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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Não é um "adeus"!

É só um "até já"... pelo menos por agora é nisto em que acredito. 

 

Circula por aí um pensamento, daqueles profundos a puxar para o meloso, que os verdadeiros amigos aceitam as ausências uns dos outros. Mesmo sem contacto durante um período prolongado de tempo, amigos serão sempre amigos. Suponho que seja verdade. 

 

Criei uma grande empatia com muitos de vós e acho que é um sentimento recíproco. À nossa maneira, à maneira virtual, somos amigos. E como amigos que somos, espero que aceitem o meu silêncio. Está tudo bem comigo e a ausência, infelizmente, não tem a ver com férias. Essas ainda não começaram. Falta pouco...

 

Quando eu fazia um esforço para aqui "picar o ponto" e me queixava da falta de disponibilidade e tempo, não era da boca para fora. Agora aceitei que não consigo mesmo. Teve que ser. Como não disponho das condições ideais para estar presente na blogosfera cumprindo aquilo que considero os mínimos  (que envolveria publicar e seguir os outros blogs com maior assiduidade), tenho vindo a desmotivar.  Não são vocês. Sou eu.  Não são vocês, sou eu???    

 

Bem, um dia destes a malta vê-se. Não é um "adeus"!

 

 

Segurem-me!... Ou será... ajudem-me?!...

 

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Segurem-me, que eu ando com uma vontade incontrolável de dizer umas verdades, colocar tudo em pratos limpos, pôr uns pontos nos "is", até armar um barraco ou rodar a baiana, se for preciso.

 

Mais um dia pela frente para lidar com uma "paz podre" que está instalada lá no estaminé. "Tens que ser forte! Não te deixes ir abaixo". Pois... Sou forte há demasiado tempo. E por isso é que ninguém à minha volta me vê como eu sou, com todas as minhas fragilidades, para lá da capa de força que ostento. Às vezes sinto que não tenho verdadeiros amigos. As pessoas apenas têm interesses, querem aquilo que eu lhes posso dar. E a algumas dou muito! Até lugares ao sol, vejam lá! Mas pelo menos respeitassem-me por isso e fossem leais. Acho que não seria pedir muito...

 

Definitivamente, vou ter que esclarecer alguns pontos, limar algumas arestas, mexer com a ordem instalada. Vou ter que reunir as pessoas, ser frontal e definir regras e procedimentos, mantendo a calma e a cabeça fria para fazer tudo de forma civilizada, com o mínimo de prejuízo para a paz social. Depois de uma discussão que aconteceu ontem (a pessoa ficou totalmente alterada só porque eu, que sou quem dirige o estaminé - vejam bem a audácia e desfaçatez da minha pessoa!, pedi educadamente - juro que foi educadamente - que não voltasse a decidir sobre assuntos importantes com outra pessoa como se eu não estivesse lá, quando eu estou lá), não há mesmo forma de dar a volta sem uma "dispensa" na minha equipa. Ou ela ou eu. Aliás, a pessoa se tivesse vergonha, depois do que me disse a mim que a escolhi para minha colaboradora, pediria para sair das funções que está a desempenhar. Pelo que afirmou, penso que não está satisfeita. E se não está bem, só tem que mudar-se. É claro que a pessoa acha que tem toda a razão do mundo e que não me deve um agradecimento sequer. São assim as pessoas... É assim a vida... 

 

Tenho que acabar com algumas rotinas instaladas e alguns vícios. Tenho que registar tudo o que pretendo mudar, que a minha cabeça já teve dias melhores. Tenho que começar a tirar notas do que me vou lembrando. Este fim-de-semana tem que servir para pôr a cabeça em ordem no que diz respeito a estas questões. É vital definir a linha de atuação daqui para a frente, até por uma questão da minha saúde mental. Já vi que ali não há amizades. Trabalho é trabalho e até sou eu que tenho a faca e o queijo na mão, por isso... temos pena! 

 

Não sei se já perceberam, mas vocês, seguidores, são muitas vezes os meus confidentes mais próximos. Fez-me bem, este desabafo. Obrigada a quem ler e conseguir sentir alguma empatia comigo neste assunto. Contei ao M e ele apoia-me, mas também anda assoberbado demais, tal como eu ou pior. Mal temos tempo para trocar meia dúzia de palavras. Podem crer que é mesmo assim cá em casa. Há fases em que o trabalho rouba demasiado espaço à vida familiar. Os nossos filhos, agora de férias escolares, andam mais ou menos em auto-gestão. Ao "deus-dará", basicamente. Felizmente acho que posso confiar neles. Acho... 

 

E é isto... Ando a fixar-me demasiado no EU, EU, EU!... Isto ainda descamba numa depressão, se é que não caminha já para lá... Ou talvez sejam carências... Ou é o facto de eu ser muito observadora e aperceber-me de todas as facadinhas que me vão dando. Gostava de ser mais "panhonha". Mas não sou e agora enchi! Preciso de férias... Mas ainda falta tanto... 

 

 

Boas "vibes"!

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Já perceberam certamente que gosto de partilhar aqui com os meus caríssimos amigos que têm a pachorra de acompanhar os meus dias, episódios que têm ou tiveram em algum momento significado para mim.

 

Pois bem. É nesse sentido que que quero que saibam que hoje, lá mais para o fim do dia, vou estar sob grande pressão. Vou passar por uma etapa importante nas minhas funções profissionais, uma espécie de prestação de contas perante peixe graúdo. Terei que convencer uma comissão da qualidade do meu trabalho, da eficácia da minha liderança e dos resultados obtidos. Pronto, basicamente é isso. 

 

E sabem porque é que algo me impele a contar-vos estas miudezas da minha vida que, à partida, pouco ou nada vos interessariam? Hã? Eu digo! Porque sinto cá dentro do meu peito um conforto enorme em partilhar convosco. Sinto que também são da minha tribo e fazem uma corrente enorme de boas vibes para que tudo me corra bem. Sinto genuinamente isso, a sério! Da mesma forma que eu, que sou pessoa de afetos (uma lamechas, vá!), vos desejo tudo de bom nas vossas vidas. Mesmo! 

 

Voltemos à vaca fria que tenho hoje. Acho que vai correr bem. A minha colega e amiga M até me deu um conselho. Disse qualquer coisa como isto:

 

"Em relação a isso, não tenhas problemas porque o teu QI e a tua oratória estão muito acima das deles. Só tens que manter a calma e responder com respostas claras porque senão eles não entendem." 

 

É isto! Gostei especialmente da parte de ter que falar em português a puxar para o básico, para que me entendam. Se é só isso que é preciso, acho que me safo, apesar da minha alegada capacidade de oratória e QI superiores aos do peixe graúdo... Isto é que é confiança de amiga! Lá está! Boas vibes!

 

 

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DIREITOS DE AUTOR (Decreto-Lei n.º 63/85 com as posteriores alterações)

Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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