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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Música para os meus ouvidos #1 ("Proud Mary")

É hoje que os americanos se decidem. Que perigo os americanos a tomarem decisões! 

 

Apesar de tudo, espero que seja eleita hoje uma (espécie de) Proud Mary. Vi no fim-de-semana um documentário sobre a vida dos dois candidatos e mais convencida fiquei de que o Trump não interessa nem à América nem ao mundo. E também constatei que a Hillary, uma mulher inteligente, proeminente advogada, mais bem sucedida na profissão do que o marido (ambos tiraram advocacia), abdicou da sua carreira, para o apoiar a ele na sua carreira política. Basicamente, anulou-se como tantas mulheres fazem em prol do sucesso dos maridos. Chegou até ao ponto de não ser muito "proud" quando o apoiou em todas as suas infidelidades (não, a Monica Lewinsky não foi a única...). Enfim, apesar de tudo, que ganhe ela. 

 

Ontem falei aqui nesta música dos Creedence Clearwater Revival. Hoje deixo-vos com ela. É uma daquelas músicas que teve inúmeros  covers, mas eu, nesses casos, gosto de recordar os originais. Bem, menos as do Bob Dylan, que essas costumam ficar melhor cantadas por outros, até pelo Zé Cabra, que o Robert Allen Zimmerman (quem sabia que este é o nome dele? Ah, pois é! As coisas que eu sei...), dizia eu que ele tem jeito para fazer letras e musicá-las, mas como cantor até fere os tímpanos. Estou a exagerar e isso agora também não interessa nada, que ele até é Nobel e respeitinho pelo Nobel é muito bonito... 

 

Deliciem-se! 

 

 

 
Proud Mary 
Creedence Clearwater Revival
 
 
Left a good job in the city
Workin' for the man ev'ry night and day
And I never lost one minute of sleepin'
Worryin' 'bout the way things might have been
 
Big wheel keep on turnin'
Proud Mary keep on burnin'
Rollin', rollin', rollin' on the river
 
Cleaned a lot of plates in Memphis
Pumped a lot of pane down in New Orleans
But I never saw the good side of the city
'Til I hitched a ride on a river boat queen
 
Big wheel keep on turnin'
Proud Mary keep on burnin'
Rollin', rollin', rollin' on the river
Rollin', rollin', rollin' on the river
 
If you come down to the river
Bet you gonna find some people who live
You don't have to worry 'cause you have [if you got] no money
People on the river are happy to give
 
Big wheel keep on turnin'
Proud Mary keep on burnin'
Rollin', rollin', rollin' on the river
Rollin', rollin', rollin' on the river
 
Rollin', rollin', rollin' on the river
Rollin', rollin', rollin' on the river
Rollin', rollin', rollin' on the river
 
Compositor: Willie Nelson

Das eleições americanas, do lugar das mulheres na escala social e mais uma salganhada de coisas

Trump and Hillary.jpg

 (Créditos na imagem)

 

Não vou escrever sobre Republicanos e Democratas, que não lhes reconheço assim tantas marcas diferenciadoras. Vou contar-vos é sobre uma teoria que tenho sobre as eleições americanas serem um bom barómetro do lugar das mulheres na escala social, nos EUA e quiçá no mundo. Senão, vejamos:

 

De acordo com as sondagens, parece que está tudo encaminhado para a eleição da Hillary Clinton. Mesmo assim, dos males, o menor... 

 

Desde que se soube que ela era a candidata do partido democrático que eu sei que tinha boas hipóteses de ganhar. Aliás, acredito nisso desde que o Barack Obama foi eleito pela primeira vez Presidente dos Estados Unidos da América. Desde essa altura que digo ao M: "o próximo Presidente dos EUA será uma mulher!" Conseguem perceber porquê?

 

Sigam o meu raciocínio, que eu sou uma grande socióloga e analista política. 

 

Todos conhecemos alguma coisa sobre o passado dos EUA e a sua história de racismo, quanto mais não seja por termos visto westerns, os velhinhos filmes de cowboys e índios, ou a série Norte e Sul (isto, quem já por cá andava em 1985), que abordava a Guerra Civil Americana (1861-1865) entre o Norte industrial e o Sul agrícola e escravagista, ou ainda o clássico do cinema E tudo o vento levou, ou até por nos lembrarmos de ver referências àquelas avantesmas do Ku-Klux-Klan vestidas de branco em forma de funil que achavam que eram de uma raça superior e andavam de noite a vandalizar casas e a matar niggers

 

Ainda estão aí? Eh, rapaziada paciente! 

 

Ora, se num país com esta história sanguinária de cariz racial, acabou por ser eleito um presidente negro, está ou não aberto o caminho para poder também ser eleita uma mulher? Por isso é que eu digo que a mulher é a última na escala social, atrás dos homens brancos em primeiro lugar e dos homens negros a seguir. Faz sentido ou não? Se num país onde ainda existe tanto racismo e xenofobia (é ouvir os discursos do Trump, muito aplaudidos pelos setores mais conservadores da sociedade americana!) pôde ser eleito um negro (ainda por cima de origem muçulmana), tudo leva a crer que agora os eleitores pensem "let's get crazy, man!" e despachar a mulher também, até porque lhe devem isso (repararam no boné da Hillary no cartoon?). Será uma espécie de prémio de consolação para o "sexo fraco". Das duas uma: ou é isso ou o Trump é mesmo um candidato reles que não é para ser levado a sério e então a Hillary simplesmente "gets lucky" por ter um adversário como ele. 

 

E pronto, com a eleição da mulher fica o assunto resolvido por uns bons anos e ainda se alimenta mais a convicção de que os EUA são a tão citada "land of opportunity" onde até se respeitam as "proud Mary" celebradas na intemporal canção dos Creedence Clearwater Revival.

 

E assim se vão legitimando, na terra do tio Sam, com Hillary ou com Donald, mais ataques e guerras contra países inimigos da América que, esses sim, pelo menos alguns deles, não respeitam as mulheres... e têm petróleo! (Nota-se muito que não morro de amores pelos americanos?)

 

As eleições são já amanhã, dia 8. Se eu não acertar na previsão, é bem feita, que prognósticos devem ser feitos só no fim, como dizia o outro! Por isso, se não acertar, fica combinado que me mortificarei com um cilício, autoflagelando-me à chicotada qual membro convicto da Opus Dei, essa digna organização também ela muito respeitadora do género feminino!  

 

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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