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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Há Natais e Natais...

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Este ano não comprei uma única prenda de Natal! Nem uma! 

Este ano não enfrentei, nem pretendo enfrentar, as multidões de gente nos centros comerciais e afins. Resisto estoicamente ao apelo desenfreado ao consumo. 

Este ano vou comprar só as prendas que são mesmo necessárias, obrigatórias. E será só nos saldos, no início de janeiro. E sinto-me tãããoooo bem com isso!

Este ano informei as pessoas próximas que também eu não quero prendas. Longe vai o tempo em que ansiava por prendas. Chama-se a isto envelhecer ficar mais sábio e valorizar o que realmente importa.

Este ano não quero este Natal que temos hoje. Queria antes o Natal da família. Mais do sentimento e menos da posse e ostentação. Mais da consideração e alegria de comungar da companhia uns dos outros e menos da inveja e do descaso. 

Eu que gostava tanto do Natal...

 

Espírito natalício no seu melhor

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Admito! Já tive mais espírito natalício do que tenho hoje. Acima de tudo acho que abunda muita hipocrisia nesta época. São todos muito amigos e queridos uns com os outros e, vai-se a ver, no resto do ano, é só cobras. Começa já a seguir à passagem do ano. É que alguns nem esperam pelos reis para começar a destilar. (Eu avisei que ando a perder o filtro. Cada vez mais me apetece dizer o que verdadeiramente sinto e não o politicamente correto. )

 

Quanto às mensagens de Natal enviadas por messenger do FB, até me dão raiva, e explico. Aquilo, na maioria dos casos, não é nada sentido. Circulam vídeos e mensagens amorosas, tudo a catrapiscar e cheio de corações e velas e estrelas e luzes e toca de enviar para uns quantos. Detesto! Para além de serem pirosas, obrigam-me a responder para não ser mal educada e eu tenho mais o que fazer! Como eu não sou capaz de usar o mesmo esquema de encaminhar mensagens pirosas ao desvario e de forma impessoal, tenho que responder a cada uma das que recebo. É uma canseira! Já dei resposta a dezenas, mas ainda tenho ali umas 15 para despachar. Despachar! É que é isso mesmo! Sinto que estou a despachar correio lá no trabalho. Muito pouco natalício, certo?

 

(Desculpem lá brincar com a cegueira do Camões, mas faz tudo parte daquilo da falta de filtro e tal... )

 

 

Já rumámos a sul

Ontem à noite regressámos a casa, depois de uma semaninha no Minho, que voou. Foram dias muito agradáveis e que me renovaram as energias para iniciar o ano da melhor maneira. Foram dias em que desliguei mesmo do trabalho e das inerentes ralações. 

 

Costumamos passar tanto o Natal como o reveillon em família, lá em cima. E eu adoro que assim seja. Este ano, no entanto, vamos passá-lo entre amigos. Decidimos que seria assim, embora com alguma relutância. Bem, a bem dizer, cedemos às pressões do nosso miúdo que, vejam bem, tem uma festa organizada na casa de amigos hoje à noite. E também porque poderá ser o seu primeiro momento romântico (estará lá a sua "namoradinha") e temos que facilitar o amor, não é?

 

E assim, pela primeira vez, não passarei o ano com as duas crias ao pé de mim. Não darei os primeiros beijos de 2017 aos meus três amores em primeiríssimo lugar e à restante família. É a vida a tomar o seu rumo...

 

E é isto! Deixo-vos com duas imagens da minha semana no norte: um primeiro plano da minha prenda de Natal e um pormenor do meu cantinho rodeado por vegetação, com o diospireiro do qual retirámos os primeiros frutos. Também viémos carregados de nozes e clementinas. Terra abençoada, a minha! 

 

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Renovo os votos de um excelente 2017 a todos! 

 

 

Balanço da quadra natalícia: a saga das prendas.

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Este ano fizemos contenção de despesas cá em casa. E fizémo-la por várias razões, entre as quais a perspetiva de investir na mudança de casa e a perceção cada vez mais consciente de que estamos a criar os miúdos na crença de que tudo é fácil de obter sem esforço. Esta segunda razão foi definitivamente a que pesou mais na nossa decisão.

 

Ambos queriam como prenda de Natal senão a última versão do iphone, andava lá perto. Era um modelo de um número qualquer XPTO que eu não fixei (acho graça a esta coisa de os modelos irem avançando nos números...). Não receberam nada disso, claro. Receberam presentes mais em conta, que acabaram por ser eles a escolher dentro do orçamento que definimos. E explicámos porquê. Explicámos-lhes que o preço de um telemóvel daqueles ultrapassa o que muitas famílias têm para gerir de orçamento familiar mensal. Explicámos o difícil que deverá ser viver com o salário mínimo e conseguir colocar comida na mesa todos os dias aos filhos e vesti-los com essa miséria de ordenado. Dissemos-lhes que era imoral gastar essa verba num telemóvel, apesar de o podermos fazer.

 

Foram vencidos, mas nem por isso muito convencidos. Esta é mesmo uma geração de insatisfeitos crónicos. Acho que a sociedade devia mesmo pôr os olhos neste problema. É que nós cá em casa resolvemos o problema desta maneira, mas já sei que o próximo passo será os meus filhos nos confrontarem com as prendas recebidas pelo amigo X, Y e Z, que receberam tudo aquilo que eles queriam e até têm más notas e chumbam na escola e eles têm boas notas e blá blá blá. É difícil gerir isto... 

 

 

Balanço da quadra natalícia: a saga da comida (parte II)

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Como se não bastassem todos os crimes alimentares cometidos nesta quadra, ainda me deu um dia destes para insistir num prato que até nem aprecio apreciava. Pois é!  Nesta minha estada no norte, a francesinha conquistou-me.

 

Algo me diz que estava melhor antes... Porque é que eu sou tão teimosa, que nunca desisto? Vão ver! Estou aqui estou a adorar sushi!... 

 

 

Balanço da quadra natalícia: a saga da comida.

Tenho por tradição pessoal engordar 2 quilos nas quadras festivas. Também por tradição, esses quilos desaparecem nas semanas a seguir aos exageros alimentares cometidos. Mas tenho para mim que vai sendo cada vez mais difícil ao meu metabolismo ver-se livre desses quilos indesejáveis. É que a pessoa já não tem 20 nem 30 anos... 

 

Aplicando a arte neste balanço que faço hoje, vou buscar Leonardo da Vinci e Edvard Munch e diria que é basicamente isto:

 

Eu antes e eu depois do Natal (notem que antes também já não era nenhuma trinca-espinhas):

 

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Eu quando subir a uma balança (o que por agora vou evitar):

 

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 Alguém??? 

 

(Fonte das imagens: https://www.facebook.com/ArtesDepressao/)

 

 

 

Um dicionário pelo Natal é que era!

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 (Fonte: https://www.facebook.com/Kiss-Kiss-Bang-Bang-369318129821266/?fref=ts)

 

 

Um dicionário pelo Natal: cá está a prenda certa para muita gente que anda pelo facebook a assassinar diariamente a língua de Camões! E aqui na blogosfera há menos casos desses, mas ainda há alguns. Ninguém com quem eu interaja ou que interaja comigo, descansem os meus amigos!  

 

 

 

Então, como é que estamos de energia?

Então? Ainda está tudo deitadinho aí desse lado, depois da consoada, não é? Eu cá também poderia estar ainda a dormir, mas fizeram-me a "delicadeza" de telefonar às 9h da manhã do dia de Natal. Por isso, estou operacional para mais um dia de comes e bebes. Em janeiro é que é! Haja saúde! 

(Fonte: https://www.facebook.com/Kiss-Kiss-Bang-Bang-369318129821266/?ref=ts&fref=ts)

 

 

Do presépio, da cristandade e dos refugiados...

Estamos a dois dias do Natal e eu ainda não me referi a esta época, a não ser para dizer que estou com pouco espírito natalício. Faço-o hoje.

 

E como não consigo dissociar a época do Natal da consciência que tenho de que há quem não tenha condições para passar um Natal (para não dizer uma vida) no calor de um lar confortável e feliz, dedico esta imagem e principalmente a respetiva legenda a todos aqueles que sendo crentes, são também contra (e temem como se de portadores da peste se tratassem) a vinda de refugiados do médio oriente, esses seres detestáveis, sujos e perigosos para a sociedade ocidental. 

 

Amén, irmãos! Jesus, aquele bebé que vocês colocam orgulhosamente num presépio, nas palhinhas, entre uma mãe e um pai de refugiados e que fica ali toda esta época a ostentar a vossa religiosidade e santidade,  estaria muito orgulhoso de vocês. 

 

É que é tão comum esta combinação de religiosidade e xenofobia (na mesma pessoa) acontecer! Ainda um dia destes uma pessoa conhecida, evangélica de religião, dissertava num grupo de amigos sobre os perigos que representavam os refugiados para o nosso e outros países europeus. Eu não resisti a comentar só isto: "Dizes-te cristã e esse discurso é muito pouco cristão da tua parte!" A conversa acabou ali. Dizer mais o quê? Cada vez tenho menos respeito por beatas e por pessoas de muita fé em divindades e pouco respeito pelo próximo e, em última instância, pela humanidade. Raramente aplicam essa fé nas situações concretas das suas vidas e raramente usam essa fé para o bem. 

 

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(Fonte: https://imgflip.com/)

 

 

Lá terá que ser...

 

Tenho uma confissão a fazer. Estamos a uns escassos 6 dias do Natal e cá em casa ainda não há prendas para quase ninguém. Sim, continuo sem espírito natalício. 

 

Mas hoje tenho mesmo que ir comprar as prendas de Natal. Hoje! À portuguesa. Último domingo antes do Natal!!! Bem, ainda podia ser pior, podia ser na véspera...

 

Desejem-me sorte, que isto de me enfiar num centro comercial apinhado de gente vai ser dose. Parece que já os estou a ver... 

 

 

 

 

TAG - The Christmas Tag

O Casal Irrequieto nomeou, a Maria respondeu! Obrigada pela nomeação! 

 

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 (Pinterest)

 

1. Qual é a tua comida ou doce de Natal preferido?

Não prescindo dos tradicionais bacalhau e filhós.

 

2. Qual é a tua música de Natal preferida?

Gosto dos cânticos de Natal tradicionais em geral, mas escolho "Do they Know it´s christmas?" (Bob Geldof e Band Aid), que encerrou o concerto Live Aid em 1985. Porque Natal é também tempo de recordar que há no mundo quem não saiba o que é o Natal.

 

 

 

3. Quais são as tuas cores de Natal preferidas?

Para mim, o Natal não é tanto sobre cores mas mais sobre calor humano, aromas e sabores. 

 

4. Preferes ficar de pijama, ou arranjares-te no dia e véspera de Natal?

Preferiria ficar de pijama, mas como essas duas ocasiões não são só partilhadas com elementos da família nuclear, mas também alargada, tenho que vestir qualquer coisa. 

 

5. Costumas abrir as prendas de Natal na véspera ou só no dia?

Sinto alguma nostalgia da infância em relação a isso, por acaso. Tenho saudades da magia de aguardar pela manhã do dia de Natal para abrir as parcas prendas, na época em que o menino Jesus ou Pai Natal passavam de noite pelas casas. Hoje em dia, até nisto se vê que as novas gerações já não sabem esperar. Às vezes ainda não é meia noite e as pressões para abrir os presentes são tantas, que temos que ceder. 

 

6. Se só pudesses oferecer prendas a uma única pessoa este Natal, a quem seria?

A mim!  Eu explico. Dá-me mais satisfação oferecer do que receber prendas nesta época. Faço sempre um esforço enorme para tentar conhecer os outros, levando muito tempo a escolher as prendas que ofereço porque tem que ser a cara da pessoa. Sinto que a mim própria não dedicam o mesmo esforço. É raro acertarem em algo que eu goste mesmo, sem ter que fazer aquele sorriso de circunstância forçado e dizer um falso "Tão giro! Adorei!", para não ferir suscetibilidades. Por causa disso, normalmente eu é que tenho que escolher a prenda que o M me dá, por exemplo, o que retira toda a graça do momento. Preferia sem dúvida ser surpreendida. O problema é que quando ele me surpreende, preferia não ser surpreendida... 

 

7. O que mais gostas de fazer nas férias de Natal?

Passar uns dias na minha terra natal, no Minho, e descansar.

 

8. Já alguma vez construíste um boneco de neve?

Uma única vez, em criança, à porta de casa, numa rara ocasião em que nevou, no Minho.

 

9. Qual o teu filme de Natal preferido?

Qualquer um baseado no "Conto de Natal" ("A Christmas Carol", no original), de Charles Dickens. Este clássico, para mim, é o que melhor traduz o verdadeiro espírito natalício.

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Marley e Scrooge. Ilustração da primeira edição do livro.

 

10. Do que gostas mais, da véspera de Natal, ou do dia de Natal?

Acho que é da véspera. Tenho tendência para gostar das vésperas de tudo. A maior magia do Natal está na véspera, com a preparação da mesa de Natal, o convívio familiar, as invenções partilhadas com a minha irmã na cozinha. Também aqui tenho saudades do antigamente, de ter a minha mãe a comandar as tropas. 

 

11. O que é para ti o Natal?

É o tempo da família, de harmonia e de troca de afetos, do regresso à infância. E, sejamos honestos, também é um tempo de consumismo, de despesas supérfluas, e de grande hipocrisia...

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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