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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Mulheres e Homens e o autoconceito ao nível da forma física.

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Há diferenças entre homens e mulheres ao nível do autoconceito da forma física? Qual é a representação que uns e outros têm da sua própria imagem corporal?

 

Alguém que conheço, um “rapaz” da minha idade, uma vez, em conversa sobre o envelhecimento e o aumento de peso e outras manifestações corporais da passagem do tempo, disse-me que continuava a ver-se tal e qual como era aos vinte e tal anos, apesar de saber que na realidade, vinte anos volvidos, já não é nada assim. A representação que ele tem dele próprio, apesar de racionalmente ter consciência das marcas deixadas pela idade, é a de um jovem adulto atlético. Curioso e inusitado, não é? Ou nem tanto?

 

Será da forma que ilustra o cartoon humorístico que partilho que se processa a perceção da própria imagem para a maioria dos homens? Com as mulheres sei eu que não funciona assim, como também confirma o cartoon. Nós tendemos a ver-nos com mais defeitos do que aqueles que na realidade temos. A visão do nosso reflexo no espelho pode interferir negativamente em todo um dia, uma semana, uma vida. A beleza é manifestamente sobrevalorizada para (e pelo) sexo feminino. “Cristina, não vais levar a mal, mas beleza é fundamental”. Quem se lembra? Cantado por uma mulher, ironicamente! Enquanto os homens podem ter uma barriguinha que isso até é considerado sexy, nas mulheres é um drama. E por isso passamos a vida a lutar contra a nossa própria natureza e nesse aspeto, e à conta disso, somos complexadas e infelizes grande parte das nossas vidas. Mesmo as que dizem que não!...

 

Acredito que, de um modo geral, por pressão da própria sociedade, a obsessão com a imagem física está presente ao longo de toda a vida de qualquer mulher! Se as rugas, as gorduras localizadas e a celulite próprias da condição feminina aparecem, ou é um drama que temos que erradicar com cremes e dietas e outras mezinhas, ou deixamo-nos vencer por elas mas vivemos eternamente tristes na nossa pele! Temos vergonha de mostrar o corpo, usamos roupas largas e pouco reveladoras, recusamo-nos a usar a balança da casa de banho para não ver o ponteiro a subir, deixamos de tirar fotos, principalmente planos aproximados. Um drama!

 

Quanto aos homens, acredito que se se vêem como uma mulher se vê, é porque têm o cromossoma x hiperdesenvolvido, o que é o mesmo que dizer que são um bocadinho para o efeminado.  E pronto, com isto limitei a possibilidade de ser contrariada nesta teoria. Há por aí algum que se atreva a dizer que se vê com defeitos? Bem me parecia... (Um bocadinho de nonsense para rematar a conversa... Falta de imaginação... 

 

 

Dei de caras com um energúmeno!

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Ontem fomos jantar fora, a uma festa. É claro que nestas alturas encontramos resmas de pessoas, algumas delas conhecidos com quem habitualmente não convivemos, felizmente. Nestas ocasiões somos obrigados a encetar algum tipo de conversa de circunstância com quem calhar, como é normal.

 

O que não é normal, em pleno século XXI, é que os discursos e comportamentos de certas pessoas pudessem ser tão retrógrados, tendo estagnado na primeira metade do século passado. Sim, porque trata-se de um homem na casa dos 40 do pós verão de 69, de Woodstock, da paz e o amor apregoada, do 25 de abril de 74. Um homem que cresceu, como eu, na segunda metade do século XX, com liberdade, democracia, emancipação da mulher a vários níveis, seja nos papéis de género desempenhados no casamento, no emprego, na forma como nós mulheres vivemos e usufruimos a nossa sexualidade, eu sei lá! 

 

Ora, este imbecil, a propósito de não estar acompanhado da mulher na festa, de entre as pérolas proferidas, vomitou que "mais valia só do que mal acompanhado" e, não sei como, a conversa derivou para afirmações de que conhecia e frequentava todas as danceterias da região e arredores (às quais vai sem a mulher, pois claro!). E pior: vaidosão, parecia crescer ao contar as suas aventuras, parecia achar que estava a dizer algo de que se devia orgulhar. 

 

É um energúmeno ou não é um energúmeno? Pergunto: O que é que ele está a fazer casado com a mulher dele? E que raio de mulher completamente anulada é esta? Ontem, realmente parece que recuei no tempo. Silly me! Pensei que já não existiam espécimes destes, nem homens como ele nem mulheres como a mulher dele. 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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