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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Casais felizes voltam à escola

 

Fui recentemente visitar uma Feira do Livro. Gosto das Feiras do Livro que proliferam nesta altura, de poder circular por entre as bancas de livros à procura de uma pechincha. Há sempre algumas boas promoções.

 

Como sou rapariga dedicada a manter a chama acesa no casamento que já leva quase duas décadas, bati logo os olhos neste livro. 

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Pensei para comigo: "deixa cá ver se eu e o M nos situamos nesta categoria de casal feliz". É que nestas coisas não basta achar que sim. É sempre importante ter uma opinião técnica abalizada. 

 

Foi com esse intuito que folheei o livro.  E efetivamente até me revi em algumas características dos casais felizes.

 

Decidi comprá-lo, com a intenção de o ler, mas também de chegar com ele a casa e insinuá-lo disfarçadamente ao M. para que ele passasse os olhos pelas suas páginas (ler este tipo de livro eu sei que ele não lê!) e tivesse mais um daqueles momentos de clarividência de que sou eu a mulher da vida dele e que não passa sem mim. Cena de gaja! 

 

Um parêntesis, sisters, para lembrar que nunca é demais evidenciar a felicidade que partilhamos com o nosso(a) companheiro(a). Não pode haver cá dados adquiridos quando se trata de relacionamentos amorosos. Conheço muitos casos de brasileiras e angolanas que estão aí para provar isso, ok? Nunca fiando, sisters!

 

Bom, estava eu já decidida a fazer mais este investimento na minha relação, quando dou com isto

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 e com isto

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e com mais um sem-número de exercícios deste tipo ao longo de todo o livro. 

 

Alto lá! Mas que método é este? Para manter um casamento é preciso voltar à escola? Até composições e contas tenho que fazer? Que canseira! 

 

Acabei por comprá-lo, mas ainda não o insinuei ao M. Tenho dúvidas que o convença. E se o convencer, temo tirar negativa no teste. E eu não lido bem com negativas, que eu na escola era muito certinha. 

 

Palpita-me que talvez fosse mais fácil encontrar outros "argumentos"  (se é que me faço entender...) para nunca lhe passar pela cabeça abalar com uma brasileira ou angolana do que convencê-lo agora a responder comigo a estes testes. Nem que seja um belo "Bacalhau à Brás" como o que fiz ontem para o jantar. Sim, acho que isso resolve o assunto... 

 

(Agora mais a sério: parece-me um livro bastante interessante para os casais, principalmente para os que estão a passar por uma fase menos boa... apesar do grau de exigência dos exercícios. )

 

 

 

Book tag: desafio Dias da semana em livros

Este desafio foi-me lançado pela Marta Elle. Obrigada, Marta!

 

É, no entanto, um desafio difícil. Muitos autores e obras que me marcaram ficarão de fora. Tantos! Gosto de José Saramago,  Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Jorge Amado, Umberto Eco e o seu O Nome da Rosa (este está entre os que não queria que acabasse), Aldous Huxley, Oscar Wilde (adorei O Retrato de Dorian Grey e já o li duas vezes), Simone de Beauvoir, Pablo Neruda, Mark Twain, Mario Vargas Llosa, Ernest Hemingway, até Enid Blyton e Agatha Christie (houve uma época na adolescência em que lia as coleções de livros delas compulsivamente), entre muitos outros.

 

Mas, enfim, tendo que escolher um livro por cada dia da semana, cá vai!

 

Domingo - Um livro que não queres que termine ou não querias que terminasse

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Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez

 

Quando me entusiasmo com a leitura de um livro, tenho sempre pena que acabe. Enquadram-se aqui, portanto, muitas obras de variadíssimos autores, portugueses e estrangeiros. Mas, como tenho que escolher um, tem que ser de Gabriel Garcia Marquez, o prémio Nobel da literatura de 1982, um dos escritores mais importantes do século XX. A mestria com que o Nobel descreve a vida e as peripécias das várias gerações da família Buendía na aldeia fictícia de Macondo é ímpar

 

 

Segunda-Feira - Um livro que tens preguiça de começar

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Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar? de António Lobo Antunes

 

Este é um dos escritores preferidos do M. Talvez tenhamos no nosso escritório, senão todas, quase todas as suas obras. Mas para mim, no entanto, este é um escritor que tenho preguiça de começar a ler pela dificuldade de o acompanhar. Esta obra é só um exemplo. Ainda só li as primeiras obras do escritor. Não me interpretem mal. Ele é indubitavelmente um excelente escritor, tem talento como poucos e é uma leitura que não é para qualquer um. Acho inclusive que merecia ser prémio Nobel. O problema é que é preciso muita concentração para ler e compreender a sua escrita um pouco errática. E momentos que me permitam isso são raros. Mas hei de aprofundar mais a sua obra, sem dúvida!

 

Terça-Feira - Um livro que leste por obrigação

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Eurico, o presbítero de Alexandre Herculano.

 

Quando me falam das leituras obrigatórias, associo à escola, e o primeiro que  me vem à cabeça é este. Confesso que não o li na íntegra. Não tinha, na época, maturidade para isso. Recorri a livros de resumos e estudei o autor e a obra e correu tudo bem. O tempo foi passando e acabei por nunca o ler. Uma grande falha, eu sei.

 

Quarta-Feira - Um livro que deixaste pela metade ou estás a ler no momento

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Guerra e Paz de Tolstoi. 

 

Um clássico! São dois volumes de uma grande obra-prima da literatura mundial. Literalmente grande! Dois calhamaços! Vou a meio do primeiro volume, mas já tenho a obra na mesa de cabeceira há mais de um ano. O problema tem sido que tenho lido muito pouco ultimamente. Com todos os afazeres diários, só posso ler à noite e muitas vezes o cansaço não tem permitido. Tenho, infelizmente, relegado a leitura para segundo plano. Por isso, tenho tido dificuldade em conseguir seguir a estória e as personagens. Existem vários núcleos, muitas personagens, a parte histórica e, como passa algum tempo entre leituras, esqueço-me das ligações e acabo por desmotivar.  

 

Quinta-Feira - Um livro "de quinta", que não recomendas

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 A Casa da Rússia de John Le Carré

 

Não achei grande graça ao livro. Romances de espionagem não são definitivamente o meu tipo de literatura preferida. No entanto, desde a minha juventude que adoro livros de mistério e romances policiais e de suspense. Espionagem é que não, obrigada!

 

Sexta-Feira - Um livro que queres que chegue logo (lançamento ou compra)

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Grande Sertão:Veredas de João Guimarães Rosa.

 

Será a minha próxima compra. Estou ansiosa por ler algum livro de João Guimarães Rosa e talvez este seja o seu maior ex libris. Não li nenhum, mas recentemente uma pessoa aguçou-me o apetite sobre o autor e a sua obra, entre outros aspetos, com esta frase da sua autoria: 

“O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.”

 

Sábado - Um livro que quiseste recomeçar assim que terminou

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A Leste do Paraíso de John Steinbeck.

 

Li este livro na adolescência e marcou-me bastante. Trata-se de uma obra clássica da literatura norte americana, do grande escritor e também autor de As Vinhas da Ira, que me envolveu do princípio ao fim. Lembro-me que, por desconhecimento de que tinha dois volumes, alguém me ofereceu de presente só o volume 1 e eu não descansei enquanto não comprei o segundo volume. Livros sempre foram o meu presente preferido.  

 

E pronto. Tenho que passar o desafio a alguém, não é? Então, desafio agora o Sr. Solitário e o Heterodoméstico. Se já foram desafiados, ou não quiserem aceitar o desafio, estejam à vontade, que aqui só fazemos o que nos dá na real gana. 

Da penosa cena de emprestar livros...

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 (créditos na imagem)

 

 

Tenho uma relação possessiva com os meus livros. Não me consigo separar deles, daí eu, por norma, não emprestar livros. Isto porque já sabemos que livros é daquelas coisas que emprestando nunca sabemos se voltam à proveniência. Raramente voltam, diria eu. E também nunca peço emprestados. Cá em casa, se queremos ler um livro, é porque é merecedor de constar na nossa biblioteca, por isso compramos muitos livros. Temos uma biblioteca bem recheada, onde já começa a faltar espaço. É um investimento como outro qualquer. Costumo dizer que como não tenho vícios, posso aplicar esse dinheiro no que me dá prazer: livros, umas roupitas e outras coisas de mulheres,... Mas isso é outro assunto...  

 

Ora, para evitar constrangimentos, sempre que posso, antecipo-me a qualquer pedido, dando a conhecer às pessoas com quem vou lidando esta minha faceta: que guardo todos os meus livros, que guardei os meus manuais escolares e agora também conservo os dos meus filhos, que empresto tudo menos livros (gaja esperta, hein? ). E pronto, assim evito qualquer situação constrangedora e tudo tem corrido bem para o meu lado. E mesmo assim, há uns anos emprestámos uns volumes de uma enciclopédia a uma vizinha e, vendo que nunca mais voltavam, fui obrigada a pedi-los de volta. Foi uma daquelas situações em que senti vergonha por ter que o fazer, embora quem devesse ter vergonha era quem não os devolvia. E, eventualmente, na sequência disto, acabou por devolver. 

 

Esta semana, fui apanhada de surpresa por um novo pedido. Desta vez um manual do meu filho para um miúdo da idade dele, que ficou retido. Merda!!! Não tive tempo de reação, para além de que, convenhamos, o argumento de que por regra não emprestamos livros dito em abstrato ou dito no seguimento de um pedido, não tem o mesmo peso e não é interpretado da mesma maneira. Acanhei-me. Apanhou-me na curva, e eu, que costumo ser rápida no gatilho, não consegui dizer que não. Burra!!! Ainda por cima, trata-se de uma família que não tem necessidade de andar a mendigar desta maneira...

 

Eu sei que é uma coisa sem importância nenhuma. O que é que hei de fazer? Tenho esta mania e agora não paro de cismar nisto. Tenho andado a dar voltas à cabeça para anular o que aconteceu, mas falta-me imaginação. Ideias? Só se disser que me assaltaram a casa e roubaram-me o livro... Ou que quero aprender Espanhol e o livro vai fazer-me falta... Ou que o perdi... dentro de casa... 

 

Está visto! O melhor é fazer o luto do meu rico livro.   

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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