dos últimos anos...

 

O que querem? Sou mesmo avessa à caridadezinha com os pobrezinhos. Para mim é um conceito que só legitima e perpetua o fosso entre ricos e pobres. Reflita-se antes em medidas de fundo para atenuar as diferenças. Reforce-se o Estado Social. Ingénua, utópica, certo? Talvez... Eu realmente não percebo nada de política. Eu é mais bolos e batizados... 

 

 

 

Do minete como a arte de exorcizar demónios.

Já devem ter percebido que não tenho tido tanta disponibilidade para cirandar por aqui. Valores mais altos se levantaram nestes últimos dias. Organizar questões do trabalho, a casa e a vida, basicamente. Tenho, no entanto, dado uma vista de olhos pelo que se tem passado. Não tenho tido é disponibilidade para interagir através de comentários, a não ser respostas breves aos vossos comentários às minhas publicações (elas próprias agendadas, by the way). 

 

E tenho aqui um problema à conta disso. "O" assunto. Hoje é segunda-feira, por norma o dia mais triste da semana cuja neura daí advinda eu tento contrariar dando-vos ideias para que não acabem o dia sem alguma brincadeira. Já que a segunda é dia de andarmos desacorçoados, pelo menos que seja dia de sexo. É essa a ideia. Ainda crio um movimento à conta disto. 

 

Não podia, pois, ficar sem trazer aqui qualquer coisita. Falemos hoje de felácio, cunnilingus, minete, como quiserem. Hoje venho aqui afirmar que esta é a técnica infalível para exorcizar demónios. Façam e é vê-los a sair do corpo dela... É claro que mulher exorcizada costuma ficar bastante satisfeita e é, por isso, bastante grata e terão certamente retribuição do vosso ato caridoso. Aliás, estas coisas têm mais piada havendo reciprocidade.

 

Deixo-vos esta pérola que encontrei numa das páginas de facebook com humor inteligente que eu sigo. Mas esta não é para rir. É um assunto bastante sério. Acreditem, homens (e mulheres, mas essas sabem...). Se não parecer que um demónio está a ser exorcizado do corpo dela, não estão a fazer bem. 

 

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(Fonte: https://www.facebook.com/innocenselost/)

 

E, como eu não seria capaz de escrever com mestria sobre este assunto, deixo-vos com (para mim) o melhor texto alguma vez escrito, que eu tenha lido, sobre felácio, salvo outra opinião. Trata-se da crónica "A SACROSSANTA DOUTRINA DO MINETE", por PATRICIA MOTTA VEIGA, publicado aqui. Quem ainda não leu, leia, que vale mesmo a pena. Ela consegue desnudar completamente a mulher. Deixo-vos um excerto, para abrir o apetite (duplamente: para lerem o texto na íntegra e para o porem em prática ). 

 

"(...) Nós gostamos que nos olhem para a “abençoada”, é meio caminho andado para que a mostremos bem. Gostamos que a explorem. Sentir a língua a passear corpo a baixo, ou a cima, parando onde sente a pele eriçar-se, recolhendo-se, para deixar que a boca chupe e sorva até aos centímetros seguintes. Gostamos de a sentir afastar os lábios. Primeiro os grandes, depois os pequenos, tal como nos cá de cima, e que curiosa e frenética lhes faça pequenas cócegas que nos preparam, que nos entesam para lá do que a bíblia aceitaria. Gostamos que ela nos açoitem o clitóris até que ele cresça o suficiente para ser sugado, mordido, tragado e mesmo ali, antes do orgasmo, abandonado para que a pequena vilã nos penetre hirta a preparar caminho. Nos adentre onde bem lhe e nos apetecer, reconhecendo todos os nossos buracos e deixando os anfitriões felizes. Isto feito, nós não nos vimos… Vamo-nos! Para o paraíso e acompanhadas por quem para lá nos enviou.
É claro que isto não é para meninos. É coisa de homem! Ou de mulher! Dos crescidos. Com tesão e apaixonados. De um adulto que goste realmente de uma mulher. Do cheiro da mulher, do sabor da mulher. Quem quer uma coisa inodora e insípida pode sempre treinar naquelas de borracha que até podem ser desinfectadas com lixivia.(...)"

 

Digam lá se isto não abre o apetite!? Tchiii...

 

 

Relíquias.

Recentemente, em conversa com os nossos filhos, falávamos da evolução ao nível da tecnologia, desde o tempo em que tínhamos a idade deles.

Entre outras coisas, contámos-lhes que só tivémos telemóvel já em adultos. Dissémos-lhes que ainda somos do tempo em que o telemóvel servia basicamente para telefonar. Tive a nítida sensação, pelas expressões que fizeram, que eles sentiram que estavam a falar com dois cotas da idade da pedra. E pensando bem, considerando que os telemóveis da época eram aqueles Nokia, até faz algum sentido. 


Este, se não foi o primeiro que tive, não anda muito longe disso. E o que é certo é que cá está ele, como uma rocha, intacto. Tem alguns riscos, mas vejam lá se o ecrã está estilhaçado como acontece com os atuais. Nada disso!

 

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E agora os meus caros ficaram a questionar-se porque é que eu ainda guardo esta "relíquia", não é? É que eu tenho a minha faceta de sucateira. Tenho dificuldade em livrar-me dos meus pertences, mesmo que já não os use. Os telemóveis velhos estão todos ali guardados numa gaveta, a ocupar espaço. Tenho no roupeiro roupa do século dos Afonsinhos, que já nem me serve, à espera de um milagre. Guardo papéis e documentos que já não me fazem falta nenhuma. Até faturas do gás da empresa anterior. Acho que posso precisar de fazer algum historial. Tontices! Mas sempre me podia dar para coisa pior... 

 

 

 

À terceira foi de vez!

Finalmente, já cá cantam os bilhetes para o NOS ALIVE! 

 

Se eu vos contasse a dificuldade que foi comprá-los... Até fico embaraçada de falar nisso. Está bem. Eu conto. 

 

Compro quase todos os bilhetes para espetáculos online, através de Blueticket e, mais recentemente tenho usado mais Ticketline. Todos devem conhecer, certo? É mais prático e os custos da operação não são assim tão elevados.

 

Ora, o procedimento é preencher o formulário com os nossos dados online e, no meu caso, opto que me enviem referência multibanco para a caixa de correio eletrónico. A partir do momento da reserva, temos 3 dias para efetuar o pagamento no multibanco. Pois eu fiz a primeira vez e esqueci-me, deixei passar os 3 dias. Fiz a segunda vez e, admirem-se, esqueci-me, deixei passar os 3 dias. Fiz justiça ao ditado popular e à terceira foi de vez.  Paguei e já recebi os bilhetes na caixa de correio. Ó pra eles aqui!

 

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E sabem de quem é a culpa dos meus esquecimentos? Não! Não é do Benfica! É vossa, que são uns queridos e eu passo quase todo o meu tempo livre a deambular por aqui.  

 

 

Só por causa das coisas!...

 

Não sou rapariga de me deixar ficar! Minhota nascida e criada nunca se deixa ficar! Isso é que era belo! Já explico! Aguardem só um bocadinho. Não posso dizer tudo nas primeiras linhas, senão não abrem o post. Sou pouco esperta, sou! Talvez agora... Acho que já posso... Vá, abram lá esta merda cena!

 

Bom...

 

Ontem, a propósito do post Acho que há por aí alguém com muito sentido de humor..., houve um menino de seu nome Papagaio, muito indiscreto por sinal, que teve o desplante de me dizer, assim sem dó nem piedade, que eu, como ele, não tinha sentido de oportunidade e cito "(...) que sentido de oportunidade! Temos futuro nisto, temos!". Reparem no tom irónico-sarcástico com que insinua que eu e ele não temos futuro como bloggers porque falhamos no timing. Que desfaçatez! Nem sabes o que te espera!

 

Pois agora vais ter a resposta que mereces, sua ave Psittaciforme da família Psittacidae (Fui pesquisar e tudo!). Fica sabendo que o Robinson Kanes classificou o post como, e cito, "best post of the day". Ah pois é! É claro que deve ter sido o primeiro que ele leu, mas como o considero uma pessoa que se mantém fiel às suas convicções, recusar-se-á certamente a virar o bico ao prego e dar o dito pelo não dito. 

 

Mas se isso não te bastar, espera ainda pela demora.

 

Regista aí que hoje, 19 de janeiro, é o  Dia de São Bassiano. Ah pois é! E eu estou aqui, indubitável e incontestavelmente carregadinha de oportunidade, a dizê-lo em primeira mão. E ainda te digo mais: hoje, lá de onde és originário (É provável seres da terra do Zé Carioca, né? Por acaso, adorava ler os livros do Zé Carioca!), é também Dia Nacional do Barbeiro e do Cabeleireiro. Toma lá que já almoçaste! 

 

No mesmo post, a Sónia Pereira deu a sugestão de "criarmos um dia internacional de qualquer coisa, mas alguma coisa verdadeiramente irritante ou parva, só para depois nos rirmos com as reportagens nos telejornais". Aceito o desafio. Sem querer tirar o protagonismo ao coitado do Bassiano que nem sei quem foi, proponho que hoje seja também Dia Internacional do Pêlo Encravado. Que tal? É uma coisa irritante e parva!!! Também podia ser o Dia Internacional do Trump, mas o dia desse parvo irritante é já amanhã e infelizmente vai prolongar-se por uns bons anos...

 

Pronto! Desafio lançado! Agora a bola está desse lado. Toca a passar palavra, para ver se pega e logo é reportagem no telejornal e a malta ri-se muito para comemorar o dia de ontem... fora de timing... só por acaso...  

 

"I rest my case"! 

 (Fonte: http://giphy.com/)

     

 

Coisa estranha... (Insólitos #2)

 

Alguém já recebeu mensagens destas que partilho abaixo???  Mas que raio é isto?  Eu até sou bastante fluente em inglês, percebo o conteúdo das mensagens e tudo e tudo. Mas o que pode levar alguém a dirigir-se-me nestes termos? Convenhamos: se alguém estivesse interessado nos meus conteúdos, no mínimo falaria português, né? Como é que pode avaliar de bons os meus conteúdos se não fala português??? 


Só vos digo uma coisa. Que ganda tanga! Só gostava era de saber o objetivo disto. Alguém se dá a este trabalho de forma gratuita? Meu rico tempinho! 

 

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