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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Dieta precisa-se!

 

Esta é a história da minha vida. As tentações são muitas e parece que "a pessoa" à medida que avança na idade tem cada vez menos propensão para sofrer. Sim, porque não me digam que se é esbelto sem sofrimento e fome. Não me venham com a conversa da "boa genética". Balelas! Atribuir a elegância à genética só admito que aconteça num número reduzido de casos. Todos os outros casos são mesmo é fome e exercício físico. Sofrimento, portanto!

 

Quando era mais nova bastava meter na cabeça que tinha que emagrecer, que não havia nada que me detivesse. Hoje em dia, cada vez mais, só me apetece é comer, estou sempre com fome, não tenho força de vontade nenhuma, cada vez mais comer é um prazer, comecei a sentir um chamamento irresistível dos doces, coisa que não era característica vincada minha. Talvez a idade e aquilo por que passei me tenham transformado. Eu, que era tão rigorosa com a preocupação em não ultrapassar determinada fasquia em termos de peso, tendo por isso algum cuidado com a dieta, simplesmente pareço ter secundarizado esse aspeto, desistindo de viver obcecada com a figura.  

 

E tenho pena... Tenho pena de ter perdido a minha capacidade de controlar esta área da minha vida. Sobretudo porque não me sinto bem com os quilos extra que carrego. Dispensava pelo menos 5 quilos, neste momento. Ou 8, vá!... E depois há o problema da alteração do corpo ao longo da vida. Eu, que mesmo depois dos partos, não acumulei gordura abdominal, agora tenho banhas na barriga!? Imagine-se que dantes a minha preocupação era a acumulação de gordura no rabo e nas coxas! Não sabia nada da vida! Problemático é quando a preocupação passa para a barriga. Poder ficar com um corpo de galinha, barriguda, isso sim é um problema!

 

Por isso é que estou, desde ontem (Uau! Um dia! Grande conquista!), a tentar regrar mais o que meto na boca. Vou tentar reduzir os hidratos e as quantidades de alimentos que ingiro, vou tentar beber mais água, e essas coisas todas que nós sabemos que se deve fazer para emagrecer. Menos o exercício físico. Neste momento da vida não consigo conciliar (vocês sabem que isto tem andado complicado para estes lados...).

 

E pronto, é isto. Vou dando notícias dos progressos. Ou será mais dos retrocessos? Vamos ver... 

 

 

Bastava estofar um bocadinho a barriga...

Nos últimos tempos esta imagem traduz bem aquilo que sinto. Acho que, se quisesse, estaria quase em condições de forjar uma gravidez de 5 mesitos para usufruir de prioridade nas filas. 

 

Estou a exagerar! Mas olhem que, agora que penso nisso... Eheheheh...

 

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(Fonte: https://www.facebook.com/InspiringLifee/?pnref=story)

 

Nota:

 

Para que conste, e antes que entendam este post de forma literal e fiquem a pensar mal de mim, informo que enquanto grávida nunca usufruí de prioridade em lado nenhum. Para mim gravidez nunca foi doença. Não iria ser agora, né? Mas assumo que quando os parques estão cheios, me dá vontade de arrumar o carro num desses locais para grávidas. Estofando um bocadinho a barriga, fazendo força para fora, ninguém iria duvidar da minha gravidez... 

 

 

O peso e eu…

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Sempre tive uma relação conturbada com a balança. Desde o início da adolescência que não me sinto bem com o meu corpo, embora com a idade isso tenha vindo a dissipar-se. Na verdade, houve certas alturas do meu crescimento e da minha vida em que realmente tive excesso de peso. Como agora, diga-se de passagem… Mas tenho noção de que nunca foi nada exageradamente preocupante. Só que para mim era, e é. E isso levou-me a fazer dietas drásticas e a perder peso de forma extrema na adolescência, ao ponto de a certa altura, com os meus 15 ou 16 anos, estar 6 meses sem período e ter que levar uma injeção para o provocar. O que hoje se chamaria de anorexia…

 

Anyway…

 

A minha tendência para engordar obrigou-me a ter sempre algum (cada vez menos, confesso) cuidado com o que comia. Infelizmente não sou daquelas que podem dizer que tiveram sorte com a genética, algo que aliás me soa sempre a falso. Bullshit! É o tanas é que elas não engordam comendo de tudo! Só se tiverem ténias! Lembra-me uma pessoa que conheço com excesso de peso e que à mesa parece estar sempre com nojo da comida, enjoada e nada lhe saber bem. Nada mais falso e ridículo, é o que é! Com todo aquele peso e sempre tão enjoada, só se a coitada engorda com o ar e o vento!

 

Eu cá gosto de comer e isso vê-se! Aprecio uma boa refeição, os pratos típicos portugueses e não só. Gosto basicamente de tudo, muito especialmente daquilo que engorda. Costumo repetir uma frase que ouço desde pequena, na minha família, onde sempre foram importantes os momentos partilhados à volta de uma mesa: “Quem não é para comer, não é para trabalhar!”. É isto!

 

Nos últimos tempos tenho me descuidado. A doença, o cancro da mama de há 5 anos, também não ajudou nada. Fez-me relativizar tudo, inclusive o meu excesso de peso. Bom para algumas coisas, mas definitivamente não para esta.

 

Neste momento peso 66 kg, que em 1,64m é já excesso de peso. A balança diz que sim, os espelhos dizem que sim e os meus olhos e a minha consciência também. Gostava de emagrecer aí uns 6 quilitos, voltar aos 60 kg, mas tem-me faltado força de vontade para fazer dieta. No entanto, quero mesmo perder peso, até porque com a idade também já noto que a distribuição da gordura no corpo é diferente. Vejo-me hoje com gordura localizada na zona abdominal e isso desnorteia-me completamente. Eu, mesmo gordinha, nunca tinha barriga! O que é isto? Não posso permitir este avanço dos pneus! Agora é que tem mesmo que ser!

 

No fundo, o que é que se passa aqui? Vou ser franca. Sinto que talvez escrevendo sobre esta resolução, ela se concretize mais facilmente… Com tantas testemunhas e tudo… Eu nunca fui de faltar a um compromisso assumido!

 

Bem, vou tentar. Depois conto a evolução da coisa…ou não.

 

(Nota: Não sei os créditos da imagem, por ter sido partilhada por alguém que não fez referência a isso. Mas achei tão engraçada! Que se lixe! Desta vez vai assim mesmo.)

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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