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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Felicidade doméstica é...

 

 

... encontrar, de uma assentada só, os pares de duas peúgas, DUAS!, esquecidas há meses no cesto da roupa para passar a ferro à espera dos respetivos pares. Já estava quase a desistir de as encontrar e, de repente, numa máquina de roupa lavada, pimbas! Duas de uma vez!

 

Sou a mulher mais feliz do mundo! Continuo sem perceber o fenómeno do desaparecimento das meias no processo de lavagem, mas pronto... 

 

 

 

 

 

 

Exames e um adolescente feliz: uma antítese?

 

Hoje o meu filho faz exame de Português do 9º ano. Sabem aquela angústia, aquele nervosismo natural na época de exames, aquela pressão muitas vezes auto-infligida, comprimidos para a memória e ansiolíticos? Estão a ver o estudo pela noite dentro, as noites mal dormidas, as horas gastas a treinar todos os exames já realizados? 

 

Pois... Nada disso mora aqui! Pensam que ele acusa algum nervosismo? Nem pensar! O gajo "tá na boa"! Aliás, nos últimos dias tem tido bué de programas com os amigos, desde tardes passadas na piscina a jantares com os amigos e festas de aniversário. Não percebo nada disto. Diz-me "mãe, o que queres para mim é que eu só estude e seja infeliz?" Não, realmente não quero. A socialização e a integração no grupo são importantíssimas nesta fase do crescimento, na adolescência. Eu sei disso, mas só queria que ele estudasse um bocadinho mais...

 

Bem, o que é certo é que ele está relaxadíssimo e ontem até me provou que sabe os processos fonológicos todos de fio a pavio. Portanto, venha a paragoge ou a síncope ou a apócope, que ele sabe isso tudo. O problema é que pode não sair nada disso e ainda ontem ele não sabia o que era o hipérbato...

 

Mas também, convenhamos, o que interessa isso? Na minha modesta opinião, acho que deve mesmo haver uma discussão alargada à volta dos currículos portugueses. Ouço dizer que este Governo quer promover isso. Vamos ver... Por exemplo, na disciplina de Português deveria ser mais importante ser capaz de usar os recursos expressivos do que saber o nome deles. Ou seja, motivem-se mais os alunos para a leitura e ensine-se a ler e a escrever! Por causa destas e doutras é que há gente a sair das universidades que não sabe escrever sem erros ortográficos, quanto mais saber usar vocabulário diversificado e recursos expressivos ricos. Mas, pelos vistos, como as coisas estão, desde que saibam o que é um determinante ou um pronome, já têm um excelente domínio da língua de Camões!

 

Por falar em Camões, será que sai "Os Lusíadas"? Ou sairá Gil Vicente? Ai! Que nervos!

 

 

 

Em jeito de balanço...

 

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Eu sei que tenho andado um bocado desaparecida. Para além do post diário a que me obrigo, não me põem a vista em cima. Tenho tido a vida a mil, acreditem. O meu trabalho é mesmo assim. Há alturas em que não consigo mesmo conciliar. À noite, que é quando habitualmente escrevo qualquer baboseira com a qual vos presenteio no dia seguinte (grande amiga esta!) , tenho tido só tempo disso (para que não se esqueçam de mim) e de deitar para dormir. Estou estafada! E, convenhamos, o calor que se tem feito sentir também me tem deixado um bocado prostrada. No domingo ainda tive um tempito livre mas, com as notícias do incêndio de Pedrógão Grande, não consegui escrever nada de jeito e fiquei sem vontade de interagir com quem quer que fosse. Fiquei triste, deprimida e passei o dia com a lágrima fácil. 

 

Do trabalho e das ralações que tenho tido não vou falar. Mas enfim, pelo menos hoje dou-vos conta de algumas conquistas dos últimos dias. Anotem aí!

 

  • Em termos profissionais, estou de parabéns, depois de um processo trabalhoso. Foi renovada a confiança no meu trabalho, apesar de algumas jogadas sujas que pretenderam me prejudicar mas sairam furadas. Moral da estória: não é muito fácil fazer-me mal. Sou valiosa demais para que essas pessoas consigam fazer o seu caminho. Bem, e quer isso dizer que me vou manter na liderança da gestão do estaminé nos próximos anos. Espero é ter saúde e energia para cumprir com brio as minhas funções. 

 

  • Em termos familiares, apesar de ter sido um ano difícil como mãe (não tive a disponibilidade desejável para acompanhar os meus filhos no estudo e a resistência em estudar, principalmente dele, foi uma constante), os meus rebentos terminaram com bastante sucesso o ano letivo. Bem, ela é novamente Quadro de Excelência no 10º ano e ele ainda vai fazer os exames de 9º ano, mas penso que não haverá surpresas. Ah, e foi deputado nacional em representação do distrito no Parlamento dos Jovens e, pára tudo!, foi eleito Mister no Baile de Finalistas. É liiiiiiiiindo, o meu rapaz! 

 

E pronto, hoje é este o post possível. Sobre os aspetos tristes da minha existência não escrevo hoje. Outro dia. Hoje não.

 

 

 

No reino dos eucaliptos.

 

Não me lembro se já escrevi sobre isto, mas guardei as fotografias do cenário que encontrei no verão passado, no início de agosto, quando chegámos à nossa casa no minho para os dias de férias que habitualmente passamos lá. Partilho-as hoje. Aquela visão da natureza recentemente queimada e a consciência da nossa vulnerabilidade marcou-me. Lembro-me que, nos dias de férias restantes, dormia sobressaltada com medo que o inferno voltasse e nos surpreendesse a dormir. Apesar de ser um cenário recorrente por aquelas bandas (não há verão nenhum em que não aconteça um incêndio nos montes que circundam a minha terra natal), nunca um incêndio tinha estado tão perto da minha casa. 

 

Foi esta a visão que tiva das  janelas da minha casa (garanto-vos que não utilizei qualquer zoom):

 

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Já perceberam que a nossa casa fica mesmo encostada a um pinhal e o fogo esteve mesmo perto. Pinhal, é como quem diz... Já foi um pinhal. Agora é um eucaliptal, com muitos eucaliptos, os que podem ver nas duas primeiras imagens. Um pouco mais acima, na terceira foto, já nem eucaliptos há. O monte está despido, de tanto ter sido fustigado por incêndios ao longo dos anos.

 

Desta vez, há um ano, o incêndio chegou mesmo ao pé das poucas casas que ali existem. Aconteceu apenas meia dúzia de dias antes de nós chegarmos, sem nós nunca termos sabido de nada. Ouvi depois os relatos de vizinhas com as casas um pouco mais acima no monte que tiveram que proteger os seus bens com as próprias mãos, tal foi a rapidez com que o fogo avançou para cima do povoado.

 

Não é difícil perceber porquê, quando na nossa floresta o eucalipto ganha cada vez mais protagonismo em detrimento de árvores autóctones como o sobreiro, esse sim, capaz de travar a propagação de incêndios, até por causa da sua capa protetora de cortiça. A ganância desenfreada dos homens impele-os a plantar o melhor combustível e propagador de fogos que poderiam encontrar, por esse país fora. De forma desordenada, perto de casas, a ladear estradas, sem cumprir as leis, de qualquer forma, a sugar a água do nosso território. Maldita espécie!

 

Recentemente, aqui perto de onde vivo, plantaram uma grande extensão de terreno pantanoso com eucaliptos (na foto abaixo). Passo muitas vezes de carro por lá. É um atalho no percurso diário que faço. Odeio aqueles jovens eucaliptos a destoarem na paisagem devido à sua cor azulada. Sempre odiei. Crescem a um ritmo alucinante. Será que aquela plantação cumpre a lei? Vou tentar saber e garanto-vos que vou denunciar, caso perceba que não cumpre. Não podemos permitir que o chamamento do dinheiro fácil de outrem nos transforme em cúmplices de assassinos em potencial. 

 

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Censurado!

 

Esta imagem abaixo, ilustrativa deste post, foi censurada no Facebook. Dizem que não respeita as políticas de publicidade do facebook. O inferno será a minha morada eterna. Vou só ali chicotear-me pelo gravíssimo  atentado ao pudor que eu cometi... 

Americanos puritanos de merda! Criar guerras artificialmente e espetar com mísseis nos países inimigos já não é imoral... Só por causa das coisas, cá vai ela outra vez!

 

 

 

Uma sátira sobre esperança e fé

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Agora que o ano letivo está a acabar, partilho uma estória inspiradora sobre esperança e fé, com o desejo de que todos os vossos entes queridos em idade escolar tenham muito bons resultados. Se não for o caso, contem-lhes este exemplo de vida, que talvez sirva para reflexão e também de inspiração para o próximo ano letivo. Cá vai, então!

 

O Joãozinho era um menino muito distraído nas aulas e com dificuldades de aprendizagem. Por isso, como é óbvio, tinha más notas e a professora estava sempre a ralhar com ele. 

 

Um dia, a mãe dele, habituada a ouvir queixas da professora, foi mais uma vez à escola para saber como se estava a comportar. A Professora foi peremptória em dizer mais uma vez à mãe que o seu filho era um desastre, que tinha notas muito baixas e que ela nunca tinha visto um menino assim em toda a sua carreira.

 

A mãe desta vez ficou tão chocada com o teor do que lhe disse a professora que tirou o seu filho da escola e, inclusive, mudou com ele de terra. Foi da província para Lisboa. Já não suportava aquilo.

 

25 anos depois, essa mesma professora foi diagnosticada com uma grave doença no coração, quase incurável. Foi aconselhada por vários médicos a fazer uma cirurgia ao coração. No entanto, este tipo de operação só um médico em Lisboa era capaz de fazer. Apesar de não ter grandes esperanças, a professora decidiu tentar. Foi para Lisboa e num hospital lá foi operada com sucesso pelo tal médico.

 

Quando abriu os olhos depois da cirurgia, viu um belo e jovem médico à sua frente, a sorrir para ela. Ela queria agradecer-lhe, mas não conseguiu falar. De repente, a sua cara tornou-se azul, levantou a mão, tentou gritar sem conseguir e num ápice morreu.

 

O médico ficou chocado, a tentar entender o que tinha acontecido de errado. Nesse momento, olhou para o lado e viu que o João, que trabalhava no hospital a fazer limpezas, tinha desligado os equipamentos de suporte da tomada do quarto, para ligar o seu aspirador e limpar o corredor.

 

Pensavam que o Joãozinho se tinha tornado médico, não é? Tá bem, tá! Não estudem, e veem como é que é!

 

(Este texto é uma adaptação de um que encontrei em http://smartdireito.com.br/pequeno-conto-de-esperanca-e-fe-parte-2/

 Fonte da imagem: https://pt.pinterest.com/explore/piadas-do-jo%C3%A3ozinho-933214800729/)

 

 

Esta vida de motoristas dos filhos!...

Domingo foi dia de concerto. Ariana Grande já retomou a digressão, após os acontecimentos de Manchester, e lá fez o seu concerto prometido para Lisboa desde que falhou o Rock in Rio do ano passado.

Levámos os nossos filhos e os respetivos namorados. E lá foram eles, todos contentes e felizes. Quanto a nós os dois, os cotas, ficámos um bocado à fresca a observar as medidas de segurança. Não me pareceu haver grande reforço de segurança, a não ser ausência de circulação automóvel e alguns (poucos) agentes a pé e de mota. 

Aproveitámos o restante tempo de espera para um jantarinho a dois, na esplanada do Vasco da Gama, eu sempre com o olho no espaço circundante ao Meo Arena e o ouvido nos sons do concerto que se conseguiam ouvir. Confesso que demorei a conseguir desligar-me da consciência de que os miúdos estavam lá dentro num contexto tão conotado com o atentado do concerto de Manchester. Irracional, eu sei! Afinal, normalmente esses atentados acontecem onde e quando menos se espera. Mas o que é que hei de fazer? Mães... 

Ah! Os miúdos adoraram o concerto. E eu fiquei feliz que se tenham divertido.

 

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Mulher do norte é assim, carago!

 

Contaram-me o seguinte episódio como sendo tendo sido verídico e ocorrido numa Faculdade do Porto. Não sei se é ou não, mas que é anedótico, lá isso é! Se for verídico, a senhora merecia uma estátua. 

 

Uma professora universitária deu as últimas orientações aos alunos acerca do exame que ocorreria no dia seguinte.
Finalizou alertando que não haveria desculpas para a falta de nenhum aluno, com exceção de um grave ferimento, doença ou a morte de algum parente próximo.
Um engraçadinho que estava sentado no fundo da sala, perguntou: “De entre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo cansaço por atividade sexual?”

A turma explodiu em gargalhadas, e a professora aguardou pacientemente que o silêncio fosse reestabelecido. Assim que isso aconteceu, ela olhou para o palhaço e respondeu:
”Isso não é um motivo justificado.” - E continuou, serenamente – “Como o exame será de escolha múltipla, você pode vir para a sala e escrever com a outra mão... Ou se não se puder sentar, pode responder de pé.” 

 

(A imagem foi surripiada ao Sapo. Está em casa, portanto... )

 

 

As mulheres do Norte deviam mandar neste país!

 

Não sou eu que digo! É o MEC!

 

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança.

Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens.

Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer.

        Miguel Esteves Cardoso

 

         (Fonte: http://minhoemfesta.pt/) 

 

 

 

A Mocha engraçadinha!

 

Quando estou quase, mas mesmo quase, completamente convencida que o Sapo nem sequer lê as minhas cenas, e quando menos espero, lá tenho direito a um destaque. Ainda bem que destaques não é a mesma coisa que sexo, senão andaria por aí a trepar pelas paredes... 

 

É agradável! Agradeço a lembrança e asseguro a todos os interessados que não me pus a jeito, não engraxei nem subornei o batráquio com promessas de mostrar as maminhas, nem dei pontapés na gramática para merecer tamanha honra.   

 

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I still rule!

 

Só assim de repente, porque estou mesmo estafada e preciso deitar-me para descomprimir das emoções do dia, venho só dizer-vos que correu tudo muito bem na situação de que vos falei aqui. Não consegui responder aos vossos comentários de incentivo mas li tudo e deram-me uma força enooooorme! Obrigada!

 

Ah! Já me esquecia. A minha amiga M tinha razão. Houve situações em que tive que aligeirar o discurso... se é que me entendem... Não havia mesmo razões para nervosismo. I still rule, man! 

 

 

Boas "vibes"!

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Já perceberam certamente que gosto de partilhar aqui com os meus caríssimos amigos que têm a pachorra de acompanhar os meus dias, episódios que têm ou tiveram em algum momento significado para mim.

 

Pois bem. É nesse sentido que que quero que saibam que hoje, lá mais para o fim do dia, vou estar sob grande pressão. Vou passar por uma etapa importante nas minhas funções profissionais, uma espécie de prestação de contas perante peixe graúdo. Terei que convencer uma comissão da qualidade do meu trabalho, da eficácia da minha liderança e dos resultados obtidos. Pronto, basicamente é isso. 

 

E sabem porque é que algo me impele a contar-vos estas miudezas da minha vida que, à partida, pouco ou nada vos interessariam? Hã? Eu digo! Porque sinto cá dentro do meu peito um conforto enorme em partilhar convosco. Sinto que também são da minha tribo e fazem uma corrente enorme de boas vibes para que tudo me corra bem. Sinto genuinamente isso, a sério! Da mesma forma que eu, que sou pessoa de afetos (uma lamechas, vá!), vos desejo tudo de bom nas vossas vidas. Mesmo! 

 

Voltemos à vaca fria que tenho hoje. Acho que vai correr bem. A minha colega e amiga M até me deu um conselho. Disse qualquer coisa como isto:

 

"Em relação a isso, não tenhas problemas porque o teu QI e a tua oratória estão muito acima das deles. Só tens que manter a calma e responder com respostas claras porque senão eles não entendem." 

 

É isto! Gostei especialmente da parte de ter que falar em português a puxar para o básico, para que me entendam. Se é só isso que é preciso, acho que me safo, apesar da minha alegada capacidade de oratória e QI superiores aos do peixe graúdo... Isto é que é confiança de amiga! Lá está! Boas vibes!

 

 

Mulher é bicho complicado!

 

Pois é! Desculpem as minhas congéneres, mas eu estou aqui para dizer as verdades, doa a quem doer. Nós, mulheres, somos mesmo difíceis de entender.

 

Às vezes, só estando no lugar de observadoras isentas é que percebemos as figurinhas que por vezes fazemos com os nossos homens. Lembram-se deste exemplo? Ela até podia ter todas as razões e mais alguma para aquela lamúria toda, mas convenhamos que o beicinho era escusado. 

 

Refiro-me sobretudo àquela tendência de nunca estarmos satisfeitas ou àquela imprevisibilidade desconcertante do "se-é-é-porque-é, se-não-é-é-porque-não-é" ou ainda a mania que temos de ficarmos amuadas porque ele não adivinhou que devia ter atuado daquela determinada forma que nós idealizámos para uma determinada situação, não correspondendo portanto às nossas expetativas.

Mas depois, é tão fácil amolecerem-nos o coração. Um abraço que nos apanhe desprevenidas pode ser o suficiente para resgatar toda a doçura feminina.

 

Um bocado bipolar, o sexo feminino... Dizem que pode ser hormonal... 

 

Por estas e por outras é que se diz com toda a propriedade: "Vá-se lá entender as mulheres!". 

 

(Imagem: http://heyhey-heyyy.tumblr.com) 

 

 

Sobre a saída dos EUA do Acordo de Paris

 

 

No final de maio, no México, choveu granizo do tamanho de bolas de ténis, como foi captado no vídeo abaixo. Aliás, fenómenos meteorológicos como esse e outros vão acontecendo um pouco por todo o mundo.

Mas a figura patética lá de cima continua a ignorar as mudanças climáticas do planeta, essa falácia, essa invenção da humanidade. Agora há uns dias até anunciou que os EUA vão abandonar o Acordo de Paris.

Mas sabem uma coisa? Acho isso positivo e até encorajador para a causa da defesa da sustentabilidade e sobrevivência do planeta Terra. Senão, vejamos. A sua posição sobre as alterações climáticas trouxe o assunto esquecido novamente para a ribalta, despertando assim consciências. Até empresas americanas líderes nos seus segmentos declararam estar descontentes com a opção do seu presidente e comprometeram-se a seguir o seu próprio caminho, inclusive empresas petrolíferas. E isso parece-me mais positivo do que acordos governamentais que são guardados numa gaveta. Vamos ser otimistas... 

 

 

(Imagem: https://media.giphy.com; Vídeo: autor identificado) 

 

 

Facto: nas mulheres, o sexo melhora com a idade!

 

 

Pois é, miúdas mais novas. Se ainda não encontraram o vosso lugar prazeroso no mundo da sexualidade partilhada com um parceiro, não desesperem. Só pode melhorar! Não sou eu que o digo. É um artigo da Visão que o diz. E eu concordo. Até vou mais longe afirmando que até ao início da idade adulta é preciso ter muita sorte com os parceiros para uma mulher obter satisfação plena das relações sexuais que vai mantendo. E isso ainda é mais evidente em relações ocasionais. Isto porque eu acredito que o tempo, o conhecimento profundo de nós próprios e do outro e a aprendizagem partilhada, nestas coisas da sexualidade, são a chave da felicidade  suprema. 

 

Quanto à minha perceção sobre as razões que poderão estar na base de a fruição da sexualidade melhorar com a idade no universo feminino, estudos à parte, acredito que há fatores que mais influenciam a fruição plena da sexualidade nas mulheres maduras.

 

Desde logo, com a idade as mulheres perdem muito da insegurança típica dos primeiros anos da juventude e aprendem a aceitar melhor o seu corpo e, consequentemente, a sentirem-se mais espontâneas, mais libertas e abertas a novas experiências e até mais sensuais. Demonstram muito mais desejo sexual e, consequentemente, mais  iniciativa na cama (ou noutro lugar qualquer...). 

 

É minha convicção que nos primeiros anos da juventude a insegurança leva a uma maior preocupação em agradar ao parceiro do que a si própria. E é minha convicção também que é neste contexto de início de relações ou em relações ocasionais que as mulheres mais fingem orgasmos. Quem nunca o fez, que atire a primeira pedra. Ah, pois é! Todas já o fizemos! A verdade é que a partir de certa idade a mulher já não faz esse frete para que o parceiro se sinta feliz. A sua própria felicidade passa a ocupar a dianteira das suas preocupações. Percebe que, se não foi bom, o melhor é mesmo assumi-lo, conversar sobre isso e, com honestidade, essas situações propícias ao fingimento e à mentira até deixam de acontecer. Idealmente, com a necessária intimidade, passa a ser bom para os dois sem exceção. Os dias em que acontecia uma parte ficar a "chuchar no dedo" já eram! 

 

Com o tempo, em relações duradouras, a quantidade é substituída pela qualidade. Sabemos que regra geral os homens, na juventude, só pensam em sexo, sexo a toda a hora (Tchiii! Já foi há tanto tempo, que já nem me lembro bem!...), muitas vezes precipitado, com poucos ou nenhuns preliminares e sem ambiente propício às "cabeças femininas", que são bué complexas, como sabemos. Enquanto que as mulheres poderiam manter a mesma frequência de atividade sexual ao longo da vida (admito que esta é uma área em que é mais fácil ser mulher), convenhamos que no sexo masculino já não é tão fácil. Por isso é que os comprimidos azuis foram inventados. É claro que nuns e noutros há fases em que o desejo sexual aumenta ou diminui, mas isso nas mulheres não é visível a olho nú, enquanto que a fisiologia e mecânica masculinas não podem ser dissimuladas, não é? O que nos vale é que, nesta questão do sexo, a frequência não é o único requisito para uma sexualidade feliz. Menos acaba muitas vezes por ser mais. 

 

Só há um senão nesta evolução da fruição da sexualidade em tudo favorável à mulher madura. É que quando ela está apta a tudo, mesmo tudo, malabarismos na cama incluídos, as dores nas "cruzes", o reumático ou outra qualquer mazela da idade atacam e pronto, lá se vai o clima e é ver-nos a desejar ter 20 anos outra vez... 

 

(Fonte da imagem: http://visao.sapo.pt/visaomais/2017-05-26-Melhor-sexo-para-as-mulheres--E-nesta-idade)

 

 

Patrão Vs empregado: uma dicotomia incontornável...

 

... ou a eterna "luta de classes", utilizando a expressão que Karl Marx imortalizou.

 

 

Ontem, no fim do dia de trabalho, passei pelo supermercado para comprar pão. Meus amigos, assisti a um raspanete da patroa à empregada, que só visto! Uma situação mesmo muito confrangedora. E fiquei ainda mais marcada por este episódio porque eu, sendo como sou, por um lado defensora da justiça social e contra a exploração e o desrespeito pelos direitos laborais, por outro lado gestora de uma equipa razoável de colaboradores, tive dificuldade em empatizar unilateralmente nesta situação. Ou seja, consegui entender o ponto de vista das duas envolvidas, basicamente. 

 

A questão ali discutida andava à volta de a trabalhadora ter, no dia anterior, saído do trabalho enquanto ainda estavam muitos clientes na loja e a ajuda dela seria, pelos vistos, necessária. Ela alegava já ter saído fora do horário dela e que tinha o filho, mas a patroa dizia que as outras trabalhadoras também tinham filhos e também ajudavam sempre que era necessário.

 

Não conheço outras nuances para esta relação laboral, nem sei se as trabalhadoras são ressarcidas do tempo de trabalho extra ou se recebem um salário justo pelo seu trabalho. Mais tarde em conversa com outras clientes, disseram-me apenas que aquela equipa funcionava como uma família e que a patroa tratava bem as trabalhadoras, para além de que, e isso constato eu, ela própria dá o exemplo ao lado delas a trabalhar. 

 

Se por um lado acredito piamente na importância das garantias dos direitos laborais, nomeadamente no respeito pelo horário de trabalho, como disse, por outro lado também eu lido muitas vezes com quem só faz estritamente os serviços mínimos exigidos, nem mais nem menos, pessoas que acham que basta cumprir o horário de entrada e saída para mostrar zelo na profissão, enquanto outras se empenham e dão contributos relevantes para o serviço. No caso em apreço parecia tratar-se disso: talvez uma situação de salários iguais para empregadas com níveis de dedicação ao trabalho diferentes.

 

Para terminar, dois comentários:

  1. Uma nota para a frontalidade da patroa e a preocupação com a promoção de igualdade de direitos e deveres entre todas as trabalhadoras. Todas têm que trabalhar para além do horário porque todas têm filhos e se isso não serve como argumento para umas também não pode servir para  outras. Faz sentido. Proteção da maternidade e justiça social é assim...  Justíssimo! 
  2. Independentemente da sua justeza (ou não), o facto de aquele raspanete ter sido dado em frente à meia dúzia de clientes que lá estavam àquela hora pareceu-me uma humilhação deliberada e gratuita para com a trabalhadora. É caso para dizer: não havia necessidade... 

 

 

A rapariga dos olhos tristes e o namorado ternurento.

 

Ela chegou sozinha e sentou-se na mesa ao nosso lado. Parecia triste, abatida. Deveria ter vinte e poucos anos, algum excesso de peso, óculos, o cabelo negro preso num rabo de cavalo e vestia de preto, o que ainda lhe conferia um ar mais abatido e  pesado. Nada nela combinava com a sua juventude. Apenas o ar de menina amuada, a fazer uma birra, lembrava o facto de ainda ser novinha. Com quem estaria? Parecia esperar alguém...

 

Após um minuto ou dois, ele veio ao pé dela, oriundo do balcão do snack bar, mas não se sentou. Era um rapaz pela idade dela, ruivo, elegante. Debruçou-se sobre ela, perguntou-lhe algo delicadamente e ela esboçou um trejeito de enfado e disse que não, abanando a cabeça e ostentando um beicinho. Continuava miseravelmente infeliz, pelos vistos. Ele insistiu e ela agora soltou impacientemente "Já disse que não quero. Já comi!". Estava nitidamente a tentar marcar uma posição. Ele, por seu lado, não podia ser mais ternurento e dedicado a ela. 

 

Quando ele chegou novamente com um tabuleiro com duas bifanas no pão (que ela nunca viria a comer), o clima manteve-se. Ela com os olhos tristes, um olhar vago. Mas os olhos dele!... Os olhos dele, esses não enganavam! Fixavam-se nela com tanto amor! Amor...e medo da birra dela, não fosse ela perder o controle ali em público a qualquer momento. Mas não. Manteve-se em silêncio. E ele tentava calmamente resgatar a normalidade àquele relacionamento, como de resto fazia sempre. Ele sabia que ela costumava ter aqueles momentos e era melhor deixá-la acalmar. Só tinha que lhe provar o seu amor. E isso era tão fácil! Aquele homem move montanhas por aquela mulher. Só ela existe. Só ela importa. E aparentemente, só ela é que não percebe isso. 

 

(Nota: São só cenas das pessoas que vou "alservando" e das vidas que vou imaginando ...)

 

(Imagem: https://www.tumblr.com/) 

 

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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