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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Facto: nas mulheres, o sexo melhora com a idade!

 

 

Pois é, miúdas mais novas. Se ainda não encontraram o vosso lugar prazeroso no mundo da sexualidade partilhada com um parceiro, não desesperem. Só pode melhorar! Não sou eu que o digo. É um artigo da Visão que o diz. E eu concordo. Até vou mais longe afirmando que até ao início da idade adulta é preciso ter muita sorte com os parceiros para uma mulher obter satisfação plena das relações sexuais que vai mantendo. E isso ainda é mais evidente em relações ocasionais. Isto porque eu acredito que o tempo, o conhecimento profundo de nós próprios e do outro e a aprendizagem partilhada, nestas coisas da sexualidade, são a chave da felicidade  suprema. 

 

Quanto à minha perceção sobre as razões que poderão estar na base de a fruição da sexualidade melhorar com a idade no universo feminino, estudos à parte, acredito que há fatores que mais influenciam a fruição plena da sexualidade nas mulheres maduras.

 

Desde logo, com a idade as mulheres perdem muito da insegurança típica dos primeiros anos da juventude e aprendem a aceitar melhor o seu corpo e, consequentemente, a sentirem-se mais espontâneas, mais libertas e abertas a novas experiências e até mais sensuais. Demonstram muito mais desejo sexual e, consequentemente, mais  iniciativa na cama (ou noutro lugar qualquer...). 

 

É minha convicção que nos primeiros anos da juventude a insegurança leva a uma maior preocupação em agradar ao parceiro do que a si própria. E é minha convicção também que é neste contexto de início de relações ou em relações ocasionais que as mulheres mais fingem orgasmos. Quem nunca o fez, que atire a primeira pedra. Ah, pois é! Todas já o fizemos! A verdade é que a partir de certa idade a mulher já não faz esse frete para que o parceiro se sinta feliz. A sua própria felicidade passa a ocupar a dianteira das suas preocupações. Percebe que, se não foi bom, o melhor é mesmo assumi-lo, conversar sobre isso e, com honestidade, essas situações propícias ao fingimento e à mentira até deixam de acontecer. Idealmente, com a necessária intimidade, passa a ser bom para os dois sem exceção. Os dias em que acontecia uma parte ficar a "chuchar no dedo" já eram! 

 

Com o tempo, em relações duradouras, a quantidade é substituída pela qualidade. Sabemos que regra geral os homens, na juventude, só pensam em sexo, sexo a toda a hora (Tchiii! Já foi há tanto tempo, que já nem me lembro bem!...), muitas vezes precipitado, com poucos ou nenhuns preliminares e sem ambiente propício às "cabeças femininas", que são bué complexas, como sabemos. Enquanto que as mulheres poderiam manter a mesma frequência de atividade sexual ao longo da vida (admito que esta é uma área em que é mais fácil ser mulher), convenhamos que no sexo masculino já não é tão fácil. Por isso é que os comprimidos azuis foram inventados. É claro que nuns e noutros há fases em que o desejo sexual aumenta ou diminui, mas isso nas mulheres não é visível a olho nú, enquanto que a fisiologia e mecânica masculinas não podem ser dissimuladas, não é? O que nos vale é que, nesta questão do sexo, a frequência não é o único requisito para uma sexualidade feliz. Menos acaba muitas vezes por ser mais. 

 

Só há um senão nesta evolução da fruição da sexualidade em tudo favorável à mulher madura. É que quando ela está apta a tudo, mesmo tudo, malabarismos na cama incluídos, as dores nas "cruzes", o reumático ou outra qualquer mazela da idade atacam e pronto, lá se vai o clima e é ver-nos a desejar ter 20 anos outra vez... 

 

(Fonte da imagem: http://visao.sapo.pt/visaomais/2017-05-26-Melhor-sexo-para-as-mulheres--E-nesta-idade)

 

 

"Let's talk about sex, baby"

 

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(Fonte: https://www.facebook.com/Kiss-Kiss-Bang-Bang-369318129821266/)

 

 

Ora vamos lá para mais um rol de lugares-comuns. É que sobre sexo já tudo foi dito por quem sabe do que fala e até com recurso a bibliografia de referência. Valha-nos que por aqui não há pretensões de fazer abordagens académicas. Então, o que é que uma leiga no assunto poderá acrescentar? Provavelmente, nada, a não ser uma perspetiva pessoal. Mas também, sobre este assunto o melhor nem sequer é propriamente falar, certo? Sejamos breves, portanto.

 

Já tive oportunidade de aqui dizer que não concebo sexo sem amor. A intimidade física prazerosa, para mim, só se alcança com intimidade emocional, sentimental, com cumplicidade. E isso conquista-se com tempo de convivência e de vida em comum. Assim, não sendo o conhecimento profundo do outro instantâneo, também as arestas a nível sexual são limadas com tempo e dedicação. Pode levar dias, semanas, meses, anos.

 

Caia-me um raio em cima da cabeça (o que não acontece certamente com o solinho bom que tem estado, razão pela qual eu ponho as coisas nestes termos), se não tenho razão quando afirmo que se a grande percentagem das mulheres fosse usar como barómetro ou indicador a(s) sua(s) primeira(s) vez(es), enfrentariam o sexo ao longo da vida como uma provação, um sacrifício em nome da satisfação do seu homem. Não é automático que uma mulher tenha prazer no ato sexual e essa evidência está ainda mais presente nas primeiras experiências. Muitas pensarão até que a culpa é delas, que elas é que têm algum problema, que são frígidas ou qualquer coisa do género. E, não conseguindo enfrentar o problema falando sobre ele, até porque têm medo que o companheiro se afaste, muitas vezes surge o fingimento e a ilusão de que tudo vai bem. E é assim que temos algumas relações que nunca se resolvem a nível sexual. Depois vêm os filhos e o afastamento é cada vez maior e até começa a ser aceite por ambas as partes como algo natural. É também nesta altura que, em alguns casos, surgem terceiros a ensombrar a relação.

 

O aspeto que eu quero hoje vincar é que é imprescindível esta perceção de que sexo insatisfatório no feminino não é uma fatalidade incontornável, a não ser que questões patológicas estejam envolvidas. Acredito que isto faz toda a diferença na durabilidade de uma relação e no seu fortalecimento.

 

Ou seja: vale a pena falar sobre sexo com o nosso parceiro, no sentido de procurar soluções a dois. Como na canção: 

 

"Let's talk about sex, baby.

Let's talk about you and me..."

 

Com alguma abertura e criatividade, tudo se resolve. Até porque não é justo para o homem viver uma vida inteira enganado, feliz e contente, pensando que sabe tudo o que há para saber do "ofício". Sim, porque hoje a generalidade dos homens preocupa-se com o prazer feminino, benzósdeus! Mesmo assim, não quero assustar os dignos representantes do género masculino nem causar desconfianças conjugais, mas tenho a impressão de que a ilusão de que ela anda a subir aos céus e a ver estrelinhas (quando na realidade só finge muito bem) ainda acontece mais do que possam imaginar. Por via das dúvidas, caso não seja prática habitual, o melhor é promover uma conversinha logo à noite com as respetivas.  E quanto às respetivas, não têm de quê. Sempre às ordens, sisters

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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