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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

As rotinas do casamento, o afastamento do casal e a morte do desejo feminino.

 

Porque é que muitas mulheres perdem o interesse sexual durante o casamento?


É recorrente dizer-se que o sexo para os homens é mais uma necessidade física do que para as mulheres. Não concordo. Para nós também é uma necessidade física. O que se passa é que sexo para a mulher não se pode resumir à penetração! Há toda uma envolvência que não pode ser ignorada, sob pena de acontecer aquilo que está patente na pergunta com que iniciei este post.


Uma mulher saudável nunca perde o apetite sexual ao longo da vida, nem sequer na terceira idade (espero eu!). É evidente que há fases de maior e menor apetite sexual, nomeadamente a seguir ao nascimento dos filhos, mas ele nunca desaparece. O problema do desinteresse sexual nas mulheres tem a ver com o facto de o sexo para uma mulher não ser algo mecânico como é para os homens.

 

Quando um homem chega a casa e se deita no sofá a ver televisão enquanto espera que o jantar esteja pronto, janta, deixa o prato em cima da mesa, sai da cozinha sem um mimo ou um toque, assiste mais um pouco de televisão ou vai ao café com os amigos enquanto a mulher fica a arrumar a cozinha e ainda a temperar a carne para o almoço do dia seguinte ou a estender roupa ou a adormecer os filhos, é difícil que quando vão para cama mais tarde, haja clima para sexo do lado feminino.

 

Por isso é que, depois de um dia sem nenhum contacto, mimo ou até um pequeno apontamento (não somos muito exigentes!), é natural que ali ao lado na cama esteja uma mulher fria, sexualmente apática, que estava com esperança que ele a deixasse dormir descansada e não começasse a passar a mão nela no único momento de manifestação de interesse e ligação a ela do dia.

 

É que para a mulher os preliminares começam muito antes de deitar, com a partilha das tarefas domésticas, com um beijo ao acordar ou com um aperto contra a banca da cozinha enquanto ela prepara o jantar, ou com uma apalpadela inesperada enquanto ela se veste para sair ou com um "estás especialmente bonita hoje" ou com aquele olhar enternecido com que ela o surpreendeu naquele momento em que não tinha percebido que ele entrou no quarto das crianças e tinha ficado parado a vê-la a ler uma estória ao filho antes de adormecer. 


Não é o desejo da mulher que diminui ou desaparece ao longo do casamento. É o homem que deixa de conquistar a mulher todos os dias, que mata o desejo ao não fazê-la sentir-se amada e desejada. Nenhuma mulher se sente sexy com um avental e o cabelo desgrenhado a não ser que o seu homem a faça sentir sexy. O casamento é uma conquista diária. E isto é obviamente também verdadeiro no sentido inverso, da mulher em relação ao homem. Os homens também precisam de ser conquistados diariamente. Claro que sim! Mas a versão masculina da coisa deixo para um homem contar.  Quem aceita o repto?

 

(Imagem retirada da net)

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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