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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Em jeito de balanço...

 

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Eu sei que tenho andado um bocado desaparecida. Para além do post diário a que me obrigo, não me põem a vista em cima. Tenho tido a vida a mil, acreditem. O meu trabalho é mesmo assim. Há alturas em que não consigo mesmo conciliar. À noite, que é quando habitualmente escrevo qualquer baboseira com a qual vos presenteio no dia seguinte (grande amiga esta!) , tenho tido só tempo disso (para que não se esqueçam de mim) e de deitar para dormir. Estou estafada! E, convenhamos, o calor que se tem feito sentir também me tem deixado um bocado prostrada. No domingo ainda tive um tempito livre mas, com as notícias do incêndio de Pedrógão Grande, não consegui escrever nada de jeito e fiquei sem vontade de interagir com quem quer que fosse. Fiquei triste, deprimida e passei o dia com a lágrima fácil. 

 

Do trabalho e das ralações que tenho tido não vou falar. Mas enfim, pelo menos hoje dou-vos conta de algumas conquistas dos últimos dias. Anotem aí!

 

  • Em termos profissionais, estou de parabéns, depois de um processo trabalhoso. Foi renovada a confiança no meu trabalho, apesar de algumas jogadas sujas que pretenderam me prejudicar mas sairam furadas. Moral da estória: não é muito fácil fazer-me mal. Sou valiosa demais para que essas pessoas consigam fazer o seu caminho. Bem, e quer isso dizer que me vou manter na liderança da gestão do estaminé nos próximos anos. Espero é ter saúde e energia para cumprir com brio as minhas funções. 

 

  • Em termos familiares, apesar de ter sido um ano difícil como mãe (não tive a disponibilidade desejável para acompanhar os meus filhos no estudo e a resistência em estudar, principalmente dele, foi uma constante), os meus rebentos terminaram com bastante sucesso o ano letivo. Bem, ela é novamente Quadro de Excelência no 10º ano e ele ainda vai fazer os exames de 9º ano, mas penso que não haverá surpresas. Ah, e foi deputado nacional em representação do distrito no Parlamento dos Jovens e, pára tudo!, foi eleito Mister no Baile de Finalistas. É liiiiiiiiindo, o meu rapaz! 

 

E pronto, hoje é este o post possível. Sobre os aspetos tristes da minha existência não escrevo hoje. Outro dia. Hoje não.

 

 

 

A Mocha engraçadinha!

 

Quando estou quase, mas mesmo quase, completamente convencida que o Sapo nem sequer lê as minhas cenas, e quando menos espero, lá tenho direito a um destaque. Ainda bem que destaques não é a mesma coisa que sexo, senão andaria por aí a trepar pelas paredes... 

 

É agradável! Agradeço a lembrança e asseguro a todos os interessados que não me pus a jeito, não engraxei nem subornei o batráquio com promessas de mostrar as maminhas, nem dei pontapés na gramática para merecer tamanha honra.   

 

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Ainda sobre os "Termos de Pesquisa"...

 

 

 

 

 

... e desta vez com bolinha vermelha ali no canto superior direito, ó! 

 

Tinha outro texto para publicar hoje, mas valores mais altos se levantaram. Tenho mesmo que partilhar isto. Desculpem a insistência no assunto "Termos de pesquisa", mas não resisto. 

 

Achava eu que "Dourada ao sal" era estranho, né? Pois! Esqueçam lá isso, que eu ainda não tinha visto nada. Desta vez é que arrasou! Atentem nisto que alguém procurou aqui ontem (mandado pelo sr. Google, que anda certamente com os circuitos todos marados, que é muita informação e tal...):

 

  1. fodas na terceira idade - 1

 

Sim, juro! Aqui, neste espaço que é praticamente um convento! 

 

AHAHAHAHAHAHAHAH!!!!

 

E depois pensei: "Alto lá! Que eu possa por aqui falar de fodas, vá que não vá! Agora de terceira idade ainda não me identifico mesmo nada!" Para ser mais clara, sr. Google que manda para aqui pessoas que pesquisam coisas que não têm nada a ver comigo: vá mas é chamar velha à sua tia, tá?

 

Agora a sério. Lamento, caro visitante, mas não sei mesmo nada sobre fodas na terceira idade. Mas espero vir a saber! Entretanto, desculpe lá qualquer coisinha... 

 

AHAHAHAHAHAHAH!!!

 

 

A que propósito procurar aqui "Dourada ao sal"?

Há coisas que me ultrapassam! Não é que interesse nem ao menino Jesus, mas uma delas é alguns termos de pesquisa utilizados por visitantes ao blog, que me aparecem ali nas Estatísticas de vez em quando. "Dourada ao sal"? A sério? Mas eu podia jurar que nunca utilizei aqui essa expressão! Eu nunca sequer cozinhei assim a dourada! Porque é que o Google envia para aqui pessoas à procura de "Dourada ao sal"?

 

Só por causa das coisas, para que mais ninguém tenha as expetativas goradas ao vir cá à procura de "dourada ao sal", deixo hoje pelo menos uma imagem (que, por acaso, encontrei aqui no Sapo).

 

Pois é! À conta disto, sou eu que corro atrás do prejuízo... E ainda serviu para me lembrar que andamos a comer pouco peixe cá em casa... Hoje ao jantar tenho que fazer um peixinho. 

 

E pronto. É isto!

 

Já agora, o que é que se passa hoje com as estatísticas, que estão a zeros??? 

 

 

 

Maria Mocha no mundo... e o céu é o limite!

 

Pois é, gente. Estou nos quatro cantos do mundo! Três continentes já cá cantam! 

 

Just kidding! 

 

O que é facto é que as novas informações das estatísticas do Sapo dizem-me que só falta ser lida nos polos, na Oceania e na Ásia. Essa é que é essa! 

 

Aproveito essa informação que o Sapo entendeu dar-nos (para mim, surpreendente) para agradecer o facto de continuar a ter visitas apesar de a atividade aqui deste cantinho do charco estar nas ruas da amargura nos últimos tempos. É verdade! Há uns dias que não deixo cá nada e mesmo assim há quem venha cá (não só de Portugal mas também do Brasil, Estados Unidos, Moçambique, entre outros) com a expetativa de encontrar novidades. Nem fazia ideia que era lida por esse mundo fora. Internacionalizei-me e nem sabia... LOL! Isso deixa-me muito lisonjeada. A sério!  E também sinto que tenho a obrigação de não desiludir a quem me dedica alguma atenção. Que responsabilidade! 

 

Achei extraordinário, a sério! Para mim, seria natural que houvesse uma debandada geral de leitores por eu estar pouco presente ultimamente. Mas não! Apenas perdi recentemente um subscritor que nem faço ideia de quem seja, nem me interessa saber. Não o/a recrimino e agradeço por se ter aguentado por cá o tempo que aguentou. Hoje em dia, eu não me recomendaria, de facto. Por isso, um abraço sincero (mesmo não lendo isto... ). 

 

Enfim, obrigada também ao Sapo pelas novidades. Acho que mais informação pode conduzir a mais motivação para produzir conteúdos. E, não sei como andam por aí, mas eu estou a precisar muito de motivação, como sabem. 

 

De facto, não sou mesmo blogger...

Este fim-de-semana, finalmente, vou descansar da vida atribulada dos últimos tempos. Estou na minha casinha no norte, pessoal! Tão bom! Estava tão ansiosa por isto... e tão necessitada de mudar de ares e deixar para trás as ralações do dia-a-dia. 

 

Vou, no essencial, tentar pôr a minha cabeça em ordem. E não só. Queria também pôr algumas leituras em dia, nomeadamente aqui na comunidade. Há tantos blogs que gosto de visitar e que, por falta de disponibilidade, ultimamente tenho visitado de forma intermitente. Eu sei que estou em falta. Gostaria de deixar o compromisso de este fim-de-semana aparecer por aí pelas casas da vizinhança... Mas sinto que me estou a afastar deste mundo. Talvez seja só necessidade de usufruir bem da minha terra. O fim-de-semana passa a correr... Na realidade, não sei. Apetece-me só contemplar as paisagens e ouvir os sons da natureza: as rãs aqui ao lado, os grilos, os passarinhos, a água da nascente a descer o monte,...

 

Não prometo, mas vou tentar aparecer por cá. Preciso de natureza e ar livre, sabem? Ainda por cima, tenho tanto trabalho de jardinagem para fazer no meu jardim e quintal... Bué de trabalho! E eu gosto tanto! De facto, nos tempos livres estou mais para jardineira do que blogger...

 

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Não dar a cara é cobardia?

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Demasiadas vezes me questiono se não deveria assumir aqui a minha identidade. Mas rapidamente penso: Para quê? O que é que isso interessa? Desta forma continuo a ser eu, se calhar muito mais eu. 

 

Na verdade, acho que sou mais genuína assim anónima. Na "vida real" fingimos demasiadas vezes e se me conhecessem a identidade, eu teria que fingir também aqui, usar a tal máscara de que nos falava Luigi Pirandello e cuja referência eu fiz aqui. Passaria a ser apenas uma sombra de mim. Certamente seria mais comedida e talvez escrevesse só sobre as tendências de moda da estação, ou partilharia receitas de culinária, ou outros assuntos desse tipo.

 

Como é que hei de pôr isto? Esta personagem funciona como um alter-ego de mim própria, liberta-me as amarras que arrasto durante os meus dias todos iguais de mulher que precisa manter uma imagem de seriedade.

 

Dou-vos um exemplo. No meio em que me insiro, e por força da minha atividade profissional e também da do M, sobretudo a do M, não seria nada conveniente que soubessem que falo de sexo à segunda-feira, ainda que de forma bastante soft. Tenho até um colega púdico que ficaria escandalizado! Percebem o dilema?

 

A palavra escrita tem muita força. As fotos de nós e das nossas vidas também. Na internet ainda mais. Podemos apagar mas, uma vez algo publicado, perdemos o controle sobre isso.

 

Chamem-me cobarde. Talvez seja o que sou, bem analisadas as coisas. 

 

 

Desmotivação

 

 

Continuo sem disponibilidade e, confesso, muito por via disso, cada vez mais desmotivada para participar desta comunidade. Não consegui sequer fazer a rubrica habitual da segunda-feira. Também não se perdeu grande coisa!  Nesse âmbito, presentemente falta-me inspiração em toda a linha, tal é o meu cansaço, se é que me faço entender... 

 

Tenho a impressão que a minha presença aqui está por um fio. Tenho pena pelas pessoas fantásticas que quase conheci. Quase, na medida em que aqui ninguém se conhece verdadeiramente. Tenho sido obrigada a investir mais na minha vida real porque verifiquei que tanto em termos familiares como profissionais essa necessidade manifesta-se cada vez mais incontornável. Não estava a conseguir conciliar tudo, vindo cá com aquela frequência que pratiquei nos últimos meses. Acho mesmo impossível que a família e o emprego não se ressintam com uma atividade tão assídua como a que eu tinha. E não é tanto o escrever. Isso faço em poucos minutos. É mais o acompanhar a comunidade, o comentar e responder aos comentários. Não consigo mesmo, lamento. Só se fizesse vida disto. Mas atenção! Tenho lido algumas coisas da comunidade, o que tenho podido. 

 

Vamos ver como este sentimento vai evoluindo... Abracinhos a todos! 

 

 

 

 

Pensando em voz alta...

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Haverá um tempo médio de atividade de uma espécie de blogger que desbobina práqui cenas mas que nunca aspirou fazer disto vida?

 

Leio referências ao cansaço incontornável que inevitavelmente se sente ao fim de algum tempo e volta e meia alguém que estamos habituados a ver por aqui desaparece sem deixar rasto. Também há os que se despedem, mas outros simplesmente evaporam-se. Alguns com pena minha. Alguns voltam. E saem novamente. Há algo de cíclico nisto...

 

Palavras de ordem: cansaço e incapacidade para conciliar as várias vertentes da vida, blogues incluídos (tanto a produção no meu como as devidas e justas visitas aos da comunidade). 

 

Posto isto, o que fazer e sentir quando nos parece que pode estar a chegar a nossa vez? É-se transparente, escreve-se brevemente sobre isso e adia-se o emergente esperando  que amanhã se veja o mundo com outros olhos. Afinal, tudo na vida é uma questão de perspetiva...

 

 

Obrigada!

Tenho andado com os minutos contados. Já devem ter percebido que ando mais ausente. Não consigo encontrar tempo para tudo aquilo que gostaria de fazer por aqui. Para além da vida familiar e doméstica e do trabalho, agora ainda me meti numa formação importante para o meu desempenho laboral que, para além das sessões presenciais, me tem roubado muito tempo em tarefas online. Ainda vai durar mais uns dias. No que eu me fui meter! 

 

Mas não venho aqui queixar-me da vida. Venho agradecer a vossa presença, apesar de eu não conseguir interagir tanto e não ter grande coisa para vos oferecer, já que este blog tem sobrevivido de posts escritos em cima do joelho e agendados. Acho que, apesar de virtuais e dentro das contingências normais, encontrei aqui verdadeiros amigos, daqueles que não viram costas à primeira "contrariedade".

 

Para além de tudo o resto, ontem foi ainda dia de ir ao ginecologista/senologista mostrar os exames de que vos falei aqui e aqui. Encontrei por lá pessoas que me acompanharam no processo oncológico e pelas quais tenho um carinho desmedido. Como sempre faço, abracei e beijei aquela que para mim foi enfermeira-cuidadora-amiga-psicóloga-conselheira-mãe. Existem autênticos anjos nos hospitais. Esta era um deles, com a sua presença e apoio que ia para além da sua função, numa fase tão difícil para mim e para todas as outras companheiras de luta. Fiquei a saber que também ela teve um carcinoma da mama no verão passado. Nunca compreenderei o sentido de justiça divina. Os anjos não deveriam passar por isso... 

 

Gostava de dar um abraço caloroso dos meus a cada um de vocês (porque é que as pessoas não se abraçam mais?). Já vos disse que gosto muito de abraços? E já vos disse que gosto muito de vocês? 

 

Obrigada! Tenham um fim-de-semana primaveril em todos os sentidos.

 

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(Imagem da net)

 

 

Emojis do sapo brincalhões

 

Conhecem certamente aquela sensação de desalento quando precisamos muito de uma coisa e não conseguimos encontrar. Um dia destes a Marta Elle falava nisso e como eu a compreendo! 

 

Acontece-me isso a toda a hora. E o mais enervante é que às vezes está debaixo do nariz e outras vezes encontro logo logo logo a seguir... a já não precisar. 

 

Podia dar inúmeros exemplos, mas vou dar um que me parece tão estranho, tão estranho, que penso que só acontece comigo. Envolve os emojis do Sapo, aqueles sapinhos verdinhos que servem para, de uma forma mais prática para a comunidade, transmitir emoções nos posts e comentários. Eu uso muito. Acho que dão muito jeito. O problema é que quando abro a janelinha, rara é a vez em que não tenha que passar os olhos pelos bonecos todos mais do que uma vez para encontrar o que pretendo rapidamente. E eles estão todos lá! Mas aquele que eu quero, chapéu! Escafedeu-se! E estão praticamente sempre no mesmo sítio. E eu olho, e olho e volto a olhar. E o que eu quero parece que está a jogar às escondidas comigo. É que é uma coisa mesmo recorrente em mim... 

 

O que é que acham que pode explicar isto, sem ofenderem a minha sanidade mental, faxavor? É que chego a entrar em paranóia e tenho que percorrer um a um, lentamente, todos os bonecos para encontrar aquele que quero. Isto não é normal! Não sei explicar isto, sinceramente. Parece um mecanismo qualquer do cérebro...

 

E hoje é isto, um não-assunto. Desculpem lá qualquer coisinha... Mas que me mói o juízo, mói!

 

 

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Será que coloco demasiado de mim?

 

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Hoje levanto aqui uma questão que ecoa na minha cabeça enquanto membro desta comunidade. Nas alturas em que penso em algo para abordar aqui no blog, invariavelmente equaciono se devo ou não devo fazê-lo. Tudo é sufragado pela minha consciência. É a velha questão da autocensura...

 

Não é que seja meu apanágio fazer textos de estilo demasiado lamechas emotivo e intimista, salvo raras exceções. No entanto, tudo o que transmito aqui pela escrita, ou mesmo nas entrelinhas (haja quem saiba ler o que não está escrito, e já aconteceu haver) vem do mais profundo do meu ser. Não finjo ser o que não sou. Não passo uma imagem diferente daquilo que sou. Vocês talvez me conheçam melhor do que algumas pessoas (apenas) fisicamente próximas. Só não me conhecem a cara. E isso talvez seja o menos importante, na realidade.

 

Mesmo assim, qual é a quantidade qb de nós próprios que podemos ou devemos imprimir aos nossos escritos para serem lidos por todos quantos tenham interesse neles? Nunca vos aconteceu pensar em algo para relatar mas recuar porque, ponderando bem o assunto, acham que é pessoal demais para partilhar com "desconhecidos"? Não me levem a mal mas, salvo raras exceções, e apesar da simpatia que possamos nutrir uns pelos outros, é o que acabamos por ser quase todos, uns dos outros - meros desconhecidos. Podemo-nos cruzar na rua, podemo-nos sentar ao lado no cinema, podemos até frequentar a mesma cabeleireira e não fazemos a mais pequena ideia da nossa "relação" na blogosfera. O que se chama a isso?

 

Até onde é razoável ir? Nós não somos uma ilha e tudo o que mostramos de nós aqui (e quem diz aqui, diz nas redes sociais em geral) arrasta necessariamente consigo outras pessoas que fazem parte das nossas vidas. Eu pergunto: é a atitude mais acertada colocarmos a nossa vida e a dos nossos nas mãos de quem não conhecemos? Partilhar momentos da vida, sentimentos, estados de alma, tudo o que temos de mais precioso? É que eu tenho uma confissão a fazer: cada vez que dou mais um bocado de mim, sinto algo que só consigo descrever como uma angústia inexplicável, como se perdesse mais uma pequenina parte de mim. Estranho, eu sei... 

 

Gostava, acima de tudo, de perceber se cada um de vocês sente o mesmo, se há algum tipo de empatia com o que estou a partilhar ou se se estão a marimbar para estas questões. Não se inibam de me chamar doida varrida dona de um discurso sem sentido. Ou então sejam brandos comigo. Pensem antes em mim como aquela a quem a mãe faleceu neste dia, há um ano, e logo tudo faz muito mais sentido. 

 

(Foto: própria, recordando a minha mãe)

 

 

Destaques e haters

 

A propósito do destaque na página inicial do Sapo que a equipa me deu este fim-de-semana a este singelo post do tratamento adequado a dar ao Trump, quero agradecer. Realmente, um destaque do Sapo dá uma muito maior notoriedade aqui aos pequeninos como eu. E a malta cá do fim da fila também merece, que dedica tempo a isto.  

 

Ainda por causa do dito destaque, trago hoje uma novidade: ganhei o meu primeiro (aquilo que ouço aqui chamar de) hater. Yay! Já me sinto mais integrada neste mundo!

 

A esse senhor fascisóide que, no comentário que não lhe vou dar o gosto de publicar (mas ele não vai estranhar porque adivinho pelas suas palavras que deve valorizar o pensamento único, portanto leva com isso aqui), diz achar que quem se indigna com as atrocidades que o Trump defende, é hipócrita e cínico, digo-lhe que me indigno com qualquer tipo de tortura SIM! Em qualquer parte do mundo, SIM! E também sou contra a pena de morte, SIM! E também me enoja a misoginia e a forma como são tratadas as mulheres à pedrada em alguns países, SIM! Quanto a si, encontre outros argumentos para legitimar o inqualificável, que não seja dizer que existe noutros lados. Não é por haver loucos no mundo que eu aceitarei que um venha defender essas mesmas loucuras como sendo manifestações de sanidade. 

 

 

 

Obrigada por continuarem desse lado!

 

Há precisamente um ano, inaugurava aqui o estaminé com o post Olá! Gosto de ti!, que acho que basicamente ninguém leu. Por isso recordo-o hoje aqui e constato que me mantenho fiel àquilo a que me propus: fazer deste cantinho a terapia barata de que precisava nesta vida a correr, que continua na mesma, inclusive com filhos cada vez mais adolescentes que me dão cada vez mais cabo da cabeça. 

 

Há um ano, dizia eu (e mantenho tudo o que disse): 

 

Finalmente decidi concretizar esta ideia que me perseguia há vários meses: criar um espaço que servirá para partilhar as preocupações, os sentimentos e vivências de uma mulher que já passou por momentos difíceis, que valoriza a vida como só quem já viu a morte de perto o pode fazer, realizada profissionalmente e com uma vida familiar preenchida ao lado de um marido e filhos adolescentes que me dão cabo da cabeça e exigentes do cumprimento do meu papel de mulher e mãe, mas que me fazem uma pessoa muito feliz. Embora admita que às vezes não parece, já que eu me “descabelo” facilmente com eles…

Aqui pretendo expurgar as minhas feridas e, quem sabe, encontrar alguma empatia em quem seguir esta página. Isto, se houver quem tenha pachorra para os meus devaneios!… Mas isso também não é o mais importante! Só quero que a página cumpra o seu papel de manter algum equilíbrio na minha mente e na minha vida, que os minutos que eu passe aqui se transformem no momento do dia onde eu possa parar e refletir sobre o que se vai passando na “vida real”, como se de terapia se tratasse. Terapia, é isso! Esta página vai ser a minha terapia! Sempre é mais barato…

Não sei se vou conseguir conciliar esta página com as exigências da minha vida familiar e profissional, mas vou tentar. Terei certamente que roubar tempo ao sono!

Vou entender isto como um regresso à adolescência, como o diário que nunca tive, um testemunho de vida para os meus filhos seguirem e um dia se recordarem da mãe.

Para ti que me segues: Olá! Gosto de ti!

 

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Espécie de blogger pouco ortodoxa, prazer!

 

Vinde e vêde só a coisa mai escaqueirada linda que eu fiz um dia destes, indigna de constar nas páginas do blog mais badalado de blogger que se preze. 

 

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É um pássaro?

É um avião?

Não! É uma torta arreganhada!

Porque as tortas (assim como a vida) não são tão perfeitas como muitas vezes nos querem fazer crer. E até nestas coisas mundanas, como seja a cozinha e a gastronomia, é necessário haver quem rompa com os paradigmas da irrepreensibilidade. 

 

Mas, em minha defesa digo que, de sabor, estava impecável! 

 

 

 

Regresso às caminhadas

 

Eu e o M estamos de regresso às caminhadas ao fim do dia de que falava no outro dia. Há meses que não fazíamos e estas duas semanas de janeiro  conseguimos fazer 2 caminhadas de cerca de 40 minutos. Nada mau para começar. 

 

E olhem só um dos modelitos que usei. Comprei este ano porque achei graça. "I'm not a blogger", diz. E eu sinto-o. Continuo a não achar que seja uma blogger, apesar de cá andar há quase um ano (embora mais assídua nos últimos meses). Continuo a sentir-me aquela naba que sentia no início. Acho que não nasci para isto. Mas vou ficando, enquanto não aparecer por aí ninguém a mandar-me embora. Eheheh!!!

 

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(Imagem: moi-même)

   

 

 

Estados de alma...

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Cá está o que é! Nestes primeiros dias de 2017 eu não tenho apreciado a música. Apreciar a música é definitivamente tão mais agradável!...  Infelizmente, eu tenho antes entendido a letra. E é uma letra de um fado do desgraçadinho, adianto-vos já. 

 

Por isso, para hoje, honestidade.

 

Os meus posts não têm refletido o meu estado de alma. O que prova que aqui somos quem queremos parecer e, muitas vezes, não somos quem realmente somos. Porque aqui eu posso ser quem eu quiser ou quem vocês quiserem que eu seja. 

 

Ultimamente tenho recorrido a posts em rascunho e a agendamentos para transmitir uma normalidade que não sinto. E tenho feito questão de percorrer a blogosfera e visitar os vossos espaços e interagir com todos os que consegui. Foram dias normais, mas só aparentemente. Fiz um grande esforço para manter a personagem. Consegui mantê-la 3 dias. Lá se vai qualquer hipotética aspiração a uma carreira na representação.

 

Hoje deveria também publicar um qualquer rascunho que aqui tenho. Se possível, um com algum humor e boa disposição. Chegava aqui agora e era só escolher. Mas hoje não faço isso. Decidi que o vou guardar para um dia em que esse post faça melhor pendant com a minha disposição. Hoje não vou fingir.

 

E assim, têm-me cá hoje a falar de nada. E de tudo. Não dizendo nada, dou-vos tudo. Toda eu. A verdadeira eu, hoje. Temporariamente triste. Depressiva. Desanimada. De mal com a vida e com o mundo. E com eles a retribuirem-me na mesma moeda. É justo.

Mais do mesmo:

Filhos adolescentes no auge da parvalheira com reações inesperadas à minha autoridade;

Conflitos familiares que daí advêm;

Sentimento de impotência em várias frentes;

Vontade de desistir de projetos, alguns projetos de uma vida;

Inércia e falta de motivação no emprego;

Se querem algo mais prosaico, digo-vos que até as canalizações da cozinha têm vindo a conspirar contra mim, as putas!

 

E deixo a parte do refrão desta música para outra altura... 

 

Não sei se é ainda ressaca do fim das mini-férias. É como se esta semana estivesse a ter só segundas-feiras. Não sei... Acho que estou urgentemente a precisar de motivação para enfrentar os próximos meses deste inverno do meu descontentamento. Ter perdido umas gramas de peso ainda não é o suficiente para me dar ânimo, mas já é um começo. 

 

Hoje talvez me seja difícil ser tão assídua por aqui. Mas como pessoa que não se rende a estados depressivos, lá vou eu colocar a minha cara nº 2 e pôr-me a caminho do trabalho, que eu não tenho feitio para "frescuras", como dizem os nossos irmãos. Demasiadas vezes penso que tenho sido forte tempo demais... E isso, mais cedo ou mais tarde, paga-se caro... 

 

 

Talvez seja sentimento de inferioridade...

Meus queridos e fieis seguidores, vocês que me fazem tantas visitas e dão sempre dois dedos de conversa comigo:

 

Tem vindo a crescer em mim a impressão cada vez mais convicta de que a vossa companhia e reconhecimento por este humilde espaço não são secundados pelo senhorio batráquio. 

 

Posso até ter um post que, segundo os meus parâmetros (e eu até sou exigente!), tem alguma (admito que pouca) complexidade e qualidade, que essa publicação é sempre preterida para o destaque de outra qualquer, nem que essa outra não tenha uma única palavra e use uma mesma imagem que eu uso, mas sem referência à fonte.  Parece alguma coisa contra mim, sinceramente. Será que o Sapo não gosta de me ter cá?

 

Sou só eu? Não sentem isto, de vez em quando? 

 

(Será que com esta publicação garanti a indiferença completa para comigo de agora em diante? Aguardemos pelas cenas dos próximos episódios. Esta minha mania de não saber ficar calada! 

 

 

Impõe-se uma justificação

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(Fonte:  http://anywhereinmydreams.tumblr.com/)

 

Meus caros e  fiéis seguidores, seus loucos tresvairados de perderem tempo aqui comigo, pessoas lindas com quem eu já estabeleci uma amizade virtual que me faz tão bem:

 

Tenho uma justificação a dar-vos.

 

Não tenho estado, esta semana, tão presente nas vossas vidas como gostaria. Verdade seja dita que a semana começou ontem e tal, e o mais certo é nem terem dado pela minha falta, mas deixem-me ter este pequeno laivo de presunção ou arrogância, como queiram chamar-lhe. Pode ser? Muito bem! Então ontem vocês sentiram-me mais ausente, apesar de ter publicado o post diário habitual, e já estão a entrar em sofrimento por sentirem a minha falta por estas bandas, sim?

 

Sei como é...  Como tal, sinto que devo explicar-vos as razões deste "chá de sumiço" que eu tomei.

 

A razão é simples: estou cheia de trabalho e, como quero ver se consigo tirar uns dias de férias entre o Natal e a passagem de ano, nesta altura tenho que "dar o litro" no trabalho. Ontem por exemplo foi de sol a sol. Ao fim do dia entrei em casa já era noite bem cerrada. Há épocas assim...

 

Por isso, quero pedir-vos que não levem a mal que eu não consiga estar por aqui tão presente. Não vou conseguir ler todas as vossas publicações e possivelmente vou recorrer a posts meus que tenho em rascunho, para conseguir publicar diariamente. Mas desenganem-se se pensam que estou a afastar-me! Não senhora! Estou só mais assoberbada de trabalho mesmo! De qualquer maneira vou tentar passar por aqui de vez em quando. Prometo. E logo que possa vão voltar a ver-me aqui qual vossa sombra. Já não consigo viver sem isto nem sem vocês. 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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