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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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O Zé

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Há pessoas que têm o poder de iluminar o nosso dia, de nos transmitir um sentimento de bem-estar como se nos injetassem doses generosas daquela hormona da felicidade (endorfina?). Assim foi o Zé em relação a mim no dia do regresso das férias. 

 

"Olá! Eu sou o Zé. Como se chama?" Na verdade, não sei qual foi o tratamento que usou, mas sinto como até tendo sido por "tu". Sei que foi uma abordagem tão casual e calorosa, que também acabei por me apresentar por um diminutivo normalmente reservado à família e amigos. 

 

O Zé é uma daquelas pessoas sociáveis da qual dizemos que têm uma "ganda" lábia. Aquela pessoa que topamos que está a cumprir um papel, mas perdoamos qualquer eventual fingimento pelo brio que notamos impor ao desempenho da sua tarefa e pelo investimento em estabelecer uma relação de proximidade, ainda que fugaz, com o cliente. Com ele, escolhemos esquecer que o seu objetivo final é vender.

 

Na viagem de regresso das férias, parámos num centro comercial em Coimbra para jantar (será o Coimbra Forum?). É claro que, tratando-se do ÚLTIMO dia de férias, do dia do regresso do paraíso, a disposição não era naturalmente a melhor. Foi aí que entrou o apelo do consumo. É difícil ir a um centro comercial só para jantar, sem ter vontade de dar umas voltas às lojas de eleição, não é? Umas comprinhas podem animar quem vê as férias a esgotarem-se, principalmente se for época de saldos. 

 

Bem, resumindo. Foi naquela loja com nome de erva aromática. O Zé, com a sua simpatia e disponibilidade, conquistou-me e conseguiu até que eu comprasse peças da nova coleção. Esperto!

 

Convém dizer que eu, como cliente, não costumo dar confiança aos lojistas. Aliás, detesto que se intrometam demasiado nas minhas escolhas e que imponham demasiado a sua presença, que invistam para mim a esfregar as mãos e a oferecer ajuda. Gosto de espaço. Detesto provar roupa e receber a opinião de estranhos que, ainda por cima, estão ali com o objetivo de vender, logo, cuja opinião não se pode considerar a mais fidedigna. "Estou só a ver", digo invariavelmente.

 

Mas o Zé, com o seu jeitinho, lá conseguiu transformar-me no tipo de cliente crédula. Até falámos de como ficava a minha barriguinha naquele macacão preto lindo (Tamanho S, insistiu o Zé! Que me ficava muito bem, assegurou o Zé! E eu acreditei.), da dieta adiada, de vida saudável, da sua situação profissional, terminando, na despedida, com um "gostei muito de te conhecer". Foi recíproco, Zé!

 

 

Não imaginava que o tivesse escrito na testa...

 

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(Imagem retirada daqui)

 

Quando me auto-proclamei de "naba"... não imaginava que o tivesse escrito na testa.  

 

Vamos aos factos:

 

No último sábado, num intervalo da organização da casa para ficar minimamente apresentável e de fazer máquinas de roupas e mais roupas, ainda houve tempo para uma ida ao shopping, à noite, passear um bocadinho, ver as lojas e jantar em família uma daquelas refeições rápidas, ao gosto de cada um. Às vezes, apetece e sabe bem.

 

Como precisava de um gel de banho de uma marca de que gosto muito, fui a essa loja e lá comprei o artigo. Ia com a minha filha. Nesse momento o pai passeava pelas lojas com o filho, eu com a filha. Homens e mulheres juntos às compras, nunca dá muito bom resultado... 

 

A menina da tal loja de uma marca cujo nome eu não digo porque não precisa da minha publicidade grátis , simpática e atenciosa, no final da compra, pergunta-me se conhecia uma app que poderia instalar no telemóvel para ter promoções e vales de descontos da marca. Porque respondi que não, ou da leitura que fez da minha pessoa, tirou imediatamente a seguinte conclusão: 

 

"Talvez seja melhor explicar à sua filha. Como se chama ela?" 

 

Disse-lhe o nome. Neste momento eu, de boca aberta, já só respondia mecanicamente, espantada e divertida com o que se estava a passar.

 

Chamou a minha filha pelo nome e explicou-lhe todos os pormenores do que deveria fazer para ajudar aqui a cota a ter uma bendita app no telemóvel com a qual a cota pouparia dinheiro, como se a cota não estivesse ali.  

 

Deixei que tudo se passasse, incrédula, sem um único comentário queixoso, até porque, sinceramente, a minha vontade era desmanchar-me a rir desalmadamente. No final da explicação, apesar de a mesma não ser dirigida a mim, agradeci a atenção dispensada, que eu sou uma pessoa educada. Senão, vejamos: a menina, apesar de alguma falta de tato, estava a cumprir o seu trabalho e achou que o cumpriria melhor se não fizesse a explicação, aparentemente segundo a apreciação dela, a uma cota naba nas tecnologias... Teve boas intenções e é uma boa profissional, portanto. Respeito isso! 

 

Na realidade, não fiquei nada ofendida. Só achei graça e eu e a minha filha ainda nos rimos mais tarde à conta deste episódio anedótico. Só mesmo a mim, realmente! 

 

PS: Juro que não aparento ser completamente desprovida de um domínio mínimo aceitável da tecnologia. Como é que os meus filhos dizem? - não sou assim tão noob!... E isso também não se vê a olho nu, convenhamos, ou vê? Também garanto que não tenho aspeto de imbecil ou decrépita!  Os 40 são os novos 30 e eu até estou muito bem para os meus 45 anos... Acho eu... 

Coisas de gajas (e de mães)...

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Acho que já referi que tenho pena de não ter nascido rica. Bem, sou rica em muitos aspetos mas não seguramente em bens materiais. Tenho o necessário, felizmente. Mais até do que alguma vez pensei vir a ter.

 

Por isso, por não ser rica, sou daquelas que, como qualquer gaja que se preze, gosta de aproveitar todas as pechinchas, saldos, promoções, descontos, talões, eu sei lá. Gaja que é gaja não tem preconceitos em relação a isto! Faz-me um bem tremendo, ao nível psicológico, comprar uma peça por um preço inferior ao inicial. Sim, porque há artigos que eu adoro mas não sou capaz de comprar pelo preço inicial, muitas vezes simplesmente porque acho até imoral fazê-lo. E como eu tenho um gosto refinado e costumo embeiçar-me por coisas caras (lá está, deveria ter nascido rica!), muitas vezes acabo por comprar peças que tinha andado a namorar, com desconto, e sinto-me a mulher mais esperta à face da terra! E esta prática também ajuda a evitar o sentimento de culpa, porque muitas vezes não são artigos de primeira necessidade aqueles que ambicionamos, como a generalidade dos exemplares do sexo feminino admitirão. E as que não admitirem terem esta faceta "shopaholic" é porque muito provavelmente não gostam de si próprias e não suportam o seu reflexo nos espelhos dos provadores. Quem, por exemplo, não passou já por fases em que comprar roupa é um suplício porque sentimos que nada nos assenta bem? Eu já, muitas vezes! Agora, por regra nós gajas gostamos de compras e não acho que este seja um discurso machista. Homens e mulheres são diferentes, ponto. E ainda bem! Por acaso, parece-me que têm vindo a dissipar-se as diferenças neste âmbito, mas é mais no sentido de os homens cada vez serem mais vaidosos e parecidos connosco neste aspeto. 

 

Ora, em época de saldos já avançada e com a nova coleção já a enfeitar muitas montras, é a altura ideal para fazer umas comprinhas baratinhas. E eu fiz! Fui descobrindo umas lojas maneirinhas nos últimos anos, nos passeios por lá e nas paragens para as refeições, nas viagens para o minho, onde encontro sempre peças lindíssimas. Até já tenho paragens obrigatórias! Nesta última estada no norte, descobri uma loja, em Braga, onde comprei as pulseiras da foto e até nem foi em saldo, porque me pareceu um preço aceitável. Posso dar o nome da loja ou o link do site para quem queira espreitar, embora, como se costuma dizer, não tenha comissão. 

 

E assim chegamos às pulseiras. Ora aqui temos uma coisa de gaja-mãe à qual eu ainda não tinha aderido: adornar-me com símbolos das minhas crias e da minha condição de mãe. Agora já posso ostentar a minha maternidade no pulso! Ainda por cima com peças diferentes das habituais, que normalmente são pendentes em fios ou pulseiras. Giras, não são? Já me sentia uma espécie rara sem uma coisa destas, desde que parece que se convencionou que mãe que é mãe ostenta réplicas ornamentais dos seus rebentos... Pronto, assim já todos sabem que tenho muito orgulho em ser mãe de um casalinho. Poderia haver dúvidas em relação a isso, sei lá!... 

 

Eu não avisei que ia falar de coisas de gajas (e de mães)? 

 

PS: Só para provar que sou mesmo muuuiiiito esperta, o vestido que se adivinha na foto foi comprado também em saldos. Tinha um preço inicial de cerca de 100€ e eu comprei por 25€. Toma! 

Saldos é comigo!

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 Afinal ontem foi dia de passear no shopping.

Qual é a mulher que não gosta de passar um dia a ver lojas de vez em quando?! Acabei por encontrar umas belas pechinchas! Nesta fase dos saldos em que está quase tudo escolhido e já encontramos peças com 50% e até 70% de desconto, é ótimo para fazer alguns achados interessantes. Lá comprei umas coisitas… Aliás, grande parte das minhas compras são feitas em época de saldos ou, fora da época de saldos, em outlets. Os tempos não estão para esbanjamentos e chego até a achar imoral gastar carradas de dinheiro, quando sabemos que dali a uns meses podemos pagar metade pelo mesmo artigo. Desta forma até acabo por apostar na qualidade dos artigos. Prefiro comprar menos peças, mas de qualidade, do que ter o armário cheio de peças sem qualidade. Também já há bastantes peças da nova colecção, coisas bem giras. Adorei aquela mala, da “Massimo Dutti”. Tenho um fraco por malas…e botas…e sandálias…e lenços… e…

Acabámos também por ir ao cinema em família. Depois de alguns desentendimentos porque cada um queria ver um filme diferente, lá conseguimos chegar a acordo. Às vezes vamos ver um filme e os miúdos vão ver outro, mas de vez em quando queremos ir ao cinema todos juntos e ontem foi assim. A minha filha entrou para a sala com uma tremenda birra (sim, já é adolescente e ainda faz birras!), mas saiu mais bem disposta. Gostou, portanto!

Acabou por ser um dia de compras, cinema, comida de plástico, regresso a casa já bastante tarde. Foi um dia bem passado em família. Venham muitos assim!

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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