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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

O valor negocial de um "Bacalhau à Brás" cá em casa.

 

Ao fim da tarde de um dia da semana passada (talvez sexta-feira), em casa, deitados na cama a descansar do dia de trabalho extenuante, como gostam de fazer antes de retomar as rotinas familiares de final de dia:

 

Mulher: "Estou cansada. Não me apetece fazer jantar. Podíamos ir jantar fora hoje..."

Marido: "Não me apetece sair. Eu faço o jantar."

Mulher: "Fazes? O quê? Tu não sabes cozinhar!"

Marido: "Tu dizes-me como fazer..."

Mulher: "Deixa estar... O que é que EU faço para jantar, então? Queres Bacalhau à Brás?"

Marido, agradavelmente surpreendido, arregala o olho e passa a mão insinuante no corpo semi-nu dela (estavam trinta e tal graus!), numa promessa de diversão na horizontal, a muito curto prazo: "Eh pá! Se fizeres Bacalhau à Brás, logo à noite até "ganhas qualquer coisa"..." Conversas de casais... 

 

Et voilà! Cá está ele:

 

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Moral da estória: os negócios são para ser cumpridos e há que honrar os compromissos. Nunca perdi a esperança... até hoje... 

 

 

Não aguento tanto glamour nesta minha vida!

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Pois é! Vou fazer uma afirmação batida, mas tenho que o dizer: a minha vida dava mesmo um filme! Digo mais: às vezes a minha vida tem cenas que parecem retiradas de um filme italiano. LOL

 

Hoje foi um dia daqueles, cheio de cenas de cinema! No trabalho, mil e uma situações para resolver, algumas urgentíssimas e quase todas elas originadas por conflitos entre pessoas ou por comportamentos de pessoas. A sério: há dias em que me apetece desistir deste papel de gerir e liderar gente. Numa organização o mais complicado de gerir é mesmo as pessoas, cada uma com a sua razão (e só essa é que está certa!), cada uma com os seus problemas e situações para resolver que rapidamente gosta de transferir para mim, numa ânsia de rapidamente se desresponsabilizar. Sim, porque cada um acha que já tem muito trabalho, que faz mais que o outro e que é melhor que o outro e que não tem responsabilidade sobre nada. As lideranças intermédias gostam muito de se “baldar” às suas responsabilidades.

 

Bem, as cenas de hoje incluíram, entre outras:

  • A mediação de uma situação de conflito em que ambas as partes têm culpa no cartório e nenhuma quer ceder… situação que se vem arrastando e que não vejo jeitos de ter um desfecho feliz;
  • A tomada de decisão sobre um procedimento disciplinar e preenchimento de toda a papelada envolvida (notificações, etc);
  • O conhecimento de um comportamento muito errado do ponto de vista ético e moral (abstenho-me de aprofundar, porque foi mesmo muito mau!), para além de perigoso, sobre o qual fui também chamada a interceder, mas que vem de quem não tem o discernimento todo e portanto, é provável que se repita (mais uma mulher que não se consegue salvar ao destino que lhe está traçado!);
  • A admoestação de outra pessoa, um “habitué”, que agiu erradamente junto de colegas e superiores;

 

Chega? Naaaa!!!

 

Para terminar este dia em beleza, aconteceu algo que só vem comprovar a tendência cinéfila desta minha família.

 

Ao fim da tarde, há bocado, fui chamada de urgência a casa porque a minha filha de quase 15 anos, que até já tem um namoradinho há quase um ano e tudo, trouxe duas amigas para casa e, estando as três a BRINCAR (ainda brincam!), ela fechou-as na sala à chave e nunca mais foi capaz de abrir a porta! Lá venho eu prego a fundo. Sim, porque liguei ao M. e ele, para não variar, tinha assuntos mais urgentes para resolver do que eu!... E o mais certo é que talvez tivesse. O trabalho dele ainda lhe consome mais energia e tempo do que o meu, isso é verdade. Ainda nem chegou a casa.

 

Enfim, lá vim eu. Chegada a casa, lá estavam as duas reclusas do outro lado da porta envidraçada, bem-dispostas, confiantes numa resolução da minha parte para o problema e a minha filha entre o risonho e o nervoso, expectante, não fosse eu dar um sermão à frente das amigas. Ela tem muito aquele medo adolescente de que eu a envergonhe em frente aos amigos. Coitada, tinha experimentado todas as chaves que tinha encontrado, de todas as portas da casa, e nada! Tentei também eu várias vezes e quando já estava a ponderar chamar os bombeiros, lembrei-me de umas chaves que eu tinha colocado num local à espera de um dia procurar pela casa a fechadura de cada uma delas (não sabia a que porta pertenciam porque noutra altura também os meus filhos baralharam as chaves todas, por acaso!). Lá consegui abrir a porta com uma dessas chaves, sem esforço. Vá lá não ter partido a fechadura ou as chaves da força que tinha feito antes. Ainda me dói a mão.

 

Final feliz!

 

E no fim disto tudo, retirei uma aprendizagem de algo que desconhecia e retirei também uma lição, que deixo para reflexão:

“É preciso ter atenção porque a chave que fecha uma porta pode não conseguir abrir a mesma porta, se não for a chave certa para essa fechadura”. Essa é que é essa!

 

E é desta forma filosófica, com um ensinamento, que às vezes termina um dia cheio de episódios corriqueiros. Imaginem se eu tivesse outras vivências para contar, férias em lugares paradisíacos, dias imaculados e plenos de descontracção e glamour de quem não faz mais nada que não seja alimentar um blog, e cenas assim… O que eu não faria… Era um fartote!  

 

Mas, infeliz ou felizmente, eu tenho que trabalhar. Este é só o meu refúgio. E acreditem, depois de um dia como o de hoje, foi o facto de ter despejado aqui as minhas “mágoas” que me fez ficar bem disposta agora, no anoitecer de mais um dia. Agora vou continuar com mais uma tarefa: fazer o jantar! Hoje o prato principal é borrego guisado bem temperadinho que eu já coloquei em vinha-de-alhos ontem!

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Nham! Amor servido em pratos, é o que é!

Dieta mediterrânica

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Eu gosto é de cozinhar!

Hoje, para o almoço, estou a preparar um belo de um Cozido à Portuguesa com enchidos e tudo o mais que é suposto (de vez em quando não há de fazer mal!), acompanhado com um suminho natural de laranjas biológicas apanhadas directamente da laranjeira. Para sobremesa uma vitamínica salada de frutas. Bem bom! A dieta mediterrânica no seu melhor, hoje aqui em casa. 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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