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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

A rapariga dos olhos tristes e o namorado ternurento.

 

Ela chegou sozinha e sentou-se na mesa ao nosso lado. Parecia triste, abatida. Deveria ter vinte e poucos anos, algum excesso de peso, óculos, o cabelo negro preso num rabo de cavalo e vestia de preto, o que ainda lhe conferia um ar mais abatido e  pesado. Nada nela combinava com a sua juventude. Apenas o ar de menina amuada, a fazer uma birra, lembrava o facto de ainda ser novinha. Com quem estaria? Parecia esperar alguém...

 

Após um minuto ou dois, ele veio ao pé dela, oriundo do balcão do snack bar, mas não se sentou. Era um rapaz pela idade dela, ruivo, elegante. Debruçou-se sobre ela, perguntou-lhe algo delicadamente e ela esboçou um trejeito de enfado e disse que não, abanando a cabeça e ostentando um beicinho. Continuava miseravelmente infeliz, pelos vistos. Ele insistiu e ela agora soltou impacientemente "Já disse que não quero. Já comi!". Estava nitidamente a tentar marcar uma posição. Ele, por seu lado, não podia ser mais ternurento e dedicado a ela. 

 

Quando ele chegou novamente com um tabuleiro com duas bifanas no pão (que ela nunca viria a comer), o clima manteve-se. Ela com os olhos tristes, um olhar vago. Mas os olhos dele!... Os olhos dele, esses não enganavam! Fixavam-se nela com tanto amor! Amor...e medo da birra dela, não fosse ela perder o controle ali em público a qualquer momento. Mas não. Manteve-se em silêncio. E ele tentava calmamente resgatar a normalidade àquele relacionamento, como de resto fazia sempre. Ele sabia que ela costumava ter aqueles momentos e era melhor deixá-la acalmar. Só tinha que lhe provar o seu amor. E isso era tão fácil! Aquele homem move montanhas por aquela mulher. Só ela existe. Só ela importa. E aparentemente, só ela é que não percebe isso. 

 

(Nota: São só cenas das pessoas que vou "alservando" e das vidas que vou imaginando ...)

 

(Imagem: https://www.tumblr.com/) 

 

 

 

Termos de Pesquisa (ontem: 31/05/2017)

  1. posições mais usadas para fazer amor 

 

É isto!... 

Eu bem tento ser credível na blogosfera, mas já vi que nada feito, não consigo. Bem, pelo menos com isto dão-me ideias para temas de segunda-feira. Sim, porque se há coisa que eu nunca abordei aqui foram as posições mais usadas para fazer amor sexo. O Google anda marado de todo, é o que é! 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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