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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

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Tiradas familiares #5 (B/E - Deveria ser considerado crime!)

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Enquadramento:

 

Os dois filhos há um dia de castigo. 24 horas de sofrimento atroz! 

Razão: ontem a mãe chegou a casa no final de um dia de merda (podia dizer de cão, mas até esses têm dias melhores), cansada, e encontrou a casa de pernas para o ar pela enésima vez. Desde camas por fazer, a janelas todas escancaradas, a loiça de todas as refeições do dia e os restos da comida em cima da mesa da cozinha, roupa e lixo espalhados, "you name it"! Todas elas visões de cenários que conferiam à nossa casa as características mais de uma pocilga do que propriamente de um lar de uma família minimamente asseada. 

 

Resultado: ralhete seguido de castigo. Arrependimento? Pouco ou nenhum!

 

O castigo: ficar em casa durante o dia de hoje e nada de telemóveis, playstation e pc. E assim se passou o dia de hoje, com um ou dois telefonemas a comunicar que já deveriam ter acesso aos "gadgets" todos porque já tinham feito a cama e preparado os livros para o início das aulas. Temos pena, mas o castigo é consequência do que não fizeram ontem, por isso não pode ser aliviado só porque cumpriram hoje a vossa obrigação. Em educação parental (pelo menos segundo o meu conceito) requere-se observância de três coisas: arrependimento, assimilação e continuidade. Não observei nenhuma de forma consistente!

 

Há uns minutos, cheguei a casa. As reivindicações continuaram, mas a mãe é mais teimosa do que eles e mantem-se firme e hirta. Até que:

 

Filho: "Mãe, hoje fiz a cama, arrumei os livros, li e depois fiquei o resto do dia a olhar para o teto sem nada para fazer. Foi uma seca! Isso que tu fizeste não se faz, não deveria ser permitido! Deveria ser considerado crime!"

 

Filha: "Ele tem razão!" (são cada vez mais cúmplices na "adolescentite", sempre contra a autoridade dos pais)

 

É o quê??? Ouvi bem?

 

Comentário: Parece que estou a criar verdadeiros ativistas dos direitos humanos. Ainda os vejo um dia numa ONG, num  partido político ou num sindicato. 

 

 

 

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