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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Membros partidos, gente estropiada, pulseiras da triagem e redes sociais

 

Pela quantidade de posts de pessoas que orgulhosamente mostram fotos de braços com pulseiras da triagem do hospital ou de entes queridos (normalmente os próprios filhos) estropiados, com membros com ligaduras ou deitados na cama ligados aos fios do soro, fazendo referência a estarem novamente no hospital e serem uns azarados porque "outra vez no hospital e blá blá blá", sinto-me tentada a concluir que anda por aí muito boa gente a provocar uns acidentezitos ou a dar marteladas de propósito nos membros para ter assunto para apresentar nas redes sociais. 

 

Just saying... 

 

 

Tou... de molho!

Quando eu ontem dizia que a sexta-feira era o meu dia preferido, não queria propriamente referir-me a isto:

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Mas foi exatamente isso que eu recebi de presente, que é para aprender que a felicidade e o bem-estar não têm que depender do dia da semana. E ainda vos poupo obviamente à documentação fotográfica do momento da injeção no rabo, esse sim o ponto alto deste meu dia que auspiciava tantas coisas boas. Realmente, há ironias do destino que parecem obra do tinhoso... o cosmos a conspirar contra nós...

 

Não poderia ter tido uma pior sexta-feira do que a que tive ontem. Depois de uma noite de quinta para sexta já mal dormida com dores na perna, iniciei o dia de sexta a coxear e a sentir que era cada vez mais difícil pousar o pé no chão. Basicamente fui-me sentindo cada vez mais incapacitada, deixando de poder usar a perna para andar. Mesmo assim, fui trabalhar, já que posso passar o tempo sentada em frente à secretária. Aguentei-me até às 16:30h, altura em que já me arrastei (literalmente!) até ao carro para ir para casa. Conduzi com dificuldade, mas lá cheguei. De casa, o M levou-me para as urgências do hospital. Eram já dores atrozes, um sofrimento indescritível. Tive que entrar em cadeira de rodas, já não conseguia evitar as lágrimas. Pulseira amarela. Apesar da greve da função pública (o que à partida significaria a transformação de um dia mau no hospital, num dia ainda pior), fui atendida rapidamente e deram-me também rapidamente o tratamento para o diagnóstico de lombociatalgia, vulgo dor ciática. Uma estreia para mim! 

 

Agora o que me espera? Repouso, medicamentos para as dores, emplastros e compressas quentes húmidas. Sou sempre uma doente muito mal comportada, mas desta vez vou tentar cumprir tudo escrupulosamente. Só espero que seja o suficiente para ficar boa depressa. 

 

Moral da história: Qual sexta qual quê!? Eu quero é muitas segundas-feiras com saúde!

 

 

 

No big deal!...

Hoje é dia de visita à médica oncologista. Uma visita de rotina, como tem acontecido nos últimos 5 anos, por esta altura. Mas a esta visita vou tranquila, ela não me assusta como as visitas anuais para fazer a mamografia. Aí, sim, como eu contava nesse post, é que eu volto a reviver tudo o que passei em 2010 e volta uma angústia, um pânico de que me digam algo que não quero ouvir e... Ai, lá estou eu! Xô!! Hoje não quero falar em coisas tristes!

 

Hoje levo comigo a expetativa de que, como já passaram 5 anos, a médica queira fazer alteração ao tratamento hormonal que eu ainda faço. Trata-se de um comprimido diário que inibe o reaparecimento de tumores de origem hormonal (que era o caso do meu), mas que também me trouxe alguns sintomas de menopausa precoce, apesar de as análises hormonais dizerem que ainda não entrei nessa fase. Acho que hoje vou saber se continuo o tratamento ou se paro por aqui. Nem sei bem o que prefiro... O comprimido dá-me alguma segurança... 

 

Bem, mas o post, esse, paro mesmo por aqui. Vou agora enfrentar as esperas no hospital. O M. vai comigo, como sempre. 

 

Depois volto cá para contar como foi. Até logo. 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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