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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Cheirinho de mar…

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Já há bastante tempo que queria dar um saltinho ao mar. Tenho insistido, sem sucesso, nesse programa de fim-de-semana. O problema é que a cara-metade cá de casa só concebe ir à praia se puder entrar no mar para uns valentes mergulhos. Ora, no inverno é difícil…

 

Mas eu cá gosto do mar no inverno. Arrisco-me a dizer que gosto mais do que no verão. Para mim a praia seria verdadeiramente o refúgio ideal para descansar nas férias de verão, não fosse a confusão de gente, de trânsito, de filas, que me aumentam os níveis de stress já por si elevados depois de um ano de trabalho. É complicado, porque eu adoro o verão e adoro a praia. Só queria era que os outros não gostassem…

 

Enfim, este fim-de-semana lá fomos ver o mar. Foi ontem, sábado, lá para os lados do pinhal mandado plantar pelo rei lavrador. Estava um dia agradável, soalheiro, uma temperatura amena. Corria uma brisa relativamente suave para esta altura do ano, mas que cortava o ar e desalinhava os cabelos, prejudicando as fotos da praxe. Mesmo assim, foi possível à primogénita dar um ar de sua graça na arte da fotogenia. O mar, esse, sempre majestoso e respeitável, apresentava-se neste dia calmo e quase convidativo. Dividimos a praia só com as gaivotas que, vaidosas, se passeavam nos seus domínios desenhando um rasto de pegadas na areia lisa e húmida da mais recente investida do mar. Ao longe, um cão e o seu dono brincavam e treinavam habilidades que mais tarde repetiriam certamente às crianças lá de casa ou lá da rua. Onde as ondas chegaram na última maré alta, viam-se despojos que o mar não quis: pequenos pedaços de madeiras e outros fragmentos de algas e conchas que fizeram as delicias do caçula que, com uma cana na mão, brincou qual D. Quixote imaginando outros mundos de aventuras em que ele era certamente um herói bravo e destemido.

 

Nada de toalhas, corpos estendidos, farnéis, lixo com mão humana, corta-ventos e chapéus-de-sol. Nada que impedisse a nossa comunhão com a paisagem, e a visão do céu, da areia, do mar.  Só nós! Nós e o cheirinho de mar…

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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