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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Quando o Benfica joga em casa

 

O Sapo pede, a malta obedece! Apesar de talvez já vir tarde, também quero aqui usar a tag Benfica, apesar de o tema futebol e Benfica não cumprir a agenda da segunda-feira... 

Pensando bem...

Posso sempre brincar com as palavras e, fazendo uma ligação forçada improvável, com uma dose de brejeirice, recorrer a uma expressão popular dizendo por exemplo que o Benfica jogou em casa no fim-de-semana (get it?) e nem por isso deixou de marcar marcou 5 golos. Daqui se conclui que afinal jogar em casa é o contexto ideal para levar a cabo uma goleada.

Desta é que não estavam à espera! 

Cof cof cof... 

Pois... Não... Também nunca achei graça nenhuma à expressão. O que a pessoa faz para cumprir calendário! Desculpem lá! É que eu é mais casamentos e batizados...  Mas pronto, sempre ofereci uma espécie de humor "nonsense". Mal conseguido, mas não deixa de o ser... 

Por esta altura já há por aí quem considere aconselhar-me tratamento especializado... num sanatório... com internamento... e camisa de força! 

Fui!... 

 

 

Os pagadores de promessas.

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Este foi o cenário que encontrei no último fim-de-semana em vérios pontos ao longo de uma estrada nacional. Muitos são os que caminham para Fátima nestes dias. De todo o lado crentes se dirigem à Cova da Iria, o que a mim me causa alguma... "estranheza", incompreensão, como se de um surto coletivo se tratasse, mas também de profunda admiração. Quanto a eu ir a Fátima nestes dias da visita do Papa Francisco? Nem pensar! Muito menos a pé, com todo o respeito pelos crentes. 

 

Muito haveria a dizer sobre Fátima, principalmente sobre a relação entre fé e interesse comercial, mas nestes assuntos acaba-se sempre por ferir suscetibilidades e não vale a pena. Só vos digo uma coisa: ser crente a ponto de caminhar quilómetros pela fé, e até rastejar nos últimos metros do percurso ficando com os joelhos em frangalhos, deve dar um consolo e uma satisfação do caraças!... Em contrapartida, a racionalidade afasta-nos de comportamentos masoquistas, protegendo-nos por essa via a integridade dos pés e dos joelhos (o que não é mau!), mas retira-nos a felicidade que advém da ilusão de acreditar na vida eterna, na salvação e no paraíso. Escapa-se-nos o êxtase da fé. 

 

Sim, vale a pena ser crente. Mesmo com os pés cheios de bolhas, os joelhos a sangrar e a graça pedida nunca recebida, ainda assim é mais feliz quem acredita. 

 

(Só um àparte. Sabiam que já há na net anúncios de negócios de pagadores de promessas profissionais? Ah pois é! Encontrei um que, para além da sua atividade de agente imobiliário, tem o negócio de pagar promessas alheias por €2.500 cada peregrinação e ainda tabelas de preços para rezar o terço, velas e essas coisas. Espiritualidade e rentabilidade, em Fátima, caminham sempre lado a lado. Enfim, é a economia do país a mexer...)

 

 

Pérolas do Facebook #1 (vídeos pornográficos invisíveis)

 

 

Volta e meia vê-se isto, ou coisa parecida, no Facebook:

 

"Lamentável!!!!!! 
Estão a publicar vídeos pornográficos invisíveis nos perfis do face, sem que tu saibas.O dono do mural não os vê, mas os outros sim, como se fosse uma publicação genuína tua! Até colocam comentários como se fosses tu. Por favor, se aparecer algo assim no meu mural apague e avisa-me de imediato. 
Obrigada!
Copia e cola no teu mural também!"

 

Demasiadas incongruências, diria eu.

 

"vídeos pornográficos invisíveis"??? Para que servem, então? Vídeos servem para se ver, não? Se são invisíveis... não servirão para nada... 

E publicam-nos "sem que tu saibas". Está certo! Se são invisíveis, como é que alguém pode saber???

Depois afinal uns vêem outros não. Têm assistência seletiva, os malandros dos vídeos!

"se aparecer algo assim no meu mural apague"? Como? Como é que os outros apagam uma publicação nossa?

 

Demasiadas incongruências, diria eu.

 

Cá para mim, cheira-me a conversa fiada de quem tem curiosidade para ver um video de "sacanagem", clica num botão daqueles errados que agarram a pessoa e pumba! Fica agarrado! Logo logo já está o vídeo no seu perfil, para todos verem. E depois há que criar uma narrativa plausível, como se percebe, não vão todos pensar que a pessoa tem pensamentos impuros e comportamentos libidinosos estranhos. Parece que estou a ver o filme! 

 

O que é que hei de fazer? "Alservo" e tiro estas preciosas ilações... Enfim... Podia dar-me para coisa pior... 

 

 

Um novo jogo para adolescentes

 

Dei de caras com o seguinte jogo na internet e desconheço o autor. Fiz algumas adaptações e este, sim, pode ser jogado sem qualquer perigo. Usem e abusem deste, adolescentes!

 

Jogo O Preguiça azul (ou de outra cor qualquer...).

 

São 50 desafios para os adolescentes:


01 - Fazer a cama ao acordar sem que ninguém precise mandar.
02 - Lavar os pratos e deixá-los limpos a ponto de uma pessoa poder comer neles.
03 - Varrer a casa toda, deixando tudo limpo em 5 minutos (só os muito bons no jogo conseguirão concluir esta tarefa e passarão às seguintes).
04 - Subir a uma escada e tirar as roupas do varal.
05 - Conseguir dobrar e colocar todas as tuas roupas nas gavetas, igualzinho ao que a sua mãe faz.
06 - Mandar mensagens no whatsapp sem erros de português (Isto é que é um desafio!).
07 - Tirar as melhores notas da turma e tirar uma foto do registo de avaliação (Pronto, o jogo acaba aqui para a grande maioria.).
08 - Tomar banho sem molhar a casa de banho toda.
09 - Suportar conviver com um telemóvel mais antigo sem chatear os pais para comprar um novo.
10 - Obedecer no mínimo 70% das ordens dos pais durante o dia.
11 - Reconhecer publicamente que não é que as pessoas não te entendem, é que você é idiota mesmo e quer fazer drama por causa disso.
12 - Se comportar como alguém da sua idade.
13 - Parar de se vestir como se todos da sua idade tivessem que usar o mesmo tipo de roupa.
14 - Parar de ser zé ninguém, porque todo o mundo já entendeu que és o revoltadinho da família.
15 - Não beber, porque se já és idiota sóbrio, imagina bêbado.
16 - Não ser um imbecil por 1 dia.
17 - Fazer sua própria comida, afinal tens mãos também.
18 - Lavar a sua casa de banho para que ele não pareça o de uma estação de rodoviária.
19 - Ouvir música num volume que não incomode os outros moradores da casa.
20 - Ir até à padaria para comprar o pão todos os dias.
21 - Assistir a um documentário sobre a fome em África para saberes que não és o mais sofredor do mundo.
22 - Passar um dia sem falar as palavras "MANO", "TOP", "TIPO" E "LOL", etc.
23 - Limpar os pés quando entrar em casa.
24 - Não deitar no sofá ou na cama calçado.
25 - Passar um dia sem irritar os teus pais.
26 - Passar um dia sem gastar o dinheiro dos teus pais.
27 - Nas reuniões de família, ser simpático, porque é tão chato pra ti aguentares a tua família, quanto é para a tua família aguentar.te a ti.
28 - Comer de boca fechada.
29 - Usar talco para o chulé.
30 - Atender os telefonemas dos teus pais e ligar-lhes para avisares pelo menos onde estás, seu inútil.
31 - Não deitar lixo na rua.
32 - Não gritar na rua.
33 - Não incomodar a vizinhança.
34 - Respeitar o teu professor.
35 - Despachar-se de manhã sozoinho sem atrasos e sem a mãe ter que se enervar logo ao iniciar o dia, e cumprir os horários ao longo do dia.
36 - Não usar as calças a cair pelo cú abaixo, que ninguém está interessado na cor das tuas cuecas.
37 - Apagar a luz se não estiver no quarto, que os teus pais não são sócios da EDP.
38 - Desligar a televisão se não estiveres a assistir
39 - Parar de reclamar das roupas que tens ou a queixares-te das que não tens.
40 - Comer tudo o que meteste no prato.
41 - Pentear o cabelo como gente.
42 - Não usar óculos escuros e bonés em ambientes fechados.
43 - Não insistir com os pais até à exaustão, em todas as viagens de carro, para que coloquem a rádio nas estações de que gostas e perceber que há música muito melhor do que a que tu ouves.
44 - Pedir desculpa e assumir os erros.
45 - Dar bom dia.
46 - Dizer "Com licença". 
47 - Dizer "Obrigado".
48 - Perceber que a velhice é um posto e que os mais velhos têm muito para te ensinar.
49 - Se a vida que os teus pais te podem dar não te chega, conseguires um emprego assim que tenhas idade pode ser uma boa opção.
50 - Não te matares, seu imbecil!

 

Apesar da brincadeira que trago, o jogo da Baleia azul que está na ordem do dia (e outros do mesmo tipo) é um assunto que me preocupa muito, e que deve preocupar todos os educadores. É muito importante que os pais estejam atentos e supervisionem a utilização da internet por parte dos seus filhos adolescentes. Sabemos que é uma fase em que eles acham que sabem tudo e não querem os pais por perto quando estão em frente a um computador, etc etc. Mas não há que ceder nesse aspeto. Somos pais e é nosso dever supervisionar tudo na vida dos nossos filhos. 

 

 

Ainda sobre os "Termos de Pesquisa"...

 

 

 

 

 

... e desta vez com bolinha vermelha ali no canto superior direito, ó! 

 

Tinha outro texto para publicar hoje, mas valores mais altos se levantaram. Tenho mesmo que partilhar isto. Desculpem a insistência no assunto "Termos de pesquisa", mas não resisto. 

 

Achava eu que "Dourada ao sal" era estranho, né? Pois! Esqueçam lá isso, que eu ainda não tinha visto nada. Desta vez é que arrasou! Atentem nisto que alguém procurou aqui ontem (mandado pelo sr. Google, que anda certamente com os circuitos todos marados, que é muita informação e tal...):

 

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Sim, juro! Aqui, neste espaço que é praticamente um convento! 

 

AHAHAHAHAHAHAHAH!!!!

 

E depois pensei: "Alto lá! Que eu possa por aqui falar de fodas, vá que não vá! Agora de terceira idade ainda não me identifico mesmo nada!" Para ser mais clara, sr. Google que manda para aqui pessoas que pesquisam coisas que não têm nada a ver comigo: vá mas é chamar velha à sua tia, tá?

 

Agora a sério. Lamento, caro visitante, mas não sei mesmo nada sobre fodas na terceira idade. Mas espero vir a saber! Entretanto, desculpe lá qualquer coisinha... 

 

AHAHAHAHAHAHAH!!!

 

 

Isto é que é credulidade!

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Esta imagem poderia muito bem enquadrar diferentes abordagens ao tema por vezes em apreço às segundas-feiras. Senão, vejamos:

- O orgasmo feminino e as suas várias manifestações ou exteriorizações é tema sempre apetecível;

- O fingimento do orgasmo, exclusivo do sexo feminino, precisa ser desmistificado e, para nosso próprio bem, definitivamente abandonado;

- O sado-masoquismo é coisa que me faz alguma espécie, mas que existe, existe.

 

Pois podia! Mas não estou para aí virada!  Deve ser da astenia da Primavera. Um dia destes falo disso... Da astenia, quero dizer... Do resto também, qualquer dia...

 

 

Não sei se ria, se chore...

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Comprei este vestido giro giro giro. Custou-me os olhos da cara, mas não resisti. É giro ou não é?

 

Partilho algumas notas mentais que guardei desta compra.

 

O tamanho que me assentou melhor foi o XS. Incrível! Mas não sou eu que sou magra, desenganem-se. Os vestidos daquela marca é que são feitos tendo como referência matulonas nórdicas ou americanas obesas, certamente. 

 

A menina da loja, simpatiquíssima, numa tentativa de me elogiar e me incentivar à compra, disse-me: "Fica-lhe muito bem. Disfarça a barriga e tudo!" Toma e embrulha!  Num instante o sabor doce de conseguir vestir um XS desapareceu por completo.  Mas pronto... quem diz a verdade não merece castigo... 

 

Não sei se ria, se chore... 

 

 

Smartphones e pénis

 

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Quem diria que smartphone e pénis poderiam ser abordados na rubrica de segunda-feira, num mesmo post? Afirmação de hoje: os smartphones menorizam o velho pénis, logo inibem o sexo e diminuem-no drasticamente! (As coisas que eu vou buscar e ainda há quem leia! Incrível!)

 

Preocupante este estudo, meus caros. Aparentemente, a mão humana tem uma nova preferência de manuseamento: smartphones. Para onde caminhamos, Humanidade???

 

Considerando que o pénis tem que ser manuseado para diversas funções que não só libidinosas (fazer xixi várias vezes ao dia, por exemplo, num indivíduo saudável e que beba líquidos em quantidade suficiente, conforme nos aconselham os médicos), estar no segundo lugar da tabela do manuseamento é deveras preocupante... 

Espera lá!...

  

Apercebo-me que as conclusões sobre o domínio do smartphone não são nada que eu não tenha já confirmado cá por casa... Mais preocupante ainda tratando-se de pessoa que segue as indicações da organização mundial de saúde ao nível da ingestão de líquidos... 

 

(Pronto! Agora é que ela se passou! Nonsense do princípio ao fim!)

 

 

(Fonte: https://www.facebook.com/LaughOrCroak1/)

 

 

A Barbie ("Alservando"... #5)

 

 

Hoje gostaria de falar-vos na Barbie. Barbie é o nome "artístico" que lhe vou dar.

 

A Barbie é uma colaboradora relativamente nova lá no estaminé, em tempo no serviço e em idade. Ainda não tem 30 anos e foi recentemente contratada. 

 

A Barbie não sabe nada de nada. Tudo sem exceção faz confusão à sua cabecinha de boneca. É basicamente uma inútil com pouca vontade de aprender. Temos que lhe explicar tudo e tudo faz com má vontade como se lhe estragasse a beleza. Parece dizer, entediada, cada vez que lhe é atribuída uma tarefa, "não foi para isso que a minha mãezinha me criou".

 

A Barbie é linda e bem feita. Alta, magra, parece uma modelo. Só lhe falta um bocado de cú, sinceramente. Deve ser por não comer. Sempre que fazemos lanches no trabalho, à vez, a Barbie recusa-se sempre a comer. Talvez tenha medo que lhe calhe a ela um dia ou talvez simplesmente comer não seja a sua praia. O cú enfesado faz adivinhar isso. É uma pena. Ela é perfeita. Só lhe falta um cú mais redondinho. No outro dia, subiu-se-me um "sistema nervoso" de ver que ela não comia, que até disparei "Quem não é para comer, não é para trabalhar", frase velha e batida que sempre ouvi na minha casa. E tão verdadeira! Confirmada pela Barbie. (Tenho este problema de não segurar as palavras quando fico com o "sistema nervoso". )

 

A Barbie move-se devagar, pavoneia-se no alto dos seus saltos de 20 cm, esguia e altiva. Faz tudo devagar. Trabalha devagar, fala devagar, baixinho, caminha devagar, talvez até fod@ devagar ou nem o faça porque lhe borra a maquilhagem.

 

A Barbie não conversa com ninguém... do sexo feminino. A sério! Juro! Não consegue estabelecer um diálogo com nenhuma de nós. E nós bem tentamos. No entanto, com os homens é outra conversa. Procura-os e é ao lado de qualquer um deles, sem exceção, que estabelece sempre amena cavaqueira. Nem parece a mesma. Transfigura-se. Até acelera o estilo habitualmente parado. Reparei hoje nisso. Aquilo intrigou-me, marcou-me. Será coquetterie? Serão só manobras de sedução? Ou sentir-se-á genuinamente mais confortável com homens? Achará que nós, mulheres, temos ciúmes da sua beleza e joga à defesa connosco? Eu cá não! Até gosto tanto de ver mulheres bonitas! Terá ela tido alguma má experiência? 

 

Eu e esta minha mania de tentar entender a natureza humana! Não descanso enquanto não souber o que pode justificar ela não lidar bem connosco, as suas "sisters in arms". Prometo que lhe hei de perguntar se ela foi criada por homens ou tem irmãos homens ou qualquer outro contexto que explique aquele comportamento. Assim ela me responda... Senão, recorro a um homem. 

 

 

Mulheres e Homens e o autoconceito ao nível da forma física.

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Há diferenças entre homens e mulheres ao nível do autoconceito da forma física? Qual é a representação que uns e outros têm da sua própria imagem corporal?

 

Alguém que conheço, um “rapaz” da minha idade, uma vez, em conversa sobre o envelhecimento e o aumento de peso e outras manifestações corporais da passagem do tempo, disse-me que continuava a ver-se tal e qual como era aos vinte e tal anos, apesar de saber que na realidade, vinte anos volvidos, já não é nada assim. A representação que ele tem dele próprio, apesar de racionalmente ter consciência das marcas deixadas pela idade, é a de um jovem adulto atlético. Curioso e inusitado, não é? Ou nem tanto?

 

Será da forma que ilustra o cartoon humorístico que partilho que se processa a perceção da própria imagem para a maioria dos homens? Com as mulheres sei eu que não funciona assim, como também confirma o cartoon. Nós tendemos a ver-nos com mais defeitos do que aqueles que na realidade temos. A visão do nosso reflexo no espelho pode interferir negativamente em todo um dia, uma semana, uma vida. A beleza é manifestamente sobrevalorizada para (e pelo) sexo feminino. “Cristina, não vais levar a mal, mas beleza é fundamental”. Quem se lembra? Cantado por uma mulher, ironicamente! Enquanto os homens podem ter uma barriguinha que isso até é considerado sexy, nas mulheres é um drama. E por isso passamos a vida a lutar contra a nossa própria natureza e nesse aspeto, e à conta disso, somos complexadas e infelizes grande parte das nossas vidas. Mesmo as que dizem que não!...

 

Acredito que, de um modo geral, por pressão da própria sociedade, a obsessão com a imagem física está presente ao longo de toda a vida de qualquer mulher! Se as rugas, as gorduras localizadas e a celulite próprias da condição feminina aparecem, ou é um drama que temos que erradicar com cremes e dietas e outras mezinhas, ou deixamo-nos vencer por elas mas vivemos eternamente tristes na nossa pele! Temos vergonha de mostrar o corpo, usamos roupas largas e pouco reveladoras, recusamo-nos a usar a balança da casa de banho para não ver o ponteiro a subir, deixamos de tirar fotos, principalmente planos aproximados. Um drama!

 

Quanto aos homens, acredito que se se vêem como uma mulher se vê, é porque têm o cromossoma x hiperdesenvolvido, o que é o mesmo que dizer que são um bocadinho para o efeminado.  E pronto, com isto limitei a possibilidade de ser contrariada nesta teoria. Há por aí algum que se atreva a dizer que se vê com defeitos? Bem me parecia... (Um bocadinho de nonsense para rematar a conversa... Falta de imaginação... 

 

 

Uma adesão conturbada ao Twitter

 

Hoje conto-vos um pequeno episódio familiar recente. Só quem lida com adolescentes é que vai saber que situações destas acontecem... Enfim, acabei por me rir com tudo isto. 

 

Por questões relacionadas com o trabalho, necessitei criar uma conta pessoal de twitter. No minuto seguinte, sem exagero, tive que enfrentar a minha filha em pânico porque a mãe criou uma conta de twitter.

 

 

Não faças isso, mãe!

E agora o que vai ser de mim?

E os meus amigos agora vão gozar comigo!

Pelo menos não os sigas, para eles se sentirem à vontade de publicar o que quiserem!

Por favor! 

 

E eu...

   

 

E o pai...

 Cria também uma conta de Twitter para mim! 

 

E ela...

   (Chorou, literalmente! Lágrimas grossas rolaram pela cara. Juro!)

 

Bem, lá tive que prometer que não seguiria os amigos dela. Mas a ela e ao irmão seguiria garantidamente! "Está bem! A mim pode ser, aos meus amigos é que não. Olha, a F até já me mandou uma msg a dizer que tu tinhas aderido ao Twitter e agora já não podia escrever palavrões." 

 

  Pensando bem, até estaria a praticar uma boa ação... 

 

E eu que pensava que o Twitter era uma rede social mais virada para o público adulto e para a informação... Cenas sérias... Afinal, os jovens tomaram conta daquilo para usar até de alguma irreverência. Pelos vistos, aqui no meio onde os meus filhos se inserem o Facebook é para os cotas e o Instagram começa também a cair em desuso. O Twitter é que está a dar. 

 

O que é certo é que eu tenho andado sempre uns passos atrás dos meus filhos nesta coisa das redes sociais. Tanto a adesão ao Facebook, como ao Instagram, como agora ao Twitter surgiram depois das deles. Só aqui com o blog é que marco a diferença. Pelo que sei, eles nunca administraram um blog. Mas não ponho as mãos no fogo!

 

Quanto ao Twitter ainda estou a tentar perceber o conceito e só pretendo utilizá-lo para me manter informada sobre a atualidade e para fins profissionais. Mas uma coisa já me pareceu: fora os utilizadores profissionais da informação, está mais direcionado para quem tem alguma dificuldade com palavras polissilábicas, com construção frásica, com literacia e com reflexões profundas com alguma complexidade. Frases curtas, monossílabos, abreviaturas, lugares-comuns, banalidades, trivialidades,... Agora percebo porque este é o meio preferido de Trumps e afins. Estarei enganada? Talvez... Ainda não tive tempo para aprofundar.   

 

 

"Lei de Murphy" aplicada... à minha vida

 

 

Conhecem a "Lei de Murphy"? Bem, grosso modo, é qualquer coisa como:

 

Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal. E da pior maneira,

no pior momento possível e de modo que cause o maior dano. 

 

Ora dir-me-ão que os princípios desta teoria podem estar relacionados com superstições ou com o pessimismo sem fundamento do ser humano e com a sua memória seletiva. Digam lá. OK. Mas isso é porque não conheciam a materialização em pessoa desta teoria. Euzinha, muito prazer.

 

TUDO me tem corrido mal, nos últimos tempos. Nem me vou lamuriar porque cheguei a um ponto em que já só me apetece rir das minhas desgraças. Pode ser que assim finte a onda de azar que me persegue. Nem vos vou martirizar com todas as peripécias azarentas com que tenho sido obrigada a lidar. Vou só contar-vos o dia de sexta:

 

  • Filho com gripe, 3º dia com febre;
  • Logo de manhã, na entrada ao serviço: reclamação escrita de um neurótico que tirou estes últimos meses para me dar cabo do juízo;
  • Envio de um artigo para um jornal, que deveria ter sido enviado há dois dias;
  • Agendamento e preparação da ordem de trabalhos de uma reunião para a próxima semana, mas aparecem-me convocatórias para outras três. Basicamente, na próxima semana não faço mais nada senão andar de um lado para o outro;
  • Preenchimento de dados numa plataforma online, com o prazo limite a apertar;
  • Cerca de 20 colaboradores  queixam-se do comportamento de outro (mais um conflito para resolver);
  • Filho, apesar de doente, tem explicação de Matemática com outros colegas. Estou encarregue de os ir buscar à explicação, mas ontem também ninguém os podia levar para lá (uma estava no médico, outra em Lisboa, outra em casa com dor de cabeça). Telefono à explicadora para tentar adiar a aula e levo um raspanete por causa da falta de cumprimento do calendário. "Está certo! Não se preocupe, que eu vou levá-los". 
  • Lá saio eu do trabalho (consigo flexibilizar o horário, o que significa basicamente que trabalho mais horas do que quem tem horário rígido), apanho os jovens e dirijo-me para o centro de explicações. Todo o caminho em stress, com aquela vontade de passar por cima dos carros da frente. Pára-arranca, para piorar. A cereja no topo do bolo: bato na traseira do carro da frente (a minha primeira vez!). A senhora travou a fundo, mais do que a minha ansiedade aguentava e pumba!
  • Custou mas consegui que a senhora (que telefonou logo ao marido, que apareceu em 2 minutos) confiasse em mim. Vou pagar a merda do estrago e pronto, sem declarações amigáveis, seguros e essas merdas porque estava com pressa para ainda ir ao trabalho despachar mais uns assuntos. Volto ao trabalho, despacho cenas, saio do trabalho, levo os miúdos de volta para casa e dei por terminado o dia.  

 

Então? Personifico bem a "Lei de Murphy" ou não? É real ou não é? Não fosse ela existir, eu teria por exemplo insistido com a mãe que tinha dor de cabeça que tomasse a merda de um comprimido. Ou tinha cagado no raspanete da explicadora, deixado os miúdos baldarem-se e pronto. Assim, quem ficou com dor de cabeça e com uma conta para pagar no mecânico fui eu. Toma lá que é para aprenderes! 

 

 

Caprichos...

 

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No passado fim-de-semana, o jornal inglês The Sun noticiou que Cristiano Ronaldo alegadamente (acho esta palavra um must!) iria ser pai de gémeos por recurso a uma barriga de aluguer americana, à semelhança do que tinha acontecido com o primeiro filho.

 

Vá lá! Admitam lá que estavam à espera que eu me chegasse à frente para dizer que é mais uma evidência da minha teoria, que eu abordei aqui e aqui Agora só falta ser um casalinho para as peças encaixarem todas.  

 

Quanto a ser ou não ser verdade, na realidade não me surpreende nada que seja. Até parece que estou a ver o menino prodígio (eu, por acaso, não o acho tanto assim, mas manifestar isso é politicamente incorreto ou mesmo anti-patriótico, por isso cala-te Maria!), dizia que parece que estou a ver o menino de sua mãe Dolores a pensar assim: "Porra que se todos os ricos e famosos estão a ter filhos gémeos, eu também tenho que ter! Eu posso pagar porque "yo soy rico y en mi cabeza yo soy el mejor". Pega no telefone e "Ó Jorge Mendes, trata lá de me arranjares essa coisa de ter filhos gémeos! Aborreci-me com o Lamborghini..." 

 

Se houver por aí "Ronaldetes", não levem este post demasiado a peito, ok? Além disso, pode ser que seja tudo mentira. Coitado do rapaz que anda sempre nas bocas do mundo sem sequer se pôr a jeito!...  

 

 (Foto: The sun)

 

 

O sexo vende!

Apresento-vos um desfile de moda muito sui generis. O que se pretende promover são malas femininas. Mas desenganem-se se pensam que são mulheres a desfilar com as malas. Não! São homens.

 

Pelos vistos, criou-se um novo conceito na passerelle para não distrair os olhares daquilo que interessa (neste caso, as malas), pensando certamente contrariar o facto de que associamos mais as passagens de modelos e o estilismo às peças de roupa e costuma ser aí que fixamos mais a nossa atenção. Aqui, não. Trata-se de malas. É aí que tem que estar a atenção da plateia e, nesse sentido, verão que este conceito faz todo o sentido.  

 

O problema é que eu devo padecer de défice de atenção. Acreditem, vi todo o vídeo e não me lembro de nenhuma das malas que desfilaram. Nem uma!  Vão perceber porquê se visitarem o link seguinte. 

 

https://videopress.com/v/Sib4w8RE

 

(Hoje tem que ser o link porque não consigo colar aqui nem fotos nem vídeos há uns dias. Às vezes consigo no telemóvel, mas desta vez nada feito. Já pedi ajuda ao Sapo na sexta-feira, no post de ajuda, e aguardo o apoio)

 

 

Ainda sobre o óscar de melhor filme...

Foi mais ou menos isto:

 

 

Por falar nisso, tenho que ver o "Moonlight". Será que ainda está nas salas de cinema? Ou noutro local qualquer, se é que me entendem... É que se calhar é desta que me vou estrear a ver um filme na internet, uma coisa que nunca fiz. Por um lado porque me parece desvirtuar de alguma maneira qualquer filme feito para cinema. Por outro lado porque sempre achei que era ilegal e, como tal, poderia incorrer num crime punido por lei. Tenho medo de ir presa, gente!  Mas agora vejo que muita malta vê filmes dessa forma. Aparentemente o crime é só de quem cria e gere esses sites/programas específicos piratas. Ou não? Qual é que aconselhariam?    Podemos falar disto abertamente? 

 

 

 

 

Ponto quê???

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Só se for este da imagem o "ponto G" de que se  fala de há uns anos a esta parte. Exatamente! Hoje venho aqui afirmar que não existe nenhum "ponto G" na anatomia feminina. É uma falácia! O único centro nervoso do prazer feminino é o clítoris. É daí que irradiam todas as ondas orgásticas. Não há cá separação entre orgasmo clitoriano e orgasmo vaginal, como alguns querem fazer crer.

 

Mas há muitos que nos querem impingir esta ideia! Até um site na net eu encontrei de uma terapeuta sexual que, a troco de dinheirinho (ora bem!), garantia por experiência pessoal estar em condições de ensinar tudo às mulheres incompetentes como eu que ainda não tinham encontrado este ponto-promessa-do-paraíso. 

 

Tenho várias teorias sobre esta "criação" de um ponto alternativo que promete um éden de sensações nunca experienciadas e que pôs meio mundo à procura do pote de ouro no fim do arco-íris. Uma delas é de que esta ideia se disseminou por causa da insatisfação crónica de que padece a Humanidade e consequente necessidade de ter sempre mais. Outra é fazer negócio, como acontece no site que encontrei. Pode também ter sido um homem a inventar esta narrativa do ponto G, para valorizar o coito vaginal e, digamos, assegurar a continuidade da espécie.  

 

Não! Tudo passa cá por fora, meus amigos, cá por fora...   

 

Nota: se isto não é serviço público, vou ali e já venho... 

 

(Fonte da imagem: https://www.facebook.com/CurlyLittleRedhead/)

 

 

Na loja de roupa ("Alservando"... #4)

Estão a ver estas unhas? Não, não são minhas. Felizmente não tenho assim tanta comichão no corpo que precise de umas unhas destas para me coçar. Sim, porque olhando para estas unhas só me lembro de que este novo estilo de unhas é inspirado naquela moda dos pintas com unha grande do dedo mindinho usado para coçar os sítios mais recônditos do corpo. Generalização aos outros dedos e apropriação pela mulher, é do que se trata.

 

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Confesso que não gosto nada destas unhas em stiletto. Gosto muito de ver umas unhas pintadas (embora eu não o faça), mas isto assim em bico? Não! Parecem armas de defesa pessoal. Questiono-me sempre como é que as mulheres com estas unhas conseguem fazer as tarefas mais básicas. Desculpem lá, mas até para limpar o cu deve ser uma carga de trabalhos! 

 

Recentemente tive a prova de que não estava enganada.

 

Quero contar-vos um episódio que se passou comigo no último fim-de-semana, numa loja de roupa, no Colombo. Já imaginam do que se trata. A rapariga da loja tinha umas unhas enormes, ainda bem mais compridas que estas, e com este feitio. Podem já imaginar-me de boca aberta a "alservar" aquilo enquanto me preparava para pagar a camisola gira que lá comprei. 

 

Quis pagar com o cartão, mas a rapariga deu por falta de papel na máquina. Começou ali a penosa e demorada tarefa de substituir o rolo de papel. Enrola e coloca. Solta-se. Enrola novamente. Solta-se. Até que:

 

"Importa-se de me enrolar isto? Eu não consigo enrolar bem por causa das unhas." 

 

Poderia ter-lhe perguntado se isso daria desconto na peça, mas como sou simpática:

 

"Sim, claro. Está a ver o preço a pagar por ter unhas dessas?" 

"Nem me diga! É uma chatice! E a manutenção é uma trabalheira. E..." 

 

Enrolei aquilo à primeira, claro. Tenho dedos funcionais, digamos. Mas passaram-me vários pensamentos pela cabeça, entre os quais:

 

O que leva alguém a manter umas unhas incapacitantes daquelas, com prejuízo do próprio trabalho, tendo inclusive o desplante de pedir a uma cliente para fazer o trabalho por si?

Como raio é que se limpa o cu com umas unhas daquelas, sem perfurar o intestino?

 

E pronto. Tenho esta tendência para vos deixar com imagens destas na cabeça. Nunca mais olharão para unhas destas sem imaginar o esforço da pessoa naquele ato de higiene pessoal.  

 

 

No hotel de luxo ("Alservando"... #3)

Não há nada a fazer! Em qualquer lado que esteja é inevitável observar tudo ao meu redor. Por isso é que nunca fui capaz de ser como aquelas pessoas que levam sempre um livro consigo para ler nos momentos em que estão à espera de algo ou alguém, ou nas viagens de transportes públicos. Admiro-as por isso. Nos transportes, então, é que eu não entendo mesmo como conseguem concentrar-se num livro, com tantas vidas e estórias a passar em frente aos nossos olhos. 

 

Há uns dias acompanhei o M a um evento social em Lisboa, a convite de uma alta individualidade. Sim, o M é muito bem relacionado... E lá fui eu cumprir um daqueles papéis que me cabem de vez em quando, em que não estou lá por mim, mas porque sou a mulher dele. Um complemento, um adorno, portanto. E um papel muito pouco feminista também, agora que penso nisso...

 

Bem, adiante. Antes do evento que aconteceria ao final do dia, o M tinha uma reunião de trabalho num hotel, o que significou que eu teria que esperar no lobby por ele umas duas horitas. E foi o que aconteceu. E digo-vos uma coisa: no lobby de um hotel de 5 estrelas também se pode "alservar" muita coisa. Oh, se pode! 

 

À entrada, a abrir a porta, dois ou três funcionários fardados, incumbidos de fazer os visitantes sentirem-se muito VIP. Entramos, o M segue para a sua reunião e eu sento-me num dos sofás que lá se encontram, tão fofos tão fofos que chegam a ser desconfortáveis porque a pessoa parece que fica com o rabo ao nível do chão, todo ele lá enfiado. Mal tive tempo de me sentar, olhei em frente e, a um metro de mim, já tinha a empregada do bar a perguntar se queria tomar alguma coisa. "Não, obrigada. Talvez mais daqui a bocado". Só que nunca pedi nada, não fosse ter que pagar o meu ordenado por um copo com água. 

 

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Havia algum movimento. Parece que os hotéis de luxo não foram afetados pela crise. No tempo que ali estive, circularam vários grupos de pessoas:

 

três portugueses à volta de uma mesa, em que só um é que falava impingindo um negócio de forma bastante persuasiva e competente, por sinal; 

o que parecia uma família de franceses, muito animados;

numa outra mesa, três homens portugueses, mais velhos, pareciam esperar por alguém, tal como eu.

 

A todos a empregada de bar se dirigia quase instantaneamente, solícita, a oferecer os seus préstimos, na língua de cada um. Certamente mais uma jovem com curso superior que não encontra emprego na área dela... 

 

Vindo talvez do restaurante, surgiu um grande grupo de jovens de língua inglesa. Dois deles sentaram-se perto de mim a conversar. Comentavam o conforto dos sofás, que relacionavam, de uma forma que não me foi clara, com a "spanish inquisition". Sim, leram bem. A vontade que tive de lhes dizer que estávamos em Portugal e não em Espanha! Para os "camones" é tudo a mesma coisa...

 

Mais tarde, estava eu regalada a observar o movimento lá fora, pelas janelas envidraçadas, quando surge um belo de um carrão daqueles "agachados", descapotável. Reparei então no motorista do hotel, no seu uniforme impecável, com sobretudo e quepe, que se assemelhava a um agente da gestapo. Um agente da gestapo que não hesitou em coçar os tintins em frente ao hotel de 5 estrelas, enquanto contornava o veículo para entrar e ir provavelmente estacioná-lo. Até parou a meio do percurso e afastou um bocado as pernas para executar os movimentos. Mal ele sabia que lá dentro, através das janelas de vidro, estava uma "alservadora" implacável. 

 

Cansada de esperar, levantei-me para esticar as pernas. Dei uma volta pelas montras das lojas do hotel e aproveitei para ir à casa de banho. Já se sabe que qualquer mulher, para fazer xixi, enche o tampo da sanita de papel higiénico por causa dos micróbios. E ali, mesmo num hotel de luxo, o procedimento foi o mesmo. Acredito que não entrem ali "mulheres da vida" com doenças venéreas, mas sei lá se não é frequentado por acompanhantes de luxo... Estão a ver o meu drama?! Bem, como sempre, tive uma trabalheira para equilibrar o papel, sem que caísse tudo ao chão. Habituada a casa de banho de pobre, como é que eu ia imaginar que existia gel para desinfetar a sanita, que eu só vi depois? Da mesma forma, como iria imaginar que a torneira da água com doseador não dava tempo para lavar as mãos? Um hotel de luxo cuja água das torneiras corre o tempo que vai do momento em que pressionamos para deitar água até ao momento que levas essa mesma mão para debaixo da água, mas sem conseguir lá chegar. Ou seja, a mão que pressiona não pode ser lavada, a não ser que façamos o procedimento em regime de rotatividade. Uma mão a pressionar enquanto a outra se lava sozinha e troca. 

 

E o que retiro da minha curta estada num hotel de luxo? Que afinal o mundo dos ricos não é assim tão diferente do dos pobres. Aqui coçam-se os tomates, há pessoas ignorantes da História mundial e poupa-se na água. Só o gel desinfetante de sanitas é que não se vê por aí em qualquer pensão. 

 

 

 

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