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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Que cena surreal me haveria de acontecer!

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 (Era assim que devia ter sido o diálogo, mas infelizmente foi como relato no post abaixo)

 

Estou de boca aberta!  A blogosfera a imitar o mundo real... Espetáculo! 

 

Uma pessoa cria empatia com determinada pessoa e até tem por ela alguma consideração e estima, mesmo não a conhecendo pessoalmente. Vai daí, a pessoa, à mínima coisa, remove-se de nossa seguidora, que é a mesma coisa que, em linguagem não blogueira, nos bater com a porta na cara. Resta-me perceber porquê. Seria qualquer coisa que eu disse? Eu nunca ofendi por aqui ninguém, muito menos essa pessoa. Dali é que eu não esperava isto! Que cena! 

 

Bem, vejamos: ou a pessoa é púdica e se indignou com a minha brincadeira sobre sexo ou então, aposto, apesar de se dizer defensora da democracia, não aceita o pluralismo democrático e afinal, ao contrário do que diz defender, não acredita num sistema em que se possa livremente partilhar uma opinião devidamente fundamentada sobre determinado assunto.

 

Para mim, democracia exige diálogo, e para haver diálogo tem que haver maturidade e uso de argumentações lógico-racionais. Confronto de ideias é salutar. Não pode é ser confundido com confronto pessoal, que é o que me parece ter acontecido aqui. Como é que alguém que defende a democracia não concebe o diálogo desta forma?

 

Bem, dei voltas à cabeça e parece que a culpa foi do Fidel.  Isto porque eu tive a infelicidade de ensinar relembrar factos históricos, querendo provar (mas mesmo muito pela rama!) que os episódios históricos estão enquadrados em determinado contexto, que nada é linear, que a história não é só branca ou só preta. Pronto, já sou uma extremista de esquerda e anti-democrata defensora de déspotas. Ora, eu até disse que o Fidel, sendo um ditador, não pode no entanto ser comparado a um Hitler ou a um Staline! Nunca, em momento algum, defendi as ditaduras, nem de direita nem de esquerda, como se pode ver quando coloquei Staline e Hitler num patamar diferente do de Fidel. O problema é que parti do princípio de que a interlocutora perceberia o meu ponto de vista porque saberia quem foi Staline, já que assumidamente não sabia bem quem foi Fidel, assim como não conhecia minimamente a história do povo cubano e do grande bordel que era Cuba antes da revolução, dominada pelos americanos. 

 

Mais uma vez a natureza humana me surpreendeu e o confronto com esse facto magoou-me um bocado. Que cena marada! Pensei que aqui poderia conversar civilizadamente, mas pelos vistos há quem não aceite um resquício que seja de questionamento às próprias ideias defendidas com fraca sustentação e argumentação pueril. 

 

Querem um conselho? Não pretendam ter um diálogo de adultos por aqui opinando sobre temas relacionados com política e visão do mundo porque poderão cair numa cena surreal como eu caí, em que a pessoa grande defensora da democracia não sabe ouvir uma opinião contrária (ou até só complementar) à sua (ironia no seu melhor!) e, à falta de argumentos, "bloqueia-vos". Afinal quem é a grande democrata? Quem é a radical e quem é a moderada? Como costumo dizer: o que vale é que eu tenho uma autoestima elevadíssima, senão ficaria deprimida... 

 

Não voltarei a este registo (desculpem-me, que vocês não merecem isto! ) nem a falar neste assunto, que não vale a pena. Mas tinha que fazer o contraditório de uma cena que parece saída de um filme italiano. Desculpem. Se soubesse das repercussões de simples comentários, não teria comentado nada, para evitar isto. Mas como é que eu ia adivinhar que aquele post não aceitava comentários? Não sou bruxa! Como eu gosto dos vossos comentários pendam eles para que lado penderem, desde que não sejam ofensivos, pensei que poderia enriquecer aquela discussão com um comentário meu. Estava errada, pelos vistos.

 

Pensando bem, era tão melhor eu estar hoje aqui a escrever sobre sexo outra vez... Sempre provou ser um assunto um bocadinho mais consensual... E convenhamos, é muito mais interessante. 

 

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

Era para ficar por aquilo que escrevi acima. Mas já vi que tenho vindo a ser descrita pela tal pessoa como tendo sido muito inconveniente nos comentários que fiz (aliás, não fui só eu a atacada!), causadora de todas as desgraças, e como tal, copiei para aqui aquilo que eu comentei e que tanta celeuma levantou. Tanto mais havia para dizer, mas isto foi ipsis verbis, o que escrevi à pressa (3 comentários, que para mim faziam parte de uma conversa cordial), entre comentários do outro lado esses sim algo exasperados. 

 

Maria Mocha  26.11.2016  21:17

Sim, passam-se lá necessidades em larga medida por causa dos EUA. 
Fidel foi um revolucionário que retirou Cuba da ditadura e sempre teve o o apoio do seu povo. Naquilo que dependia dos cubanos, cuba está na vanguarda: veja-se a saúde. O que prejudicou Cuba foi o boicote americano. Portugal, por exemplo, sempre teve relações amigáveis com Cuba. Agora a História é muitas vezes reescrita, ai isso é. E as televisões têm grande culpa nisso.
Morreu um revolucionário que lutou pela libertação do seu país e que o liderou em circunstâncias muito difíceis. 

 (...)

Maria Mocha  26.11.2016  23:24

Não te quero convencer de nada, Cátia. Só lembrar que a História é uma mas há sempre mais do que uma visão da mesma, apesar de passar na TV quase exclusivamente uma delas. Se um dia tiveres curiosidade, pesquisa sobre este assunto. Há documentários muito interessantes, que também fazem a ligação ao Che Guevara, claro. 
Beijinhos.

 (...)

Maria Mocha  27.11.2016  11:25

Há ditadores e ditadores... A explicação para os acontecimentos históricos não pode ser linear. Não foi nenhum Hitler ou Staline, convenhamos. Até o papa lhe reconhece a figura importante que foi. Libertou o seu país do jugo americano. A história não pode ser apagada. É só isto. De resto, cada um tem direito à sua opinião. 
Beijinhos e bom domingo.

 

Digam-me de vossa justiça. Ofendi alguém? Não publicarei comentários a este post se não quiserem, mas elucidem-me por favor. O que foi isto afinal? Tenho lá culpa que a pessoa esteja farta do seu blog e do nome dele e que lhe corrijam erros de Português! Agora tenho que pagar por a vida correr mal aos outros, qual bode expiatório dos problemas alheios? Olha agora!...

 

82 comentários

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