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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Mãe, é tudo a mãe!

As férias escolares dos miúdos estão quase a acabar.Há mais de um mês, queixava-me eu aqui de que os meus filhos não ajudavam nas tarefas domésticas. Nesse dia, pus um ponto final, disse basta, isto tem que acabar, não pode ser assim, blá blá blá. Grande mãe! Grande mulher!

 

E hoje, já podemos fazer um balanço da resolução daquele dia? Sim! Já podemos! Continuou tudo igual. Foram à volta de três meses sem fazer nada a não ser brincar. Bem, se formos mais precisos, foram respetivamente 14 e 15 anos sem fazer nada!

 

Isto para chegar onde? Para chegar à conclusão de que realmente a culpa é minha. Eu é que, perante a "resistência" deles em fazer determinadas tarefas, para não me chatear, vou lá e faço. Mas não pode ser assim, eu sei. Tenho mesmo que encontrar uma forma de incentivar os miúdos a colaborarem mais nas tarefas domésticas. Para o bem deles! Sinto que não estou a criar indivíduos desenrascados, com autonomia e responsabilidade. Só que tenho um problema... É que o pai foi criado um bocadinho assim, um menino da mamã, não faz quase nada em casa e, pior do que isso!, não colabora o suficiente na  imposição de rotinas nos nossos filhos para interiorização das mesmas. Nesta casa é tudo a mãe. Principalmente para fazer o papel de bruxa má, é a mãe. Gostava de poder descansar um bocadinho deste papel...

 

Realmente só quando somos mães é que compreendemos algumas palavras e atitudes das nossas próprias mães. Lembro-me de ouvir a minha mãe, perante o nosso (meu e da minha irmã) chamamento contínuo, dizer "Mãe isto, mãe aquilo! Já sei que sou mãe!" Aquela frase na altura fazia-me alguma confusão, mas hoje compreendo perfeitamente. Parece que há teorias que dizem que nós acabamos por ficar tal e qual as nossas mães. Pois eu já dei por mim a repetir estas palavras: "Mãe, sempre a chamar pela mãe! É tudo a mãe! Chamem o pai de vez em quando!" E um dia, quando a minha filha for mãe, embora ela afirme peremptoriamente que não, há de ser igualzinha à mãe dela.  

5 comentários

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    Maria Mocha 30.08.2016

    És capaz de ter razão. Uma medida drástica como essa talvez resultasse. Ou, pensando melhor, passavam o fim-de-semana a comer porcarias e quando eu voltasse ainda teria que limpar o lixo que tinham feito. Não é fácil... Quando são pequenos, como percebi que é o teu filho, exigem muito de nós, não há dúvida. Mas, como dizem os ingleses, "it gets worse". Nada se compara aos problemas que surgem com a adolescência, a afirmação do "eu", a irreverência, eu sei lá...
    Já agora, obrigada pelo comentário. Tão querida! Ah, e essa do Odisseias é novidade para mim. Vou explorar! Beijinhos.
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    CM 30.08.2016

    É facil dizer aos outros o que fazer quando não é connosco eu sei. Acho que a mim me daria para dar um grito do epiranga destes.
    Experimenta a ver o Odisseias, de vez em quando compro lá algumas coisas, massagens muito em conta, tratamentos, jantares. Não é nada ao nível da rainha de inglaterra, mas é encontram-se coisas muito boas e em excelente conta!
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    Maria Mocha 30.08.2016

    Vou ver, sim. Obrigada.
    Quanto aos miúdos, eu e o M. já estamos a tentar corrigir alguns erros. Tem mesmo que haver sintonia neste assunto! Serviu para isso a reflexão aqui no blog. Lá está!... Tivemos uma grande conversa... Quando tiver tempo, conto tudo. 😊 Beijinhos. 😙
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    CM 30.08.2016

    Boa, beijinhos! Tudo a correr bem. A falar é que a gente se entende.
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