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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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"Let's talk about sex, baby"

 

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(Fonte: https://www.facebook.com/Kiss-Kiss-Bang-Bang-369318129821266/)

 

 

Ora vamos lá para mais um rol de lugares-comuns. É que sobre sexo já tudo foi dito por quem sabe do que fala e até com recurso a bibliografia de referência. Valha-nos que por aqui não há pretensões de fazer abordagens académicas. Então, o que é que uma leiga no assunto poderá acrescentar? Provavelmente, nada, a não ser uma perspetiva pessoal. Mas também, sobre este assunto o melhor nem sequer é propriamente falar, certo? Sejamos breves, portanto.

 

Já tive oportunidade de aqui dizer que não concebo sexo sem amor. A intimidade física prazerosa, para mim, só se alcança com intimidade emocional, sentimental, com cumplicidade. E isso conquista-se com tempo de convivência e de vida em comum. Assim, não sendo o conhecimento profundo do outro instantâneo, também as arestas a nível sexual são limadas com tempo e dedicação. Pode levar dias, semanas, meses, anos.

 

Caia-me um raio em cima da cabeça (o que não acontece certamente com o solinho bom que tem estado, razão pela qual eu ponho as coisas nestes termos), se não tenho razão quando afirmo que se a grande percentagem das mulheres fosse usar como barómetro ou indicador a(s) sua(s) primeira(s) vez(es), enfrentariam o sexo ao longo da vida como uma provação, um sacrifício em nome da satisfação do seu homem. Não é automático que uma mulher tenha prazer no ato sexual e essa evidência está ainda mais presente nas primeiras experiências. Muitas pensarão até que a culpa é delas, que elas é que têm algum problema, que são frígidas ou qualquer coisa do género. E, não conseguindo enfrentar o problema falando sobre ele, até porque têm medo que o companheiro se afaste, muitas vezes surge o fingimento e a ilusão de que tudo vai bem. E é assim que temos algumas relações que nunca se resolvem a nível sexual. Depois vêm os filhos e o afastamento é cada vez maior e até começa a ser aceite por ambas as partes como algo natural. É também nesta altura que, em alguns casos, surgem terceiros a ensombrar a relação.

 

O aspeto que eu quero hoje vincar é que é imprescindível esta perceção de que sexo insatisfatório no feminino não é uma fatalidade incontornável, a não ser que questões patológicas estejam envolvidas. Acredito que isto faz toda a diferença na durabilidade de uma relação e no seu fortalecimento.

 

Ou seja: vale a pena falar sobre sexo com o nosso parceiro, no sentido de procurar soluções a dois. Como na canção: 

 

"Let's talk about sex, baby.

Let's talk about you and me..."

 

Com alguma abertura e criatividade, tudo se resolve. Até porque não é justo para o homem viver uma vida inteira enganado, feliz e contente, pensando que sabe tudo o que há para saber do "ofício". Sim, porque hoje a generalidade dos homens preocupa-se com o prazer feminino, benzósdeus! Mesmo assim, não quero assustar os dignos representantes do género masculino nem causar desconfianças conjugais, mas tenho a impressão de que a ilusão de que ela anda a subir aos céus e a ver estrelinhas (quando na realidade só finge muito bem) ainda acontece mais do que possam imaginar. Por via das dúvidas, caso não seja prática habitual, o melhor é promover uma conversinha logo à noite com as respetivas.  E quanto às respetivas, não têm de quê. Sempre às ordens, sisters

 

 

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