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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Será que coloco demasiado de mim?

 

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Hoje levanto aqui uma questão que ecoa na minha cabeça enquanto membro desta comunidade. Nas alturas em que penso em algo para abordar aqui no blog, invariavelmente equaciono se devo ou não devo fazê-lo. Tudo é sufragado pela minha consciência. É a velha questão da autocensura...

 

Não é que seja meu apanágio fazer textos de estilo demasiado lamechas emotivo e intimista, salvo raras exceções. No entanto, tudo o que transmito aqui pela escrita, ou mesmo nas entrelinhas (haja quem saiba ler o que não está escrito, e já aconteceu haver) vem do mais profundo do meu ser. Não finjo ser o que não sou. Não passo uma imagem diferente daquilo que sou. Vocês talvez me conheçam melhor do que algumas pessoas (apenas) fisicamente próximas. Só não me conhecem a cara. E isso talvez seja o menos importante, na realidade.

 

Mesmo assim, qual é a quantidade qb de nós próprios que podemos ou devemos imprimir aos nossos escritos para serem lidos por todos quantos tenham interesse neles? Nunca vos aconteceu pensar em algo para relatar mas recuar porque, ponderando bem o assunto, acham que é pessoal demais para partilhar com "desconhecidos"? Não me levem a mal mas, salvo raras exceções, e apesar da simpatia que possamos nutrir uns pelos outros, é o que acabamos por ser quase todos, uns dos outros - meros desconhecidos. Podemo-nos cruzar na rua, podemo-nos sentar ao lado no cinema, podemos até frequentar a mesma cabeleireira e não fazemos a mais pequena ideia da nossa "relação" na blogosfera. O que se chama a isso?

 

Até onde é razoável ir? Nós não somos uma ilha e tudo o que mostramos de nós aqui (e quem diz aqui, diz nas redes sociais em geral) arrasta necessariamente consigo outras pessoas que fazem parte das nossas vidas. Eu pergunto: é a atitude mais acertada colocarmos a nossa vida e a dos nossos nas mãos de quem não conhecemos? Partilhar momentos da vida, sentimentos, estados de alma, tudo o que temos de mais precioso? É que eu tenho uma confissão a fazer: cada vez que dou mais um bocado de mim, sinto algo que só consigo descrever como uma angústia inexplicável, como se perdesse mais uma pequenina parte de mim. Estranho, eu sei... 

 

Gostava, acima de tudo, de perceber se cada um de vocês sente o mesmo, se há algum tipo de empatia com o que estou a partilhar ou se se estão a marimbar para estas questões. Não se inibam de me chamar doida varrida dona de um discurso sem sentido. Ou então sejam brandos comigo. Pensem antes em mim como aquela a quem a mãe faleceu neste dia, há um ano, e logo tudo faz muito mais sentido. 

 

(Foto: própria, recordando a minha mãe)

 

 

Espécie de blogger pouco ortodoxa, prazer!

 

Vinde e vêde só a coisa mai escaqueirada linda que eu fiz um dia destes, indigna de constar nas páginas do blog mais badalado de blogger que se preze. 

 

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É um pássaro?

É um avião?

Não! É uma torta arreganhada!

Porque as tortas (assim como a vida) não são tão perfeitas como muitas vezes nos querem fazer crer. E até nestas coisas mundanas, como seja a cozinha e a gastronomia, é necessário haver quem rompa com os paradigmas da irrepreensibilidade. 

 

Mas, em minha defesa digo que, de sabor, estava impecável! 

 

 

 

A nú!

Hoje continuo na senda de vos impressionar, qual pavo cristatus em época de acasalamento (pavão, para quem não sabe - só para perceberem que aprendem sempre aqui qualquer coisa, tá?). O verdadeiro parêntesis vem agora: é impressão minha ou a minha conversa vai sempre ter ao "acasalamento"? 

 

Bem, continuando. Já que vos quero sempre impressionar, e à falta de inspiração hoje para isso, podem então imaginar-me a executar um lindo bailado com a minha plumagem exuberante, multicolorida, de cores intensas e aberta em leque. Mais ou menos assim:

 

 

Esta dança correu manifestamente mal...  Espero que, como a pavoa, não tenham vocês também já debandado daqui para fora... 

 

Como é que eu vos impressiono, então?

 

Just kidding! A pergunta é meramente retórica. Eu já tenho idade suficiente para saber como conquistar os outros. Por outro lado, definitivamente não sofro de síndrome do pavão. Não gosto de sentir os holofotes sobre mim. No entanto, e sem falsas modéstias, com a minha simplicidade, frontalidade, honestidade, transparência, com a minha maneira terra-a-terra, verdadeira, fiável e leal de ser, tenho vindo a "conquistar" o mundo. 

 

Por isso, hoje, fruto de alguma introspeção blogueira, quero dizer-vos que acho que continuarei por aqui a ser eu própria, sem narrativas ou construções artificiais de mim. A nú! Porque vocês, que me dão a honra diária da vossa companhia, merecem. 

 

Aproveito ainda para dizer, assim a talhe de foice, que já percebi que falar de sexo aumenta exponencialmente a vossa presença assídua... É ver-vos aos magotes à segunda. Gostam da brincadeira! Seus taradões!  

 

Obrigada!  

 

 

 

Carta aberta à vizinhança.

 Cara vizinhança do Sapo e arredores:

 

É impressão minha, ou a moda que infesta o Facebook de mandar indiretas (daquelas que nunca acertam o alvo ou acertam em vários porque a carapuça pode assentar a qualquer um e, muitas vezes, até acontece que a quem se dirige é que não chega porque essa pessoa está mas é a cagar para a opinião de alegados invejosos e ressabiados...), a moda de mandar indiretas, dizia eu, e de fazer moralismo bacoco sobre os comportamentos dos outros, alastrou-se à blogosfera? Ou já é tradição antiga? Elucidem-me, que eu gosto de saber com quantas linhas me coso.

 

Não tenho visto isso propriamente nos vizinhos mais próximos (vocês!), mas que os críticos compulsivos andam aí, lá isso andam! Que raio! Às vezes até criticam quem critica, ou seja, fazem críticas a si próprios. Será falta de discernimento, falta de assunto ou regra blogueira? Para me sentir inserida na comunidade, tenho que passar por esta etapa? Então, pronto: aqui têm este post/carta. Eu a criticar quem critica. Que tal? Mas garanto que será o último e foi mesmo porque tenho um problema de regurgitação do pensamento reflexivo: não consigo evitar uns refluxos e umas golfadas em sequência das minhas indignações. Can't keep my mouth shut!, digamos... (Fica sempre bem umas tiradas em inglês...)  

 

Não havia "nexexidade", como dizia o outro... Deixemo-nos de m&$das! O que é que me interessa a mim que me dêem a vossa perspetiva pessoal crítica sobre o vizinho A, B ou C anunciar a nova estação ou fazer ver a sua alegria por ser sexta-feira ou repetir e copiar o assunto X ou Y, tudo assuntos que vocês ao abordar, lá está, acabam também por abordar e passam também a ser alvos das próprias críticas? Chegaram lá? Como vêem trago aqui um assunto altamente complexo e pertinente. É ou não?

 

Meus amigos, hoje em dia já ninguém inventa nada! Nem mesmo os blogs in do pedaço, lamento dizê-lo com toda a frontalidade. Já está tudo inventado!  Além disso, cada um faz com o seu espaço o que bem entender! Há lugar para todos! Quem somos nós para criticar o que quer que seja? E outra coisa: há mais vida para além dos blogs (e, já agora, para além do vosso umbigo!)! Esta faceta das nossas vidas é, em alguns casos, a meu ver, nitidamente sobrevalorizada, não será? O melhor será cada um de nós olhar em volta e ver se não estamos a perder alguma coisa importante na nossa vida na sequência dessa sobrevalorização... 

 

Quero a propósito deste assunto aqui lembrar uma máxima de uma velhinha que sabia as coisas da vida, com aquela sabedoria popular que já é rara nos nossos dias. Dizia ela: "Nós só semos (sim, "SEMOS"!) aquilo que semos. Não semos o que pensemos." Paremos para pensar nisto. Dêmos-lhe ouvidos e contrariemos então os nossos egos, que só lhes fica mal - aos egos - tanta arrogância e sobranceria, ok? 

 

PEACE AND LOVE, my friends! E assuntos de interesse, se faxavor! Até leio de bom grado a opinião de cada um sobre a relação entre Física Quântica e espiritualidade ou sobre o estado da economia mundial. Se tiver que ser, seja... Argh!!!  Ou simplesmente episódios engraçados das nossas vidas ou conselhos práticos. Isso sim! Não estou é para perder o meu precioso tempo a ler considerações morais sobre os outros. Quero conhecer a vizinhança, não o que uns vizinhos pensam dos vizinhos do lado. E, se não tivermos nada de interessante para dizer sobre nós ou para ensinar aos outros (acontece aos melhores!), não nos caem os parentes na lama se nos calarmos um bocado e "ouvirmos" o que os vizinhos têm para dar a conhecer sobre si próprios. Mesmo que não concordemos com a forma como varrem o seu quintal ou não separam o lixo nos caixotes. Sim? 

 

Mas isto é só uma novata por estas bandas a falar... Sei que esta abordagem poderá parecer um bocado rude, mas, que se lixe!, já não tenho idade para ter pudor em dizer o que penso. E por essa mesma razão desandarei daqui pra fora, se começar a ver que isto se torna "tóxico" na minha vida. Toxicidade, não! Já tenho/tive a minha dose... Quero é rir-me e aprender qualquer coisa com todos os que encontro, como tão bem já me têm provado saber fazer.

 

Os que tiveram pachorra para ler as minhas humildes palavras, agora sintam-se à vontade para fazer o gosto ao dedo. Desboquem-se sem dó nem piedade. Sem censura, mas também sem ofensas, como eu gosto! Também não espero outra coisa. Agradecida! 

 

Beijos e abraços,  

Maria.

 

 

PS:

Reparem que me incluo também como objeto da reflexão. Não é necessário lembrar-me, que eu tenho consciência disso, ok? Sou sujeito e objeto da reflexão, portanto também contra mim falo e de futuro pretendo seguir o meu próprio conselho.

Acho que não me safo de vir a ser um caso de estudo de um qualquer estudante de psicologia... ou mesmo psiquiatria...  

 

Espécie de carta aberta a uma blogger desiludida

Recebi hoje um comentário de um anónimo com um nome feminino (paradoxal isto!) em Eu naba me confesso que, apesar de toda a cordialidade nele contida, o conteúdo a roçar o amargurado com alguns laivos de ironia / sarcasmo derrotistas, teve o efeito de me deixar a pensar no assunto mais do que gostaria. Todo o dia matutei nisto! Tenho este problema de pensar demais, mesmo em coisas banais e comezinhas. Não é o caso hoje em apreço, porque a pessoa até aflora um tema pertinente neste mundo da blogosfera. Parabéns por isso! Objetivo atingido, portanto. Lamento: não conseguirei é seguir o conselho final. Preciso dos outros... Todos dependemos uns dos outros...

 

Talvez seja apropriado dar a conhecer o teor do comentário. Versava assim: 

 

"Querida Maria,

Afinal conseguis-te o propósito, há quem seja mais naba do que tu, há quem não queira comentários nem os publique, quem vá ao blog alheio (raramente) e deteste que venham ao seu. Quem não siga a "corrente" nem as normas blogueiras e diga os disparates que lhe apetecer sem mágoa ou afecto, e por cá ande solitária e feliz, afinal isto são só blogues, não certidões de casamentos nem sites de encontros. Deixa Maria, já és destaque. Trabalha muito, esforça-te pede e assimila que farás do teu blogue o melhor do mundo. Embora o mundo se esteja nas tintas.Mas, já agora, um conselho; nunca dependas dos outros para ser feliz. Bjs."

 

Respondi também cordialmente ao comentário, com toda a educação e respeito que me merece alguém que, sendo alegadamente feliz sozinha e não gostando de se relacionar com outros bloggers, se dá ao trabalho de comentar neste meu humilde espaço.

Mas, como o dia foi relativamente calmo no trabalho e me permitiu, volta e meia, regressar em pensamento ao assunto, não resisto a partilhar agora algumas conclusões que fui esquematizando mentalmente e que completam a curta e pouco refletida resposta que dei. É certo e sabido que pouco interessará ao/à dono(a) do comentário, já que não costuma ler blogs alheios. Pelos vistos, só lerá destaques (penso que foi aí que me encontrou), o que possivelmente quererá dizer que nunca mais nos cruzaremos. Com muita pena minha. Já explico.

 

Mas vamos às questões que se levantam e a algumas conclusões, assim a talhe de foice:

 

  1. Não conheço ou domino as "normas blogueiras"! Nem quero! 
  2. Não quero fazer do meu blog o melhor do mundo! Nem conseguiria. Nem de longe nem de perto! E também seria uma chatice porque depois teria que ir à televisão e tal, e eu sou muito anti-vedeta e "low profile". 
  3. Trabalho muito, sim, mas não é aqui, nem pode ser, por falta de tempo. Esforço-me e trabalho muito é no meu emprego onde tenho grandes responsabilidades, e em casa onde tenho outras tantas grandes responsabilidades. Aí é que obtenho os meus maiores destaques. Estou permanentemente em destaque, aliás! Cada um tem aquilo que merece... 
  4. Por aqui, digo quase todos os disparates que me apetece, mas continuo a sentir mágoas e afetos (os meus já respeitam o acordo ortográfico, porque, lá está, acredito que "se não os podes vencer, junta-te a eles". Já a forma usada de "conseguis-te" não encontra justificação plausível nas transformações e evolução da língua lusa). 
  5. Já estive por aqui isolada e não gostei! Não tenho vocação para eremita.
  6. Ninguém é feliz sozinho, por muito que repita isso para se convencer a si próprio. Dependemos dos outros para sermos felizes, SIM! A vida não faria sentido de outra forma. 
  7. Por que raio é que alguém quereria ter um blog, se é só para "consumo" próprio? Um diário, daqueles com cadeado e tudo, cumpriria exatamente o mesmo efeito... ou melhor!  

 

Posto isto, cara comentadora, não lhe aconselho nada (quem sou eu?), mas tenho um desejo e agradecimentos a fazer.

 

O desejo:

 

Do alto da minha experiência comprovada, desejo ardentemente que descubra as virtudes e os benefícios de viver em comunidade, nesta comunidade que tão bem me tem recebido. Se assim vier a ser, também eu saberei fazê-la sentir integrada, como algumas almas caridosas têm feito comigo. Terei todo o gosto em ler os seus disparates e ficaria feliz que também lesse os meus. Seríamos duas nabas juntas e cúmplices na nossa nabice! 

 

Os agradecimentos:

 

O profundamente sentido: 

Obrigada por me permitir confirmar que era exatamente desta atitude perante a blogosfera, deste discurso (fatalista, amargurado e triste), deste isolamento, que eu queria fugir. Ainda bem que já não vivo aí! Aqui, com vizinhos, é muito mais divertido, acredite.

 

O mais pragmático:

Obrigada por me facultar tema de conversa para hoje, que isto por estas bandas estava mau para a criação artística... Segunda-feira e tal... 

 

 

Beijos,

Maria Mocha

 

 

Eu naba me confesso!

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 (Imagem retirada do site Blog do Ano)

 

 

A propósito do concurso que está a decorrer para eleição do Blog do Ano, da Media Capital... 

 

Devo ser a última a conhecer este concurso, mas também não tenho a pretensão de vir aqui dá-lo a conhecer a dinossauros nestas lides. Acresce que aquilo é um campeonato que não é o meu!  Também não faço ideia de quais blogs estão a concurso, mas serão certamente os melhores e merecem, por isso, o meu reconhecimento. São certamente bloggers que conseguem criar espaços com quantidade e riqueza de conteúdos, blogs com nomes e layouts bem conseguidos e criativos, em suma, com qualidade profissional. E imagino que haja vários assim. Alguns conheço. Por isso dei por mim a pensar que admiro mesmo muito esses bloggers e acho justíssimo que sejam reconhecidos e premiados. Quando fosse grande, gostava de ser assim. 

 

Este é um mundo novo para mim. Em bom Português, sou uma "naba" nestas andanças dos blogs, vá. Está à vista de todos, não há que enganar. Criei-o no início deste ano com o intuito de poder cá desbobinar as minhas neuras e ser assim um escape, mas tenho tido uma assiduidade muito irregular. Nem parece meu! Tanto tenho vindo cá diariamente, como tenho mantido a porta fechada durante semanas.

 

Existe uma justificação para isso. Uma não, pelo menos duas. A primeira é logo à cabeça a falta de competência, capacidade, tempo e conhecimento técnico para me dedicar como gostaria, investindo no layout e conteúdo do blog. A outra deriva da primeira e tem a ver com a desmotivação. A falta de feedback também tem pesado neste aspeto. Apesar de o intuito inicial deste espaço ser, como disse, "expiar os meus pecados" e manter alguma sanidade mental (porque escrever tem esse efeito em mim!), rapidamente percebi que obter retorno das nossas criações é uma sensação ótima. E, da mesma forma, também percebi depressa que sermos ignorados é mau comó caraças! Não se pode estar no universo da blogosfera sozinho. É horrível! Está tudo em rede à nossa volta e nós ali isolados. Estive aí e detestei! Só recentemente é que comecei lentamente a conhecer melhor a vizinhança. Mas uma coisa eu sei. Não vou andar maluca atrás de seguidores, nem sei fazer isso. Acho que a minha sina é continuar a morar numa casinha modesta, rodeada de palacetes. 

 

Eu não percebi rapidamente que fazer verdadeiramente parte deste mundo, sentirmo-nos incluídos, dá trabalho. Podia acontecer a pessoa aparecer por aqui, lançar alguns bitaites e logo arranjar um séquito de seguidores, sei lá! Mas não! Bem, poderá até ser assim, mas é para aqueles de quem eu falava no início deste texto, os tais que eu admiro pela qualidade das publicações. A esses sim, e com razão! E mesmo esses, apesar de terem um talento natural, acredito que devem ter trabalhado bastante para atingirem a notoriedade que atingiram.

 

Não é mesmo nada fácil manter isto! Não é fácil ser original, não é fácil ter piada, não é fácil fazer justiça à língua de Camões, não é fácil dar o nosso espaço a conhecer a potenciais seguidores e aos congéneres nestas lides. Mas, uma coisa é certa: quando nos começamos a tentar entrosar melhor neste meio, é fácil encontrar pessoas a quem devemos agradecer, bons samaritanos dispostos a dar uma palavra de incentivo, seres humanos daqueles que gostaríamos que morassem na nossa rua ou partilhassem o nosso local de trabalho, aqueles que mesmo percebendo que tu és uma naba nisto, lembram-se que também já foram ninguém neste meio e humildemente fazem-nos acreditar que não cai em saco roto aquela publicação que diz respeito à nossa vida e, como é natural e óbvio, só a nós interessa. 

  

 

 

Era para falar sobre as férias...

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Hoje dediquei o dia à "Sra. Inércia". São poucas as vezes em que eu e ela convivemos e já era altura de a receber cá em casa (apesar de não me faltar o que fazer, nomeadamente lavar o frigorífico que ficou por lavar aquando das limpezas grandes de há algumas semanas! Também não será hoje. Que se lixe!). Adiante... Estou então aqui por casa a organizar pastas com fotos das férias e ocorreu-me que talvez pudesse publicar aqui qualquer coisita sobre as nossas férias, já que devo ser a "blogger" menos assídua e dedicada cá do sítio. Fá-lo-ei certamente, mas não é agora. Ups! Lá estou eu! Este post seria exatamente sobre as férias, mas tenho uma mente errática, uma cabeça com esta mania de encadear pensamentos uns nos outros e, quando me apercebo, já estou noutra dimensão qualquer. Agora divagou para a própria tarefa que me propunha fazer, o ato de escrever o tal post. Enfim, não é fácil ser eu!... 

 

Hoje então, duas notas sobre esta "arte" de blogar (é assim que se diz?). Pode ser que haja por aí alguma alma com insónias logo à noite, que passe por aqui e tenha o problema resolvido. Estamos cá para ajudar!  Se não for a transmitir pensamentos e reflexões motivadores e inspiracionais, pelo menos que consiga inspirar o sono de alguém.  É este, então, o meu contributo de hoje. 

 

Qual é o meu lugar na blogosfera? Como é que eu blogo? Assumidamente, sou verde e amadoríssima nisto dos blogs. E muito honestamente, não pretendo mudar. Possivelmente nem conseguiria, a não ser que largasse o meu emprego e me dedicasse a 100% à arte. Sim, porque é uma arte e eu, manifestamente, não a domino! E também não tenho pretensões, lá está! Como preciso de acabar de criar dois filhos, está obviamente fora de questão iludir-me com este mundo. Além disso, considero que quando se fica obcecado em ser popular neste espaço virtual e fazer disto negócio, salta à vista (pelo menos às mais perspicazes como a minha, modéstia à parte) que os autores sentem a necessidade de fabricar conteúdo e eu não consigo deixar de sentir artificialidade nessas publicações. Torna-se tão evidente para mim que as vidas dessas pessoas soam a falso, a guião de um qualquer filme de qualidade duvidosa. Não há nada mais bonito do que a autenticidade... nos blogs e na vida, diz esta vossa amiga. 

 

Enfim, já percebi que "blogger" que se preze tem que relatar as suas férias em destinos paradisíacos e/ou destinos só acessíveis a bolsos mais recheados, mas que normalmente até terão sido oferecidos por uma qualquer marca, em troca de publicidade. OK! Depois é documentá-las (as férias) com umas fotos irreprensíveis, imaculadas e apelativas. Em alguns casos, tal é a qualidade das fotos e da produção (chega a parecer tratar-se de uma produção fotográfica de moda!) que até me dá a impressão que essas famílias prescindem dos momentos a ser vividos exclusivamente em família e levam atrelados para as suas férias um fotógrafo profissional para captar imagens e momentos. Pretendem ser captações de momentos de espontaneidade na fruição do tempo de descanso em família, mas que a mim, lamento, soam-me a cenas montadas e artificiais, a obrigações, a cumprimento de horários seja para captar aquela luminosidade certa ou para conseguir fotografar sem uma imensidão de gente à volta na praia.  E eu gosto tanto de férias sem horários e obrigações!...

 

Chega por hoje. Quanto às minhas/nossas férias? Euzinha, senhora do meu amadorismo, brevemente publicarei qualquer coisa neste cantinho. Um dia destes, sem pressas... Férias normais, de uma família portuguesa típica como tantas outras, que carrega cadeiras, toalhas, guarda-sóis e farnel para a praia. Basicamente, só faltará o garrafão de vinho! 

 

Beijos,

Maria M.

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DIREITOS DE AUTOR (Decreto-Lei n.º 63/85 com as posteriores alterações)

Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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