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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

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Habemus Papam!

 

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Gosto deste Papa. Um Papa que chama os bois pelos nomes, que não cede a hipocrisias. Um Papa que me parece estar a tentar credibilizar a própria Igreja, a renová-la e aproximá-la das reais preocupações dos povos, nomeadamente dos pobres e desfavorecidos. Uma espécie de regresso às origens, àquilo que a Igreja tem na sua génese defender e nem sempre tem defendido.

 

Ontem o Papa deixou mais uma vez a sua marca, ao criticar a hipocrisia de muitos que se dizem católicos mas que na sua vida e na sua relação com os outros e com o dinheiro não praticam os mandamentos do cristianismo.  Fala em exploradores, empresários que não dão salários dignos aos empregados, pessoas que têm negócios sujos e se aproveitam dos outros.

 

Eu cá lembrei-me também dos ratos de sacristia que a mim me "dão nos nervos", porque por norma são maus como as cobras. Conheço alguns. Pensam que são santos por frequentarem a Igreja, assistirem à missa e confessarem-se. Até assumem um certo ascendente moral em relação ao comum dos mortais, pecadores, como eu. E depois são tão, mas tão, mauzinhos para as outras pessoas. Tantas carapuças devem ter assentado como uma luva, ontem... 

 

Partilho então a notícia que encontrei aqui (e a foto também é daí, já agora):

 

"O papa Francisco criticou esta quinta-feira "a vida dupla" de algumas pessoas que se dizem "muito católicas", mas depois fazem "negócios sujos" e "aproveitam-se das pessoas".

"O que é um escândalo? É dizer uma coisa e fazer outra, é a vida dupla. 'Eu sou muito católico, vou sempre à missa, pertenço a esta ou à outra associação, mas a minha vida não é cristã, não pago com justiça aos meus empregados, aproveito-me das pessoas, faço negócios sujos'", criticou o papa, durante a missa da manhã na sua residência de Casa Santa Marta.

Francisco disse, citado pela Radio Vaticana, que "muitos católicos são assim" e que, por isso mesmo, causam "escândalo".

"Quantas vezes ouvimos, todos nós, no nosso bairro e noutras partes, 'para ser um católico como esse, era melhor ser ateu'? É esse o escândalo. Destrói-nos, deita-nos por terra", lamentou.

Francisco deu como exemplo o caso de um empresário católico que estava de férias numa praia do Médio Oriente enquanto os trabalhadores da sua companhia, quase falida, ameaçavam fazer uma "greve justa" porque não recebiam os salários.

O papa recordou que isto acontece "todos os dias" e que, para nos darmos conta disso, "basta ver o telejornal ou ler os jornais"."

 

 

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