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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Um novo estilo de texto: anti-narrativa de viagens!

Estou no Algarve para um breve descanso. Descanso! Quer isto dizer que não tenho tempo nem disposição para fazer grandes relatos e descrições dos lugares, da gastronomia, das condições e da qualidade do hotel de 4 estrelas onde estou hospedada, acompanhadas de fotografias impecáveis, como um blogger que se preze faria.  

 

Estou, no entanto, em condições de vos dar alguns apontamentos da minha estada. Por exemplo, o facto de hoje de manhã não sair água do chuveiro da casa de banho do quarto do hotel de 4 estrelas. Após meia hora, senhores da manutenção dentro do quarto, pegadas de terra por toda a casa de banho e finalmente assunto resolvido. Ainda fomos a tempo do pequeno-almoço, ufa! É das partes que gosto mais! O pequeno-almoço em hotéis de 4 estrelas... ou 3... ou... De comer, vá! 

 

Quero ainda mostrar-vos o vaso que encontrei à porta deste hotel de 4 estrelas, que mostra que o hotel (já disse que era de 4 estrelas?) deve ser frequentado maioritariamente por portugueses nesta época baixa (Mazinha!). Vede!

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Para que conheçam um bocadinho melhor esta vossa amiga, ainda vos falo de gastronomia e mostro a refeição típica algarvia que foi o meu repasto ontem à noite, num restaurante típico aqui da localidade (Restaurante simpático, onde no final incluíram  um prato a mais na conta, mas demos por isso. Nice try! Já me aconteceu várias vezes. Acho que é uma nova engenharia dos comerciantes para fazer mais uns trocos. E atenção que está a alastrar. Fica o conselho. Leiam sempre a fatura antes de pagar.) Vede então a Júlia Pinheiro que há em mim! 

 

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E pronto. Vou continuar a usufruir do melhor que o Algarve tem para oferecer. Nesta época é, acima de tudo, o silêncio e a ausência de pessoas. O que é que eu posso querer mais? 

 

(Peço desculpa pela falta de formatação do texto, mas escrevi no tlm e não sei fazer melhor. Mas também nisto é mais importante o conteúdo do que a forma. Haaa... Pensando bem, não sei se isto abona a meu favor...)

 

 

 

 

Coisas que só se toleram às velhas #1

 

Neste fim de semana fui a uma festa de aniversário de um sexagenário conhecido do M. Coisa caseira, familiar, sem "peneiras" (leia-se "vaidades", "manias"). Acabou por ser uma boa tarde de convívio à moda do campo, num barracão, com comidinha tradicional e gostosa, boa disposição e muita descontração. 

 

A certa altura, numa das minhas investidas à mesa das sobremesas, levo uma valente apalpadela no cu (no campo diz-se assim) e ouço a seguinte observação por parte da velhota apalpadora para outra velhota: "Está boa!" E depois para mim: "Já foste mais magra, não é?"

 

É! Infelizmente é! 

 

Moral da história :

 

Quando uma velha diz que estamos "boas" é sinal que estamos a ficar gordas e temos que começar uma dietazita. Vou tentar começar hoje...

Ouçam as velhas! Acima de tudo, interpretem corretamente as palavras das velhas!

 

 

 

Sou só eu...

 

... que anseia por um fim de semana ocioso de dolce fare niente, em que possa vegetar em pijama pela casa, e depois, quando isso acontece, parece uma barata tonta e depressiva por sentir falta de ocupação e adrenalina e por ver todos em casa a dormir porque só ela é que tem um relógio incorporado que a tira da cama cedo e só lhe apetece ter uma ocupação, tipo passar a ferro ou fazer bolos ou deitar-se na cama a ler mas está lá a dormir o M (que raiva!) e não quer acordá-lo e por isso é que está aqui em frente ao computador a partilhar estas duas linhas???

Sou só eu?

OK! Talvez a psiquiatria saiba explicar isto...

 

Cheirinho de mar…

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Já há bastante tempo que queria dar um saltinho ao mar. Tenho insistido, sem sucesso, nesse programa de fim-de-semana. O problema é que a cara-metade cá de casa só concebe ir à praia se puder entrar no mar para uns valentes mergulhos. Ora, no inverno é difícil…

 

Mas eu cá gosto do mar no inverno. Arrisco-me a dizer que gosto mais do que no verão. Para mim a praia seria verdadeiramente o refúgio ideal para descansar nas férias de verão, não fosse a confusão de gente, de trânsito, de filas, que me aumentam os níveis de stress já por si elevados depois de um ano de trabalho. É complicado, porque eu adoro o verão e adoro a praia. Só queria era que os outros não gostassem…

 

Enfim, este fim-de-semana lá fomos ver o mar. Foi ontem, sábado, lá para os lados do pinhal mandado plantar pelo rei lavrador. Estava um dia agradável, soalheiro, uma temperatura amena. Corria uma brisa relativamente suave para esta altura do ano, mas que cortava o ar e desalinhava os cabelos, prejudicando as fotos da praxe. Mesmo assim, foi possível à primogénita dar um ar de sua graça na arte da fotogenia. O mar, esse, sempre majestoso e respeitável, apresentava-se neste dia calmo e quase convidativo. Dividimos a praia só com as gaivotas que, vaidosas, se passeavam nos seus domínios desenhando um rasto de pegadas na areia lisa e húmida da mais recente investida do mar. Ao longe, um cão e o seu dono brincavam e treinavam habilidades que mais tarde repetiriam certamente às crianças lá de casa ou lá da rua. Onde as ondas chegaram na última maré alta, viam-se despojos que o mar não quis: pequenos pedaços de madeiras e outros fragmentos de algas e conchas que fizeram as delicias do caçula que, com uma cana na mão, brincou qual D. Quixote imaginando outros mundos de aventuras em que ele era certamente um herói bravo e destemido.

 

Nada de toalhas, corpos estendidos, farnéis, lixo com mão humana, corta-ventos e chapéus-de-sol. Nada que impedisse a nossa comunhão com a paisagem, e a visão do céu, da areia, do mar.  Só nós! Nós e o cheirinho de mar…

Ai o tempo!...

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Esta semana foi bastante exigente e cansativa, com reuniões fora de horas, etc. Fica explicado porque é que nos últimos dias não tenho sido tão assídua a este cantinho do desabafo, que me faz tão bem. Falta de tempo!

 

Ai o tempo!... É incrível como as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos passam a este ritmo tão acelerado! Já é fim de semana outra vez! Passamos da desolação da segunda-feira para a excitação da sexta-feira num abrir e fechar de olhos. Mesmo esta última semana, em que, como dizia, o trabalho exigiu mais tempo e dedicação de mim, passou tão depressa…

 

Desde há algum tempo que considero o tempo o meu pior inimigo. Tenho muitas dificuldades em lidar com o tempo, confesso. Não é que seja desorganizada, não! Até sou muito orientada, cumpridora de horários e responsabilidades, metódica, em tudo na vida. Mas, mesmo assim, sinto que 24 horas não chegam para fazer tudo o que tenho para fazer. E quando se trata dos planos que habitualmente tenho para o fim de semana, nem se fala. Na sexta-feira (hoje, portanto!), tenho sempre imensas expetativas em relação ao que vou fazer nos próximos dois dias. E invariavelmente, chega-se o domingo à noite e pouco do que planeei se cumpriu. E essa é uma das causas da angústia de domingo ao final do dia.

 

Eu e o tempo temos uma relação complicada... E esta dicotomia semana/fim de semana, tudo tão rotineiro, previsível, todas as semanas, over and over again…

 

Enfim, vamos tentar dar a volta ao tempo e tentar fazer render este fim de semana…

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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