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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Se é para fazer greve, que seja à comida!

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O título podia também ser "Quando eu desnorteio" ou "Quando mando a autocensura às favas", mas fica assim. Hoje escrevo sobre sexo. Poucochinho, é verdade, que neste assunto temos que ir devagar, apalpar o terreno. Acho que é a minha primeira incursão neste assunto, mas prometi a uns vizinhos aqui do Sapo que tentaria quebrar barreiras nesta matéria e cá estou eu, ainda que muito cautelosamente.

 

De qualquer maneira, espero que, em pleno século XXI, ninguém se choque ou indigne com a abordagem ao tema. É que neste século supostamente em que se caminha cada vez mais para a igualdade de géneros my ass, aos homens tudo é permitido, mas às mulheres ainda não é tanto assim, muitas vezes mesmo entre pessoas esclarecidas. Mais! Muitas vezes são as próprias mulheres que se sentem vexadas de outras falarem abertamente sobre o tema. E cá para mim, o sexo tem que ser assunto de conversa, sem tabus, de forma tão ou mais natural que o futebol, o emprego, a maternidade ou outro assunto qualquer. É do melhor e mais visceral e inato que temos, por isso porquê ter vergonha? Mas o que é certo é que, principalmente entre mulheres, ela muitas vezes existe. Eu tento afastar-me disso mas assumo-me, neste âmbito, ainda muito curvada às convenções sociais de género.

 

Vamos lá então.

 

Como hei de dizer isto? Digamos que me faz espécie a artimanha feminina da greve ao sexo...  Já para não falar da célebre desculpa da dor de cabeça, sempre me fez alguma confusão aquelas mulheres que, quando querem marcar um ponto de vista ou estão amuadas com as suas caras-metade, acenam aos namorados ou maridos com a greve ao sexo. O que é que isso quer dizer? Que o sexo é um sacrifício e obrigação para estas mulheres? Para mim, só isso explica a opção. Sim, porque não é suposto os efeitos da penalização a impor a alguém serem partilhados por quem penaliza, certo?  E se efetivamente o sexo é um sacrifício, há um problema a resolver a dois, certo? Pois... E aqui reside o busílis da questão. Parece-me ainda haver demasiado pudor nesta matéria, o que leva a falta de diálogo em muitos casais e consequente má fruição da sexualidade a dois. 

 

E como post que se preze, também tenho dica. (E também é agora que desnorteio. )

 

Cá em casa opto por castigar na cozinha. O M tem medo é que eu faça greve aos meus cozinhados maravilhosos, perdoem-me a imodéstia. Ele já sabe que quando alguma coisa corre mal, enfrenta o sério risco de ficar sem comer (e aqui é mesmo no sentido literal! ). Cozinhar é coisa que ele não sabe fazer, por isso depende cá de mim. Tenho-o na mão, essa é que é essa! E enquanto ele der mostras de que não é só por isso que se mantém ao meu lado (ou seja, que eu não sou só a sua sopeira!), tá-se bem. Por outras palavras: enquanto não for ele a fazer como aquelas mulheres de que falava no início. Enquanto não for ele a queixar-se de enxaquecas, vá, para ser mais clara. 

 

E por hoje é isto. Fica o meu abalizado conselho.

 

Sisters, lembrem-se: vão por mim! Este castigo de não cozinhar é que sim, merece a pena. Até calha sempre bem uma dietazinha, não é? À comida, claro está... E além disso, como diz o provérbio que eu acabei de inventar, "Mulher satisfeita aguenta muita fome".

 

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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