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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Afinal, falar com os filhos sobre sexo não é um bicho de sete cabeças!

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Jesus - Maria - José, que, ontem, a tão temida conversa mãe-filho aconteceu. E, pasmem-se, eu saí dela viva! E aliviada!

 

O meu filho caçula de 14 anos chamou-me ao seu quarto, à noite, e pediu-me para fechar a porta atrás de mim. Sempre teve esta tendência para, quando se trata de assuntos importantes e/ou sigilosos, escolher-me a mim para, dentro de quatro paredes, ser a sua confidente.

Eu já a imaginar o que estaria para vir. 

Abriu as hostilidades queixando-se de que eu nunca falava com ele sobre alguns assuntos.

Mas sobre o quê, por exemplo?

Começou, a medo, por falar da depilação.

Depilação? Mau Maria! Eu já a pensar que ele queria rapar os pêlos das pernas e delinear as sobrancelhas e todas essas merdas que os metrossexuais fazem. Gelei! Cá para mim, homem que é homem, não pode ter o corpo mais suave do que o de um bebé.

Não era isso, felizmente. Só fiquei a saber que já tira um ou outro pêlo entre as sobrancelhas para não lhe chamarem monocelha. Meu rico filho! É tão lindo! Qual monocelha, qual quê?

A introdução da depilação serviu só de rastilho para "o assunto". Queria que eu falasse com ele sobre sexo, pois claro. 

E conversámos. Por iniciativa dele, conversámos. Tivémos a conversa que eu sempre planeei que fosse o M a fazer. Mas foi comigo que o meu filho quis ter esta conversa e eu fiquei tão feliz com a confiança  que ele depositou em mim! Tão feliz!

Conversámos com uma naturalidade que eu não imaginei que fosse capaz de ter. Não interessa entrar em pormenores sobre o teor da nossa conversa, só dizer que foi natural e sem vergonha e tabus, entre uma mãe e o filho de 14 anos. Envolveu inclusive a curiosidade dele em relação à minha história com o pai, manifestações físicas da puberdade, entre outras dúvidas que tinha. 

E depois desta conversa sinto como se tivesse atingido um novo patamar na nossa relação de mãe e filho, todo um novo nível de intimidade e confiança. E sinto um orgulho tão grande! O meu menino está a crescer, a despertar para essa faceta importante da vida que é o sexo, mas neste como noutros assuntos, ainda é a mim que recorre para o guiar no caminho. 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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