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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Termos de Pesquisa (últimos 30 dias)

 

 

No último mês vieram cá ter leitores à procura disto:

 

  1. puto filma oculto mae mastorbacao - 8
  2. so oral - 2

 

Não sei o que é mais desagradável nesta estatística que o Sapo me revela:

 

  • se o teor do que procuraram (se bem entendo, houve até alguém que queria ver um filme gravado por um filho com imagens de uma mãe a masturbar-se - será isto??? E eu é que sou depravada?!);

 

  • se o domínio do português dos(as) depravados(as), que nem é bom nem mau... é uma merda!

 

Ó Google, obrigadinha pela consideração! Fica sabendo que, a não ser que esteja com princípio de alzheimer, posso quase jurar que nunca abordei o tema masturbação... ainda. Com "u", pá! Quanto ao "oral", admito que gosto (quem não gosta?), mas daí a ser "só oral" vai uma grande diferença. É preciso variar, home d'um raio!

 

Ó Sapo, obrigadinha pela informação que tanto diz de quem me procura como de mim própria! Sempre me obrigas a repensar a minha participação neste universo dos blogs. Hummmm... Acho que vou largar isto e dedicar-me antes à pesca nas horas vagas. E entretanto vou só ali cortar os pulsos... E foi nesse momento que ela soltou uma grande gargalhada. É exímia a dar gargalhadas, so they say. Inconfundíveis, as dela!

 

 

 

É oficial! O melhor do mundo sempre lá teve que comprar os gémeos...

 

 

Cristiano Ronaldo, no seguimento da derrota no jogo de ontem, Portugal-Chile, e consequente regresso a casa, assumiu publicamente, nas redes sociais, o nascimento dos gémeos. Eu não disse que isto ia acontecer? Onde é que já se viu o melhor do mundo não ter gémeos?! Deus me livre! 

 

Já sabem o que penso deste assunto e a minha teoria sobre o "negócio" dos gémeos, a moda dos gémeos, o capricho dos gémeos entre os "rich and famous". Recordem aqui, aqui e aqui (É pá! Apercebi-me que este terceiro post, especialmente, está um "must". A gaja até escreve umas coisas engraçadas!).

 

Não vou bater mais no ceguinho. I rest my case. Mas que, mais uma vez, posso dizer (como o outro) que nunca me engano e raramente tenho dúvidas,  lá isso posso! 

 

 

Patrão Vs empregado: uma dicotomia incontornável...

 

... ou a eterna "luta de classes", utilizando a expressão que Karl Marx imortalizou.

 

 

Ontem, no fim do dia de trabalho, passei pelo supermercado para comprar pão. Meus amigos, assisti a um raspanete da patroa à empregada, que só visto! Uma situação mesmo muito confrangedora. E fiquei ainda mais marcada por este episódio porque eu, sendo como sou, por um lado defensora da justiça social e contra a exploração e o desrespeito pelos direitos laborais, por outro lado gestora de uma equipa razoável de colaboradores, tive dificuldade em empatizar unilateralmente nesta situação. Ou seja, consegui entender o ponto de vista das duas envolvidas, basicamente. 

 

A questão ali discutida andava à volta de a trabalhadora ter, no dia anterior, saído do trabalho enquanto ainda estavam muitos clientes na loja e a ajuda dela seria, pelos vistos, necessária. Ela alegava já ter saído fora do horário dela e que tinha o filho, mas a patroa dizia que as outras trabalhadoras também tinham filhos e também ajudavam sempre que era necessário.

 

Não conheço outras nuances para esta relação laboral, nem sei se as trabalhadoras são ressarcidas do tempo de trabalho extra ou se recebem um salário justo pelo seu trabalho. Mais tarde em conversa com outras clientes, disseram-me apenas que aquela equipa funcionava como uma família e que a patroa tratava bem as trabalhadoras, para além de que, e isso constato eu, ela própria dá o exemplo ao lado delas a trabalhar. 

 

Se por um lado acredito piamente na importância das garantias dos direitos laborais, nomeadamente no respeito pelo horário de trabalho, como disse, por outro lado também eu lido muitas vezes com quem só faz estritamente os serviços mínimos exigidos, nem mais nem menos, pessoas que acham que basta cumprir o horário de entrada e saída para mostrar zelo na profissão, enquanto outras se empenham e dão contributos relevantes para o serviço. No caso em apreço parecia tratar-se disso: talvez uma situação de salários iguais para empregadas com níveis de dedicação ao trabalho diferentes.

 

Para terminar, dois comentários:

  1. Uma nota para a frontalidade da patroa e a preocupação com a promoção de igualdade de direitos e deveres entre todas as trabalhadoras. Todas têm que trabalhar para além do horário porque todas têm filhos e se isso não serve como argumento para umas também não pode servir para  outras. Faz sentido. Proteção da maternidade e justiça social é assim...  Justíssimo! 
  2. Independentemente da sua justeza (ou não), o facto de aquele raspanete ter sido dado em frente à meia dúzia de clientes que lá estavam àquela hora pareceu-me uma humilhação deliberada e gratuita para com a trabalhadora. É caso para dizer: não havia necessidade... 

 

 

Anda por aí o vírus da felicidade!

Estou em condições de dizer que o vírus da felicidade foi identificado nas lojas do Vasco da Gama (talvez trazido por um turista português que esteve recentemente no Butão), mas parece estar a propagar-se para outras superfícies comerciais e mesmo outros locais. Podemos estar perante a ameaça de uma pandemia, meus amigos! 

 

Passo a  explicar. 

 

Como bem se lembrarão, ontem fui à consulta de imunoalergologia (ainda hei de falar sobre isso). Como me despachei cedo e fazendo justiça à gaja que sou, dei uma voltinha no Vasco da Gama para ver as novidades nas minhas lojas de eleição. Gaja que é gaja gosta de dar uma voltinha nas lojas!

 

Ora, nesta volta que eu dei houve um elemento comum em vários estabelecimentos comerciais onde entrei: a necessidade  das lojistas, mais evidente do que nunca, apregoada aos quatro ventos, de que o cliente se sentisse feliz. Ora tomem nota:

Entrei numa loja de roupa de senhora que até tinha uma fashion adviser e tudo e que me deu a conhecer um novo site de promoções de subscrição gratuita. Trata-se de Promofans. Vão lá espreitar, que talvez vos interesse. Eu já lá fui. A menina até me queria inscrever lá na loja, mas eu, nestas coisas, gosto de palpar primeiro o terreno. Gosto de estudar a coisa com tempo. Já subscrevi a plataforma, mas ainda não explorei o suficiente para vos dizer se as promoções e descontos valem a pena.

Segui para outra loja, de gangas e afins, cuja lojista quebrou logo o gelo com uma expressão do tipo "Olá. Sente-se bem? Aqui temos todas as condições para que se sinta feliz!" E eu "Ah!... Hummm... Ainda bem! Obrigada." WTF?!

Dirigi-me a uma livraria, onde pude assistir a uma cena rara. A uns metros de mim, a lojista deixou cair uns livros no chão e uma cliente ali ao pé prontamente apanhou tudo do chão. "Obrigada, não era necessário." "Não tem de quê. Não há problema."

Mau! Nesta altura já comecei a desconfiar... Há aqui qualquer coisa estranha hoje! O que é que se passa para haver tanta alusão à felicidade, simpatia e amor ao próximo no ar? Só pode ser de origem viral! O melhor é abalar daqui, senão amanhã (hoje) ainda me dá para abraçar aquela megera que me detesta lá no trabalho e que fala mal de mim nas costas!... É caso para dizer: também não exageremos, que essa coisa bíblica de dar a outra face não é para mim!

Segui para casa, mas parei num restaurante de uma cadeia de fast food, para lanchar. Gaja que é gaja às vezes também come fast food... Enquanto esperava pelo pedido junto ao balcão (só lá estava eu), a menina disse-me que me podia sentar, o que eu declinei com o argumento habitual: "Deixe estar. Estou farta de estar sentada." "Ah! Sabe? É que é nossa política que os clientes se sintam satisfeitos." "Também tu?", pensei. Mas disse: "Sim, sim. Eu estou satisfeita aqui em pé. Não se preocupe." WTF?! Olhei distraidamente para os avisos na parede e até isto lá estava: 

 

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"Pronto! Já está espalhado.", concluí eu. "Não me resta outra alternativa senão ser amiguinha da megera... Amanhã (hoje) tenho que lhe dar dois beijinhos, dizer que está mais magra, que a blusa que traz vestida lhe favorece o decote e perguntar pela família." 

   

Naaaa!!!! 

 

Butãopaís ao sul da China, única nação no mundo cuja religião oficial é o budismo tântrico, daí o objetivo principal de governo seja fazer com que os cerca de 700 mil habitantes sejam felizes, algo que até está consagrado na Constituição do país. Uma das perguntas que é feita aos butaneses nos censos é "Você é feliz?", assim como dão mais ênfase à Felicidade Interna Bruta do que ao Produto Interno Bruto. Até existe um Ministério da Felicidade! 

 

 

 

Espaço para a ciência (sim, porque aqui também se escreve sobre assuntos sérios!)

Hoje é mesmo um assunto sério. Escrevo sobre ciência e genética. Hoje excecionalmente peço-vos que leiam o post com toda a vossa atenção, que o assunto é mesmo sério. Não saltem parágrafos, senão a abordagem não vos fará sentido. Só hoje, por favor. 

 

Como sabemos, estudos científicos que sequenciaram o genoma de primatas revelaram que existe uma semelhança maior que se imaginava entre o genoma de primatas como chimpanzés e gorilas e os humanos, o Homo (às vezes muito pouco) sapiens. As conclusões, se não me engano, apontam para diferenças genéticas mínimas (na ordem de à volta de 1%) entre eles, sendo que os primatas que têm a sequência genética mais parecida com os humanos são os chimpanzés e os bonobos. O gorila, cuja sequência genética foi mapeada pela primeira vez em 2012, é o que se afasta mais, mas apresenta diferenças genéticas de apenas 1,6%.

 

Poderá não ter qualquer relação com os mapeamentos genéticos de uns e de outros, mas é engraçado verificar nos primatas atitudes e comportamentos em tudo idênticos aos dos humanos. Determinadas poses, a forma como as mães dão colo aos filhos bebés ou lhes catam os piolhos são imagens ternurentas muitas vezes captadas nos programas de vida selvagem ou mesmo observáveis ao vivo em espaços como os jardins zoológicos.

 

Era mesmo uma dessas imagens que eu queria trazer hoje aqui. Na impossibilidade, deixo esta, também ela ilustrativa das semelhanças comportamentais entre uns e outros. 

 

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Afinal não me esqueci que hoje é segunda-feira!    

 

 

(Fonte da imagem: https://www.facebook.com/tbhgc/) 

 

 

 

P, o baldas!

 

O P é um rapaz de 16 anos, com alguma irreverência própria da idade mas com bom coração. Só não liga à escola. Nem sequer leva os livros para casa. Ficam no cacifo durante todo o ano. Não vale a pena levá-los. Afinal, não iria estudar mesmo. Corre, por isso, o risco de chumbar, mais uma vez.

Vive com a mãe e uma irmã mais nova, com muitas dificuldades, numa habitação humilde, sem as mínimas condições, com algumas divisões em terra batida. A mãe é uma boa mãe, trabalhadora, e luta diariamente para criar aqueles dois filhos sozinha. Conta também com a ajuda de terceiros.

O P tem o pai preso. Disparou contra um homem na sequência de uma briga. Mas não teve culpa, diz o P. Vão visitá-lo ao fim-de-semana. A mãe, esposa extremosa, leva-lhe sempre dinheiro para os gastos na prisão, apesar das dificuldades em criar os filhos. 

O P sabe que precisa ajudar a mãe no orçamento familiar. Trabalha muitos finais de dia, depois da escola. E quase todos os fins-de-semana, na agricultura. Pagam-lhe 5 euros à hora. 30 euros por dia. É uma boa ajuda, diz ele. 

O P não estuda. Mas podia estudar, em cima da sua cama, diz ele. Dormir lá é que não pode, desde que o soalho do quarto abateu. Agora tem dormido no chão, no quarto da mãe, ao lado da cama onde ela dorme com a irmã mais pequenina. 

O P é um bom menino, só não liga à escola. 

 

 

Os bezerros é que abocanham as tetas das vacas em cenários bucólicos!

 

O título parece saído de um romance de António Lobo Antunes, passo a arrogância de comparar uma frase minha à escrita desse grande escritor. Digo isto porque aparenta não fazer sentido, mas acabarão por perceber que faz todo o sentido. Senão, leiam o episódio que tenho hoje para vos contar. Acreditem: isto é verídico, aconteceu mesmo! 

 

Ainda estou incrédula com o que vi ontem, ao final do dia, no supermercado. Eu vi, com estes olhos que a terra há de comer, uma mãe e uma filha que devia ter uns 3 anitos. Pareceu-me uma mãe extremosa, à distância em que as observei, estava eu na charcutaria e elas na padaria. A criança agia como qualquer criança, sempre a falar "mãe isto e mãe aquilo" e a esticar os braços em direção à mãe, a exigir atenção, pensei eu. A mãe, sempre com muita paciência, ouvia e respondia como que implorando que a criança tivesse também, ela própria, paciência. Mas a criança não dava descanso.

 

Até que se calou, em algum instante entre o meu pedido de fiambre e o de queijo ou enquanto eu pedi à menina para verificar a data de validade do queijo fresco. A mãe cedeu e deu-lhe finalmente o que ela queria, pensei. E como é que eu me apercebi do que ela realmente queria, como foi? Apercebi-me porque a mãe caminhava agora na minha direção, a empurrar o carrinho e a criança sentada dentro do dito cujo, a abocanhar o mamilo da mãe, mãe esta que tinha sacado a mama para fora da roupa e caminhava assim com a filha pendurada nela com a maior naturalidade. Conseguem imaginar a cena?

 

Fiquei chocada, a sério!  Eu amamentei os meus filhos, acho a amamentação a coisa mais natural do mundo e não vejo problema nenhum em que as mães o façam em público, de forma recatada, para suprir as necessidades alimentares dos filhos bebés. É humano que isso aconteça. Agora esta mãe levou a discussão para todo um outro nível. Aquilo não se tratava de alimentar um filho! O que aquela mãe fez foi ceder a um capricho de um "bebé" grande mimado que articula perfeitamente o discurso e já tem idade para entender as regras da vida em sociedade e, mais, que já tem idade para comer a sopa ou um naco de pão! E ainda circular em público naqueles preparos, como se fosse a cena mais natural do mundo? Alto lá!

 

Acredito que a aspirante a vaca no prado percebeu a minha incredulidade e guardou a mama dentro do vestido, sem que eu proferisse qualquer palavra. Certamente percebeu! Sou transparente demais e fiquei literalmente de boca aberta, sobrolho franzido e olhos fulminantes. 

 

Não sei... Às vezes acho que sou uma valente besta insensível que não consegue ter empatia por uma criança de 3 anos (ainda se tivesse 3 anos e meio, podia criticar!...) que quer o conforto da mama da mãe (sim, porque leite não tinha de certeza!), nem com aquela mãe ruminante que faz tudo para que a sua cria se sinta feliz.  Sou mesmo uma pessoa e uma mãe má...

 

 

"Lei de Murphy" aplicada... à minha vida

 

 

Conhecem a "Lei de Murphy"? Bem, grosso modo, é qualquer coisa como:

 

Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal. E da pior maneira,

no pior momento possível e de modo que cause o maior dano. 

 

Ora dir-me-ão que os princípios desta teoria podem estar relacionados com superstições ou com o pessimismo sem fundamento do ser humano e com a sua memória seletiva. Digam lá. OK. Mas isso é porque não conheciam a materialização em pessoa desta teoria. Euzinha, muito prazer.

 

TUDO me tem corrido mal, nos últimos tempos. Nem me vou lamuriar porque cheguei a um ponto em que já só me apetece rir das minhas desgraças. Pode ser que assim finte a onda de azar que me persegue. Nem vos vou martirizar com todas as peripécias azarentas com que tenho sido obrigada a lidar. Vou só contar-vos o dia de sexta:

 

  • Filho com gripe, 3º dia com febre;
  • Logo de manhã, na entrada ao serviço: reclamação escrita de um neurótico que tirou estes últimos meses para me dar cabo do juízo;
  • Envio de um artigo para um jornal, que deveria ter sido enviado há dois dias;
  • Agendamento e preparação da ordem de trabalhos de uma reunião para a próxima semana, mas aparecem-me convocatórias para outras três. Basicamente, na próxima semana não faço mais nada senão andar de um lado para o outro;
  • Preenchimento de dados numa plataforma online, com o prazo limite a apertar;
  • Cerca de 20 colaboradores  queixam-se do comportamento de outro (mais um conflito para resolver);
  • Filho, apesar de doente, tem explicação de Matemática com outros colegas. Estou encarregue de os ir buscar à explicação, mas ontem também ninguém os podia levar para lá (uma estava no médico, outra em Lisboa, outra em casa com dor de cabeça). Telefono à explicadora para tentar adiar a aula e levo um raspanete por causa da falta de cumprimento do calendário. "Está certo! Não se preocupe, que eu vou levá-los". 
  • Lá saio eu do trabalho (consigo flexibilizar o horário, o que significa basicamente que trabalho mais horas do que quem tem horário rígido), apanho os jovens e dirijo-me para o centro de explicações. Todo o caminho em stress, com aquela vontade de passar por cima dos carros da frente. Pára-arranca, para piorar. A cereja no topo do bolo: bato na traseira do carro da frente (a minha primeira vez!). A senhora travou a fundo, mais do que a minha ansiedade aguentava e pumba!
  • Custou mas consegui que a senhora (que telefonou logo ao marido, que apareceu em 2 minutos) confiasse em mim. Vou pagar a merda do estrago e pronto, sem declarações amigáveis, seguros e essas merdas porque estava com pressa para ainda ir ao trabalho despachar mais uns assuntos. Volto ao trabalho, despacho cenas, saio do trabalho, levo os miúdos de volta para casa e dei por terminado o dia.  

 

Então? Personifico bem a "Lei de Murphy" ou não? É real ou não é? Não fosse ela existir, eu teria por exemplo insistido com a mãe que tinha dor de cabeça que tomasse a merda de um comprimido. Ou tinha cagado no raspanete da explicadora, deixado os miúdos baldarem-se e pronto. Assim, quem ficou com dor de cabeça e com uma conta para pagar no mecânico fui eu. Toma lá que é para aprenderes! 

 

 

Caprichos...

 

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No passado fim-de-semana, o jornal inglês The Sun noticiou que Cristiano Ronaldo alegadamente (acho esta palavra um must!) iria ser pai de gémeos por recurso a uma barriga de aluguer americana, à semelhança do que tinha acontecido com o primeiro filho.

 

Vá lá! Admitam lá que estavam à espera que eu me chegasse à frente para dizer que é mais uma evidência da minha teoria, que eu abordei aqui e aqui Agora só falta ser um casalinho para as peças encaixarem todas.  

 

Quanto a ser ou não ser verdade, na realidade não me surpreende nada que seja. Até parece que estou a ver o menino prodígio (eu, por acaso, não o acho tanto assim, mas manifestar isso é politicamente incorreto ou mesmo anti-patriótico, por isso cala-te Maria!), dizia que parece que estou a ver o menino de sua mãe Dolores a pensar assim: "Porra que se todos os ricos e famosos estão a ter filhos gémeos, eu também tenho que ter! Eu posso pagar porque "yo soy rico y en mi cabeza yo soy el mejor". Pega no telefone e "Ó Jorge Mendes, trata lá de me arranjares essa coisa de ter filhos gémeos! Aborreci-me com o Lamborghini..." 

 

Se houver por aí "Ronaldetes", não levem este post demasiado a peito, ok? Além disso, pode ser que seja tudo mentira. Coitado do rapaz que anda sempre nas bocas do mundo sem sequer se pôr a jeito!...  

 

 (Foto: The sun)

 

 

O sexo vende!

Apresento-vos um desfile de moda muito sui generis. O que se pretende promover são malas femininas. Mas desenganem-se se pensam que são mulheres a desfilar com as malas. Não! São homens.

 

Pelos vistos, criou-se um novo conceito na passerelle para não distrair os olhares daquilo que interessa (neste caso, as malas), pensando certamente contrariar o facto de que associamos mais as passagens de modelos e o estilismo às peças de roupa e costuma ser aí que fixamos mais a nossa atenção. Aqui, não. Trata-se de malas. É aí que tem que estar a atenção da plateia e, nesse sentido, verão que este conceito faz todo o sentido.  

 

O problema é que eu devo padecer de défice de atenção. Acreditem, vi todo o vídeo e não me lembro de nenhuma das malas que desfilaram. Nem uma!  Vão perceber porquê se visitarem o link seguinte. 

 

https://videopress.com/v/Sib4w8RE

 

(Hoje tem que ser o link porque não consigo colar aqui nem fotos nem vídeos há uns dias. Às vezes consigo no telemóvel, mas desta vez nada feito. Já pedi ajuda ao Sapo na sexta-feira, no post de ajuda, e aguardo o apoio)

 

 

Sobre mim: o animal feroz.

 

Um dia, já há uns bons anos, um colaborador lá no emprego, grande admirador da forma como eu liderava a organização e geria o estaminé, numa reunião de trabalho teceu-me o que ele considerava ser um grande elogio: comparou-me a uma figura proeminente da vida política portuguesa à época, de quem era grande admirador. Adivinham quem? Esse mesmo: o animal (cada vez menos) feroz do José Sócrates, hoje fera em vias de poder vir a ser enjaulada. Confusões à parte, não sei se deveria ter ficado contente ou triste com o elogio. Mas eu percebi o alcance das suas palavras e, admirem-se, até apreciei a comparação. 

 

Bem, o que é certo é que hoje me sinto cada vez menos feroz. Como ele, por motivos bem diferentes (descansem!), continuo a estrebuchar, a esbracejar para me manter à tona. Mas começa a ser muito difícil. Sinto-me uma presa acossada, rodeada de predadores, numa selva hostil. Dias e mais dias de situações difíceis sucedem-se e elas têm-me sugado todas as energias, implacáveis. Chego impreterivelmente a casa ao fim do dia, dia sim dia sim, com vontade de me deitar no quarto às escuras e desligar do mundo. Mas continuo. Tem que ser. Muitas pessoas dependem de mim. Só mais o jantar e mais um sermão aos miúdos e não me posso esquecer que tenho que lhes retirar o telemóvel e outras distrações porque estão a desperdiçar tempo útil de estudo. Não posso desistir dos meus filhos. Deles, não me demito. E no dia seguinte, levanto-me e enfrento mais um dia com normalidade aparente, repetindo a mim própria que tenho que ser forte. Nunca fui de desistir de nada, não vai ser agora. E vou a caminho do trabalho e penso no que me poderá estar reservado neste dia. Um dia de cada vez. Mas estou esgotada. Queria poder abraçar a minha mãe. 

 

Talvez só me faltem amigos tão fiéis como os do Sócrates, que me oferecessem umas férias num destino paradisíaco por tempo indeterminado. Mas talvez aí resida uma das grandes diferenças entre nós... Não tenho amigos dessa envergadura. 

 

Isto não é uma lamúria. Sou só eu a pensar em voz alta. Na volta, se calhar é só o inverno que já vai demasiado longo...

 

 

 

Ponto quê???

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Só se for este da imagem o "ponto G" de que se  fala de há uns anos a esta parte. Exatamente! Hoje venho aqui afirmar que não existe nenhum "ponto G" na anatomia feminina. É uma falácia! O único centro nervoso do prazer feminino é o clítoris. É daí que irradiam todas as ondas orgásticas. Não há cá separação entre orgasmo clitoriano e orgasmo vaginal, como alguns querem fazer crer.

 

Mas há muitos que nos querem impingir esta ideia! Até um site na net eu encontrei de uma terapeuta sexual que, a troco de dinheirinho (ora bem!), garantia por experiência pessoal estar em condições de ensinar tudo às mulheres incompetentes como eu que ainda não tinham encontrado este ponto-promessa-do-paraíso. 

 

Tenho várias teorias sobre esta "criação" de um ponto alternativo que promete um éden de sensações nunca experienciadas e que pôs meio mundo à procura do pote de ouro no fim do arco-íris. Uma delas é de que esta ideia se disseminou por causa da insatisfação crónica de que padece a Humanidade e consequente necessidade de ter sempre mais. Outra é fazer negócio, como acontece no site que encontrei. Pode também ter sido um homem a inventar esta narrativa do ponto G, para valorizar o coito vaginal e, digamos, assegurar a continuidade da espécie.  

 

Não! Tudo passa cá por fora, meus amigos, cá por fora...   

 

Nota: se isto não é serviço público, vou ali e já venho... 

 

(Fonte da imagem: https://www.facebook.com/CurlyLittleRedhead/)

 

 

Dia dos namorados é quando o Homem quiser!

Não ligo ao Dia dos Namorados. A sério! E não digo isto por dizer ou para pagar com a mesma moeda ao M, que também não liga e não é nada romântico. Esta é uma das facetas da nossa relação em que fui eu me aproximei do feitio dele. As relações também são feitas de cedências e eu cedi nestas "mariquices" que quase todas as mulheres gostam. Ou seja: eu já valorizei estas datas, quando ainda não percebia que existem outras manifestações de amor muito mais importantes do que oferecer e receber flores, peluches, jóias ou chocolates neste dia (conforme o perfil e a idade dos namorados). Neste dia, há um ano, escrevi um post neste sentido, este: O meu namorado não me deu flores. Na altura acho que ninguém o leu. Podem recuperá-lo agora, que até está engraçadinho, modéstia à parte. Quanto a mim, verifico que me mantenho coerente com as minhas convicções. 

 

Bem, apesar de tudo, hoje é obrigatório fazer um post sobre o dia dos namorados, certo? Então, é isto que eu tenho para dizer. Ah! Restaurantes e programas organizados por outrem neste dia nem pensar! Recuso-me a ser figurante de um filme. É isso que me lembram todos os casais sentados hoje nas mesas dos restaurantes a abarrotar. Sou mesmo muito pouco gaja neste aspeto...

 

Maaaaas, não pensem que eu ando por aí a matar o dia a quem me rodeia, como se fosse um adulto insensível que revela a uma criança que o Pai Natal não existe. Não! E para perceberem o que eu quero dizer, fiquem sabendo que fiz questão de comprar umas embalagens muito giras de chocolates numa loja conhecida da nossa praça. Conseguem imaginar para quê? Hã? Eu digo. Para os meus filhos oferecerem aos seu/sua namoradinho/a. Pois é! Na idade deles também eu valorizava estas "mariquices" e não quero destruir os sonhos dos adolescentes cá de casa. 

 

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Sou muito boa pessoa, mulher e mãe, eu sei. Será que o M se vai lembrar disso e dar-me uma prenda neste dia dos namorados? Será que é este ano que ele me dá flores?  

 

Nota: Quando no título deste post refiro "Homem", entenda-se também a mulher, conforme se adivinha pela opção de colocar a palavra com maiúscula, querendo a mesma referir-se ao ser humano em geral, à Humanidade (olha, esta é feminina!...). Isto só para o caso de haver por aí malta sensível a este pormenor, ao qual eu não dou a mínima relevância. É só opção linguística, a qual não me diminui absolutamente nada na minha condição de mulher. Estão a ver? Daqui a nada, tenho aqui mais dez parágrafos a falar nisto e entretanto já me esqueci do dia dos namorados. Não há nada a fazer... 

 

(Fonte da imagem: própria)

 

 

Tenho para mim...

... que se continuam a haver tantas manifestações contra o Trump, principalmente nos EUA em que a sociedade está ao rubro, qualquer dia ele vai ter que recorrer daquela velha estratégia política americana, que é engendrar uma guerra com algum país, para unir o povo americano à volta disso. Nada de novo. Uma daquelas que obrigue a enviar soldados americanos para lá para morrerem e serem heróis de guerra. Não há nada que o americano típico aprecie mais do que ter um herói de guerra morto na família, e fazerem-lhe um funeral com a urna envolta na "stars and stripes". 

 

 

Faz hoje um ano sobre a eleição do Presidente pop star.

 

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 (Se fosse a capa de um livro da Anita do Marcelo, que título escolheria? Anita Marcelo e os sem-abrigo ou Anita Marcelo e os jornalistas?

Fonte: http://www.vip.pt/)

 

Na passada semana, antes da tomada de posse do Trump, o tema nas televisões era o frio. Qualquer dia falo sobre esta tendência que as televisões têm para falar de coisas normais como se fossem furos jornalísticos. Frio no inverno é aquele tema que surpreende qualquer um... Bem... Frio para aqui, frio para acolá, plano de contingência aqui, plano de contingência acolá, até que atingiu o climax com o Presidente da República a visitar os sem-abrigo numa noite fria de inverno. Temos, digamos, um Presidente bastante colaborante com os meios de comunicação social, digamos assim. E logo as hostes rejubilaram nas redes sociais. Aquilo é que foi! Grande homem! Desceu lá do cimo da sua importância para se colocar ao nível dos "ninguéns". Penso que não me afastarei muito da verdade quando digo que deverá estar eminente a criação de um clube de fãs do nosso Presidente, passado que está o primeiro ano da sua eleição. 

 

E eu penso que devo ser uma pessoa muito fria e insensível por não ter ficado enternecida com a atitude do homem. Sei que corro o risco de ser mal interpretada e, com o histerismo coletivo que tenho observado nas redes sociais, corro também o risco de perder todos os meus seguidores de uma empreitada só. Os mesmos que resistiram ontem à conversa do minete, debandam hoje. Querem só ver?! Mas eu arrisco. Prefiro ser controversa e causar impacto, do que ser amorfa como uma mosca morta. 

 

Vou, no entanto, tentar pôr as coisas com algum cuidado, até porque não questiono a faceta humana dele, que eu também aprecio. Admito que o nosso Presidente é simpático, afável e que tem uma personalidade cativante, incomparável por exemplo ao seu antecessor, aquele cubo de gelo ambulante (que eu, por acaso cheguei a cumprimentar, que eu sou muito VIP).

 

Até admito que a iniciativa de visitar os sem-abrigo tenha partido de um interesse genuíno dele em mostrar solidariedade para com aquelas pessoas. Mas, como explicar isto? Faz-me confusão a tendência incontrolável do senhor para o show-off, para o vedetismo, para atrair os holofotes e o protagonismo sobre si, para continuar a dar fé de tudo e a fazer análise da situação política a todo o momento como se ainda estivesse sentado em frente à Judite de Sousa, sendo assim presença constante nas nossas vidas. Apesar de finalmente termos um Presidente que não é só figura de corpo presente e que até se distancia dos partidos, caramba!, também não é suposto um Presidente da República ter clube de fãs . Ele não deveria ser é uma pop star! Por favor! 

 

E assim, nesta linha de pensamento, enquanto millhões de portugueses se emocionavam com um ilustre poderoso que, de forma a meu ver paternalista, quis confraternizar com os pobres ninguéns, a minha consciência teimava em ver um ilustre poderoso que poderia ter contribuído ao longo da sua vida política para tirar aquelas pessoas da rua. Fê-lo, de alguma forma? Dir-me-ão que ele aproveitou esta ocasião para alertar que “é preciso fazer mais” pelos mais desfavorecidos. É verdade! E que bem prega frei Tomás! Felizmente ele não carrega o ónus dos contributos desastrosos das políticas dos vários governos da sua cor e não só ao longo dos últimos anos...

 

O que querem? Sou mesmo avessa à caridadezinha com os pobrezinhos. Para mim é um conceito que só legitima e perpetua o fosso entre ricos e pobres. Reflita-se antes em medidas de fundo para atenuar as diferenças. Reforce-se o Estado Social. Ingénua, utópica, certo? Talvez... Eu realmente não percebo nada de política. Eu é mais bolos e batizados... 

 

 

 

Só por causa das coisas!...

 

Não sou rapariga de me deixar ficar! Minhota nascida e criada nunca se deixa ficar! Isso é que era belo! Já explico! Aguardem só um bocadinho. Não posso dizer tudo nas primeiras linhas, senão não abrem o post. Sou pouco esperta, sou! Talvez agora... Acho que já posso... Vá, abram lá esta merda cena!

 

Bom...

 

Ontem, a propósito do post Acho que há por aí alguém com muito sentido de humor..., houve um menino de seu nome Papagaio, muito indiscreto por sinal, que teve o desplante de me dizer, assim sem dó nem piedade, que eu, como ele, não tinha sentido de oportunidade e cito "(...) que sentido de oportunidade! Temos futuro nisto, temos!". Reparem no tom irónico-sarcástico com que insinua que eu e ele não temos futuro como bloggers porque falhamos no timing. Que desfaçatez! Nem sabes o que te espera!

 

Pois agora vais ter a resposta que mereces, sua ave Psittaciforme da família Psittacidae (Fui pesquisar e tudo!). Fica sabendo que o Robinson Kanes classificou o post como, e cito, "best post of the day". Ah pois é! É claro que deve ter sido o primeiro que ele leu, mas como o considero uma pessoa que se mantém fiel às suas convicções, recusar-se-á certamente a virar o bico ao prego e dar o dito pelo não dito. 

 

Mas se isso não te bastar, espera ainda pela demora.

 

Regista aí que hoje, 19 de janeiro, é o  Dia de São Bassiano. Ah pois é! E eu estou aqui, indubitável e incontestavelmente carregadinha de oportunidade, a dizê-lo em primeira mão. E ainda te digo mais: hoje, lá de onde és originário (É provável seres da terra do Zé Carioca, né? Por acaso, adorava ler os livros do Zé Carioca!), é também Dia Nacional do Barbeiro e do Cabeleireiro. Toma lá que já almoçaste! 

 

No mesmo post, a Sónia Pereira deu a sugestão de "criarmos um dia internacional de qualquer coisa, mas alguma coisa verdadeiramente irritante ou parva, só para depois nos rirmos com as reportagens nos telejornais". Aceito o desafio. Sem querer tirar o protagonismo ao coitado do Bassiano que nem sei quem foi, proponho que hoje seja também Dia Internacional do Pêlo Encravado. Que tal? É uma coisa irritante e parva!!! Também podia ser o Dia Internacional do Trump, mas o dia desse parvo irritante é já amanhã e infelizmente vai prolongar-se por uns bons anos...

 

Pronto! Desafio lançado! Agora a bola está desse lado. Toca a passar palavra, para ver se pega e logo é reportagem no telejornal e a malta ri-se muito para comemorar o dia de ontem... fora de timing... só por acaso...  

 

"I rest my case"! 

 (Fonte: http://giphy.com/)

     

 

Acho que há por aí alguém com muito sentido de humor...

... ou irónico ou esquizofrénico ou titeriteiro. Uma delas certamente. 

 

Então, dois dias a seguir ao dia mais depressivo do ano, celebramos o riso??? Acabei agora mesmo de descobrir isso e só me ocorre dizer: que volatilidade a do ser humano! 

 

E eu, que na segunda-feira andava nas nuvens, nada deprimida, hoje estou sem vontadinha nenhuma de me rir. Devo ser do contra ou não gosto que decidam por mim quando é que estou feliz e quando estou deprimida!  

 

 

ti.te.ri.tei.ro, masculino:

  1. manipulador de bonecos, que trabalha com fantoches ou marionetes
  2. (Figurado) aquele que manipula outras pessoas como se fossem fantoches

(Fonte: https://pt.wiktionary.org/wiki/titeriteiro)

 

 

Espécie de blogger pouco ortodoxa, prazer!

 

Vinde e vêde só a coisa mai escaqueirada linda que eu fiz um dia destes, indigna de constar nas páginas do blog mais badalado de blogger que se preze. 

 

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É um pássaro?

É um avião?

Não! É uma torta arreganhada!

Porque as tortas (assim como a vida) não são tão perfeitas como muitas vezes nos querem fazer crer. E até nestas coisas mundanas, como seja a cozinha e a gastronomia, é necessário haver quem rompa com os paradigmas da irrepreensibilidade. 

 

Mas, em minha defesa digo que, de sabor, estava impecável! 

 

 

 

Será falta de sensibilidade?

"Only dead fish go with the flow", disse Andy Hunt. Por isso, para fugir ao mainstream de hoje e dos últimos dias, não vou falar das qualidades e/ou defeitos do falecido. Todos os mortos me merecem respeito, sejam eles quem forem, mas... digamos que já chega, vá. 

 

Ups! Estou também a seguir a corrente, né? OK... Mas em minha defesa digo que trago toda uma diferente abordagem.

 

Não utilizarei os termos "pai da democracia", porque esses foram vários: desde os que todos conhecemos da televisão e dos livros de História, àqueles homens e mulheres do povo anónimos que sofreram torturas e viveram na clandestinidade no tempo da velha senhora e ainda aos militares do Dia D português (Inventei esta designação agora, acho eu... Fica bem!). Parece-me, portanto, manifestamente injusto centralizar esse capital numa pessoa só, mesmo estando morta, que é quando se fazem tendencialmente todas as vénias e se tecem todos os elogios, à boa maneira portuguesa.

 

Porque é terreno que não conheço, não falarei também da outra face da mesma moeda que remete para suspeições relacionadas com o melhor amigo das mulheres, na canção da eterna Marilyn ou com aquele material de que são feitos os dentes dos elefantes e que o ex-rei de Espanha também gostava de ir procurar nas suas caçadas em África.

 

Trago antes um conjunto de questões muuuuiiiiiito pertinentes (se eu não achar, quem achará?) que me lixam a mona, que por si só já não anda grande coisa. 

 

Então, a quem souber!

 

Questão 1:

  • Porque é que os três dias de luto nacional só começaram dois dias depois da morte? Só se decreta luto nacional para dias úteis? Eu, que sou uma pessoa pragmática, penso logo com os meus botões: ainda se isso significasse tolerância de ponto ou feriado nacional aqui para o povo que está tão sensibilizado, ferido e agonizante mesmo!, com a morte de um jovem de 92 anos... 

 

Questão 2:

  • Esta é mais uma curiosidade que tenho. Será que houve quem (não sendo profissional da informação, que esses entendo porque é o seu trabalho) rascunhasse/agendasse por aí posts/artigos na presunção de que o senhor morreria dentro de pouco tempo, ficando depois sinistramente à espera que a sua morte se concretizasse para publicar o escrito? À quantidade de referências que se tem visto por aí repetidas ad nauseam... Creepy...  

 

Questão 3:

  • Qual é a bruxa/taróloga/cartomante/mãe de santo de serviço na SIC?  É que ainda corria o ano de 2016, finais de dezembro, e uma imagem do agora defunto com a legenda 1924-2017 foi vista num noticiário daquele canal (tenho pena de não ter imagem). Quero saber quem é a bruxa para eu própria ir a uma consulta. É que deve ser mesmo boa na arte, a tipa... 

 

E é isto que me apraz dizer. Tudo o resto já foi dito. Mesmo tudo!  

 

 

 

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