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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Felicidade doméstica é...

 

 

... encontrar, de uma assentada só, os pares de duas peúgas, DUAS!, esquecidas há meses no cesto da roupa para passar a ferro à espera dos respetivos pares. Já estava quase a desistir de as encontrar e, de repente, numa máquina de roupa lavada, pimbas! Duas de uma vez!

 

Sou a mulher mais feliz do mundo! Continuo sem perceber o fenómeno do desaparecimento das meias no processo de lavagem, mas pronto... 

 

 

 

 

 

 

Não sei se ria, se chore...

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Comprei este vestido giro giro giro. Custou-me os olhos da cara, mas não resisti. É giro ou não é?

 

Partilho algumas notas mentais que guardei desta compra.

 

O tamanho que me assentou melhor foi o XS. Incrível! Mas não sou eu que sou magra, desenganem-se. Os vestidos daquela marca é que são feitos tendo como referência matulonas nórdicas ou americanas obesas, certamente. 

 

A menina da loja, simpatiquíssima, numa tentativa de me elogiar e me incentivar à compra, disse-me: "Fica-lhe muito bem. Disfarça a barriga e tudo!" Toma e embrulha!  Num instante o sabor doce de conseguir vestir um XS desapareceu por completo.  Mas pronto... quem diz a verdade não merece castigo... 

 

Não sei se ria, se chore... 

 

 

Tiradas familiares #4 (B - Super-mulher)

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Eu, no final do dia de ontem, tão gira, acabada de sair da cabeleireira, cabelo com um brilho esvoaçante, com umas calças brancas e uma camisola estampada com uma estrela a fazer "pendant", para sair com o M....

 

Isto, segundo os meus critérios, claro.  É que os critérios de uma filha adolescente são exigentíssimos.

 

Filha: "Ó mãe, vais sair assim à rua? Pareces a Super-mulher!"

 

E pronto, fiquem a saber que, pelos vistos, ontem à noite eu saí com o M. disfarçada de Super-mulher (ou Mulher-maravilha ou lá o que é). E não é que não me podia assentar melhor esse traje!?...

Chuva...outra vez?

 

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Acabei de ver previsão de chuva para amanhã em todo o país. Raios! Outra vez, S. Pedro? 

Não me apetece nais chuva e frio. Quero antes dias de sol e calor, quero ver as plantas a florir, quero poder usar roupas mais leves e deixar os casacos grossos hibernar no armário até ao próximo inverno. 

Estou mesmo a ver que ainda não é amanhã que eu estreio a blusa linda, em tons de verde que eu adoro, que comprei recentemente (na imagem). 

Damn it! 

Março, flores, vestidos e eu

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Março, para mim, é um mês de viragem.

 

Ainda que não exteriorize o suficiente para ser notado, eu sinto dentro de mim que começo lentamente a florescer em março, em sintonia com a própria natureza. A simples e natural mudança do ciclo do inverno para o verão, com a aproximação das estações do ano minhas preferidas que já se adivinham, dando pequenas pistas de que estão finalmente a ganhar terreno ao frio e à chuva, age sobre mim de uma forma tão intensa que se torna difícil de entender e explicar. Não conheço mais ninguém a quem esta simples e milenar transformação cíclica da natureza interfira de forma tão acentuada no ânimo e disposição, como a mim própria.

Já uma vez falei aqui sobre a importância do “tempo” e da gestão do tempo na minha vida, e da fonte de stress que ele muitas vezes é (ou a falta dele...). Esta é mais uma das suas facetas.

Repito: sou bastante coerente no que exteriorizo e muitas vezes sinto em silêncio mas, interiormente, sou muito marcada por ciclos e o meu estado de espírito é manifestamente influenciado pelo ambiente e contexto. Sinto que a partir de março aproximo-me mais de mim mesma, vivo os dias de forma mais intensa, renasço qual fénix (analogia mais que batida, mas enfim…).

Razões? Apenas pequenas grandes coisas que me fazem feliz.

A aproximação do tempo mais quente e soalheiro;

Os dias mais longos que me permitem ver e sentir o sol, que atravessa mais alto o céu, a bater nas janelas da cozinha antes de sair para o trabalho, assim como chegar a casa depois de um dia de trabalho e sentir que ainda há momentos do dia (entenda-se, com luz do sol!) para serem vividos e partilhados em família;

O despontar das primeiras flores nos campos, que me possibilitam usufruir de quadros de tapetes coloridos no caminho para o trabalho todas as manhãs, com destaque para lindos campos, bermas e valados vestidos do vermelho cintilante das papoilas, ainda mais cintilantes do que as da conhecida canção do Glorioso.

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 As roupas mais leves, os vestidos floridos e alegres a fazer “pendant” com a paisagem. O da foto, da KOOKAÏ, comprei recentemente nos saldos. Foi uma pechincha. Adoro, adoro, adoro!

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 Estes são só alguns dos cenários que influenciam positivamente os meus dias, a partir de março. Sim, a simples visão de flores ou do sol logo pela manhã ou sair à rua com um vestido primaveril podem alegrar todo o meu dia! Chamem-me louca!

Além disso, como que a adivinhar esta minha predileção, foi em março que despontou há quase 15 anos a primeira das duas flores mais lindas da minha vida, os meus filhos.

Março! Finalmente março! A partir de agora tudo só pode melhorar!

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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