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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Rapidinhas #1

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Digam lá que esta simples imagem e a piada associada não estão uma pequena pérola?!   

 

 

(É o que se consegue arranjar para hoje. Queria ter tido tempo para escrever sobre as minhas "alservações" da tarde de praia que passámos no domingo, mas não consigo encontrar tempo. Volto a esse assunto noutra altura, espero. Entretanto, deixo este postezito só para me obrigar a não me ir afastando cada vez mais deste mundo. Na convicção de que quem cá vem merecia melhor, claro... Está complicado...)

 

 

 

 

 

Ser Mãe... pela caneta da filha

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(Composição da filha sobre o tema "Mães")

 

Leram? É nestas alturas que vejo que não devo ser assim uma mãe tão má! Bem, basicamente sou, aos olhos da filha, uma controladora, mas uma controladora com alguma legitimidade, porque amo os meus filhos.

 

Os filhos percebem as nossas atitudes! Embora haja conflitos e a adolescência muitas vezes pareça toldar-lhes o raciocínio, eles percebem! 

 

Nota:

Texto feito às três pancadas pela filha (TPC de Português de há uns meses) e nem um único erro ortográfico! Tanto orgulho na minha menina! 

 

 

 

Dieta precisa-se!

 

Esta é a história da minha vida. As tentações são muitas e parece que "a pessoa" à medida que avança na idade tem cada vez menos propensão para sofrer. Sim, porque não me digam que se é esbelto sem sofrimento e fome. Não me venham com a conversa da "boa genética". Balelas! Atribuir a elegância à genética só admito que aconteça num número reduzido de casos. Todos os outros casos são mesmo é fome e exercício físico. Sofrimento, portanto!

 

Quando era mais nova bastava meter na cabeça que tinha que emagrecer, que não havia nada que me detivesse. Hoje em dia, cada vez mais, só me apetece é comer, estou sempre com fome, não tenho força de vontade nenhuma, cada vez mais comer é um prazer, comecei a sentir um chamamento irresistível dos doces, coisa que não era característica vincada minha. Talvez a idade e aquilo por que passei me tenham transformado. Eu, que era tão rigorosa com a preocupação em não ultrapassar determinada fasquia em termos de peso, tendo por isso algum cuidado com a dieta, simplesmente pareço ter secundarizado esse aspeto, desistindo de viver obcecada com a figura.  

 

E tenho pena... Tenho pena de ter perdido a minha capacidade de controlar esta área da minha vida. Sobretudo porque não me sinto bem com os quilos extra que carrego. Dispensava pelo menos 5 quilos, neste momento. Ou 8, vá!... E depois há o problema da alteração do corpo ao longo da vida. Eu, que mesmo depois dos partos, não acumulei gordura abdominal, agora tenho banhas na barriga!? Imagine-se que dantes a minha preocupação era a acumulação de gordura no rabo e nas coxas! Não sabia nada da vida! Problemático é quando a preocupação passa para a barriga. Poder ficar com um corpo de galinha, barriguda, isso sim é um problema!

 

Por isso é que estou, desde ontem (Uau! Um dia! Grande conquista!), a tentar regrar mais o que meto na boca. Vou tentar reduzir os hidratos e as quantidades de alimentos que ingiro, vou tentar beber mais água, e essas coisas todas que nós sabemos que se deve fazer para emagrecer. Menos o exercício físico. Neste momento da vida não consigo conciliar (vocês sabem que isto tem andado complicado para estes lados...).

 

E pronto, é isto. Vou dando notícias dos progressos. Ou será mais dos retrocessos? Vamos ver... 

 

 

O valor negocial de um "Bacalhau à Brás" cá em casa.

 

Ao fim da tarde de um dia da semana passada (talvez sexta-feira), em casa, deitados na cama a descansar do dia de trabalho extenuante, como gostam de fazer antes de retomar as rotinas familiares de final de dia:

 

Mulher: "Estou cansada. Não me apetece fazer jantar. Podíamos ir jantar fora hoje..."

Marido: "Não me apetece sair. Eu faço o jantar."

Mulher: "Fazes? O quê? Tu não sabes cozinhar!"

Marido: "Tu dizes-me como fazer..."

Mulher: "Deixa estar... O que é que EU faço para jantar, então? Queres Bacalhau à Brás?"

Marido, agradavelmente surpreendido, arregala o olho e passa a mão insinuante no corpo semi-nu dela (estavam trinta e tal graus!), numa promessa de diversão na horizontal, a muito curto prazo: "Eh pá! Se fizeres Bacalhau à Brás, logo à noite até "ganhas qualquer coisa"..." Conversas de casais... 

 

Et voilà! Cá está ele:

 

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Moral da estória: os negócios são para ser cumpridos e há que honrar os compromissos. Nunca perdi a esperança... até hoje... 

 

 

Membros partidos, gente estropiada, pulseiras da triagem e redes sociais

 

Pela quantidade de posts de pessoas que orgulhosamente mostram fotos de braços com pulseiras da triagem do hospital ou de entes queridos (normalmente os próprios filhos) estropiados, com membros com ligaduras ou deitados na cama ligados aos fios do soro, fazendo referência a estarem novamente no hospital e serem uns azarados porque "outra vez no hospital e blá blá blá", sinto-me tentada a concluir que anda por aí muito boa gente a provocar uns acidentezitos ou a dar marteladas de propósito nos membros para ter assunto para apresentar nas redes sociais. 

 

Just saying... 

 

 

"Amor meu"

 

Vou-me apercebendo, com o passar dos anos, que sou uma romântica incurável. Derreto com narrativas de amores longos e felizes. Como o dos meus pais, apesar das dificuldades que enfrentaram ao longo da sua vida em comum. Lamechas em último grau é o que eu sou, afinal. "Melosa", como diz o M.

 

Recentemente eu e o M. fomos convidados para um jantar na casa de um casal sexagenário, pelas mãos da sua filha e do seu genro, nossos amigos, que nos convidaram para lá ir jantar uma especialidade da região. Os anfitriões eram pessoas extraordinárias, excelentes comunicadores com muitas histórias de vida para contar daquelas em que eu fico deleitada a ouvir como acontece na leitura de um livro que devoramos mas ao mesmo tempo cujas páginas não queremos que cheguem ao fim.

 

Há amor mais inspirador do que aquele de um homem apaixonado que, ao fim de dezenas de anos de vida em comum, identifica a sua mulher nos contactos do telemóvel como "Amor meu"? Não há, pois não? O mesmo cujo lar, uma casa modesta, abre as portas aos visitantes com uma pequena tabuleta colocada na parede com a frase "Contigo serei feliz" (na imagem)? Questionei-me se seria um apontamento religioso, mas escolhi não perguntar. Não queria correr o risco de que me dissessem que sim. Prefiro acreditar que seja uma máxima de vida daquele casal tão inspirador, uma dedicatória mútua. 

 

Fiz questão de lhes transmitir a minha admiração pela sua história de vida, que ouvi embevecida, diga-se. E tenho que partilhar que à conta desta história de amor, o M. teve que "levar" com a síndrome "os maridos das outras" que me ataca nestes momentos de confronto com o romantismo alheio e ausente em nós enquanto casal. Mas não há nada a fazer! Ao fim de 25 anos, já desisti de ser o "Amor meu" no telemóvel dele. Tenho que me contentar em sê-lo efetivamente (e na realidade sou-o!), mas sem grandes ostentações ou manifestações exteriores. Talvez seja só isso que é preciso...

 

 

Termos de Pesquisa (últimos 30 dias)

 

 

No último mês vieram cá ter leitores à procura disto:

 

  1. puto filma oculto mae mastorbacao - 8
  2. so oral - 2

 

Não sei o que é mais desagradável nesta estatística que o Sapo me revela:

 

  • se o teor do que procuraram (se bem entendo, houve até alguém que queria ver um filme gravado por um filho com imagens de uma mãe a masturbar-se - será isto??? E eu é que sou depravada?!);

 

  • se o domínio do português dos(as) depravados(as), que nem é bom nem mau... é uma merda!

 

Ó Google, obrigadinha pela consideração! Fica sabendo que, a não ser que esteja com princípio de alzheimer, posso quase jurar que nunca abordei o tema masturbação... ainda. Com "u", pá! Quanto ao "oral", admito que gosto (quem não gosta?), mas daí a ser "só oral" vai uma grande diferença. É preciso variar, home d'um raio!

 

Ó Sapo, obrigadinha pela informação que tanto diz de quem me procura como de mim própria! Sempre me obrigas a repensar a minha participação neste universo dos blogs. Hummmm... Acho que vou largar isto e dedicar-me antes à pesca nas horas vagas. E entretanto vou só ali cortar os pulsos... E foi nesse momento que ela soltou uma grande gargalhada. É exímia a dar gargalhadas, so they say. Inconfundíveis, as dela!

 

 

 

DESAFIO: Verão Perfeito

 

Fui desafiada pela querida autora do blog umacartaforadobaralho para responder a algumas perguntinhas sobre o meu verão perfeito. Pois bem, sou pessoa que não é muito exigente no que diz respeito ao verão. Para mim, o facto de ser verão e eu ter uns dias de férias é o bastante para eu andar feliz e contente. "Eu gosto é do verão", mesmo!!! E naquelas 3 semanas em que fujo à rotina, ando descontraída e sem grandes acessórios, como vão perceber a seguir. Uma das coisas boas do verão é não ser necessário o "dress code" que tenho que respeitar o resto do ano. 

 

1. Qual é a tua peça de roupa favorita para usares num dia super quente de Verão?

 

Se estiver em casa, gosto mesmo é de andar com uma T-shirt e em cuecas. Verdade!  Se tiver que conviver com pessoas que não a minha família nuclear, opto por vestidos leves ou saídas de praia, peças às quais eu não resisto. Já comprei dois vestidos fresquinhos e mimosinhos nestes saldos.  

 

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2. Se pudesses escolher APENAS um batom para usares todo o Verão, qual seria?

 

Se eu no dia-a-dia não uso baton, muito menos no verão. 

 


3. Qual o verniz que mais usas no Verão?

 

Só uso verniz nas unhas dos pés. Vermelho é a minha preferência.

 

 

4. Escolhe e mostra o teu Acessório favorito para o Verão!

 

Óculos de sol, sem dúvida! De verão e de inverno! Tenho muita sensibilidade à luz. 

 

 


5. Qual a bebida que mais gostas de beber no Verão?

 

No geral, bebo água. Mas se tiver assim um jantarinho caprichado, gosto de uma bela sangria de espumante com frutos vermelhos (a que a minha irmã faz é ótima) ou um vinho verde branco, bem fresquinho. Também me sabe muito bem limonada, no verão. 

 

 

6. Onde costumas passar a maior parte das tuas férias de Verão?

 

Já passámos a fase do Algarve, por culpa daquela ideia de que se as férias não fossem passadas no Algarve não tinham verdadeiro sabor a férias. Agora já não fazemos questão. Nos últimos anos, rendemo-nos à costa alentejana. Sentimos cada vez mais a necessidade de fugir à confusão e o ambiente e a praia nessa zona são muito mais calmos. O resto do tempo de férias é passado, impreterivelmente, no nosso cantinho no Minho. Também fazemos praia no norte. E o cheiro intenso das praias do norte não se encontra cá em baixo, garanto-vos. 

 

7. Quais são os teus sapatos favoritos para usares no Verão?

 

No seguimento do que já revelei sobre a necessidade de leveza (no vestuário e na alma!), sinto-me bem é com havaianas. Às vezes, até à noite uso havaianas. Não sou mesmo nada fashion blogger... 

 

 

8. És do tipo de pessoa que gosta de "torrar" ao sol com óleos de corpo ou usas sempre protector 50+ e pões-te à sombra nas horas de maior calor?

 

Sou do tipo de pessoa que tem medo dos danos do sol na pele, mas ao mesmo tempo impaciente demais para usar protetor e deixar passar as férias sem nunca conseguir um bronzeado minimamente apresentável. Ou seja: uso protetor comedidamente ou não uso e procuro as sombras quando o sol está a pique... Aliás! Há teorias que afirmam que usar protetor é pior para a saúde do que receber o sol diretamente. 

 

9. Faz uma breve descrição das melhores férias de Verão que já tiveste.

 

As melhores férias de verão são sempre as que estão para vir. A expectativa das férias supera as próprias férias. É só comigo que isto acontece? Estou a sensivelmente um mês de ter as minhas merecidas férias e já estou nesse estado agradável de antecipação das ditas cujas. Faço muitos planos, idealizo os meus dias passados a preguiçar ou a jardinar ou a ler ou simplesmente a contemplar. E depois, às vezes, acontece não ser nada como eu idealizei. 

 

10. Nomeia 5 pessoas para responder a esta TAG.

 

Ora, deixa cá ver... Não sei quem já participou, mas cá vai uma seleção aleatória de gente boa! 

Giló

Marta Elle

Ana

Heterodoméstico

Sandra

 

 

Se já participaram, relevem a minha distração. Se não quiserem participar, sintam-se à vontade. Só nomeio para não ser desmancha-prazeres, porque a bem dizer não me sinto nada confortável neste papel de vos vincular a um desafio que podem não querer cumprir.

 

(As fotos são minhas)

 

 

 

Chuva, trovoada e as redes sociais

 

 

Ontem choveu e trovejou cá na minha zona, assim como noutros pontos do país, segundo consta. Eu sei, porque eu vi. Sim, porque não poderia utilizar aquela frase batida "eu vi, ninguém me contou". Ou seja, se não visse, sabia da mesma maneira porque deparei-me aí com umas 20 pessoas a fazer o favor de me lembrar isso nas redes sociais. Até vídeos da chuva a cair do céu partilharam, for God's sake! Coisa estranha... a chuva... Nós, seres humanos somos mesmo facilmente deslumbrados! 

 

Vá-se lá perceber porque é que tanta gente anuncia nas redes sociais que está a chover ou a trovejar ou a fazer calor ou a fazer frio. Não é como se o resto do povo estivesse isolado do mundo num bunker ou assim, que não constatasse qual o tempo que se faz sentir! Por isso, não se esqueçam! Nós não fazemos isso, ok?! Nós percebemos que os outros têm olhos na cara e não lhes mostramos o que está à vista de todos, ok?! 

 

(Se algum de vocês, que lêem estas ideias pertinentíssimas que eu partilho, se enquadram na descrição da pessoa que tem este deslumbramento com a chuva e partilha pensamentos, fotos ou vídeos da chuva nas redes sociais, relevem o meu post de hoje. A falta de inspiração dá nisto...

 

 

 

Não, a sério! Por favor, não façam isso! )

 

 

Abaixo quem parte parvamente o pão!

Quem daí desse lado é fã do Ricardo Araújo Pereira?  E da rubrica "Mixórdia de Temáticas" da TSF? Eu escavaco-me a rir com aquelas situações e personagens! Mas rir é uma coisa. Sentires-te completamente identificada com as características da personagem é todo um outro patamar.

 

Lembram-se do episódio que falava da raiva que metem as pessoas que partem parvamente o pão? Essa sou eu! Recordem lá.

 

 

Não me lembro se já partilhei isto, mas eu sou assim, tal e qual. Juro! Sobem-me uns "sistemas nervosos" quando vejo pão mal cortado, que nem vos conto. A sério! Não é brincadeira. Devo ter algumas pontinhas de doença obsessiva-compulsiva, porque até me dá vontade de chorar ver pão parvamente partido. Há toda uma regra geométrico-matemática na técnica de partir o pão. Não é coisa para se fazer de qualquer maneira. 

 

E, para mal dos meus pesares, tenho uma sogra que ganha o primeiro lugar no top das pessoas que partem parvamente o pão. E quem, diz pão, diz bolos! Olhem só para esta lástima por ela perpetrada.

 

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Observem o corte perfeito com o ângulo e a inclinação corretos em direção ao centro da circunferência que era o bolo (corte feito por mim, está claro!) do lado direito e o corte parvamente feito do lado esquerdo. Pronto, já estou quase em lágrimas. Mas o que leva alguém a "esconchavar" desta forma um bolo??? Porquê? Porquê??? 

 

 

A mim ninguém me pisa! (Quem dizia isto?)

 

 

Nunca fui de dar a outra face. E também nunca esqueço o mal que me fazem. Se alguém trai a minha confiança ou de alguma forma me ofende, está fodido lixado comigo. Nunca mais esta alma se relaciona da mesma maneira com essa pessoa. Está automatica e definitivamente riscada das "minhas pessoas". Sou assim! Não vou esconder nem armar-me em santa só para a "fotografia". O diabinho em cima do ombro sempre dominou o anjo do outro lado, quando este animal se sente acossado. E com tudo isto, mesmo assim, acho que sou uma boa pessoa! Não procuro o conflito nem faço mal a uma mosca, simplesmente não admito que me pisem. Bem, quanto a moscas, admito que mato uma ou outra de vez em quando... mas convenhamos que elas são chatas e badalhocas... 

 

Enfim, o que vos posso dizer hoje? Que a vida vai correndo igual, com os mesmos problemas ainda para resolver, mas também com uma constatação. Há algo de bom em ter problemas no trabalho, por incrível que possa parecer. Viramo-nos mais para as pessoas que realmente importam. Procuramos nelas o alento necessário para enfrentar as adversidades com que nos deparamos. Ficamos muito mais próximas dos nossos, no meu caso até mais paciente com as manifestações de adolescentite dos miúdos e muito mais carinhosa com o M. Nem tudo se perde...

 

Entretanto, tenho vindo a assentar as ideias na minha cabeça. Essa é, aliás, uma das razões da minha fraca assiduidade por aqui. É definitivo. Não posso deixar passar em branco. Vai ter que haver consequências, por muito que me custe.  Só desejo que seja uma transição o mais pacífica possível. A vida continua... Que se fod@!

 

 

Amor é sempre Amor!

 

Ontem a minha filha surpreendeu-me com uma pergunta inesperada. Acho que a pergunta surgiu no seguimento da leitura que ela fez a uma revista sobre adolescência. Revista essa que ela quis comprar por interesse óbvio no tema (tem 16 aninhos, e viu na capa qualquer coisa sobre passar férias com os amigos sem os pais, coisa que ela tem andado a sondar, minha rica e inocente filha! ), mas que acabou por descobrir que era destinada a pais. Trata-se de uma revista sobre adolescência, educativa, mas para pais. Faz sentido. Nós pais é que temos que aprender a lidar com essa fase da vida dos nossos filhos. Eles limitam-se a vivê-la e os conflitos são mais normais do que nós achamos e gostaríamos. Cabe-nos a nós, portanto, aprender a gerir essa fase, mais do que a eles próprios. Tenho que lê-la também, by the way. Literatura sobre adolescência nunca é demais. Já percebi que os desafios são mais que muitos e a cada dia há mais inovação e surpresas.

 

Bem, mas vamos à pergunta. Ora ela perguntou-me como eu reagiria se ela ou o irmão fossem homossexuais. E eu, está claro, disse que aceitaria, que para mim isso não é um problema, que o Amor é sempre Amor e é belo, independentemente da opção sexual de cada um. E é mesmo isto que eu penso. Mas, curiosamente, chocou-me que os meus filhos, apesar de ficarem agradavelmente surpreendidos, estranhassem que eu pense assim.

 

As convenções sociais têm muita força e eu apercebi-me de que os meus filhos, apesar de eu notar que não demonstram preconceito, aprenderam com a sociedade (sim, porque definitivamente não foi com os pais!) que a homofobia é algo natural e aceitável. Para eles seria normal que os pais odiassem a ideia de que algum deles fosse homossexual. Triste sociedade esta, em pleno século XXI, que ainda ensina às novas gerações o ódio a alguém só porque ama pessoas do mesmo sexo. Homossexualidade não é doença, homofobia sim!

 

 

Segurem-me!... Ou será... ajudem-me?!...

 

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Segurem-me, que eu ando com uma vontade incontrolável de dizer umas verdades, colocar tudo em pratos limpos, pôr uns pontos nos "is", até armar um barraco ou rodar a baiana, se for preciso.

 

Mais um dia pela frente para lidar com uma "paz podre" que está instalada lá no estaminé. "Tens que ser forte! Não te deixes ir abaixo". Pois... Sou forte há demasiado tempo. E por isso é que ninguém à minha volta me vê como eu sou, com todas as minhas fragilidades, para lá da capa de força que ostento. Às vezes sinto que não tenho verdadeiros amigos. As pessoas apenas têm interesses, querem aquilo que eu lhes posso dar. E a algumas dou muito! Até lugares ao sol, vejam lá! Mas pelo menos respeitassem-me por isso e fossem leais. Acho que não seria pedir muito...

 

Definitivamente, vou ter que esclarecer alguns pontos, limar algumas arestas, mexer com a ordem instalada. Vou ter que reunir as pessoas, ser frontal e definir regras e procedimentos, mantendo a calma e a cabeça fria para fazer tudo de forma civilizada, com o mínimo de prejuízo para a paz social. Depois de uma discussão que aconteceu ontem (a pessoa ficou totalmente alterada só porque eu, que sou quem dirige o estaminé - vejam bem a audácia e desfaçatez da minha pessoa!, pedi educadamente - juro que foi educadamente - que não voltasse a decidir sobre assuntos importantes com outra pessoa como se eu não estivesse lá, quando eu estou lá), não há mesmo forma de dar a volta sem uma "dispensa" na minha equipa. Ou ela ou eu. Aliás, a pessoa se tivesse vergonha, depois do que me disse a mim que a escolhi para minha colaboradora, pediria para sair das funções que está a desempenhar. Pelo que afirmou, penso que não está satisfeita. E se não está bem, só tem que mudar-se. É claro que a pessoa acha que tem toda a razão do mundo e que não me deve um agradecimento sequer. São assim as pessoas... É assim a vida... 

 

Tenho que acabar com algumas rotinas instaladas e alguns vícios. Tenho que registar tudo o que pretendo mudar, que a minha cabeça já teve dias melhores. Tenho que começar a tirar notas do que me vou lembrando. Este fim-de-semana tem que servir para pôr a cabeça em ordem no que diz respeito a estas questões. É vital definir a linha de atuação daqui para a frente, até por uma questão da minha saúde mental. Já vi que ali não há amizades. Trabalho é trabalho e até sou eu que tenho a faca e o queijo na mão, por isso... temos pena! 

 

Não sei se já perceberam, mas vocês, seguidores, são muitas vezes os meus confidentes mais próximos. Fez-me bem, este desabafo. Obrigada a quem ler e conseguir sentir alguma empatia comigo neste assunto. Contei ao M e ele apoia-me, mas também anda assoberbado demais, tal como eu ou pior. Mal temos tempo para trocar meia dúzia de palavras. Podem crer que é mesmo assim cá em casa. Há fases em que o trabalho rouba demasiado espaço à vida familiar. Os nossos filhos, agora de férias escolares, andam mais ou menos em auto-gestão. Ao "deus-dará", basicamente. Felizmente acho que posso confiar neles. Acho... 

 

E é isto... Ando a fixar-me demasiado no EU, EU, EU!... Isto ainda descamba numa depressão, se é que não caminha já para lá... Ou talvez sejam carências... Ou é o facto de eu ser muito observadora e aperceber-me de todas as facadinhas que me vão dando. Gostava de ser mais "panhonha". Mas não sou e agora enchi! Preciso de férias... Mas ainda falta tanto... 

 

 

É oficial! O melhor do mundo sempre lá teve que comprar os gémeos...

 

 

Cristiano Ronaldo, no seguimento da derrota no jogo de ontem, Portugal-Chile, e consequente regresso a casa, assumiu publicamente, nas redes sociais, o nascimento dos gémeos. Eu não disse que isto ia acontecer? Onde é que já se viu o melhor do mundo não ter gémeos?! Deus me livre! 

 

Já sabem o que penso deste assunto e a minha teoria sobre o "negócio" dos gémeos, a moda dos gémeos, o capricho dos gémeos entre os "rich and famous". Recordem aqui, aqui e aqui (É pá! Apercebi-me que este terceiro post, especialmente, está um "must". A gaja até escreve umas coisas engraçadas!).

 

Não vou bater mais no ceguinho. I rest my case. Mas que, mais uma vez, posso dizer (como o outro) que nunca me engano e raramente tenho dúvidas,  lá isso posso! 

 

 

Pérolas para porcos!

 

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De repente vejo a minha bolha rebentar, o meu mundo desmoronar-se, e abate-se sobre mim uma apatia imensa, uma inércia, uma vontade de me isolar, no escuro, e todas as vozes ao meu redor me mexem com o sistema nervoso e tenho vontade de gritar "Calem-se! Vão-se embora! Saiam daqui! Deixem-me em paz!".

 

Já vos tinha dito que tenho um sistema... nervoso? Pois tenho. E não consigo livrar-me deste maldito sistema... nervoso. Tenho também aquilo que os ingleses chamam de "overthinking". Cismo demais! Quando enfio uma preocupação na minha cabeça, não há meio de ver-me livre dela. Raisparta! Bardamerda para isto!

 

Não! Não morreu ninguém, não perdi o emprego, não está nenhum ente querido doente, o meu marido não me enfeitou a testa. "Só" tive uma desilusão muito grande com pessoas próximas no trabalho, pessoas que eu pensava serem leais e verdadeiras para comigo. E isso para mim é coisa grave. É sério. É triste. Apanhou-me desprevenida. Ao ponto de ontem não ter conseguido "produzir" nada no emprego e ter passado o dia a empreender naquilo. Ao ponto de ter equacionado hoje não me levantar da cama, não me ralar com quem conta comigo. Afinal, com quem posso contar eu?

 

Mas mais uma vez vou enfrentar. Pérolas para porcos, é o que é!

 

 

Esta minha falta de timing é impressionante!

Mas ainda vou a tempo! 

Ora bem...

Assunto Salvador Sobral, de forma curta e grossa.

Foi inoportuno? Foi! Mas que é verdade que está na mó de cima e o povo o aplaude por tudo também é verdade! Tanto que até aplaudiu a piada da flatulência!

Conclusão: o rapaz tem razão no que diz. O problema é que não tem filtro, diz piadas inoportunas em contextos desadequados. Ou seja, sofre de falta de timing como eu...

 

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Uma perspetiva politicamente incorreta sobre a caridade? Talvez... Mas é a minha!

 

Espero conseguir fazer passar o sentido correto daquilo que quero transmitir hoje. 

 

Não gosto da caridade(zinha)! Do próprio conceito de caridade! A caridade é perversa! Já abordei este assunto aqui, a propósito do peditório do Banco Alimentar Contra a Fome, em dezembro último.

 

Há tempos ouvi a presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, a falar num canal de televisão sobre o sucesso da última campanha que levaram a cabo. No entanto, dizia ela que se nota que os portugueses hoje em dia não têm tanto poder de compra porque os cabazes dantes continham um pacote de arroz e um pacote de leite e hoje em dia contêm um pacote de leite e um pacote de massa. A massa é mais barata, entenda-se.

 

Pois é... Perante este depoimento, eu só consigo fixar a minha atenção no facto de que são os que têm pouco poder de compra (os tais que fazem questão de ajudar quem precisa mas vêem-se obrigados a substituir o seu contributo de arroz por massa) que têm que ajudar quem tem ainda menos poder de compra. Isto é perverso ou não é? 

 

Vejamos, por exemplo, o que se passa agora com a grande onda de solidariedade para com as vítimas dos incêndios da semana passada. É bonita esta faceta solidária do povo, português, sem dúvida. Mas até artigos médicos os portugueses angariaram! Por favor! Faltou gaze e medicamentos para as queimaduras nos centros de saúde locais! É concebível que tenham que ser os portugueses a resolver isso e não ser o sistema a rapidamente fazer face à situação? Lamento, mas isso não me entra na cabeça.

 

O que é certo é que de facto vi, à minha volta, várias organizações espontâneas de pessoas a recolher esse tipo de coisas e esse facto, no meio da calamidade que se abateu sobre a zona de Pedrógão Grande e concelhos limítrofes, sublinho, apesar de tudo, é bonito de se ver. É bonito e, convenhamos, não há como não ver! É que os portugueses são solidários mas também são muito vaidosos da sua solidariedade. Nos últimos dias, nas redes sociais, é vê-los à porfia a ver quem faz mais, e depois sorridentes em fotos, tendo como pano de fundo as caixas de artigos acondicionados para transportar. Que vos posso dizer? Sou das que acha que a solidariedade é mais bonita se não for ostentada.

 

Cá entre nós, que ninguém sabe, nós cá em casa contribuímos com roupa. Dispensámos foi a espécie de "15 minutos de fama" à custa da miséria alheia. Até porque, se há coisa que não me apetece fazer, é sorrir vitoriosa para uma foto em meio a uma tragédia destas... 

 

(Fonte da imagem: http://gibanet.com/2011/12/18/caridade-ou-assistencialismo/) 

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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