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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

I still rule!

 

Só assim de repente, porque estou mesmo estafada e preciso deitar-me para descomprimir das emoções do dia, venho só dizer-vos que correu tudo muito bem na situação de que vos falei aqui. Não consegui responder aos vossos comentários de incentivo mas li tudo e deram-me uma força enooooorme! Obrigada!

 

Ah! Já me esquecia. A minha amiga M tinha razão. Houve situações em que tive que aligeirar o discurso... se é que me entendem... Não havia mesmo razões para nervosismo. I still rule, man! 

 

 

Boas "vibes"!

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Já perceberam certamente que gosto de partilhar aqui com os meus caríssimos amigos que têm a pachorra de acompanhar os meus dias, episódios que têm ou tiveram em algum momento significado para mim.

 

Pois bem. É nesse sentido que que quero que saibam que hoje, lá mais para o fim do dia, vou estar sob grande pressão. Vou passar por uma etapa importante nas minhas funções profissionais, uma espécie de prestação de contas perante peixe graúdo. Terei que convencer uma comissão da qualidade do meu trabalho, da eficácia da minha liderança e dos resultados obtidos. Pronto, basicamente é isso. 

 

E sabem porque é que algo me impele a contar-vos estas miudezas da minha vida que, à partida, pouco ou nada vos interessariam? Hã? Eu digo! Porque sinto cá dentro do meu peito um conforto enorme em partilhar convosco. Sinto que também são da minha tribo e fazem uma corrente enorme de boas vibes para que tudo me corra bem. Sinto genuinamente isso, a sério! Da mesma forma que eu, que sou pessoa de afetos (uma lamechas, vá!), vos desejo tudo de bom nas vossas vidas. Mesmo! 

 

Voltemos à vaca fria que tenho hoje. Acho que vai correr bem. A minha colega e amiga M até me deu um conselho. Disse qualquer coisa como isto:

 

"Em relação a isso, não tenhas problemas porque o teu QI e a tua oratória estão muito acima das deles. Só tens que manter a calma e responder com respostas claras porque senão eles não entendem." 

 

É isto! Gostei especialmente da parte de ter que falar em português a puxar para o básico, para que me entendam. Se é só isso que é preciso, acho que me safo, apesar da minha alegada capacidade de oratória e QI superiores aos do peixe graúdo... Isto é que é confiança de amiga! Lá está! Boas vibes!

 

 

Mulher é bicho complicado!

 

Pois é! Desculpem as minhas congéneres, mas eu estou aqui para dizer as verdades, doa a quem doer. Nós, mulheres, somos mesmo difíceis de entender.

 

Às vezes, só estando no lugar de observadoras isentas é que percebemos as figurinhas que por vezes fazemos com os nossos homens. Lembram-se deste exemplo? Ela até podia ter todas as razões e mais alguma para aquela lamúria toda, mas convenhamos que o beicinho era escusado. 

 

Refiro-me sobretudo àquela tendência de nunca estarmos satisfeitas ou àquela imprevisibilidade desconcertante do "se-é-é-porque-é, se-não-é-é-porque-não-é" ou ainda a mania que temos de ficarmos amuadas porque ele não adivinhou que devia ter atuado daquela determinada forma que nós idealizámos para uma determinada situação, não correspondendo portanto às nossas expetativas.

Mas depois, é tão fácil amolecerem-nos o coração. Um abraço que nos apanhe desprevenidas pode ser o suficiente para resgatar toda a doçura feminina.

 

Um bocado bipolar, o sexo feminino... Dizem que pode ser hormonal... 

 

Por estas e por outras é que se diz com toda a propriedade: "Vá-se lá entender as mulheres!". 

 

(Imagem: http://heyhey-heyyy.tumblr.com) 

 

 

Sobre a saída dos EUA do Acordo de Paris

 

 

No final de maio, no México, choveu granizo do tamanho de bolas de ténis, como foi captado no vídeo abaixo. Aliás, fenómenos meteorológicos como esse e outros vão acontecendo um pouco por todo o mundo.

Mas a figura patética lá de cima continua a ignorar as mudanças climáticas do planeta, essa falácia, essa invenção da humanidade. Agora há uns dias até anunciou que os EUA vão abandonar o Acordo de Paris.

Mas sabem uma coisa? Acho isso positivo e até encorajador para a causa da defesa da sustentabilidade e sobrevivência do planeta Terra. Senão, vejamos. A sua posição sobre as alterações climáticas trouxe o assunto esquecido novamente para a ribalta, despertando assim consciências. Até empresas americanas líderes nos seus segmentos declararam estar descontentes com a opção do seu presidente e comprometeram-se a seguir o seu próprio caminho, inclusive empresas petrolíferas. E isso parece-me mais positivo do que acordos governamentais que são guardados numa gaveta. Vamos ser otimistas... 

 

 

(Imagem: https://media.giphy.com; Vídeo: autor identificado) 

 

 

Facto: nas mulheres, o sexo melhora com a idade!

 

 

Pois é, miúdas mais novas. Se ainda não encontraram o vosso lugar prazeroso no mundo da sexualidade partilhada com um parceiro, não desesperem. Só pode melhorar! Não sou eu que o digo. É um artigo da Visão que o diz. E eu concordo. Até vou mais longe afirmando que até ao início da idade adulta é preciso ter muita sorte com os parceiros para uma mulher obter satisfação plena das relações sexuais que vai mantendo. E isso ainda é mais evidente em relações ocasionais. Isto porque eu acredito que o tempo, o conhecimento profundo de nós próprios e do outro e a aprendizagem partilhada, nestas coisas da sexualidade, são a chave da felicidade  suprema. 

 

Quanto à minha perceção sobre as razões que poderão estar na base de a fruição da sexualidade melhorar com a idade no universo feminino, estudos à parte, acredito que há fatores que mais influenciam a fruição plena da sexualidade nas mulheres maduras.

 

Desde logo, com a idade as mulheres perdem muito da insegurança típica dos primeiros anos da juventude e aprendem a aceitar melhor o seu corpo e, consequentemente, a sentirem-se mais espontâneas, mais libertas e abertas a novas experiências e até mais sensuais. Demonstram muito mais desejo sexual e, consequentemente, mais  iniciativa na cama (ou noutro lugar qualquer...). 

 

É minha convicção que nos primeiros anos da juventude a insegurança leva a uma maior preocupação em agradar ao parceiro do que a si própria. E é minha convicção também que é neste contexto de início de relações ou em relações ocasionais que as mulheres mais fingem orgasmos. Quem nunca o fez, que atire a primeira pedra. Ah, pois é! Todas já o fizemos! A verdade é que a partir de certa idade a mulher já não faz esse frete para que o parceiro se sinta feliz. A sua própria felicidade passa a ocupar a dianteira das suas preocupações. Percebe que, se não foi bom, o melhor é mesmo assumi-lo, conversar sobre isso e, com honestidade, essas situações propícias ao fingimento e à mentira até deixam de acontecer. Idealmente, com a necessária intimidade, passa a ser bom para os dois sem exceção. Os dias em que acontecia uma parte ficar a "chuchar no dedo" já eram! 

 

Com o tempo, em relações duradouras, a quantidade é substituída pela qualidade. Sabemos que regra geral os homens, na juventude, só pensam em sexo, sexo a toda a hora (Tchiii! Já foi há tanto tempo, que já nem me lembro bem!...), muitas vezes precipitado, com poucos ou nenhuns preliminares e sem ambiente propício às "cabeças femininas", que são bué complexas, como sabemos. Enquanto que as mulheres poderiam manter a mesma frequência de atividade sexual ao longo da vida (admito que esta é uma área em que é mais fácil ser mulher), convenhamos que no sexo masculino já não é tão fácil. Por isso é que os comprimidos azuis foram inventados. É claro que nuns e noutros há fases em que o desejo sexual aumenta ou diminui, mas isso nas mulheres não é visível a olho nú, enquanto que a fisiologia e mecânica masculinas não podem ser dissimuladas, não é? O que nos vale é que, nesta questão do sexo, a frequência não é o único requisito para uma sexualidade feliz. Menos acaba muitas vezes por ser mais. 

 

Só há um senão nesta evolução da fruição da sexualidade em tudo favorável à mulher madura. É que quando ela está apta a tudo, mesmo tudo, malabarismos na cama incluídos, as dores nas "cruzes", o reumático ou outra qualquer mazela da idade atacam e pronto, lá se vai o clima e é ver-nos a desejar ter 20 anos outra vez... 

 

(Fonte da imagem: http://visao.sapo.pt/visaomais/2017-05-26-Melhor-sexo-para-as-mulheres--E-nesta-idade)

 

 

Patrão Vs empregado: uma dicotomia incontornável...

 

... ou a eterna "luta de classes", utilizando a expressão que Karl Marx imortalizou.

 

 

Ontem, no fim do dia de trabalho, passei pelo supermercado para comprar pão. Meus amigos, assisti a um raspanete da patroa à empregada, que só visto! Uma situação mesmo muito confrangedora. E fiquei ainda mais marcada por este episódio porque eu, sendo como sou, por um lado defensora da justiça social e contra a exploração e o desrespeito pelos direitos laborais, por outro lado gestora de uma equipa razoável de colaboradores, tive dificuldade em empatizar unilateralmente nesta situação. Ou seja, consegui entender o ponto de vista das duas envolvidas, basicamente. 

 

A questão ali discutida andava à volta de a trabalhadora ter, no dia anterior, saído do trabalho enquanto ainda estavam muitos clientes na loja e a ajuda dela seria, pelos vistos, necessária. Ela alegava já ter saído fora do horário dela e que tinha o filho, mas a patroa dizia que as outras trabalhadoras também tinham filhos e também ajudavam sempre que era necessário.

 

Não conheço outras nuances para esta relação laboral, nem sei se as trabalhadoras são ressarcidas do tempo de trabalho extra ou se recebem um salário justo pelo seu trabalho. Mais tarde em conversa com outras clientes, disseram-me apenas que aquela equipa funcionava como uma família e que a patroa tratava bem as trabalhadoras, para além de que, e isso constato eu, ela própria dá o exemplo ao lado delas a trabalhar. 

 

Se por um lado acredito piamente na importância das garantias dos direitos laborais, nomeadamente no respeito pelo horário de trabalho, como disse, por outro lado também eu lido muitas vezes com quem só faz estritamente os serviços mínimos exigidos, nem mais nem menos, pessoas que acham que basta cumprir o horário de entrada e saída para mostrar zelo na profissão, enquanto outras se empenham e dão contributos relevantes para o serviço. No caso em apreço parecia tratar-se disso: talvez uma situação de salários iguais para empregadas com níveis de dedicação ao trabalho diferentes.

 

Para terminar, dois comentários:

  1. Uma nota para a frontalidade da patroa e a preocupação com a promoção de igualdade de direitos e deveres entre todas as trabalhadoras. Todas têm que trabalhar para além do horário porque todas têm filhos e se isso não serve como argumento para umas também não pode servir para  outras. Faz sentido. Proteção da maternidade e justiça social é assim...  Justíssimo! 
  2. Independentemente da sua justeza (ou não), o facto de aquele raspanete ter sido dado em frente à meia dúzia de clientes que lá estavam àquela hora pareceu-me uma humilhação deliberada e gratuita para com a trabalhadora. É caso para dizer: não havia necessidade... 

 

 

A rapariga dos olhos tristes e o namorado ternurento.

 

Ela chegou sozinha e sentou-se na mesa ao nosso lado. Parecia triste, abatida. Deveria ter vinte e poucos anos, algum excesso de peso, óculos, o cabelo negro preso num rabo de cavalo e vestia de preto, o que ainda lhe conferia um ar mais abatido e  pesado. Nada nela combinava com a sua juventude. Apenas o ar de menina amuada, a fazer uma birra, lembrava o facto de ainda ser novinha. Com quem estaria? Parecia esperar alguém...

 

Após um minuto ou dois, ele veio ao pé dela, oriundo do balcão do snack bar, mas não se sentou. Era um rapaz pela idade dela, ruivo, elegante. Debruçou-se sobre ela, perguntou-lhe algo delicadamente e ela esboçou um trejeito de enfado e disse que não, abanando a cabeça e ostentando um beicinho. Continuava miseravelmente infeliz, pelos vistos. Ele insistiu e ela agora soltou impacientemente "Já disse que não quero. Já comi!". Estava nitidamente a tentar marcar uma posição. Ele, por seu lado, não podia ser mais ternurento e dedicado a ela. 

 

Quando ele chegou novamente com um tabuleiro com duas bifanas no pão (que ela nunca viria a comer), o clima manteve-se. Ela com os olhos tristes, um olhar vago. Mas os olhos dele!... Os olhos dele, esses não enganavam! Fixavam-se nela com tanto amor! Amor...e medo da birra dela, não fosse ela perder o controle ali em público a qualquer momento. Mas não. Manteve-se em silêncio. E ele tentava calmamente resgatar a normalidade àquele relacionamento, como de resto fazia sempre. Ele sabia que ela costumava ter aqueles momentos e era melhor deixá-la acalmar. Só tinha que lhe provar o seu amor. E isso era tão fácil! Aquele homem move montanhas por aquela mulher. Só ela existe. Só ela importa. E aparentemente, só ela é que não percebe isso. 

 

(Nota: São só cenas das pessoas que vou "alservando" e das vidas que vou imaginando ...)

 

(Imagem: https://www.tumblr.com/) 

 

 

 

Termos de Pesquisa (ontem: 31/05/2017)

  1. posições mais usadas para fazer amor 

 

É isto!... 

Eu bem tento ser credível na blogosfera, mas já vi que nada feito, não consigo. Bem, pelo menos com isto dão-me ideias para temas de segunda-feira. Sim, porque se há coisa que eu nunca abordei aqui foram as posições mais usadas para fazer amor sexo. O Google anda marado de todo, é o que é! 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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