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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Mulheres e Homens e o autoconceito ao nível da forma física.

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Há diferenças entre homens e mulheres ao nível do autoconceito da forma física? Qual é a representação que uns e outros têm da sua própria imagem corporal?

 

Alguém que conheço, um “rapaz” da minha idade, uma vez, em conversa sobre o envelhecimento e o aumento de peso e outras manifestações corporais da passagem do tempo, disse-me que continuava a ver-se tal e qual como era aos vinte e tal anos, apesar de saber que na realidade, vinte anos volvidos, já não é nada assim. A representação que ele tem dele próprio, apesar de racionalmente ter consciência das marcas deixadas pela idade, é a de um jovem adulto atlético. Curioso e inusitado, não é? Ou nem tanto?

 

Será da forma que ilustra o cartoon humorístico que partilho que se processa a perceção da própria imagem para a maioria dos homens? Com as mulheres sei eu que não funciona assim, como também confirma o cartoon. Nós tendemos a ver-nos com mais defeitos do que aqueles que na realidade temos. A visão do nosso reflexo no espelho pode interferir negativamente em todo um dia, uma semana, uma vida. A beleza é manifestamente sobrevalorizada para (e pelo) sexo feminino. “Cristina, não vais levar a mal, mas beleza é fundamental”. Quem se lembra? Cantado por uma mulher, ironicamente! Enquanto os homens podem ter uma barriguinha que isso até é considerado sexy, nas mulheres é um drama. E por isso passamos a vida a lutar contra a nossa própria natureza e nesse aspeto, e à conta disso, somos complexadas e infelizes grande parte das nossas vidas. Mesmo as que dizem que não!...

 

Acredito que, de um modo geral, por pressão da própria sociedade, a obsessão com a imagem física está presente ao longo de toda a vida de qualquer mulher! Se as rugas, as gorduras localizadas e a celulite próprias da condição feminina aparecem, ou é um drama que temos que erradicar com cremes e dietas e outras mezinhas, ou deixamo-nos vencer por elas mas vivemos eternamente tristes na nossa pele! Temos vergonha de mostrar o corpo, usamos roupas largas e pouco reveladoras, recusamo-nos a usar a balança da casa de banho para não ver o ponteiro a subir, deixamos de tirar fotos, principalmente planos aproximados. Um drama!

 

Quanto aos homens, acredito que se se vêem como uma mulher se vê, é porque têm o cromossoma x hiperdesenvolvido, o que é o mesmo que dizer que são um bocadinho para o efeminado.  E pronto, com isto limitei a possibilidade de ser contrariada nesta teoria. Há por aí algum que se atreva a dizer que se vê com defeitos? Bem me parecia... (Um bocadinho de nonsense para rematar a conversa... Falta de imaginação... 

 

 

Uma adesão conturbada ao Twitter

 

Hoje conto-vos um pequeno episódio familiar recente. Só quem lida com adolescentes é que vai saber que situações destas acontecem... Enfim, acabei por me rir com tudo isto. 

 

Por questões relacionadas com o trabalho, necessitei criar uma conta pessoal de twitter. No minuto seguinte, sem exagero, tive que enfrentar a minha filha em pânico porque a mãe criou uma conta de twitter.

 

 

Não faças isso, mãe!

E agora o que vai ser de mim?

E os meus amigos agora vão gozar comigo!

Pelo menos não os sigas, para eles se sentirem à vontade de publicar o que quiserem!

Por favor! 

 

E eu...

   

 

E o pai...

 Cria também uma conta de Twitter para mim! 

 

E ela...

   (Chorou, literalmente! Lágrimas grossas rolaram pela cara. Juro!)

 

Bem, lá tive que prometer que não seguiria os amigos dela. Mas a ela e ao irmão seguiria garantidamente! "Está bem! A mim pode ser, aos meus amigos é que não. Olha, a F até já me mandou uma msg a dizer que tu tinhas aderido ao Twitter e agora já não podia escrever palavrões." 

 

  Pensando bem, até estaria a praticar uma boa ação... 

 

E eu que pensava que o Twitter era uma rede social mais virada para o público adulto e para a informação... Cenas sérias... Afinal, os jovens tomaram conta daquilo para usar até de alguma irreverência. Pelos vistos, aqui no meio onde os meus filhos se inserem o Facebook é para os cotas e o Instagram começa também a cair em desuso. O Twitter é que está a dar. 

 

O que é certo é que eu tenho andado sempre uns passos atrás dos meus filhos nesta coisa das redes sociais. Tanto a adesão ao Facebook, como ao Instagram, como agora ao Twitter surgiram depois das deles. Só aqui com o blog é que marco a diferença. Pelo que sei, eles nunca administraram um blog. Mas não ponho as mãos no fogo!

 

Quanto ao Twitter ainda estou a tentar perceber o conceito e só pretendo utilizá-lo para me manter informada sobre a atualidade e para fins profissionais. Mas uma coisa já me pareceu: fora os utilizadores profissionais da informação, está mais direcionado para quem tem alguma dificuldade com palavras polissilábicas, com construção frásica, com literacia e com reflexões profundas com alguma complexidade. Frases curtas, monossílabos, abreviaturas, lugares-comuns, banalidades, trivialidades,... Agora percebo porque este é o meio preferido de Trumps e afins. Estarei enganada? Talvez... Ainda não tive tempo para aprofundar.   

 

 

"Lei de Murphy" aplicada... à minha vida

 

 

Conhecem a "Lei de Murphy"? Bem, grosso modo, é qualquer coisa como:

 

Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal. E da pior maneira,

no pior momento possível e de modo que cause o maior dano. 

 

Ora dir-me-ão que os princípios desta teoria podem estar relacionados com superstições ou com o pessimismo sem fundamento do ser humano e com a sua memória seletiva. Digam lá. OK. Mas isso é porque não conheciam a materialização em pessoa desta teoria. Euzinha, muito prazer.

 

TUDO me tem corrido mal, nos últimos tempos. Nem me vou lamuriar porque cheguei a um ponto em que já só me apetece rir das minhas desgraças. Pode ser que assim finte a onda de azar que me persegue. Nem vos vou martirizar com todas as peripécias azarentas com que tenho sido obrigada a lidar. Vou só contar-vos o dia de sexta:

 

  • Filho com gripe, 3º dia com febre;
  • Logo de manhã, na entrada ao serviço: reclamação escrita de um neurótico que tirou estes últimos meses para me dar cabo do juízo;
  • Envio de um artigo para um jornal, que deveria ter sido enviado há dois dias;
  • Agendamento e preparação da ordem de trabalhos de uma reunião para a próxima semana, mas aparecem-me convocatórias para outras três. Basicamente, na próxima semana não faço mais nada senão andar de um lado para o outro;
  • Preenchimento de dados numa plataforma online, com o prazo limite a apertar;
  • Cerca de 20 colaboradores  queixam-se do comportamento de outro (mais um conflito para resolver);
  • Filho, apesar de doente, tem explicação de Matemática com outros colegas. Estou encarregue de os ir buscar à explicação, mas ontem também ninguém os podia levar para lá (uma estava no médico, outra em Lisboa, outra em casa com dor de cabeça). Telefono à explicadora para tentar adiar a aula e levo um raspanete por causa da falta de cumprimento do calendário. "Está certo! Não se preocupe, que eu vou levá-los". 
  • Lá saio eu do trabalho (consigo flexibilizar o horário, o que significa basicamente que trabalho mais horas do que quem tem horário rígido), apanho os jovens e dirijo-me para o centro de explicações. Todo o caminho em stress, com aquela vontade de passar por cima dos carros da frente. Pára-arranca, para piorar. A cereja no topo do bolo: bato na traseira do carro da frente (a minha primeira vez!). A senhora travou a fundo, mais do que a minha ansiedade aguentava e pumba!
  • Custou mas consegui que a senhora (que telefonou logo ao marido, que apareceu em 2 minutos) confiasse em mim. Vou pagar a merda do estrago e pronto, sem declarações amigáveis, seguros e essas merdas porque estava com pressa para ainda ir ao trabalho despachar mais uns assuntos. Volto ao trabalho, despacho cenas, saio do trabalho, levo os miúdos de volta para casa e dei por terminado o dia.  

 

Então? Personifico bem a "Lei de Murphy" ou não? É real ou não é? Não fosse ela existir, eu teria por exemplo insistido com a mãe que tinha dor de cabeça que tomasse a merda de um comprimido. Ou tinha cagado no raspanete da explicadora, deixado os miúdos baldarem-se e pronto. Assim, quem ficou com dor de cabeça e com uma conta para pagar no mecânico fui eu. Toma lá que é para aprenderes! 

 

 

Caprichos...

 

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No passado fim-de-semana, o jornal inglês The Sun noticiou que Cristiano Ronaldo alegadamente (acho esta palavra um must!) iria ser pai de gémeos por recurso a uma barriga de aluguer americana, à semelhança do que tinha acontecido com o primeiro filho.

 

Vá lá! Admitam lá que estavam à espera que eu me chegasse à frente para dizer que é mais uma evidência da minha teoria, que eu abordei aqui e aqui Agora só falta ser um casalinho para as peças encaixarem todas.  

 

Quanto a ser ou não ser verdade, na realidade não me surpreende nada que seja. Até parece que estou a ver o menino prodígio (eu, por acaso, não o acho tanto assim, mas manifestar isso é politicamente incorreto ou mesmo anti-patriótico, por isso cala-te Maria!), dizia que parece que estou a ver o menino de sua mãe Dolores a pensar assim: "Porra que se todos os ricos e famosos estão a ter filhos gémeos, eu também tenho que ter! Eu posso pagar porque "yo soy rico y en mi cabeza yo soy el mejor". Pega no telefone e "Ó Jorge Mendes, trata lá de me arranjares essa coisa de ter filhos gémeos! Aborreci-me com o Lamborghini..." 

 

Se houver por aí "Ronaldetes", não levem este post demasiado a peito, ok? Além disso, pode ser que seja tudo mentira. Coitado do rapaz que anda sempre nas bocas do mundo sem sequer se pôr a jeito!...  

 

 (Foto: The sun)

 

 

O sexo vende!

Apresento-vos um desfile de moda muito sui generis. O que se pretende promover são malas femininas. Mas desenganem-se se pensam que são mulheres a desfilar com as malas. Não! São homens.

 

Pelos vistos, criou-se um novo conceito na passerelle para não distrair os olhares daquilo que interessa (neste caso, as malas), pensando certamente contrariar o facto de que associamos mais as passagens de modelos e o estilismo às peças de roupa e costuma ser aí que fixamos mais a nossa atenção. Aqui, não. Trata-se de malas. É aí que tem que estar a atenção da plateia e, nesse sentido, verão que este conceito faz todo o sentido.  

 

O problema é que eu devo padecer de défice de atenção. Acreditem, vi todo o vídeo e não me lembro de nenhuma das malas que desfilaram. Nem uma!  Vão perceber porquê se visitarem o link seguinte. 

 

https://videopress.com/v/Sib4w8RE

 

(Hoje tem que ser o link porque não consigo colar aqui nem fotos nem vídeos há uns dias. Às vezes consigo no telemóvel, mas desta vez nada feito. Já pedi ajuda ao Sapo na sexta-feira, no post de ajuda, e aguardo o apoio)

 

 

Ainda sobre o óscar de melhor filme...

Foi mais ou menos isto:

 

 

Por falar nisso, tenho que ver o "Moonlight". Será que ainda está nas salas de cinema? Ou noutro local qualquer, se é que me entendem... É que se calhar é desta que me vou estrear a ver um filme na internet, uma coisa que nunca fiz. Por um lado porque me parece desvirtuar de alguma maneira qualquer filme feito para cinema. Por outro lado porque sempre achei que era ilegal e, como tal, poderia incorrer num crime punido por lei. Tenho medo de ir presa, gente!  Mas agora vejo que muita malta vê filmes dessa forma. Aparentemente o crime é só de quem cria e gere esses sites/programas específicos piratas. Ou não? Qual é que aconselhariam?    Podemos falar disto abertamente? 

 

 

 

 

Ponto quê???

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Só se for este da imagem o "ponto G" de que se  fala de há uns anos a esta parte. Exatamente! Hoje venho aqui afirmar que não existe nenhum "ponto G" na anatomia feminina. É uma falácia! O único centro nervoso do prazer feminino é o clítoris. É daí que irradiam todas as ondas orgásticas. Não há cá separação entre orgasmo clitoriano e orgasmo vaginal, como alguns querem fazer crer.

 

Mas há muitos que nos querem impingir esta ideia! Até um site na net eu encontrei de uma terapeuta sexual que, a troco de dinheirinho (ora bem!), garantia por experiência pessoal estar em condições de ensinar tudo às mulheres incompetentes como eu que ainda não tinham encontrado este ponto-promessa-do-paraíso. 

 

Tenho várias teorias sobre esta "criação" de um ponto alternativo que promete um éden de sensações nunca experienciadas e que pôs meio mundo à procura do pote de ouro no fim do arco-íris. Uma delas é de que esta ideia se disseminou por causa da insatisfação crónica de que padece a Humanidade e consequente necessidade de ter sempre mais. Outra é fazer negócio, como acontece no site que encontrei. Pode também ter sido um homem a inventar esta narrativa do ponto G, para valorizar o coito vaginal e, digamos, assegurar a continuidade da espécie.  

 

Não! Tudo passa cá por fora, meus amigos, cá por fora...   

 

Nota: se isto não é serviço público, vou ali e já venho... 

 

(Fonte da imagem: https://www.facebook.com/CurlyLittleRedhead/)

 

 

Na loja de roupa ("Alservando"... #4)

Estão a ver estas unhas? Não, não são minhas. Felizmente não tenho assim tanta comichão no corpo que precise de umas unhas destas para me coçar. Sim, porque olhando para estas unhas só me lembro de que este novo estilo de unhas é inspirado naquela moda dos pintas com unha grande do dedo mindinho usado para coçar os sítios mais recônditos do corpo. Generalização aos outros dedos e apropriação pela mulher, é do que se trata.

 

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Confesso que não gosto nada destas unhas em stiletto. Gosto muito de ver umas unhas pintadas (embora eu não o faça), mas isto assim em bico? Não! Parecem armas de defesa pessoal. Questiono-me sempre como é que as mulheres com estas unhas conseguem fazer as tarefas mais básicas. Desculpem lá, mas até para limpar o cu deve ser uma carga de trabalhos! 

 

Recentemente tive a prova de que não estava enganada.

 

Quero contar-vos um episódio que se passou comigo no último fim-de-semana, numa loja de roupa, no Colombo. Já imaginam do que se trata. A rapariga da loja tinha umas unhas enormes, ainda bem mais compridas que estas, e com este feitio. Podem já imaginar-me de boca aberta a "alservar" aquilo enquanto me preparava para pagar a camisola gira que lá comprei. 

 

Quis pagar com o cartão, mas a rapariga deu por falta de papel na máquina. Começou ali a penosa e demorada tarefa de substituir o rolo de papel. Enrola e coloca. Solta-se. Enrola novamente. Solta-se. Até que:

 

"Importa-se de me enrolar isto? Eu não consigo enrolar bem por causa das unhas." 

 

Poderia ter-lhe perguntado se isso daria desconto na peça, mas como sou simpática:

 

"Sim, claro. Está a ver o preço a pagar por ter unhas dessas?" 

"Nem me diga! É uma chatice! E a manutenção é uma trabalheira. E..." 

 

Enrolei aquilo à primeira, claro. Tenho dedos funcionais, digamos. Mas passaram-me vários pensamentos pela cabeça, entre os quais:

 

O que leva alguém a manter umas unhas incapacitantes daquelas, com prejuízo do próprio trabalho, tendo inclusive o desplante de pedir a uma cliente para fazer o trabalho por si?

Como raio é que se limpa o cu com umas unhas daquelas, sem perfurar o intestino?

 

E pronto. Tenho esta tendência para vos deixar com imagens destas na cabeça. Nunca mais olharão para unhas destas sem imaginar o esforço da pessoa naquele ato de higiene pessoal.  

 

 

No hotel de luxo ("Alservando"... #3)

Não há nada a fazer! Em qualquer lado que esteja é inevitável observar tudo ao meu redor. Por isso é que nunca fui capaz de ser como aquelas pessoas que levam sempre um livro consigo para ler nos momentos em que estão à espera de algo ou alguém, ou nas viagens de transportes públicos. Admiro-as por isso. Nos transportes, então, é que eu não entendo mesmo como conseguem concentrar-se num livro, com tantas vidas e estórias a passar em frente aos nossos olhos. 

 

Há uns dias acompanhei o M a um evento social em Lisboa, a convite de uma alta individualidade. Sim, o M é muito bem relacionado... E lá fui eu cumprir um daqueles papéis que me cabem de vez em quando, em que não estou lá por mim, mas porque sou a mulher dele. Um complemento, um adorno, portanto. E um papel muito pouco feminista também, agora que penso nisso...

 

Bem, adiante. Antes do evento que aconteceria ao final do dia, o M tinha uma reunião de trabalho num hotel, o que significou que eu teria que esperar no lobby por ele umas duas horitas. E foi o que aconteceu. E digo-vos uma coisa: no lobby de um hotel de 5 estrelas também se pode "alservar" muita coisa. Oh, se pode! 

 

À entrada, a abrir a porta, dois ou três funcionários fardados, incumbidos de fazer os visitantes sentirem-se muito VIP. Entramos, o M segue para a sua reunião e eu sento-me num dos sofás que lá se encontram, tão fofos tão fofos que chegam a ser desconfortáveis porque a pessoa parece que fica com o rabo ao nível do chão, todo ele lá enfiado. Mal tive tempo de me sentar, olhei em frente e, a um metro de mim, já tinha a empregada do bar a perguntar se queria tomar alguma coisa. "Não, obrigada. Talvez mais daqui a bocado". Só que nunca pedi nada, não fosse ter que pagar o meu ordenado por um copo com água. 

 

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Havia algum movimento. Parece que os hotéis de luxo não foram afetados pela crise. No tempo que ali estive, circularam vários grupos de pessoas:

 

três portugueses à volta de uma mesa, em que só um é que falava impingindo um negócio de forma bastante persuasiva e competente, por sinal; 

o que parecia uma família de franceses, muito animados;

numa outra mesa, três homens portugueses, mais velhos, pareciam esperar por alguém, tal como eu.

 

A todos a empregada de bar se dirigia quase instantaneamente, solícita, a oferecer os seus préstimos, na língua de cada um. Certamente mais uma jovem com curso superior que não encontra emprego na área dela... 

 

Vindo talvez do restaurante, surgiu um grande grupo de jovens de língua inglesa. Dois deles sentaram-se perto de mim a conversar. Comentavam o conforto dos sofás, que relacionavam, de uma forma que não me foi clara, com a "spanish inquisition". Sim, leram bem. A vontade que tive de lhes dizer que estávamos em Portugal e não em Espanha! Para os "camones" é tudo a mesma coisa...

 

Mais tarde, estava eu regalada a observar o movimento lá fora, pelas janelas envidraçadas, quando surge um belo de um carrão daqueles "agachados", descapotável. Reparei então no motorista do hotel, no seu uniforme impecável, com sobretudo e quepe, que se assemelhava a um agente da gestapo. Um agente da gestapo que não hesitou em coçar os tintins em frente ao hotel de 5 estrelas, enquanto contornava o veículo para entrar e ir provavelmente estacioná-lo. Até parou a meio do percurso e afastou um bocado as pernas para executar os movimentos. Mal ele sabia que lá dentro, através das janelas de vidro, estava uma "alservadora" implacável. 

 

Cansada de esperar, levantei-me para esticar as pernas. Dei uma volta pelas montras das lojas do hotel e aproveitei para ir à casa de banho. Já se sabe que qualquer mulher, para fazer xixi, enche o tampo da sanita de papel higiénico por causa dos micróbios. E ali, mesmo num hotel de luxo, o procedimento foi o mesmo. Acredito que não entrem ali "mulheres da vida" com doenças venéreas, mas sei lá se não é frequentado por acompanhantes de luxo... Estão a ver o meu drama?! Bem, como sempre, tive uma trabalheira para equilibrar o papel, sem que caísse tudo ao chão. Habituada a casa de banho de pobre, como é que eu ia imaginar que existia gel para desinfetar a sanita, que eu só vi depois? Da mesma forma, como iria imaginar que a torneira da água com doseador não dava tempo para lavar as mãos? Um hotel de luxo cuja água das torneiras corre o tempo que vai do momento em que pressionamos para deitar água até ao momento que levas essa mesma mão para debaixo da água, mas sem conseguir lá chegar. Ou seja, a mão que pressiona não pode ser lavada, a não ser que façamos o procedimento em regime de rotatividade. Uma mão a pressionar enquanto a outra se lava sozinha e troca. 

 

E o que retiro da minha curta estada num hotel de luxo? Que afinal o mundo dos ricos não é assim tão diferente do dos pobres. Aqui coçam-se os tomates, há pessoas ignorantes da História mundial e poupa-se na água. Só o gel desinfetante de sanitas é que não se vê por aí em qualquer pensão. 

 

 

 

Rescaldo do dia de ontem.

Já passou já passou, mas quatro ordens de razões levam-me a voltar à carga com o dia dos namorados:

 

Primeira:

Como muito bem se lembrarão, sofro do mal de falta de timing... de oportunidade, vá. 

 

Segunda:

Confessar-vos que ontem ao final do dia quase questionei tudo o que pensava sobre o dia dos namorados. Enquanto fazia o jantar, dei uma volta pelo Facebook e quase entrei em estado depressivo grave de tanta declaração de amor e fotografias de casalinhos. Senti-me mesmo deslocada. Honestamente, por momentos detestei a ideia de não ter um homem romântico ao meu lado. No gráfico circular abaixo, eu passei rapidamente da larga maioria rosa velho que pensa "Fuck this shit" para a pequena minoria rosa choque que acha tudo aquilo à volta dos casais a mostrar o seu amor ao mundo muito fofinho.  

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Terceira:

Passou-me depressa o estado depressivo porque (vejam lá se não é isto que é o amor?!) o M deve ter adivinhado o quão desolada eu fiquei, que me apareceu com isto em braços. "Isto" não é pejorativo. É só porque eu não sei como se chama porque não percebo muito de plantas... nem tenho paciência para cuidar delas... às vezes até me esqueço de as regar... e deixo-as morrer muitas vezes também... 

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Desta vez o meu namorado deu-me mesmo flores, gente! Mas querem saber uma coisa? Não me senti especialmente amada por isso. Continuo a acreditar que no amor (como na amizade), os bons namorados-companheiros-maridos (como os bons amigos) revelam-se todos os dias e muito especialmente na adversidade, às vezes na sala de espera do hospital, sem dia agendado no calendário. Acredito e sei!

 

Quarta:

Uma celebração e uma dica! Hoje é 15 de fevereiro! Aqueles que, como eu, resistiram ao ímpeto consumista de ontem, não se esqueçam que talvez hoje encontrem algumas boas promoções, nomeadamente em chocolates. Mas não exagerem, que estamos-aqui-estamos-em-março, primavera, verão, praia, biquini.

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(Fonte das imagens - à exceção da foto da planta cujo nome eu não sei: https://www.facebook.com/innocenselost/)

 

 

Dia dos namorados é quando o Homem quiser!

Não ligo ao Dia dos Namorados. A sério! E não digo isto por dizer ou para pagar com a mesma moeda ao M, que também não liga e não é nada romântico. Esta é uma das facetas da nossa relação em que fui eu me aproximei do feitio dele. As relações também são feitas de cedências e eu cedi nestas "mariquices" que quase todas as mulheres gostam. Ou seja: eu já valorizei estas datas, quando ainda não percebia que existem outras manifestações de amor muito mais importantes do que oferecer e receber flores, peluches, jóias ou chocolates neste dia (conforme o perfil e a idade dos namorados). Neste dia, há um ano, escrevi um post neste sentido, este: O meu namorado não me deu flores. Na altura acho que ninguém o leu. Podem recuperá-lo agora, que até está engraçadinho, modéstia à parte. Quanto a mim, verifico que me mantenho coerente com as minhas convicções. 

 

Bem, apesar de tudo, hoje é obrigatório fazer um post sobre o dia dos namorados, certo? Então, é isto que eu tenho para dizer. Ah! Restaurantes e programas organizados por outrem neste dia nem pensar! Recuso-me a ser figurante de um filme. É isso que me lembram todos os casais sentados hoje nas mesas dos restaurantes a abarrotar. Sou mesmo muito pouco gaja neste aspeto...

 

Maaaaas, não pensem que eu ando por aí a matar o dia a quem me rodeia, como se fosse um adulto insensível que revela a uma criança que o Pai Natal não existe. Não! E para perceberem o que eu quero dizer, fiquem sabendo que fiz questão de comprar umas embalagens muito giras de chocolates numa loja conhecida da nossa praça. Conseguem imaginar para quê? Hã? Eu digo. Para os meus filhos oferecerem aos seu/sua namoradinho/a. Pois é! Na idade deles também eu valorizava estas "mariquices" e não quero destruir os sonhos dos adolescentes cá de casa. 

 

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Sou muito boa pessoa, mulher e mãe, eu sei. Será que o M se vai lembrar disso e dar-me uma prenda neste dia dos namorados? Será que é este ano que ele me dá flores?  

 

Nota: Quando no título deste post refiro "Homem", entenda-se também a mulher, conforme se adivinha pela opção de colocar a palavra com maiúscula, querendo a mesma referir-se ao ser humano em geral, à Humanidade (olha, esta é feminina!...). Isto só para o caso de haver por aí malta sensível a este pormenor, ao qual eu não dou a mínima relevância. É só opção linguística, a qual não me diminui absolutamente nada na minha condição de mulher. Estão a ver? Daqui a nada, tenho aqui mais dez parágrafos a falar nisto e entretanto já me esqueci do dia dos namorados. Não há nada a fazer... 

 

(Fonte da imagem: própria)

 

 

Post com elevado grau de cientificidade.

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Para que não venha a ser acusada de trazer cá este assunto só na perspetiva da mulher, hoje dou uma dica aos representantes do sexo masculino que visitam aqui o estaminé. Trata-se de uma abordagem científica que muito útil vos pode ser, rapaziada!  

 

É tão simplesmente isto: se todos os argumentos falharem, informem as vossas companheiras que o sémen contém zinco e cálcio, dois elementos químicos que têm um papel importante na prevenção do apodrecimento dos dentes. Não há mulher nenhuma que não queira uma dentição irrepreensível!  

 

Peço desculpa por não trazer a mensagem tão inspiradora em português, mas nunca encontro o assunto sexo na nossa língua. Até parece que os portugueses não gostam... 

 

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/bankspank/

 

 

Prometido é devido: desfecho do episódio da manhã

Ora, então, como teriam sido as cenas dos capítulos seguintes ao episódio de ontem, contado hoje de manhã? Então, foi assim:

 

No final do jantar, eu a arrumar a cozinha.

M: "Deixa estar isso, que eu faço!"

Eu (a brincar): "Não me digas que era isto que querias dizer quando disseste que se eu me portasse bem, ganharia alguma coisa hoje???"

M (com uma cara muito surpresa, mas parecendo-me estar a reinar comigo): "Sim! Em que é que estavas a pensar?"

 

A conversa ficou por ali. E como acabou a estória? Eu, que ando de uma maneira que parece que fui picada pela mosca do sono, caí na cama assim:

 

(Fonte: http://giphy.com/gifs/sleepy-emWySpOLFLUAM)

 

 

E, com isto, não cheguei a comprovar se ele estava mesmo a brincar comigo ou não.

Queriam relatos de brincadeira, hã? Pois têm aqui o relato da realidade crua e dura de um casal da vida real.

Lamento desapontar-vos. Mas, acreditem, mais desapontados do que eu quando acordei hoje de manhã, não ficaram de certezinha absoluta. 

 

 

Diálogos improváveis numa família decente,... mas não na minha.

No final do dia de trabalho de ontem, os dois na cozinha, enquanto eu adiantava o jantar:

 

Eu: Ainda vamos caminhar hoje?

M: Se calhar é melhor não irmos. Ainda me dói aqui a perna do jogo do outro dia.

Eu: Desculpas! Assim, qualquer dia estamos duas baleias... E depois eu, estando muito gorda, não gosto de mim e como não gosto de mim, tu também não vais gostar de mim, e... 

M: Não acontece nada disso! Não vamos caminhar, mas se te portares bem, pode ser que ainda ganhes alguma coisa logo à noite.  (e dá-me uma palmada-apalpadela no rabo). 

 

Dirty sex talk, my darlings! Dirty sex talk!  (pensei eu, que tenho uma mente suja)

 

Notas:

 

1 - Por "eu portar-me bem" deve entender-se eu não o chatear e/ou ralhar por causa da roupa que eventualmente tenha deixado espalhada pela casa, ou qualquer coisa desse género. O que quer dizer que, nos homens, as vivências do dia, por exemplo, também podem funcionar ou como preliminares ou como inibidores do desejo. Futuramente, tentarei ter isto em conta quando for do meu interesse colocá-lo "in the mood". 

 

2 - Releva desta conversa, a perceção de que a atividade sexual (na expetativa de que fosse isso a que se referia, claro!) pode ser um bom exercício físico, uma boa forma de queimar calorias, em substituição da caminhada. Nos dias de chuva e frio, então, é o substituto ideal.

 

3 - O sentido que fica no ar do "prémio por bom comportamento" ou "prémio de consolação" leva-me a concluir que, por vezes, vale a pena fazer o papel do coitadinho, nem que seja com um discurso baseado em suposições sobre o que aconteceria se... Jogos mentais é comigo!  

 

Talvez mais logo conte as cenas do capítulo que se seguiu... 

 

 

Domingo na bola ("Alservando..." # 2)

No domingo, a seguir ao almoço, decidimos ir ver o jogo do Benfica com o Nacional. Todos os anos vamos ver pelo menos um jogo do glorioso. E aí vai a gente, toda lampeira, quase em cima da hora e sem saber se haveria bilhetes disponíveis nas bilheteiras. Bem, sabíamos que na "candonga", às portas do estádio, costuma haver...

 

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Apanhámos algum trânsito ali ao pé deste grandioso edifício que podem ver na imagem acima. Afinal, a malta não vai a Lisboa só para ver o Benfica, que isso é para os adeptos fanáticos. Com o trânsito no "para arranca" ainda deu tempo para tirar uma fotografia a este outro grande edifício. Não se vê muito bem, porque está um bocado tapado pelo prédio aqui em frente, mas digam lá se o edifício... da NOS não é bonito! 

 

E lá chegámos a tempo ao estádio da luz. Afinal havia bilhetes nas bilheteiras. E conseguimos sair vivos das investidas dos vendedores de autocolantes e cachecóis. Uma senhora espetou-me um autocolante ao peito e pediu-me uma moeda, ao que eu respondi que não lhe tinha pedido autocolante nenhum. Arrancou-me aquilo com uma gáspea que só visto! Fiquei também a saber que a frase "A culpa é do Benfica" já domina os cachecóis à venda a 5€. Ser tricampeão aparentemente já não chega para os cachecóis... 

 

Lá dentro, durante o jogo, nada de novo: um público que vai para ali aliviar a tensão acumulada, com "foda-ses" e "cabrões" e "filhos da puta" e assobios sempre que há alguma decisão do árbitro contra o Benfica. Passei o jogo a levar com os impropérios e o fumo do tabaco de um indivíduo mesmo à minha frente. Ao lado dele, uma senhora também muito fumadora que só sabia dizer numa voz esganiçada muito provavelmente aquilo que ela conhece do futebol, que é que se chuta uma bola. Sempre que um jogador do Benfica tinha a bola, "chuta chuta chuta" e "aiiiii" e "iiihhhh" e "ohhhh", e levantava o braço numa espécie de saudação nazi sempre que em uníssono se ouvia "Benfiiiiica". 

 

Ó ali em baixo um dos cigarros assassinos! A voz assassina da mulher está mesmo ao lado, mas é baixinha, não se vê. A mulher, claro! A voz era outra estória... Ainda hoje ecoa nos meus ouvidos. 

 

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Isto para dizer que cada vez me convenço mais que a maior parte das pessoas não vai ao futebol pela beleza do desporto em si, mas sim para obter um conforto de ver a sua equipa ganhar. E se não ganhar, pelo menos é uma forma de descarregar o stress. Parece uma batalha campal. Uma arena romana, onde lá em baixo lutavam os gladiadores e o povo assobiava e apontava a mão fechada com o polegar para baixo de vez em quando ao coitado do árbitro, como se fazia quando se desejava a morte do gladiador derrotado, em pleno império romano.

 

Eu aprendi a gostar de futebol vendo os jogos do meu filho ao fim-de-semana, desde os seus seis anos. Aliás, desde pequena convivi com futebol porque o meu pai levava-me à bola ao domingo, de vez em quando. Mas não gosto nada destas coisas que dominam o futebol. Quanto ao Benfica, ganhou por 3-0, como sabemos, e voltou a liderar a tabela. Vamos lá ver se se aguenta lá até ao final do campeonato. Espero que sim. Mas não sonho com isso de noite...

 

 

 

 

Só eu é que vou bem!

Vamos cá ver uma coisa! Eu até sei dançar. Não sou nenhum pé de chumbo. Tenho "groove", acho que tenho jeito para interpretar a música e traduzi-la em movimentos. E adoro dançar! Adoro mesmo! Maaas, digamos que gosto de estilo livre. Nada de me quererem guiar os passos, que aí é só calos a levar pisadas. Eu é que sei para onde é que quero ir, se faço assim, se faço assado. Porque, para mim, a dança é uma interpretação pessoal da música e só assim sei usufruir dela. 

 

Além disso, há a razão mais prosaica, que é o facto de eu ter uma péssima orientação e sincronização. Por isso é que não frequento aulas de aeróbica ou zumba, a moda mais recente. Porque seria mais ou menos como aquele soldado na formatura do juramento de bandeira na tropa, cujos pais, a assistir, comentaram: "Mê rico menino. Só ele é que tem o passo acertado. Só ele é que vai bem!". Assim sou eu. Só eu é que vou bem. Os outros vão para a direita, eu vou para a esquerda e quase todos os movimentos eu executo com uns segundos de atraso em relação ao grupo. Sinto como se fosse preciso ser bruxo, adivinhando e antecipando o movimento que se segue, para acertar o passo com o grupo. E como eu de adivinhação não percebo, não vou lá. Além disso, atrapalha-me ainda mais o facto de estarmos virados para um espelho que reflete uma dezena ou duas de pessoas a esbracejar direita esquerda, esquerda direita, braços para ali, braços para acolá...

 

A única vez que frequentei uma atividade de dança guiada foram aulas de aeróbica há muitos anos. Durou um mês. Por um lado, lá está!, porque não acertava os passos ou era um esforço terrível para conseguir acertar e sentia-me mal por isso. Por outro lado, o objetivo era emagrecer e, nesse mês, consegui... adivinhem... engordar, pois claro. Aquilo dava fome, man

 

E porque é que eu me lembrei disto agora? Por causa deste vídeo que encontrei. Se não conseguiram visualizar acima a imagem que tentei descrever, cá está o que é! Ó pra mim ali do lado esquerdo. 

 

 

 

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