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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Perigosamente correta... Essa sou eu!

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É mesmo isto que me define na perfeição, muito especialmente aqui, enquanto "blogger" (ou uma espécie de...), mas também na minha vida diária. Aliás, ter iniciado este blog em janeiro deste ano foi exatamente para encontrar uma forma de desbobinar o que me vai na alma. Senti essa necessidade. Mas estarei a fazê-lo? 

 

Sou uma pessoa que pensa demais em tudo e com tendência para me fixar nos aspetos negativos da vida. Não consigo dar a volta a isso. Escrever sobre o que me vai acontecendo seria uma terapia, a receita mágica para descarregar pensamentos e reflexões que tenho dificuldade de partilhar nas relações interpessoais. Sim, porque há aspetos da minha vida que nem ao M. gosto de contar. Mas que fique bem claro que temos uma ótima relação, e ao fim de 25 anos ainda nos amamos muito. Já não é um amor tão sôfrego, digamos, mas é um amor sólido. Só não gosto é de me "despir" em frente a ninguém, nem mesmo do amor da minha vida. Ele ainda nem sabe que criei este blog... Se calhar devia contar-lhe... Tenho andado para fazer isso, mas tem-me faltado a coragem...

 

Bem... sou assim, fechada acerca dos meus traumas, das minhas ralações e tristezas. Nada a fazer. Além disso, como sou muito observadora, perspicaz e me apercebo de tudo em meu redor (mesmo o que não é dito, os silêncios, os olhares, os gestos, as entrelinhas), tenho esta mania de achar que os outros também teriam obrigação de perceber em mim quando preciso de colo, de um abraço, de carinho. Por outro lado ainda, a minha capa de mulher forte, que efetivamente sou, cria em mim uma aura de quem nunca precisa desse carinho, dessa atenção. Mas preciso, como de pão para a boca. Sou muito carente por trás dessa capa de força e valentia de mulher guerreira.

 

Bem, mas a que respeito isto tudo hoje? É que dei por mim a pensar que o objetivo primeiro deste blog não está a ser cumprido. Tenho esta dificuldade em falar abertamente do que me vai na alma, pelo menos no que diz respeito a determinados assuntos mais íntimos. Ou seja, percebo que eu própria é que me auto-censuro. Mesmo aqui, em que não mostro a face. Até nos artigos de opinião que escrevo para um jornal, estou sempre a medir as palavras com receio das reações, do que os leitores possam pensar. Raios! Mas porque é que eu, com 40 anos a caminho dos 50, ainda me preocupo com o que os outros vão dizer? Esta insegurança dá cabo de mim.

 

E só para contrariar isso, "pespego" aqui hoje uma imagem com um valente palavrão à moda do meu norte! Que se f#*& (com todo o respeito por eventuais leitores apanhados desprevenidos...)! Eu até sou das que acredita que as pessoas que dizem um palavrão de vez em quando são mais confiáveis, honestas e sinceras! Tenho dito!

 

Pronto, já estou mais aliviada! 

 

 

 

 

 

 

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DIREITOS DE AUTOR (Decreto-Lei n.º 63/85 com as posteriores alterações)

Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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