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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Eu, o M e o exercício físico

 

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(Sim, esta foto dos meus pés já foi aqui utilizada. É que não é fácil apanhá-los (aos pés, entenda-se) nestes preparos...

Mas ninguém diria, já que as sapatilhas estão um bocadito para o sujo... A sério que já as lavei depois desta foto. 

 

Eu e o M, ciclicamente, fazemos caminhadas ao ar livre ao final do dia, resistindo ao impulso de ocupar as raras horas de ócio que temos no conforto do lar, a horizontalizar. Normalmente, isso acontece pela primavera e outono, quando o tempo está mais ameno, que é o mesmo que dizer, suportável e mais convidativo para dois "couch potatoes" como nós. Não bastasse não sermos grandes adeptos de exercício físico, ainda termos que enfrentar as adversidades atmosféricas? Caminhar à chuva, com um frio de rachar ou com um calor abrasador é para masoquistas! E nós, quanto a "defeitos", só somos um bocadinho para o gordito, masoquistas não.

 

Nunca gostei de fazer desporto. Quanto ao M, o único que o atrai é o futebol. Ele costuma dizer que correr, só com uma bola nos pés. Eu, nem nos pés nem nas mãos. Lembro-me que, na minha juventude, uma professora de Educação Física, insistiu comigo até à exaustão para eu entrar na equipa de basquetebol da escola (ou seria voleibol?) e eu resisti sempre. Ou seja, pelos vistos eu até tinha alguma habilidade para o desporto, mas comigo a preguiça sempre falou mais alto.

 

Para terem uma ideia da minha/nossa relação com o exercício físico, rotativamente, tem que ser um de nós a motivar o outro para iniciar a época das caminhadas. Quando digo motivar, entenda-se literalmente ARRASTAR! À vez, ora eu ora ele, arrastamos o outro para suar um bocadinho (Não se percam! Continuo a falar de caminhadas, atenção! Connosco, não são todas as atividades a dois e propiciadoras de uma boa suadela, que provocam esta resistência. Ok? ). 

 

Ora, há uns meses (no início do outono) o M, quando passávamos de carro na zona onde habitualmente fazemos as nossas caminhadas, antes de jantar, tentou então retomar o cumprimento das suas funções em regime de rotatividade, lembrando da necessidade de voltarmos à rotina das caminhadas. Mas o meu ouvido seletivo, aliado fiel do meu cérebro matreiro, ouviu de acordo com aquilo que queria ouvir. À frase:

 

"Quando é que começamos a caminhar?"

 

Respondi:

 

"Podemos ir ao restaurante X!"

 

Ou seja, ouvi:

 

"Onde é que vamos jantar?"

 

Perfeitamente explicado! Tem tudo a ver! Ao nível da fonética, então, as duas frases são praticamente a mesma coisa. Daí a confusão...  Quanto a caminhadas, só respondi à pergunta que o M me fez, esta semana. Qualquer dia falo disso. 

 

E, pronto, este pequeno diálogo de surdos dá mais ou menos uma ideia de qual é a minha relação com o exercício físico. Como facilmente se depreende deste episódio, e pelo que já me conhecem, a minha relação com a comida é uma outra história, bem diferente desta...  

 

 

 

Balanço da quadra natalícia: a saga da comida (parte II)

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Como se não bastassem todos os crimes alimentares cometidos nesta quadra, ainda me deu um dia destes para insistir num prato que até nem aprecio apreciava. Pois é!  Nesta minha estada no norte, a francesinha conquistou-me.

 

Algo me diz que estava melhor antes... Porque é que eu sou tão teimosa, que nunca desisto? Vão ver! Estou aqui estou a adorar sushi!... 

 

 

Balanço da quadra natalícia: a saga da comida.

Tenho por tradição pessoal engordar 2 quilos nas quadras festivas. Também por tradição, esses quilos desaparecem nas semanas a seguir aos exageros alimentares cometidos. Mas tenho para mim que vai sendo cada vez mais difícil ao meu metabolismo ver-se livre desses quilos indesejáveis. É que a pessoa já não tem 20 nem 30 anos... 

 

Aplicando a arte neste balanço que faço hoje, vou buscar Leonardo da Vinci e Edvard Munch e diria que é basicamente isto:

 

Eu antes e eu depois do Natal (notem que antes também já não era nenhuma trinca-espinhas):

 

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Eu quando subir a uma balança (o que por agora vou evitar):

 

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 Alguém??? 

 

(Fonte das imagens: https://www.facebook.com/ArtesDepressao/)

 

 

 

A outra coisa de que eu gosto mais do que tudo no mundo (sem contar com pessoas)

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Este é, a par do assunto de segunda-feira , dos maiores prazeres que tenho, meus amigos. Na turma da Mónica, eu seria a Magali, ok? Só para terem uma ideia, até da comida de hospital eu gostei, das vezes que por lá passei. Efetivamente, eu como com prazer. Gosto de comer e aflige-me quem não se delicia com um belo prato de comida tradicional portuguesa. Costumo dizer que "quem não é para comer, não é para trabalhar". E, digo-vos mais: não me inspiram confiança as pessoas que não gostam de comer. Tenho dito!

 

Obrigada, O meu maior sonho! Estava a ver que ninguém me nomeava para falar de comida. 

 

Basicamente, porque gosto de sair do risco e fugir às convenções até nas coisas mais estranhas como seja um desafio formatado que circula na blogosfera, despacho o assunto assim:

 

No que diz respeito a comida, acho que gosto de tudo o que experimentei até hoje, à exceção de sushi. Não me venham com merdas tretas, que isso não é nada ao pé de um bom cozido à portuguesa, de uma bela feijoada ou tripas à moda do porto ou até de frango assado ou de cabidela, bacalhau, iscas ou favas com entrecosto.  Não há como a gastronomia portuguesa!

 

Gosto desde legumes, a fruta (gosto de todas, mas adoro melancia, abacaxi, clementinas, cerejas, frutos secos), a peixe, a carne, a doces (principalmente os que levam doce de ovos), a chocolate (principalmente do negro). O pão é talvez o meu maior calcanhar de aquiles. Como mais do que deveria. Gosto muito desde comida tradicional portuguesa a fast food. No dia-a-dia, tento variar a alimentação, até para impor também bons hábitos aos meus miúdos. Hoje em dia, aprendi a comer mais vezes durante o dia e a beber mais água. Para além das refeições principais (pequeno-almoço, almoço e jantar), faço lanches ao meio da manhã e da tarde. 

 

Que conversa é essa de perguntar o peso a uma senhora? O peso é como a idade: informação interdita!  Tem que ser, né? Tenho um problema com o qual convivo desde sempre: tendência para acumular no corpo e na balança aquilo que como.  Por isso é que, desde que me lembro, tento contrariar a minha compulsão para comer. Ou seja, controlo um bocado o que como e a quantidade que como, mas já fui mais fundamentalista. Por isso é que peso mais do que gostaria: 66kg.  Gostava de perder esses 6kg e manter-me na barreira dos 60kg, mas ultimamente não tenho feito nada para isso. Basicamente, sou como aqueles que querem ganhar o Euromilhões mas não jogam.  Que se lixe! Agora talvez na Primavera! Também não sou assim desengonçada, nem concentro a gordura toda num sítio. Sou só mais revestidinha por inteiro, pronto. 

 

Pronto! Acho que está cá a resposta a tudo. Quanto a nomear, a bem dizer, quem é que ainda não foi nomeado para este desafio???  

 

 

Se é para fazer greve, que seja à comida!

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O título podia também ser "Quando eu desnorteio" ou "Quando mando a autocensura às favas", mas fica assim. Hoje escrevo sobre sexo. Poucochinho, é verdade, que neste assunto temos que ir devagar, apalpar o terreno. Acho que é a minha primeira incursão neste assunto, mas prometi a uns vizinhos aqui do Sapo que tentaria quebrar barreiras nesta matéria e cá estou eu, ainda que muito cautelosamente.

 

De qualquer maneira, espero que, em pleno século XXI, ninguém se choque ou indigne com a abordagem ao tema. É que neste século supostamente em que se caminha cada vez mais para a igualdade de géneros my ass, aos homens tudo é permitido, mas às mulheres ainda não é tanto assim, muitas vezes mesmo entre pessoas esclarecidas. Mais! Muitas vezes são as próprias mulheres que se sentem vexadas de outras falarem abertamente sobre o tema. E cá para mim, o sexo tem que ser assunto de conversa, sem tabus, de forma tão ou mais natural que o futebol, o emprego, a maternidade ou outro assunto qualquer. É do melhor e mais visceral e inato que temos, por isso porquê ter vergonha? Mas o que é certo é que, principalmente entre mulheres, ela muitas vezes existe. Eu tento afastar-me disso mas assumo-me, neste âmbito, ainda muito curvada às convenções sociais de género.

 

Vamos lá então.

 

Como hei de dizer isto? Digamos que me faz espécie a artimanha feminina da greve ao sexo...  Já para não falar da célebre desculpa da dor de cabeça, sempre me fez alguma confusão aquelas mulheres que, quando querem marcar um ponto de vista ou estão amuadas com as suas caras-metade, acenam aos namorados ou maridos com a greve ao sexo. O que é que isso quer dizer? Que o sexo é um sacrifício e obrigação para estas mulheres? Para mim, só isso explica a opção. Sim, porque não é suposto os efeitos da penalização a impor a alguém serem partilhados por quem penaliza, certo?  E se efetivamente o sexo é um sacrifício, há um problema a resolver a dois, certo? Pois... E aqui reside o busílis da questão. Parece-me ainda haver demasiado pudor nesta matéria, o que leva a falta de diálogo em muitos casais e consequente má fruição da sexualidade a dois. 

 

E como post que se preze, também tenho dica. (E também é agora que desnorteio. )

 

Cá em casa opto por castigar na cozinha. O M tem medo é que eu faça greve aos meus cozinhados maravilhosos, perdoem-me a imodéstia. Ele já sabe que quando alguma coisa corre mal, enfrenta o sério risco de ficar sem comer (e aqui é mesmo no sentido literal! ). Cozinhar é coisa que ele não sabe fazer, por isso depende cá de mim. Tenho-o na mão, essa é que é essa! E enquanto ele der mostras de que não é só por isso que se mantém ao meu lado (ou seja, que eu não sou só a sua sopeira!), tá-se bem. Por outras palavras: enquanto não for ele a fazer como aquelas mulheres de que falava no início. Enquanto não for ele a queixar-se de enxaquecas, vá, para ser mais clara. 

 

E por hoje é isto. Fica o meu abalizado conselho.

 

Sisters, lembrem-se: vão por mim! Este castigo de não cozinhar é que sim, merece a pena. Até calha sempre bem uma dietazinha, não é? À comida, claro está... E além disso, como diz o provérbio que eu acabei de inventar, "Mulher satisfeita aguenta muita fome".

 

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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