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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Espécie de carta aberta a uma blogger desiludida

Recebi hoje um comentário de um anónimo com um nome feminino (paradoxal isto!) em Eu naba me confesso que, apesar de toda a cordialidade nele contida, o conteúdo a roçar o amargurado com alguns laivos de ironia / sarcasmo derrotistas, teve o efeito de me deixar a pensar no assunto mais do que gostaria. Todo o dia matutei nisto! Tenho este problema de pensar demais, mesmo em coisas banais e comezinhas. Não é o caso hoje em apreço, porque a pessoa até aflora um tema pertinente neste mundo da blogosfera. Parabéns por isso! Objetivo atingido, portanto. Lamento: não conseguirei é seguir o conselho final. Preciso dos outros... Todos dependemos uns dos outros...

 

Talvez seja apropriado dar a conhecer o teor do comentário. Versava assim: 

 

"Querida Maria,

Afinal conseguis-te o propósito, há quem seja mais naba do que tu, há quem não queira comentários nem os publique, quem vá ao blog alheio (raramente) e deteste que venham ao seu. Quem não siga a "corrente" nem as normas blogueiras e diga os disparates que lhe apetecer sem mágoa ou afecto, e por cá ande solitária e feliz, afinal isto são só blogues, não certidões de casamentos nem sites de encontros. Deixa Maria, já és destaque. Trabalha muito, esforça-te pede e assimila que farás do teu blogue o melhor do mundo. Embora o mundo se esteja nas tintas.Mas, já agora, um conselho; nunca dependas dos outros para ser feliz. Bjs."

 

Respondi também cordialmente ao comentário, com toda a educação e respeito que me merece alguém que, sendo alegadamente feliz sozinha e não gostando de se relacionar com outros bloggers, se dá ao trabalho de comentar neste meu humilde espaço.

Mas, como o dia foi relativamente calmo no trabalho e me permitiu, volta e meia, regressar em pensamento ao assunto, não resisto a partilhar agora algumas conclusões que fui esquematizando mentalmente e que completam a curta e pouco refletida resposta que dei. É certo e sabido que pouco interessará ao/à dono(a) do comentário, já que não costuma ler blogs alheios. Pelos vistos, só lerá destaques (penso que foi aí que me encontrou), o que possivelmente quererá dizer que nunca mais nos cruzaremos. Com muita pena minha. Já explico.

 

Mas vamos às questões que se levantam e a algumas conclusões, assim a talhe de foice:

 

  1. Não conheço ou domino as "normas blogueiras"! Nem quero! 
  2. Não quero fazer do meu blog o melhor do mundo! Nem conseguiria. Nem de longe nem de perto! E também seria uma chatice porque depois teria que ir à televisão e tal, e eu sou muito anti-vedeta e "low profile". 
  3. Trabalho muito, sim, mas não é aqui, nem pode ser, por falta de tempo. Esforço-me e trabalho muito é no meu emprego onde tenho grandes responsabilidades, e em casa onde tenho outras tantas grandes responsabilidades. Aí é que obtenho os meus maiores destaques. Estou permanentemente em destaque, aliás! Cada um tem aquilo que merece... 
  4. Por aqui, digo quase todos os disparates que me apetece, mas continuo a sentir mágoas e afetos (os meus já respeitam o acordo ortográfico, porque, lá está, acredito que "se não os podes vencer, junta-te a eles". Já a forma usada de "conseguis-te" não encontra justificação plausível nas transformações e evolução da língua lusa). 
  5. Já estive por aqui isolada e não gostei! Não tenho vocação para eremita.
  6. Ninguém é feliz sozinho, por muito que repita isso para se convencer a si próprio. Dependemos dos outros para sermos felizes, SIM! A vida não faria sentido de outra forma. 
  7. Por que raio é que alguém quereria ter um blog, se é só para "consumo" próprio? Um diário, daqueles com cadeado e tudo, cumpriria exatamente o mesmo efeito... ou melhor!  

 

Posto isto, cara comentadora, não lhe aconselho nada (quem sou eu?), mas tenho um desejo e agradecimentos a fazer.

 

O desejo:

 

Do alto da minha experiência comprovada, desejo ardentemente que descubra as virtudes e os benefícios de viver em comunidade, nesta comunidade que tão bem me tem recebido. Se assim vier a ser, também eu saberei fazê-la sentir integrada, como algumas almas caridosas têm feito comigo. Terei todo o gosto em ler os seus disparates e ficaria feliz que também lesse os meus. Seríamos duas nabas juntas e cúmplices na nossa nabice! 

 

Os agradecimentos:

 

O profundamente sentido: 

Obrigada por me permitir confirmar que era exatamente desta atitude perante a blogosfera, deste discurso (fatalista, amargurado e triste), deste isolamento, que eu queria fugir. Ainda bem que já não vivo aí! Aqui, com vizinhos, é muito mais divertido, acredite.

 

O mais pragmático:

Obrigada por me facultar tema de conversa para hoje, que isto por estas bandas estava mau para a criação artística... Segunda-feira e tal... 

 

 

Beijos,

Maria Mocha

 

 

Tiradas familiares #7 (E - A importância do telemóvel)

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Um aviso:

Não, não se ponham a adivinhar o que aí vem. Como dizem os ingleses, "you wouldn't see this coming..."

 

Situação:

 

Os filhos vão a um concerto, aquele de que falava aqui. (Sim, afinal foram...

 

A mãe, precavida: "Filho, não leves o telemóvel. Ainda o perdes." (A irmã levava o dela na sua mala, por isso havia forma de nos contactarmos, caso fosse necessário)

 

Resposta do filho: "Ó mãe, tenho que levar. O telemóvel é importante para quando não queremos estabelecer contacto humano!"

 

Olha para o gajo! Já conhece a manha! 

 

Realmente, temos aqui um paradoxo interessante: um instrumento que foi inventado para aproximar as pessoas, hoje pode ser usado para as afastar... 

Um marco no blog: o Post nº 100!

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 (Imagem retirada daqui)

 

 

 

Atingi um importante marco no blog! Apresento-vos o post nº 100! Este mesmo!

Parabéns a mim! 

...

...

...

Hummm... É só mesmo isto... Não vou escrever mais nada...

 

É o post nº 100, pessoal! Não precisa haver mais conteúdo para além de dizer que este é o post nº 100. Basta-se a si próprio, certo? 

 

Pronto. É isto! 

 

Então, bom domingo! 

Da penosa cena de emprestar livros...

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 (créditos na imagem)

 

 

Tenho uma relação possessiva com os meus livros. Não me consigo separar deles, daí eu, por norma, não emprestar livros. Isto porque já sabemos que livros é daquelas coisas que emprestando nunca sabemos se voltam à proveniência. Raramente voltam, diria eu. E também nunca peço emprestados. Cá em casa, se queremos ler um livro, é porque é merecedor de constar na nossa biblioteca, por isso compramos muitos livros. Temos uma biblioteca bem recheada, onde já começa a faltar espaço. É um investimento como outro qualquer. Costumo dizer que como não tenho vícios, posso aplicar esse dinheiro no que me dá prazer: livros, umas roupitas e outras coisas de mulheres,... Mas isso é outro assunto...  

 

Ora, para evitar constrangimentos, sempre que posso, antecipo-me a qualquer pedido, dando a conhecer às pessoas com quem vou lidando esta minha faceta: que guardo todos os meus livros, que guardei os meus manuais escolares e agora também conservo os dos meus filhos, que empresto tudo menos livros (gaja esperta, hein? ). E pronto, assim evito qualquer situação constrangedora e tudo tem corrido bem para o meu lado. E mesmo assim, há uns anos emprestámos uns volumes de uma enciclopédia a uma vizinha e, vendo que nunca mais voltavam, fui obrigada a pedi-los de volta. Foi uma daquelas situações em que senti vergonha por ter que o fazer, embora quem devesse ter vergonha era quem não os devolvia. E, eventualmente, na sequência disto, acabou por devolver. 

 

Esta semana, fui apanhada de surpresa por um novo pedido. Desta vez um manual do meu filho para um miúdo da idade dele, que ficou retido. Merda!!! Não tive tempo de reação, para além de que, convenhamos, o argumento de que por regra não emprestamos livros dito em abstrato ou dito no seguimento de um pedido, não tem o mesmo peso e não é interpretado da mesma maneira. Acanhei-me. Apanhou-me na curva, e eu, que costumo ser rápida no gatilho, não consegui dizer que não. Burra!!! Ainda por cima, trata-se de uma família que não tem necessidade de andar a mendigar desta maneira...

 

Eu sei que é uma coisa sem importância nenhuma. O que é que hei de fazer? Tenho esta mania e agora não paro de cismar nisto. Tenho andado a dar voltas à cabeça para anular o que aconteceu, mas falta-me imaginação. Ideias? Só se disser que me assaltaram a casa e roubaram-me o livro... Ou que quero aprender Espanhol e o livro vai fazer-me falta... Ou que o perdi... dentro de casa... 

 

Está visto! O melhor é fazer o luto do meu rico livro.   

Regresso à escola - "Vou só ali cortar os pulsos, ok?"

 

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 (Ai como eu gostava do Chico Bento!!!  )

 

Tirei a tarde de ontem para cumprir o meu papel de encarregada de educação das minhas duas crias, que ingressam este ano no 9º e 10º ano de escolaridade. Foi, como se adivinha, tarde de receção aos alunos e encarregados de educação na escola. Correu muito bem. Gostei de ouvir as Diretoras de Turma, principalmente o ensaboamento que a DT da minha filha deu aos alunos a propósito da importância de levar o estudo mais a sério. Afinal, trata-se do secundário, o grau de dificuldade aumenta, as médias têm que ser trabalhadas desde já, etc. Tudo muito bem. Até intervim na reunião, agradecendo e reiterando as palavras da professora. É claro que, conhecendo os habituais embaraços da minha filha quando abro a boca em público na presença dela, sabia que ela haveria de tecer algum comentário ao meu contributo. Dito e feito. Cá fora: "Ó mãe, tinhas que falar na reunião? Só tu é que falaste! Que vergonha!"   A adolescência é mesmo assim! Já foi há algum tempo, mas já lá estive...sei como é. Não há crise!

 

A minha crise é outra. Já estou em ânsias com o início da rotina escolar. Começa agora o meu desassossego. É uma luta para assumirem os novos horários, é uma luta para os tirar da cama de manhã, é uma luta para os incentivar a estudar, é uma luta para cumprirem com os trabalhos escolares. Ufa!

 

Eles acabam por cumprir, mas nada é espontâneo, tudo é sacado a saca-rolhas. Vamos lá ver como corre este ano... Já estão supostamente mais maduros e blá blá blá. O que é certo é que eu já estou cheia de ansiedade por causa disto. Para se ter uma ideia do quão penoso é, até costumo dizer, a meu ver com toda a propriedade, que deveria ser eu a ir receber os diplomas de mérito escolar que eles receberão daqui a uns dias. Just kidding! Mas honestamente, se não fosse eu, eles não seriam os alunos que são. Seriam uns calaceiros da pior espécie, como tantos outros que se vão arrastando nas escolas.

 

Entre outros papéis óbvios, acredito que os progenitores/educadores têm um papel preponderante na definição do próprio percurso escolar dos filhos, desde o berço. Essa é que é essa! Cumprir o papel de educador presente é das tarefas mais difíceis que temos que desempenhar na vida, sem dúvida! No entanto, nunca podemos baixar a guarda. Por eles! 

 

PS: Afinal acho que deixo a cena dos pulsos para outra altura... 

 

 

Eu naba me confesso!

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 (Imagem retirada do site Blog do Ano)

 

 

A propósito do concurso que está a decorrer para eleição do Blog do Ano, da Media Capital... 

 

Devo ser a última a conhecer este concurso, mas também não tenho a pretensão de vir aqui dá-lo a conhecer a dinossauros nestas lides. Acresce que aquilo é um campeonato que não é o meu!  Também não faço ideia de quais blogs estão a concurso, mas serão certamente os melhores e merecem, por isso, o meu reconhecimento. São certamente bloggers que conseguem criar espaços com quantidade e riqueza de conteúdos, blogs com nomes e layouts bem conseguidos e criativos, em suma, com qualidade profissional. E imagino que haja vários assim. Alguns conheço. Por isso dei por mim a pensar que admiro mesmo muito esses bloggers e acho justíssimo que sejam reconhecidos e premiados. Quando fosse grande, gostava de ser assim. 

 

Este é um mundo novo para mim. Em bom Português, sou uma "naba" nestas andanças dos blogs, vá. Está à vista de todos, não há que enganar. Criei-o no início deste ano com o intuito de poder cá desbobinar as minhas neuras e ser assim um escape, mas tenho tido uma assiduidade muito irregular. Nem parece meu! Tanto tenho vindo cá diariamente, como tenho mantido a porta fechada durante semanas.

 

Existe uma justificação para isso. Uma não, pelo menos duas. A primeira é logo à cabeça a falta de competência, capacidade, tempo e conhecimento técnico para me dedicar como gostaria, investindo no layout e conteúdo do blog. A outra deriva da primeira e tem a ver com a desmotivação. A falta de feedback também tem pesado neste aspeto. Apesar de o intuito inicial deste espaço ser, como disse, "expiar os meus pecados" e manter alguma sanidade mental (porque escrever tem esse efeito em mim!), rapidamente percebi que obter retorno das nossas criações é uma sensação ótima. E, da mesma forma, também percebi depressa que sermos ignorados é mau comó caraças! Não se pode estar no universo da blogosfera sozinho. É horrível! Está tudo em rede à nossa volta e nós ali isolados. Estive aí e detestei! Só recentemente é que comecei lentamente a conhecer melhor a vizinhança. Mas uma coisa eu sei. Não vou andar maluca atrás de seguidores, nem sei fazer isso. Acho que a minha sina é continuar a morar numa casinha modesta, rodeada de palacetes. 

 

Eu não percebi rapidamente que fazer verdadeiramente parte deste mundo, sentirmo-nos incluídos, dá trabalho. Podia acontecer a pessoa aparecer por aqui, lançar alguns bitaites e logo arranjar um séquito de seguidores, sei lá! Mas não! Bem, poderá até ser assim, mas é para aqueles de quem eu falava no início deste texto, os tais que eu admiro pela qualidade das publicações. A esses sim, e com razão! E mesmo esses, apesar de terem um talento natural, acredito que devem ter trabalhado bastante para atingirem a notoriedade que atingiram.

 

Não é mesmo nada fácil manter isto! Não é fácil ser original, não é fácil ter piada, não é fácil fazer justiça à língua de Camões, não é fácil dar o nosso espaço a conhecer a potenciais seguidores e aos congéneres nestas lides. Mas, uma coisa é certa: quando nos começamos a tentar entrosar melhor neste meio, é fácil encontrar pessoas a quem devemos agradecer, bons samaritanos dispostos a dar uma palavra de incentivo, seres humanos daqueles que gostaríamos que morassem na nossa rua ou partilhassem o nosso local de trabalho, aqueles que mesmo percebendo que tu és uma naba nisto, lembram-se que também já foram ninguém neste meio e humildemente fazem-nos acreditar que não cai em saco roto aquela publicação que diz respeito à nossa vida e, como é natural e óbvio, só a nós interessa. 

  

 

 

Recuso-me!

Pronto! É oficial. Chegou o outono, antes do tempo.

Saí de casa toda lampeira, vestida e calçada de verão. Meti-me no carro e só saí agora, à porta do emprego. Senti uma aragem na espinha, toda eu me ericei. Mas eu cá sou uma rapariga fiel. "Call me crazy", mas recuso-me a vestir roupa de outono. Ainda não! Vamos lá sofrer um bocadinho... Meu rico verão! 

Tiradas familiares #6 (B - Medir as palavras)

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Filha: "No fim-de-semana há um festival de música em...  Os nossos amigos X, Y e Z vão e nós também queremos ir. São 15€ cada um."

 

Mãe: "E quem vai atuar?"

 

Filha: "A banda tal, o DJ coiso..."

 

Mãe: "Mas isso não tem jeito nenhum! Querem pagar 30€ para ver isso?"

 

Filha: "Ó mãe, a gente também não vai lá para ver os concertos. Vamos é conviver com os amigos!"

 

Mãe: "Então, isso podem fazer em qualquer lado. Não precisam pagar para o fazer."

 

Filha: "Não, afinal queremos ver os concertos, queremos!" E entredentes, num esgar de desdém, revirando os olhos: "Já me esquecia que contigo temos que medir as palavras..."

 

Espertalhona!

 

Chama-se a isto:

  • Capacidade de adaptação rápida às circunstâncias, jogo de cintura, inteligência emocional

         ou

  • "Troca-tintice" descarada? 

 

 Deixo ou não deixo? 

 

Tiradas familiares #5 (B/E - Deveria ser considerado crime!)

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Enquadramento:

 

Os dois filhos há um dia de castigo. 24 horas de sofrimento atroz! 

Razão: ontem a mãe chegou a casa no final de um dia de merda (podia dizer de cão, mas até esses têm dias melhores), cansada, e encontrou a casa de pernas para o ar pela enésima vez. Desde camas por fazer, a janelas todas escancaradas, a loiça de todas as refeições do dia e os restos da comida em cima da mesa da cozinha, roupa e lixo espalhados, "you name it"! Todas elas visões de cenários que conferiam à nossa casa as características mais de uma pocilga do que propriamente de um lar de uma família minimamente asseada. 

 

Resultado: ralhete seguido de castigo. Arrependimento? Pouco ou nenhum!

 

O castigo: ficar em casa durante o dia de hoje e nada de telemóveis, playstation e pc. E assim se passou o dia de hoje, com um ou dois telefonemas a comunicar que já deveriam ter acesso aos "gadgets" todos porque já tinham feito a cama e preparado os livros para o início das aulas. Temos pena, mas o castigo é consequência do que não fizeram ontem, por isso não pode ser aliviado só porque cumpriram hoje a vossa obrigação. Em educação parental (pelo menos segundo o meu conceito) requere-se observância de três coisas: arrependimento, assimilação e continuidade. Não observei nenhuma de forma consistente!

 

Há uns minutos, cheguei a casa. As reivindicações continuaram, mas a mãe é mais teimosa do que eles e mantem-se firme e hirta. Até que:

 

Filho: "Mãe, hoje fiz a cama, arrumei os livros, li e depois fiquei o resto do dia a olhar para o teto sem nada para fazer. Foi uma seca! Isso que tu fizeste não se faz, não deveria ser permitido! Deveria ser considerado crime!"

 

Filha: "Ele tem razão!" (são cada vez mais cúmplices na "adolescentite", sempre contra a autoridade dos pais)

 

É o quê??? Ouvi bem?

 

Comentário: Parece que estou a criar verdadeiros ativistas dos direitos humanos. Ainda os vejo um dia numa ONG, num  partido político ou num sindicato. 

 

 

 

Férias 2016: sudoeste alentejano e costa vicentina

Parece-me que é altura de trazer as m(ã)emórias das férias na praia, agora que pelos vistos se avizinha uma semana com chuva com fartura, a anunciar o outono. Tenho um sentido de timing extraordinário, realmente! 

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Francamente, tenho vindo a adiar escrever sobre as minhas/nossas férias. O verão é definitivamente a MINHA estação do ano. É no verão que eu sou mais feliz. Por isso, sou daquelas pessoas (não seremos todos?) que têm uma certa dificuldade em enfrentar o regresso à dura realidade de um novo ano de rotina, de trabalho, após as férias de verão. Recordar as férias deixa-me com uma neura que "faxavor"! Causa-me angústia lembrar os bons momentos passados nas férias, sabendo que vai demorar mais um ano até poder gozar o "dolce fare niente" novamente. Caso para dizer hoje: quem me dera voltar para a ilha! Para uma ilha, literalmente, ou pelo menos avistar uma ao longe, como aconteceu na curta semana que passámos na costa alentejana. A ilha que vislumbrávamos quase todos os dias era esta, aquela cujos versos da conhecida canção do Carlos Tê, cantada pelo Rui Veloso, diziam  ter outrora um pessegueiro plantado por um vizir de Odemira. 

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As férias não se resumiram à semana passada na praia, mas isso fica para outra altura. Dizia eu então que foi por aqui que fizémos praia este ano, por um feliz acaso. Apesar de todos os anos fazermos intenção de planificar as férias mais cedo, todos os anos, sem exceção, a vida profissional e outras "diversões" acabam por empurrar essa tarefa para a véspera. Por isso mesmo, normalmente já só conseguimos alojamento no Algarve, onde há, como sabemos, muita mais oferta. Mas este ano, quase na véspera, devido a um cancelamento, lá conseguimos fazer praia na costa alentejana. 

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Se já tínhamos um carinho especial pelo sudoeste alentejano, confirmámos agora a nossa preferência. Foi este ano que eu própria fiquei, definitiva e irremediavelmente apaixonada por esta costa, pelo pôr do sol inigualável, pelas praias lindíssimas que conservam alguns traços naturais livres de mácula introduzida pela mão humana, onde conseguimos encontrar areais tranquilos e espaços com um raio razoável de metros de área só nossa de modo a não interferir negativamente com a minha fruição das férias (porque excesso de gente à minha volta na praia interfere mesmo!), pela paz e quietude, pelas rochas que os miúdos ainda gostam de explorar (um dos poucos resquícios da infância que ainda conservam!), pela gastronomia que tanto aprecio: as migas alentejanas, a feijoada de búzios, os chocos fritos, são para mim autênticas iguarias! 

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É claro que tudo isto significou quilos extra! Enfim, já é habitual e, sim, tenho que tratar disso... Adiante!

 

Foram umas férias modestas e mais económicas do que é habitual mas, apesar disso, umas ótimas férias, ao meu jeito. Daquelas mesmo para descansar, sem stress, sem trânsito, filas, amontoados de gente, demoras, esperas. Como eu gosto.  Até os dias inteiros passados na praia, como o M. gosta, me souberam bem, a mim a quem a praia em demasia costuma cansar. Levantávamo-nos ao sabor do nosso relógio biológico, tomávamos o pequeno-almoço e lá íamos nós, à bela tradição tuga, com o farnel do almoço e o resto da parafernália (só faltava mesmo o garrafão de vinho! 😂), à descoberta de mais uma praia lindíssima, como só a costa portuguesa tem. Para quê procurar paraísos de férias noutros países e hemisférios, se nós temos por cá esta riqueza? Para mim, as melhores praias do mundo são mesmo as nossas.  E à noite, sobretudo sossego, que eu não morro de amores pela "night", a não ser jantar fora e um "passeio dos tristes" de vez em quando. 

 

Mas como tudo que é bom acaba depressa, ficam as memórias. Resta esperar pelas férias do próximo ano e ir tentando encontrar outros motivos para ser feliz diariamente, que não passem por estar numa toalha deitada de papo para o ar, debaixo de um sol radioso a processar vitamina D, ao som das ondas do mar. Aiii, que já tenho tantas saudades do som do mar! E dos sentidos mais despertos, e dos finais de dia, dos jantares numa esplanada com vista para o mar! Deste pôr do sol... 

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Muitas mais sensações haveria para contar, mas fico-me por aqui. Já sinto o peso de uma semana cheia de ralações que tenho pela frente. Ainda por cima com chuva! Que chatice! 

 

Para o ano há mais, espero eu...  

 

 

 

 

Dei de caras com um energúmeno!

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Ontem fomos jantar fora, a uma festa. É claro que nestas alturas encontramos resmas de pessoas, algumas delas conhecidos com quem habitualmente não convivemos, felizmente. Nestas ocasiões somos obrigados a encetar algum tipo de conversa de circunstância com quem calhar, como é normal.

 

O que não é normal, em pleno século XXI, é que os discursos e comportamentos de certas pessoas pudessem ser tão retrógrados, tendo estagnado na primeira metade do século passado. Sim, porque trata-se de um homem na casa dos 40 do pós verão de 69, de Woodstock, da paz e o amor apregoada, do 25 de abril de 74. Um homem que cresceu, como eu, na segunda metade do século XX, com liberdade, democracia, emancipação da mulher a vários níveis, seja nos papéis de género desempenhados no casamento, no emprego, na forma como nós mulheres vivemos e usufruimos a nossa sexualidade, eu sei lá! 

 

Ora, este imbecil, a propósito de não estar acompanhado da mulher na festa, de entre as pérolas proferidas, vomitou que "mais valia só do que mal acompanhado" e, não sei como, a conversa derivou para afirmações de que conhecia e frequentava todas as danceterias da região e arredores (às quais vai sem a mulher, pois claro!). E pior: vaidosão, parecia crescer ao contar as suas aventuras, parecia achar que estava a dizer algo de que se devia orgulhar. 

 

É um energúmeno ou não é um energúmeno? Pergunto: O que é que ele está a fazer casado com a mulher dele? E que raio de mulher completamente anulada é esta? Ontem, realmente parece que recuei no tempo. Silly me! Pensei que já não existiam espécimes destes, nem homens como ele nem mulheres como a mulher dele. 

Tiradas familiares #4 (B - Super-mulher)

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Eu, no final do dia de ontem, tão gira, acabada de sair da cabeleireira, cabelo com um brilho esvoaçante, com umas calças brancas e uma camisola estampada com uma estrela a fazer "pendant", para sair com o M....

 

Isto, segundo os meus critérios, claro.  É que os critérios de uma filha adolescente são exigentíssimos.

 

Filha: "Ó mãe, vais sair assim à rua? Pareces a Super-mulher!"

 

E pronto, fiquem a saber que, pelos vistos, ontem à noite eu saí com o M. disfarçada de Super-mulher (ou Mulher-maravilha ou lá o que é). E não é que não me podia assentar melhor esse traje!?...

Pessoas do mal...

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 (Imagem retirada daqui)

 

Há seres humanos do bem e seres humanos do mal! Mas quando aqui me refiro a pessoas do mal, falo daquelas que fazem ou desejam o mal de forma gratuita, mesmo sem terem razões objetivas para isso, a não ser sentimentos mesquinhos como a inveja e o sentimento de inferioridade, daquelas pessoas tóxicas que conseguem envenenar tudo à sua volta, interferindo negativamente no ambiente social de uma organização. Acredito piamente nisto. Depois é claro que há aquelas que são do mal por uma razão pragmática, por alguma razão objetiva ou interesse pessoal. Nem umas nem outras merecem a minha admiração, mas tenho mais respeito por estas últimas, confesso. 

 

Sabem aquelas pessoas que sentimos que nos têm um ódio latente mortal e que, mesmo escondido por trás de um sorriso falso, nos fustigam com os olhos sempre que abrimos a boca ou fazemos algo digno de admiração?

 

A S. é essa pessoa. Hoje tive mais uma evidência da maldade gratuita desta pessoa com quem tenho que conviver "on a daily basis". Mas vou ignorando, vivendo uma guerra fria que de maneira nenhuma desejei. Mas não faz mal. Descansa-me saber que vou colhendo a simpatia da maior parte das pessoas que me rodeiam, embora ela faça de tudo, de forma dissimulada, para contrariar isso. O que vale é que os meus filhos herdaram a autoestima elevada de alguém...  

 

Fico-me por aqui. Uma pessoa destas não merece parar aqui neste meu cantinho durante muito tempo. Xô! "Vade retro" Satanás! É sexta-feira! Nada de ruindade e toxicidade nos próximos dias! Yes!!!

Tiradas familiares #3 (E - Autoestima)

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Filho: "Mãe, hoje vou jantar fora com os meus amigos."

Mãe: "Vais? Quem decidiu?"

Filho: "Eu sei que quando sou eu a ter a ideia, todos querem!" (apresentando a sua expressão de "sou o máximo!")

 

Comentários que me apraz fazer:

 

  1. Já não sei bem quem manda cá em casa!
  2. Posso ser uma péssima mãe, mas não me posso queixar de não ter incutido bastante confiança, autoestima e elevado autoconceito nos meus filhos!  

Estou com(o) a mosca!

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(Imagem retirada daqui)

 

 

Final de um dia de cão.

 

Um calor infernal.

Hora de fazer o jantar.

Uma mosca a azucrinar-me a cabeça. E se eu detesto moscas dentro de casa!!!

Pousa na mesa de jantar. Trás! Já foste! Hum... Não, ainda estrebucha.

"Ai estás a agonizar? É a vida!"

 

Reflexão póstuma (embora ela ainda fosse viva quando a atirei pela janela):

Eu disse realmente aquilo... a uma mosca!?  

Despachar moscas de forma vingativa e ainda dirigir-lhes comentários cruéis, com requintes de malvadez, enquanto agonizam, conta como maltrato animal? Nesse caso, tudo o que descrevi é somente uma metáfora do meu próprio dia. Porque realmente estava com a mosca. Estava com e como a mosca... Bem, ela é capaz de estar um bocadinho pior...

 

Tiradas familiares #2 (E - Há vírus e vírus...)

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Hoje, na realidade, partilho uma história com várias tiradas. Há tiradas à fartazana, cá em casa! Eu avisei...

 

Contextualização:

 

  • Filho viciado no jogo de computador LOL;
  • Se permitíssemos (o que não fazemos, obviamente!), jogar jogos de computador seria a sua ocupação quase exclusiva tanto em férias como no período das aulas (Mas seria mesmo à doida, uma coisa mesmo desregrada);
  • O seu sonho é ter o quarto todo artilhado com ratos e pc (parece que é a motherboard ou lá o que é) cujo valor ascende respetivamente às dezenas e milhares de euros, com um monitor quase do tamanho da nossa televisão da sala, com um teclado que dá luz, melhor do que o que ele já tem (já tem porque um amigo muito à frente nestas andanças lho deu, na sequência de ter ganho um ainda mais psicadélico), com um móvel adequado a toda esta parafernália "com estante com X prateleiras e mais isto e mais aquilo, que a minha secretária até já está velha e riscada" (para isto até andou a pesquisar, em lojas da especialidade online, o que melhor se adequava à coisa).

 

Fez 14 anos enquanto estávamos em férias, na praia. E logo depois fomos para o norte e, por isso, não comprámos a prenda de anos dele, com a devida explicação de que, se fosse um computador, seria melhor comprá-lo ao pé de casa por causa de manutenção, etc. Claro também deixámos claro que não seria nada daquilo que ele queria. Mas, fosse como fosse, praticamente todos os dias ouvimos queixas.

 

Ele: "Vocês ainda não me deram prenda de anos e eu tive 6 "cincos" e o resto tudo "quatros" e vou para o quadro de excelência! E tenho colegas que tiveram negativas e têm isto e aquilo..." 

 

E eu:"Se calhar foi por terem isso tudo que tiveram más notas!..." 

 

Ontem, telefonema durante a tarde:

 

Ele, aflito: "Mãe, estava a jogar LOL, cliquei num link porque dizia que havia um desconto e apagou tudo. Desinstalou o jogo, eu voltei a instalar, mas agora não consigo entrar no jogo. Escrevi para lá, mas isto aconteceu a um amigo meu e ele ficou pr'aí 3 semanas sem conseguir jogar."

 

E pronto, questão resolvida! Acabou-se!

 

Moral da história: há vírus que contribuem positivamente para a saúde mental das pessoas. Ou seja, há vírus que fazem bem à saúde!   

 

 

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