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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Nonsense ou como "ajavardar" um post.

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Hoje trago conhecimento, cultura! Também isto aqui na chafarica não pode ser só assuntos sem jeito, não é? Por isso, hoje vou partilhar uma curiosidade sobre os porcos e garanto que não se trata de nenhuma mensagem subliminar a propósito da ganância de porcos(as) sujos(as) que andam aí. Não! É só mesmo sobre porcos, suinos. 

 

Fiz uma descoberta sobre este bichinho tão oinc oinc. Duas, aliás. Cá vai!

 

1 - É fisicamente impossível para os porcos olharem para o céu. Não faria muito sentido, portanto, estar a referir-me metaforicamente aos bispos da IURD ou algo que o valha, sendo eles tão próximos do céu e de Deus. Bate tudo certo até aqui.

 

2 - O orgasmo dos porcos dura 30 minutos. Sim, 30 minutos! Com um orgasmo destes acho que não haveria vasectomia que lhes valesse... Por isso é que os porcos não adotam bácoros, estão a ver!? Aquilo é que seria queimar calorias, pensei logo eu para os meus botões. Fiquei sem saber é se esta dádiva (dos 30 minutos) é exclusiva dos porcos ou se as porcas também têm direito a ela. 

 

Moral da estória: 

Com um orgasmo de 30 minutos, para que é que os porcos quereriam olhar para o céu?! 

 

 

Facto: nas mulheres, o sexo melhora com a idade!

 

 

Pois é, miúdas mais novas. Se ainda não encontraram o vosso lugar prazeroso no mundo da sexualidade partilhada com um parceiro, não desesperem. Só pode melhorar! Não sou eu que o digo. É um artigo da Visão que o diz. E eu concordo. Até vou mais longe afirmando que até ao início da idade adulta é preciso ter muita sorte com os parceiros para uma mulher obter satisfação plena das relações sexuais que vai mantendo. E isso ainda é mais evidente em relações ocasionais. Isto porque eu acredito que o tempo, o conhecimento profundo de nós próprios e do outro e a aprendizagem partilhada, nestas coisas da sexualidade, são a chave da felicidade  suprema. 

 

Quanto à minha perceção sobre as razões que poderão estar na base de a fruição da sexualidade melhorar com a idade no universo feminino, estudos à parte, acredito que há fatores que mais influenciam a fruição plena da sexualidade nas mulheres maduras.

 

Desde logo, com a idade as mulheres perdem muito da insegurança típica dos primeiros anos da juventude e aprendem a aceitar melhor o seu corpo e, consequentemente, a sentirem-se mais espontâneas, mais libertas e abertas a novas experiências e até mais sensuais. Demonstram muito mais desejo sexual e, consequentemente, mais  iniciativa na cama (ou noutro lugar qualquer...). 

 

É minha convicção que nos primeiros anos da juventude a insegurança leva a uma maior preocupação em agradar ao parceiro do que a si própria. E é minha convicção também que é neste contexto de início de relações ou em relações ocasionais que as mulheres mais fingem orgasmos. Quem nunca o fez, que atire a primeira pedra. Ah, pois é! Todas já o fizemos! A verdade é que a partir de certa idade a mulher já não faz esse frete para que o parceiro se sinta feliz. A sua própria felicidade passa a ocupar a dianteira das suas preocupações. Percebe que, se não foi bom, o melhor é mesmo assumi-lo, conversar sobre isso e, com honestidade, essas situações propícias ao fingimento e à mentira até deixam de acontecer. Idealmente, com a necessária intimidade, passa a ser bom para os dois sem exceção. Os dias em que acontecia uma parte ficar a "chuchar no dedo" já eram! 

 

Com o tempo, em relações duradouras, a quantidade é substituída pela qualidade. Sabemos que regra geral os homens, na juventude, só pensam em sexo, sexo a toda a hora (Tchiii! Já foi há tanto tempo, que já nem me lembro bem!...), muitas vezes precipitado, com poucos ou nenhuns preliminares e sem ambiente propício às "cabeças femininas", que são bué complexas, como sabemos. Enquanto que as mulheres poderiam manter a mesma frequência de atividade sexual ao longo da vida (admito que esta é uma área em que é mais fácil ser mulher), convenhamos que no sexo masculino já não é tão fácil. Por isso é que os comprimidos azuis foram inventados. É claro que nuns e noutros há fases em que o desejo sexual aumenta ou diminui, mas isso nas mulheres não é visível a olho nú, enquanto que a fisiologia e mecânica masculinas não podem ser dissimuladas, não é? O que nos vale é que, nesta questão do sexo, a frequência não é o único requisito para uma sexualidade feliz. Menos acaba muitas vezes por ser mais. 

 

Só há um senão nesta evolução da fruição da sexualidade em tudo favorável à mulher madura. É que quando ela está apta a tudo, mesmo tudo, malabarismos na cama incluídos, as dores nas "cruzes", o reumático ou outra qualquer mazela da idade atacam e pronto, lá se vai o clima e é ver-nos a desejar ter 20 anos outra vez... 

 

(Fonte da imagem: http://visao.sapo.pt/visaomais/2017-05-26-Melhor-sexo-para-as-mulheres--E-nesta-idade)

 

 

Isto é que é credulidade!

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Esta imagem poderia muito bem enquadrar diferentes abordagens ao tema por vezes em apreço às segundas-feiras. Senão, vejamos:

- O orgasmo feminino e as suas várias manifestações ou exteriorizações é tema sempre apetecível;

- O fingimento do orgasmo, exclusivo do sexo feminino, precisa ser desmistificado e, para nosso próprio bem, definitivamente abandonado;

- O sado-masoquismo é coisa que me faz alguma espécie, mas que existe, existe.

 

Pois podia! Mas não estou para aí virada!  Deve ser da astenia da Primavera. Um dia destes falo disso... Da astenia, quero dizer... Do resto também, qualquer dia...

 

 

Ponto quê???

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Só se for este da imagem o "ponto G" de que se  fala de há uns anos a esta parte. Exatamente! Hoje venho aqui afirmar que não existe nenhum "ponto G" na anatomia feminina. É uma falácia! O único centro nervoso do prazer feminino é o clítoris. É daí que irradiam todas as ondas orgásticas. Não há cá separação entre orgasmo clitoriano e orgasmo vaginal, como alguns querem fazer crer.

 

Mas há muitos que nos querem impingir esta ideia! Até um site na net eu encontrei de uma terapeuta sexual que, a troco de dinheirinho (ora bem!), garantia por experiência pessoal estar em condições de ensinar tudo às mulheres incompetentes como eu que ainda não tinham encontrado este ponto-promessa-do-paraíso. 

 

Tenho várias teorias sobre esta "criação" de um ponto alternativo que promete um éden de sensações nunca experienciadas e que pôs meio mundo à procura do pote de ouro no fim do arco-íris. Uma delas é de que esta ideia se disseminou por causa da insatisfação crónica de que padece a Humanidade e consequente necessidade de ter sempre mais. Outra é fazer negócio, como acontece no site que encontrei. Pode também ter sido um homem a inventar esta narrativa do ponto G, para valorizar o coito vaginal e, digamos, assegurar a continuidade da espécie.  

 

Não! Tudo passa cá por fora, meus amigos, cá por fora...   

 

Nota: se isto não é serviço público, vou ali e já venho... 

 

(Fonte da imagem: https://www.facebook.com/CurlyLittleRedhead/)

 

 

Notas mentais sobre abstinência sexual nos reality shows e na vida

 

Não sigo reality shows. E não é porque ache que lá se retrata a decadência humana e a ignorância da geração dos gadgets e do vocabulário reduzido a meia dúzia de vocábulos, quase todos mono ou dissilábicos. Por acaso acho mesmo, mas não é por isso, até porque já segui este formato no início, por curiosidade e interesse em "alservar" (lembram-se que eu gosto de "alservar" o comportamento e a natureza humanos!?). É que estes programas permitem uma boa análise psicológica e sociológica do ser humano e da sociedade em que vivemos, pelo menos de uma grande franja dessa sociedade. Mas, quando nos é dado a ver ano após ano mais do mesmo, a malta cansa de tantos "tipo" "manos", saltos de 20 cm, "six packs", silicone e cenas dessas. É plástico demais. É culto da aparência a mais. É cérebro a menos. 

 

Tudo isto para dizer o quê, Maria? Avança! Estás esquecida de que dia é hoje, mulher? 

 

Bem, não sigo o formato, mas dei de caras com um vídeo nas redes sociais que não resisti a ver. Porquê? Porque nele, os intervenientes (dois homens e uma mulher de seus nomes Carlos Sousa, Gonçalo Quinaz e Eliane) falam sobre sexo e sobre a forma como se desenvencilham durante aqueles meses em que estão enclausurados, 24 sobre 24 horas com câmaras apontadas e as imagens a transmitir nas casas dos portugueses. É algo que sempre me fez alguma confusão, sinceramente, e a propósito desse vídeo, quero partilhar aqui convosco algumas notas mentais e conclusões que formulei:

 

Em primeiro lugar quero registar a forma aberta e relativamente despudorada (sem sombra de conotação negativa, atenção!) com que falam sobre masturbação e um dos homens assume tê-la praticado lá em frente às câmaras de forma reiterada porque já estava quase a trepar pelas paredes. Os homens falam! Sim, porque a mulher, pelo menos naquele trecho do vídeo, nem ai nem ui! Limita-se a ouvir e até a achar graça, mas não abre a boca para falar de si e da sua experiência. Está certo. Está a cumprir o seu papel de género, o esperado, na perfeição. Curiosamente, também os homens nunca pronunciam a palavra "masturbação", pelo menos que eu me tenha apercebido. Este assunto ainda tem que ser abordado em código, com meias palavras, mesmo pelos homens. 

 

Em segundo lugar, a descrição do estado da pessoa (no caso, o homem) em abstinência sexual. É anti-natura, de facto. O sexo com orgasmo é uma necessidade fisiológica do ser humano e dos bichos em geral. A diferença entre homens e mulheres é que os homens justificam-na fisiologicamente com a necessidade de esvaziar o armazenamento de espermatozóides. Nas mulheres, libertam-se sobretudo as tensões acumuladas, e já não é pouco. Se libertam! O orgasmo é o melhor instrumento para aliviar o stress feminino, devido à libertação de endorfinas, que agem como um calmante natural. É que, e desculpem as meninas, mas tenho que dizer: a mulher é, por natureza, emocionalmente instável. Difere do homem mais ou menos de acordo com o que é retratado na imagem abaixo. Também não é fácil ser mulher, convenhamos, com todas as atribuições que a mulher normalmente tem e ainda as questões hormonais. Mas nem tudo está perdido, existe uma terapeutica que resulta muito bem. Para obter uma maior constância, nada melhor do que um orgasmo. Acresce que o companheiro participar nas tarefas domésticas é um excelente preliminar. Simples. 

 

Mais haveria para retirar do vídeo, como os sonhos eróticos que também são abordados na conversa por exemplo, mas fica para outra oportunidade, que este post já vai longo.

 

Uma boa semana, para todos e todas. Uma semana que propicie a constância emocional desejada e necessária. 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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