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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Vamos lá ver se nos entendemos!

 

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Desde que comecei a dedicar quase diariamente uma fatia do meu tempo ao blog, que uma preocupação me persegue. Chegou o dia em que tenho que a partilhar. Mas vamos por partes.

 

Em primeiro lugar, dizer que quem está nesta vida (agora soou-me a qualquer coisa pouco apropriada... ), concordará comigo nesta apreciação que faço. Falo por mim. Quando tenho tempo (O que de momento não está a acontecer. Notem que este texto já aqui anda em rascunho há meses!), eu gasto mais tempo ligada ao Sapo a interagir nos blogs dos vizinhos do que a produzir conteúdo para o meu próprio blog. Gosto de fazer o périplo pelas publicações do dia e isso leva tempo. Ultimamente tenho falhado nisso. Vou lendo mas não consigo comentar como fazia, nem sequer às vezes responder aos vossos comentários às minhas publicações. Há por aqui muita coisa digna de ser lida. Por um lado gosto mesmo por interesse genuíno e por outro lado acho que devo, até por respeito a quem também lê as minhas cenas.

 

É mais à noite que me sento em frente ao pc dedicada a isto, normalmente enquanto vou deitando um olho ao jantar (Sim, já aconteceu de o deixar queimar!). Durante o dia o máximo que normalmente consigo é espreitar de vez em quando o telemóvel (quando as tarefas do dia o permitem) e responder a comentários aos meus posts e hoje em dia nem isso. Por vezes, à hora de almoço também arranjo uns minutos para cá vir (porque almoço em dez minutos a comidinha da marmita que levo de casa todo o santo dia).

 

Retomando a ideia: do pouco tempo que tenho para andar por aqui, quando a vida corre de feição (Não é o caso ultimamente!), grande percentagem é usada na interação com os vizinhos.

 

Notaram certamente que eu utilizo muitas vezes o termo "vizinhos" referindo-me aos restantes bloguistas cá do Sapo. Pois, mas lamento dizer que não se trata de tentar utilizar uma metáfora bonita em que a blogosfera seria a rua lá do nosso bairro e os bloguistas os nossos vizinhos como se cada blog representasse uma casa e os proprietários fossem os bloguistas. Nesta metáfora talvez os posts pudessem ser bolinhos quentes, acabados de sair do forno que se fazem para oferecer aos bons vizinhos que apreciam a nossa qualidade de pasteleiros. Mas não, não é nesta metáfora que penso quando me dirijo a vocês por vizinhos. Penso que nem sequer será original! Quem é que não se lembrou já disto?

 

E aqui reside o busilis da questão. Escolhi tratar-vos preferencialmente por vizinhos porque honestamente não sei como tratar-vos. Refiro-me obviamente àqueles contextos em que não se adequa nomear cada um de vós em particular. 

 

Pensei em várias alternativas, mas nenhuma me parece adequada. Senão vejamos (reparem no pormenor da menção aos dois géneros, não vá a Catarina Martins ler isto!):

 

Bloguista(o)  

Demasiado frio e distante, como se estivesse a falar  de alguém que se define unicamente pela participação nesta comunidade e eu vejo-vos para além disso. Idealizo-vos as feições, os trejeitos, imagino as vossas vidas através dos vossos relatos, passaram a fazer parte da minha própria vida, a bem dizer são meus. E eu não posso dizer que tenho bloguistas, não é? (Agora estão com meeedo, muuuiiito meeeeedo desta maluca! Muuuaaaahhhhh!!!!)

 

Companheiro(a) e camarada(o):

Demasiada conotação partidária, um mais à direita outro mais à esquerda, mas são efetivamente termos partidários. Além disso, companheiro é também já usado para falar daquela pessoa que mora connosco em união de facto. Qualquer uma das utilizações situa-se, portanto, longe da relação que temos por aqui. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra!

 

Colega(o):

Esta nem se fala. O M. diz que na tropa era recorrente dizer-se que colegas são as pê-u-tê-ás, como diziam os meus filhos em pequenos para fugir ao palavrão. Desde o dia em que fui confrontada com esta informação, nunca mais consegui olhar para a palavra "colega" sem me lembrar das coitadas das mulheres que ganham a vida vendendo bocados de si. Não é assim que vos materializo na minha mente, descansem.

 

Parceiro(a):

Remete demasiado para os tempos da escola. Lembra-me a A, aquela parceira de carteira de má memória que com o tempo se revelou uma autêntica ... "colega" no sentido atribuído nos quartéis da tropa por este país fora, se é que me faço entender...

 

Tipo Bro(a) / Mano(a), tás a ver?:

Esqueçamos lá isso, que já não tenho idade para me aventurar nessa gíria própria da juventude.

 

Amigo(a):

Esta sim! Por várias vezes senti o apelo de utilizar este termo e julgo até já ter utilizado, mas muito a medo. Tenho receio que não seja bem aceite desse lado, que seja considerado um abuso de confiança. Afinal, amigo é especial. Amigos temos poucos. Amigo não é para qualquer um. Podemos ser amigos?

 

(Imagem: https://www.mensagenscomamor.com/) 

 

 

Limpezas!

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Sábado! Aquele dia para pôr em ordem tudo o que temos desordenado. Hoje ocupei-o a transferir os posts deste blog que estava alojado noutra plataforma, para aqui, o SAPO Blogs. Não sei porquê, mas nunca me senti muito confortável lá no outro lado. Aqui parece que me sinto mais em casa. Tontices minhas! O que é certo é que, na falta do marido, hoje ocupado nas suas andanças, fiz bom uso da falta do que fazer. Falta do que fazer porque nos últimos dias, infelizmente em casa pela morte da minha mãe, limpei meticulosamente a casa, tratei da roupa, fiz tudo o que pude para me distrair! Tenho tudo feito!

“Tenho más notícias: estou morta.”

 

Cada vez são mais os relatos de casos de mulheres e mães que em fases terminais de cancro, antecipando a própria morte, deixam cá testemunhos emotivos para os entes queridos, como é o caso que acabei de ler. Como as compreendo! Deve ser a maior angústia de um(a) doente terminal saber que vai deixar os seus, principalmente para uma mãe.

 

É como se assim contrariassem a própria morte e continuassem por cá mais um tempo… Neste caso, admiro o humor com que esta mãe lidou com a sua sentença de morte. Só me ocorre dizer aquela palavra agora muito em uso no futebol, mas que ganha um significado muito mais rico neste e noutros casos como este: “RESPECT”!

 

Eu, como já aflorei aqui há uns dias e posts atrás, sinto o fantasma do cancro sempre presente desde 2010 e tenho uma certeza angustiante de que será ele que me levará. E, como também já confessei, não é nada fácil viver com esta certeza.

 

Criar esta página e escrever sobre este assunto, e outros que me vão moendo o juízo ou adoçando os dias (nem tudo é mau!) foi uma forma de mais tarde ser recordada pelos meus amores. É como um diário, mas sem cadeado, já que não quero escrever só para ser lido por mim. Gosto de audiência! LOL! Só lamento a fraca assiduidade com que escrevo, por falta de tempo, e o facto de não ter muitos seguidores e de ainda não ter tido muita interacção por parte desses mesmos seguidores… Enfim, tenho alguns poucos mas bons!

 

Esta página, ou blogue pessoal, é também a terapia de que eu necessitava para manter alguma sanidade mental. (Bem, esta parte é difícil, que eu sou um bocadinho destrambelhada da cabeça, confesso!!! Eh eh eh )

 

E foi assim que eu iniciei este mês a “Maria Mocha” (que não é o meu verdadeiro nome, mas tem um significado muito especial para mim … um dia talvez fale sobre isso aqui.) E pronto: espero dar continuidade à “Maria Mocha” por muitos saudáveis e felizes anos. Porque eu sou das que fintou a morte. Tenho boas notícias: estou viva! (o caso de que falo está em http://www.alucinados.pt/tenho-mas-noticias-estou-morta-a-carta-de-despedida-desta-mae-fez-100-000-pessoas-chorarem-e-rirem-no-facebook/)

Olá! Gosto de ti!

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Finalmente decidi concretizar esta ideia que me perseguia há vários meses: criar um espaço que servirá para partilhar as preocupações, os sentimentos e vivências de uma mulher que já passou por momentos difíceis, que valoriza a vida como só quem já viu a morte de perto o pode fazer, realizada profissionalmente e com uma vida familiar preenchida ao lado de um marido e filhos adolescentes que me dão cabo da cabeça e exigentes do cumprimento do meu papel de mulher e mãe, mas que me fazem uma pessoa muito feliz. Embora admita que às vezes não parece, já que eu me “descabelo” facilmente com eles… Aqui pretendo expurgar as minhas feridas e, quem sabe, encontrar alguma empatia em quem seguir esta página. Isto, se houver quem tenha pachorra para os meus devaneios!… Mas isso também não é o mais importante! Só quero que a página cumpra o seu papel de manter algum equilíbrio na minha mente e na minha vida, que os minutos que eu passe aqui se transformem no momento do dia onde eu possa parar e refletir sobre o que se vai passando na “vida real”, como se de terapia se tratasse. Terapia, é isso! Esta página vai ser a minha terapia! Sempre é mais barato… Não sei se vou conseguir conciliar esta página com as exigências da minha vida familiar e profissional, mas vou tentar. Terei certamente que roubar tempo ao sono! Vou entender isto como um regresso à adolescência, como o diário que nunca tive, um testemunho de vida para os meus filhos seguirem e um dia se recordarem da mãe. Para ti que me segues: Olá! Gosto de ti!

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DIREITOS DE AUTOR (Decreto-Lei n.º 63/85 com as posteriores alterações)

Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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