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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

A brincar, a brincar...

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A brincar, a brincar... vão-se dizendo umas verdades importantes que devem ser repetidas até à exaustão, se for necessário. 

 

Tenho impressão que esta nova geração de jovens não está muito desperta para os perigos de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, nomeadamente o vírus VIH. O facto de se conseguir hoje viver com o vírus sem que a doença se manifeste, devido em grande medida aos medicamentos que já existem, diminuiu a discussão à volta deste assunto. Já não estamos em estado de alerta. É, pelo menos, a impressão que tenho.  Isto, numa altura em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) adianta que há uma tendência crescente de resistência do vírus VIH às drogas / antirretrovirais disponíveis. Preocupante... 

 

Segundo me parece, a liberalização sexual e a troca e acumulação de parceiros sexuais, aliadas ao facto de as meninas começarem a tomar a pílula cada vez mais cedo, são fatores de risco. Os jovens, no que diz respeito à sua sexualidade, sentem-se seguros. A sua preocupação primeira (por vezes, única) é evitar gravidezes indesejadas. Não sei se será regra, mas que conheço casos, conheço.

 

Nunca é demais, portanto, apelar ao sexo seguro, promover o uso de preservativo, e mais importante é no verão, estação mais propícia a comportamentos sexuais de risco. Apesar de hoje em dia já não se falar tanto da sida (ou por isso mesmo), é importante que tenhamos consciência do perigo que é praticar sexo sem proteção e fazer ver isso aos nossos jovens.

 

 

 

O valor negocial de um "Bacalhau à Brás" cá em casa.

 

Ao fim da tarde de um dia da semana passada (talvez sexta-feira), em casa, deitados na cama a descansar do dia de trabalho extenuante, como gostam de fazer antes de retomar as rotinas familiares de final de dia:

 

Mulher: "Estou cansada. Não me apetece fazer jantar. Podíamos ir jantar fora hoje..."

Marido: "Não me apetece sair. Eu faço o jantar."

Mulher: "Fazes? O quê? Tu não sabes cozinhar!"

Marido: "Tu dizes-me como fazer..."

Mulher: "Deixa estar... O que é que EU faço para jantar, então? Queres Bacalhau à Brás?"

Marido, agradavelmente surpreendido, arregala o olho e passa a mão insinuante no corpo semi-nu dela (estavam trinta e tal graus!), numa promessa de diversão na horizontal, a muito curto prazo: "Eh pá! Se fizeres Bacalhau à Brás, logo à noite até "ganhas qualquer coisa"..." Conversas de casais... 

 

Et voilà! Cá está ele:

 

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Moral da estória: os negócios são para ser cumpridos e há que honrar os compromissos. Nunca perdi a esperança... até hoje... 

 

 

As rotinas do casamento, o afastamento do casal e a morte do desejo feminino.

 

Porque é que muitas mulheres perdem o interesse sexual durante o casamento?


É recorrente dizer-se que o sexo para os homens é mais uma necessidade física do que para as mulheres. Não concordo. Para nós também é uma necessidade física. O que se passa é que sexo para a mulher não se pode resumir à penetração! Há toda uma envolvência que não pode ser ignorada, sob pena de acontecer aquilo que está patente na pergunta com que iniciei este post.


Uma mulher saudável nunca perde o apetite sexual ao longo da vida, nem sequer na terceira idade (espero eu!). É evidente que há fases de maior e menor apetite sexual, nomeadamente a seguir ao nascimento dos filhos, mas ele nunca desaparece. O problema do desinteresse sexual nas mulheres tem a ver com o facto de o sexo para uma mulher não ser algo mecânico como é para os homens.

 

Quando um homem chega a casa e se deita no sofá a ver televisão enquanto espera que o jantar esteja pronto, janta, deixa o prato em cima da mesa, sai da cozinha sem um mimo ou um toque, assiste mais um pouco de televisão ou vai ao café com os amigos enquanto a mulher fica a arrumar a cozinha e ainda a temperar a carne para o almoço do dia seguinte ou a estender roupa ou a adormecer os filhos, é difícil que quando vão para cama mais tarde, haja clima para sexo do lado feminino.

 

Por isso é que, depois de um dia sem nenhum contacto, mimo ou até um pequeno apontamento (não somos muito exigentes!), é natural que ali ao lado na cama esteja uma mulher fria, sexualmente apática, que estava com esperança que ele a deixasse dormir descansada e não começasse a passar a mão nela no único momento de manifestação de interesse e ligação a ela do dia.

 

É que para a mulher os preliminares começam muito antes de deitar, com a partilha das tarefas domésticas, com um beijo ao acordar ou com um aperto contra a banca da cozinha enquanto ela prepara o jantar, ou com uma apalpadela inesperada enquanto ela se veste para sair ou com um "estás especialmente bonita hoje" ou com aquele olhar enternecido com que ela o surpreendeu naquele momento em que não tinha percebido que ele entrou no quarto das crianças e tinha ficado parado a vê-la a ler uma estória ao filho antes de adormecer. 


Não é o desejo da mulher que diminui ou desaparece ao longo do casamento. É o homem que deixa de conquistar a mulher todos os dias, que mata o desejo ao não fazê-la sentir-se amada e desejada. Nenhuma mulher se sente sexy com um avental e o cabelo desgrenhado a não ser que o seu homem a faça sentir sexy. O casamento é uma conquista diária. E isto é obviamente também verdadeiro no sentido inverso, da mulher em relação ao homem. Os homens também precisam de ser conquistados diariamente. Claro que sim! Mas a versão masculina da coisa deixo para um homem contar.  Quem aceita o repto?

 

(Imagem retirada da net)

 

 

Facto: nas mulheres, o sexo melhora com a idade!

 

 

Pois é, miúdas mais novas. Se ainda não encontraram o vosso lugar prazeroso no mundo da sexualidade partilhada com um parceiro, não desesperem. Só pode melhorar! Não sou eu que o digo. É um artigo da Visão que o diz. E eu concordo. Até vou mais longe afirmando que até ao início da idade adulta é preciso ter muita sorte com os parceiros para uma mulher obter satisfação plena das relações sexuais que vai mantendo. E isso ainda é mais evidente em relações ocasionais. Isto porque eu acredito que o tempo, o conhecimento profundo de nós próprios e do outro e a aprendizagem partilhada, nestas coisas da sexualidade, são a chave da felicidade  suprema. 

 

Quanto à minha perceção sobre as razões que poderão estar na base de a fruição da sexualidade melhorar com a idade no universo feminino, estudos à parte, acredito que há fatores que mais influenciam a fruição plena da sexualidade nas mulheres maduras.

 

Desde logo, com a idade as mulheres perdem muito da insegurança típica dos primeiros anos da juventude e aprendem a aceitar melhor o seu corpo e, consequentemente, a sentirem-se mais espontâneas, mais libertas e abertas a novas experiências e até mais sensuais. Demonstram muito mais desejo sexual e, consequentemente, mais  iniciativa na cama (ou noutro lugar qualquer...). 

 

É minha convicção que nos primeiros anos da juventude a insegurança leva a uma maior preocupação em agradar ao parceiro do que a si própria. E é minha convicção também que é neste contexto de início de relações ou em relações ocasionais que as mulheres mais fingem orgasmos. Quem nunca o fez, que atire a primeira pedra. Ah, pois é! Todas já o fizemos! A verdade é que a partir de certa idade a mulher já não faz esse frete para que o parceiro se sinta feliz. A sua própria felicidade passa a ocupar a dianteira das suas preocupações. Percebe que, se não foi bom, o melhor é mesmo assumi-lo, conversar sobre isso e, com honestidade, essas situações propícias ao fingimento e à mentira até deixam de acontecer. Idealmente, com a necessária intimidade, passa a ser bom para os dois sem exceção. Os dias em que acontecia uma parte ficar a "chuchar no dedo" já eram! 

 

Com o tempo, em relações duradouras, a quantidade é substituída pela qualidade. Sabemos que regra geral os homens, na juventude, só pensam em sexo, sexo a toda a hora (Tchiii! Já foi há tanto tempo, que já nem me lembro bem!...), muitas vezes precipitado, com poucos ou nenhuns preliminares e sem ambiente propício às "cabeças femininas", que são bué complexas, como sabemos. Enquanto que as mulheres poderiam manter a mesma frequência de atividade sexual ao longo da vida (admito que esta é uma área em que é mais fácil ser mulher), convenhamos que no sexo masculino já não é tão fácil. Por isso é que os comprimidos azuis foram inventados. É claro que nuns e noutros há fases em que o desejo sexual aumenta ou diminui, mas isso nas mulheres não é visível a olho nú, enquanto que a fisiologia e mecânica masculinas não podem ser dissimuladas, não é? O que nos vale é que, nesta questão do sexo, a frequência não é o único requisito para uma sexualidade feliz. Menos acaba muitas vezes por ser mais. 

 

Só há um senão nesta evolução da fruição da sexualidade em tudo favorável à mulher madura. É que quando ela está apta a tudo, mesmo tudo, malabarismos na cama incluídos, as dores nas "cruzes", o reumático ou outra qualquer mazela da idade atacam e pronto, lá se vai o clima e é ver-nos a desejar ter 20 anos outra vez... 

 

(Fonte da imagem: http://visao.sapo.pt/visaomais/2017-05-26-Melhor-sexo-para-as-mulheres--E-nesta-idade)

 

 

Oral Love: um episódio da infância.

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Quem se lembra da minha participação na rubrica One Smile a Day, da Chic'Ana? Aquele post que falava de uma criança que fez cocó nas cuecas... Essa, essa...

 

A propósito disso, e para cumprir o tema da segunda-feira, lembrei-me de um outro episódio engraçado, que conto hoje aqui.

 

Pouco mais velha do que quando fiz cocó nas cuecas, mas ainda pela idade da inocência, descobri um livro didático sobre sexo lá em casa na estante dos meus pais. Aquilo passou a ter sobre mim um fascínio terrível. Sempre fui uma rapariga curiosa sobre o assunto sexo anatomia humana e assim, vá. 

 

Como se não bastasse ir de vez em quando folhear o livro às escondidas com aquela excitação única do fruto proibido, ainda me deu na cabeça ir, às escondidas (vejam lá a inocência!), mostrar ao vizinho mais ou menos da minha idade. Tão nova e já tão seletiva nas "amizades" e nas partilhas! 

 

Escusado será dizer que a minha irmã, na primeira oportunidade (fazíamos isso normalmente na primeira zanga que tínhamos pós-conhecimento da infração de uma de nós) foi contar aos meus pais e ainda levei uma bofetada do meu pai, por insistência da minha mãe. Lembro-me bem que o meu pai não viu mal nenhum naquilo mas deu-ma por encomenda dela, que eles educavam em uníssono, como deve ser e vem nos livros.

 

O livro chamava-se Oral Love, mas era, como disse, didático. Com imagens, mas nada explícito. Título sugestivo, hã? Escrito em inglês, era uma relíquia raramente encontrada nas casas de família à época, que naquela altura (início dos anos 80, apesar de haver alguma emancipação), suspeito que não deveria haver muitos curiosos e praticantes da arte do oral... Coitadas das senhoras e das pessoas em geral... 

 

Ainda conservo o livro lá na minha casa no Minho (está na estante ao lado dos livros na língua inglesa). Guardei-o de recordação. Sim, porque já não há nada ali (no livro) que me surpreenda assim tanto, no que diz respeito a este assunto em particular, como surpreendia os olhos curiosos e ávidos de conhecimento de uma miúda de pouco mais de 10 anos.

 

E pronto, esta é a pérola da infância que deixo por cá hoje. Confesso que a minha esperança é que, com este post, a minha imagem fique associada à de uma ninfomaníaca libertina sexualmente precoce, fazendo assim esquecer a porca cagada. 

 

 

No Dia do Trabalhador...

... deixo uma proposta de trabalho interessante para este dia! Hoje só mesmo este tipo de trabalho. Quem puder, é gozar bem o feriado. Só trabalhos prazerosos, faxavor. Mãos à obra! Mãos, é como quem diz... Utilizem a ferramenta que quiserem.

 

Ah! E desejo-vos sorte. Já sabem o que eu penso disto, aqui.

 

 

(Digam lá se esta ligação forçada entre 1º de maio e sexo lembraria ao diabo?! )

 

(Fonte da imagem: https://www.facebook.com/rudecrudeunacceptable/) 

 

 

Isto é que é credulidade!

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Esta imagem poderia muito bem enquadrar diferentes abordagens ao tema por vezes em apreço às segundas-feiras. Senão, vejamos:

- O orgasmo feminino e as suas várias manifestações ou exteriorizações é tema sempre apetecível;

- O fingimento do orgasmo, exclusivo do sexo feminino, precisa ser desmistificado e, para nosso próprio bem, definitivamente abandonado;

- O sado-masoquismo é coisa que me faz alguma espécie, mas que existe, existe.

 

Pois podia! Mas não estou para aí virada!  Deve ser da astenia da Primavera. Um dia destes falo disso... Da astenia, quero dizer... Do resto também, qualquer dia...

 

 

Smartphones e pénis

 

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Quem diria que smartphone e pénis poderiam ser abordados na rubrica de segunda-feira, num mesmo post? Afirmação de hoje: os smartphones menorizam o velho pénis, logo inibem o sexo e diminuem-no drasticamente! (As coisas que eu vou buscar e ainda há quem leia! Incrível!)

 

Preocupante este estudo, meus caros. Aparentemente, a mão humana tem uma nova preferência de manuseamento: smartphones. Para onde caminhamos, Humanidade???

 

Considerando que o pénis tem que ser manuseado para diversas funções que não só libidinosas (fazer xixi várias vezes ao dia, por exemplo, num indivíduo saudável e que beba líquidos em quantidade suficiente, conforme nos aconselham os médicos), estar no segundo lugar da tabela do manuseamento é deveras preocupante... 

Espera lá!...

  

Apercebo-me que as conclusões sobre o domínio do smartphone não são nada que eu não tenha já confirmado cá por casa... Mais preocupante ainda tratando-se de pessoa que segue as indicações da organização mundial de saúde ao nível da ingestão de líquidos... 

 

(Pronto! Agora é que ela se passou! Nonsense do princípio ao fim!)

 

 

(Fonte: https://www.facebook.com/LaughOrCroak1/)

 

 

Da hipocrisia e do moralismo bacoco

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Sabem qual é uma das características do ser humano que eu abomino? A hipocrisia e/ou desonestidade intelectual! Ah como eu detesto gente hipócrita e intelectualmente desonesta! E se for aliada a moralismo bacoco e puritanismo, ainda pior. 

 

Ontem, se bem se lembram, não consegui inserir o vídeo da passagem de modelos de malas no post. Daí ter colocado o link. No entanto, no Facebook do blog, achei que enriqueceria o post se colocasse o vídeo a acompanhar o texto. Foi o que fiz. Sabem quanto tempo lá se aguentou? Uns míseros minutos. O Facebook, certamente com a denúncia de alguém, eliminou o vídeo rapidamente antes que alguém visse a coisa mais natural do mundo de que "metade" da humanidade é feita. E não satisfeito, o FB ainda me obrigou a declarar por minha honra que não tinha mais imagens de nudez nas minhas publicações. Quase me senti uma depravada... 

 

Quase! Porque rapidamente pensei: mas que mal tem a nudez? Pelo amor da santa, eu não publiquei cenas de sexo explícito. Nem tão pouco de sexo! Eram só homens nús! Então quando as mulheres desfilam com aquelas rendas e transparências que deixam adivinhar tudo, já pode ser, não é? Homens nús, pelos vistos, é que não. Curiosa esta lógica, quando estamos a um dia de celebrar o Dia Internacional da Mulher...  

 

Mas que retrocesso civilizacional é este? Tão puritanos que eles são! Ainda se os modelos tivessem o instrumento levantado em riste, até aceitava. Agora, a nudez só por ser nudez é vergonhosa? Não querem que as crianças vejam? Que ignorantes! Trata-se de anatomia humana. Aprende-se na escola. E eu vejo todos os dias publicações no FB que atentam muito mais à moral e bons costumes e que não envolvem nudez nem sexo. 

 

(Fonte da imagem: https://www.zazzle.pt/hipocrisia+cartoes+postais)

 

 

O sexo vende!

Apresento-vos um desfile de moda muito sui generis. O que se pretende promover são malas femininas. Mas desenganem-se se pensam que são mulheres a desfilar com as malas. Não! São homens.

 

Pelos vistos, criou-se um novo conceito na passerelle para não distrair os olhares daquilo que interessa (neste caso, as malas), pensando certamente contrariar o facto de que associamos mais as passagens de modelos e o estilismo às peças de roupa e costuma ser aí que fixamos mais a nossa atenção. Aqui, não. Trata-se de malas. É aí que tem que estar a atenção da plateia e, nesse sentido, verão que este conceito faz todo o sentido.  

 

O problema é que eu devo padecer de défice de atenção. Acreditem, vi todo o vídeo e não me lembro de nenhuma das malas que desfilaram. Nem uma!  Vão perceber porquê se visitarem o link seguinte. 

 

https://videopress.com/v/Sib4w8RE

 

(Hoje tem que ser o link porque não consigo colar aqui nem fotos nem vídeos há uns dias. Às vezes consigo no telemóvel, mas desta vez nada feito. Já pedi ajuda ao Sapo na sexta-feira, no post de ajuda, e aguardo o apoio)

 

 

Ponto quê???

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Só se for este da imagem o "ponto G" de que se  fala de há uns anos a esta parte. Exatamente! Hoje venho aqui afirmar que não existe nenhum "ponto G" na anatomia feminina. É uma falácia! O único centro nervoso do prazer feminino é o clítoris. É daí que irradiam todas as ondas orgásticas. Não há cá separação entre orgasmo clitoriano e orgasmo vaginal, como alguns querem fazer crer.

 

Mas há muitos que nos querem impingir esta ideia! Até um site na net eu encontrei de uma terapeuta sexual que, a troco de dinheirinho (ora bem!), garantia por experiência pessoal estar em condições de ensinar tudo às mulheres incompetentes como eu que ainda não tinham encontrado este ponto-promessa-do-paraíso. 

 

Tenho várias teorias sobre esta "criação" de um ponto alternativo que promete um éden de sensações nunca experienciadas e que pôs meio mundo à procura do pote de ouro no fim do arco-íris. Uma delas é de que esta ideia se disseminou por causa da insatisfação crónica de que padece a Humanidade e consequente necessidade de ter sempre mais. Outra é fazer negócio, como acontece no site que encontrei. Pode também ter sido um homem a inventar esta narrativa do ponto G, para valorizar o coito vaginal e, digamos, assegurar a continuidade da espécie.  

 

Não! Tudo passa cá por fora, meus amigos, cá por fora...   

 

Nota: se isto não é serviço público, vou ali e já venho... 

 

(Fonte da imagem: https://www.facebook.com/CurlyLittleRedhead/)

 

 

Post com elevado grau de cientificidade.

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Para que não venha a ser acusada de trazer cá este assunto só na perspetiva da mulher, hoje dou uma dica aos representantes do sexo masculino que visitam aqui o estaminé. Trata-se de uma abordagem científica que muito útil vos pode ser, rapaziada!  

 

É tão simplesmente isto: se todos os argumentos falharem, informem as vossas companheiras que o sémen contém zinco e cálcio, dois elementos químicos que têm um papel importante na prevenção do apodrecimento dos dentes. Não há mulher nenhuma que não queira uma dentição irrepreensível!  

 

Peço desculpa por não trazer a mensagem tão inspiradora em português, mas nunca encontro o assunto sexo na nossa língua. Até parece que os portugueses não gostam... 

 

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/bankspank/

 

 

Prometido é devido: desfecho do episódio da manhã

Ora, então, como teriam sido as cenas dos capítulos seguintes ao episódio de ontem, contado hoje de manhã? Então, foi assim:

 

No final do jantar, eu a arrumar a cozinha.

M: "Deixa estar isso, que eu faço!"

Eu (a brincar): "Não me digas que era isto que querias dizer quando disseste que se eu me portasse bem, ganharia alguma coisa hoje???"

M (com uma cara muito surpresa, mas parecendo-me estar a reinar comigo): "Sim! Em que é que estavas a pensar?"

 

A conversa ficou por ali. E como acabou a estória? Eu, que ando de uma maneira que parece que fui picada pela mosca do sono, caí na cama assim:

 

(Fonte: http://giphy.com/gifs/sleepy-emWySpOLFLUAM)

 

 

E, com isto, não cheguei a comprovar se ele estava mesmo a brincar comigo ou não.

Queriam relatos de brincadeira, hã? Pois têm aqui o relato da realidade crua e dura de um casal da vida real.

Lamento desapontar-vos. Mas, acreditem, mais desapontados do que eu quando acordei hoje de manhã, não ficaram de certezinha absoluta. 

 

 

Diálogos improváveis numa família decente,... mas não na minha.

No final do dia de trabalho de ontem, os dois na cozinha, enquanto eu adiantava o jantar:

 

Eu: Ainda vamos caminhar hoje?

M: Se calhar é melhor não irmos. Ainda me dói aqui a perna do jogo do outro dia.

Eu: Desculpas! Assim, qualquer dia estamos duas baleias... E depois eu, estando muito gorda, não gosto de mim e como não gosto de mim, tu também não vais gostar de mim, e... 

M: Não acontece nada disso! Não vamos caminhar, mas se te portares bem, pode ser que ainda ganhes alguma coisa logo à noite.  (e dá-me uma palmada-apalpadela no rabo). 

 

Dirty sex talk, my darlings! Dirty sex talk!  (pensei eu, que tenho uma mente suja)

 

Notas:

 

1 - Por "eu portar-me bem" deve entender-se eu não o chatear e/ou ralhar por causa da roupa que eventualmente tenha deixado espalhada pela casa, ou qualquer coisa desse género. O que quer dizer que, nos homens, as vivências do dia, por exemplo, também podem funcionar ou como preliminares ou como inibidores do desejo. Futuramente, tentarei ter isto em conta quando for do meu interesse colocá-lo "in the mood". 

 

2 - Releva desta conversa, a perceção de que a atividade sexual (na expetativa de que fosse isso a que se referia, claro!) pode ser um bom exercício físico, uma boa forma de queimar calorias, em substituição da caminhada. Nos dias de chuva e frio, então, é o substituto ideal.

 

3 - O sentido que fica no ar do "prémio por bom comportamento" ou "prémio de consolação" leva-me a concluir que, por vezes, vale a pena fazer o papel do coitadinho, nem que seja com um discurso baseado em suposições sobre o que aconteceria se... Jogos mentais é comigo!  

 

Talvez mais logo conte as cenas do capítulo que se seguiu... 

 

 

Notas mentais sobre abstinência sexual nos reality shows e na vida

 

Não sigo reality shows. E não é porque ache que lá se retrata a decadência humana e a ignorância da geração dos gadgets e do vocabulário reduzido a meia dúzia de vocábulos, quase todos mono ou dissilábicos. Por acaso acho mesmo, mas não é por isso, até porque já segui este formato no início, por curiosidade e interesse em "alservar" (lembram-se que eu gosto de "alservar" o comportamento e a natureza humanos!?). É que estes programas permitem uma boa análise psicológica e sociológica do ser humano e da sociedade em que vivemos, pelo menos de uma grande franja dessa sociedade. Mas, quando nos é dado a ver ano após ano mais do mesmo, a malta cansa de tantos "tipo" "manos", saltos de 20 cm, "six packs", silicone e cenas dessas. É plástico demais. É culto da aparência a mais. É cérebro a menos. 

 

Tudo isto para dizer o quê, Maria? Avança! Estás esquecida de que dia é hoje, mulher? 

 

Bem, não sigo o formato, mas dei de caras com um vídeo nas redes sociais que não resisti a ver. Porquê? Porque nele, os intervenientes (dois homens e uma mulher de seus nomes Carlos Sousa, Gonçalo Quinaz e Eliane) falam sobre sexo e sobre a forma como se desenvencilham durante aqueles meses em que estão enclausurados, 24 sobre 24 horas com câmaras apontadas e as imagens a transmitir nas casas dos portugueses. É algo que sempre me fez alguma confusão, sinceramente, e a propósito desse vídeo, quero partilhar aqui convosco algumas notas mentais e conclusões que formulei:

 

Em primeiro lugar quero registar a forma aberta e relativamente despudorada (sem sombra de conotação negativa, atenção!) com que falam sobre masturbação e um dos homens assume tê-la praticado lá em frente às câmaras de forma reiterada porque já estava quase a trepar pelas paredes. Os homens falam! Sim, porque a mulher, pelo menos naquele trecho do vídeo, nem ai nem ui! Limita-se a ouvir e até a achar graça, mas não abre a boca para falar de si e da sua experiência. Está certo. Está a cumprir o seu papel de género, o esperado, na perfeição. Curiosamente, também os homens nunca pronunciam a palavra "masturbação", pelo menos que eu me tenha apercebido. Este assunto ainda tem que ser abordado em código, com meias palavras, mesmo pelos homens. 

 

Em segundo lugar, a descrição do estado da pessoa (no caso, o homem) em abstinência sexual. É anti-natura, de facto. O sexo com orgasmo é uma necessidade fisiológica do ser humano e dos bichos em geral. A diferença entre homens e mulheres é que os homens justificam-na fisiologicamente com a necessidade de esvaziar o armazenamento de espermatozóides. Nas mulheres, libertam-se sobretudo as tensões acumuladas, e já não é pouco. Se libertam! O orgasmo é o melhor instrumento para aliviar o stress feminino, devido à libertação de endorfinas, que agem como um calmante natural. É que, e desculpem as meninas, mas tenho que dizer: a mulher é, por natureza, emocionalmente instável. Difere do homem mais ou menos de acordo com o que é retratado na imagem abaixo. Também não é fácil ser mulher, convenhamos, com todas as atribuições que a mulher normalmente tem e ainda as questões hormonais. Mas nem tudo está perdido, existe uma terapeutica que resulta muito bem. Para obter uma maior constância, nada melhor do que um orgasmo. Acresce que o companheiro participar nas tarefas domésticas é um excelente preliminar. Simples. 

 

Mais haveria para retirar do vídeo, como os sonhos eróticos que também são abordados na conversa por exemplo, mas fica para outra oportunidade, que este post já vai longo.

 

Uma boa semana, para todos e todas. Uma semana que propicie a constância emocional desejada e necessária. 

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"Let's talk about sex, baby"

 

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(Fonte: https://www.facebook.com/Kiss-Kiss-Bang-Bang-369318129821266/)

 

 

Ora vamos lá para mais um rol de lugares-comuns. É que sobre sexo já tudo foi dito por quem sabe do que fala e até com recurso a bibliografia de referência. Valha-nos que por aqui não há pretensões de fazer abordagens académicas. Então, o que é que uma leiga no assunto poderá acrescentar? Provavelmente, nada, a não ser uma perspetiva pessoal. Mas também, sobre este assunto o melhor nem sequer é propriamente falar, certo? Sejamos breves, portanto.

 

Já tive oportunidade de aqui dizer que não concebo sexo sem amor. A intimidade física prazerosa, para mim, só se alcança com intimidade emocional, sentimental, com cumplicidade. E isso conquista-se com tempo de convivência e de vida em comum. Assim, não sendo o conhecimento profundo do outro instantâneo, também as arestas a nível sexual são limadas com tempo e dedicação. Pode levar dias, semanas, meses, anos.

 

Caia-me um raio em cima da cabeça (o que não acontece certamente com o solinho bom que tem estado, razão pela qual eu ponho as coisas nestes termos), se não tenho razão quando afirmo que se a grande percentagem das mulheres fosse usar como barómetro ou indicador a(s) sua(s) primeira(s) vez(es), enfrentariam o sexo ao longo da vida como uma provação, um sacrifício em nome da satisfação do seu homem. Não é automático que uma mulher tenha prazer no ato sexual e essa evidência está ainda mais presente nas primeiras experiências. Muitas pensarão até que a culpa é delas, que elas é que têm algum problema, que são frígidas ou qualquer coisa do género. E, não conseguindo enfrentar o problema falando sobre ele, até porque têm medo que o companheiro se afaste, muitas vezes surge o fingimento e a ilusão de que tudo vai bem. E é assim que temos algumas relações que nunca se resolvem a nível sexual. Depois vêm os filhos e o afastamento é cada vez maior e até começa a ser aceite por ambas as partes como algo natural. É também nesta altura que, em alguns casos, surgem terceiros a ensombrar a relação.

 

O aspeto que eu quero hoje vincar é que é imprescindível esta perceção de que sexo insatisfatório no feminino não é uma fatalidade incontornável, a não ser que questões patológicas estejam envolvidas. Acredito que isto faz toda a diferença na durabilidade de uma relação e no seu fortalecimento.

 

Ou seja: vale a pena falar sobre sexo com o nosso parceiro, no sentido de procurar soluções a dois. Como na canção: 

 

"Let's talk about sex, baby.

Let's talk about you and me..."

 

Com alguma abertura e criatividade, tudo se resolve. Até porque não é justo para o homem viver uma vida inteira enganado, feliz e contente, pensando que sabe tudo o que há para saber do "ofício". Sim, porque hoje a generalidade dos homens preocupa-se com o prazer feminino, benzósdeus! Mesmo assim, não quero assustar os dignos representantes do género masculino nem causar desconfianças conjugais, mas tenho a impressão de que a ilusão de que ela anda a subir aos céus e a ver estrelinhas (quando na realidade só finge muito bem) ainda acontece mais do que possam imaginar. Por via das dúvidas, caso não seja prática habitual, o melhor é promover uma conversinha logo à noite com as respetivas.  E quanto às respetivas, não têm de quê. Sempre às ordens, sisters

 

 

A matemática do sexo.

 

Quem nunca se entusiasmou no "Momento M"? (Se temos "Hora H", "Dia D", devemos ter "Momento M", né?) Onde é que eu quero chegar? Pessoa que usufrui em pleno da sua sexualidade, para o bem e para o mal, em determinados momentos deixa a racionalidade de parte, certo? Pois...

 

Agora imaginem a seguinte conjugação de fatores:

 

  • Casal naturalmente entusiasmado no tal "Momento M";
  • Mulher que não pode usar contracetivo oral por questões hormonais;
  • Casal que não gosta de latex a mediar o contacto das carnes e as trocas de fluídos;
  • Mulher que tem tanta facilidade em engravidar, que quase basta o cheiro;

                                                     

  • Vómitos de manhãzinha provocados por um ataque de tosse.

                                                      =

Esta pergunta:

  • "Estás a vomitar por causa da tosse, não é?"

 

Só vos digo: medo, muito meeedoooo! Muuahahahaha!!!

 

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(Fonte: https://www.facebook.com/rudecrudeandsu/?pnref=stor)

 

 

Sexo na terceira idade? Só oral!

Ainda na ressaca da passagem do ano (metaforicamente falando, no sentido do que disse ontem, porque longe vão os tempos dos grandes deslizes e o que se passou na realidade foi que ontem deu-me uma grande preguiça e não fiz nada de jeito), deixo só este cartoon acompanhado de uma pequena reflexão.

 

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(Fonte: na imagem)

 

Dizer mais o quê? A brincar, toca numa realidade que eu temo e que se observa em muitos, senão em quase todos os casais juntos há uma vida. Para além dos fatores físicos relacionados com a idade e esses são incontornáveis (existem os comprimidos azuis, mas podendo haver risco de lerpar, não sei se valerá a pena...), observa-se em muitos casos este "desamor", desinteresse, afastamento.

 

Tenho pavor disto, meus amigos. Sempre tive! Não quero que a passagem dos anos interfira com o enamoramento, com o desejo, com a fruição da sexualidade. Mas o que é facto é que parece interferir. Resta-nos tentar minimizar os efeitos e os danos da idade. Uma preocupação só para quando eu for velhinha! Espero eu... 

 

 

 

 

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