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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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DESAFIO: Verão Perfeito

 

Fui desafiada pela querida autora do blog umacartaforadobaralho para responder a algumas perguntinhas sobre o meu verão perfeito. Pois bem, sou pessoa que não é muito exigente no que diz respeito ao verão. Para mim, o facto de ser verão e eu ter uns dias de férias é o bastante para eu andar feliz e contente. "Eu gosto é do verão", mesmo!!! E naquelas 3 semanas em que fujo à rotina, ando descontraída e sem grandes acessórios, como vão perceber a seguir. Uma das coisas boas do verão é não ser necessário o "dress code" que tenho que respeitar o resto do ano. 

 

1. Qual é a tua peça de roupa favorita para usares num dia super quente de Verão?

 

Se estiver em casa, gosto mesmo é de andar com uma T-shirt e em cuecas. Verdade!  Se tiver que conviver com pessoas que não a minha família nuclear, opto por vestidos leves ou saídas de praia, peças às quais eu não resisto. Já comprei dois vestidos fresquinhos e mimosinhos nestes saldos.  

 

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2. Se pudesses escolher APENAS um batom para usares todo o Verão, qual seria?

 

Se eu no dia-a-dia não uso baton, muito menos no verão. 

 


3. Qual o verniz que mais usas no Verão?

 

Só uso verniz nas unhas dos pés. Vermelho é a minha preferência.

 

 

4. Escolhe e mostra o teu Acessório favorito para o Verão!

 

Óculos de sol, sem dúvida! De verão e de inverno! Tenho muita sensibilidade à luz. 

 

 


5. Qual a bebida que mais gostas de beber no Verão?

 

No geral, bebo água. Mas se tiver assim um jantarinho caprichado, gosto de uma bela sangria de espumante com frutos vermelhos (a que a minha irmã faz é ótima) ou um vinho verde branco, bem fresquinho. Também me sabe muito bem limonada, no verão. 

 

 

6. Onde costumas passar a maior parte das tuas férias de Verão?

 

Já passámos a fase do Algarve, por culpa daquela ideia de que se as férias não fossem passadas no Algarve não tinham verdadeiro sabor a férias. Agora já não fazemos questão. Nos últimos anos, rendemo-nos à costa alentejana. Sentimos cada vez mais a necessidade de fugir à confusão e o ambiente e a praia nessa zona são muito mais calmos. O resto do tempo de férias é passado, impreterivelmente, no nosso cantinho no Minho. Também fazemos praia no norte. E o cheiro intenso das praias do norte não se encontra cá em baixo, garanto-vos. 

 

7. Quais são os teus sapatos favoritos para usares no Verão?

 

No seguimento do que já revelei sobre a necessidade de leveza (no vestuário e na alma!), sinto-me bem é com havaianas. Às vezes, até à noite uso havaianas. Não sou mesmo nada fashion blogger... 

 

 

8. És do tipo de pessoa que gosta de "torrar" ao sol com óleos de corpo ou usas sempre protector 50+ e pões-te à sombra nas horas de maior calor?

 

Sou do tipo de pessoa que tem medo dos danos do sol na pele, mas ao mesmo tempo impaciente demais para usar protetor e deixar passar as férias sem nunca conseguir um bronzeado minimamente apresentável. Ou seja: uso protetor comedidamente ou não uso e procuro as sombras quando o sol está a pique... Aliás! Há teorias que afirmam que usar protetor é pior para a saúde do que receber o sol diretamente. 

 

9. Faz uma breve descrição das melhores férias de Verão que já tiveste.

 

As melhores férias de verão são sempre as que estão para vir. A expectativa das férias supera as próprias férias. É só comigo que isto acontece? Estou a sensivelmente um mês de ter as minhas merecidas férias e já estou nesse estado agradável de antecipação das ditas cujas. Faço muitos planos, idealizo os meus dias passados a preguiçar ou a jardinar ou a ler ou simplesmente a contemplar. E depois, às vezes, acontece não ser nada como eu idealizei. 

 

10. Nomeia 5 pessoas para responder a esta TAG.

 

Ora, deixa cá ver... Não sei quem já participou, mas cá vai uma seleção aleatória de gente boa! 

Giló

Marta Elle

Ana

Heterodoméstico

Sandra

 

 

Se já participaram, relevem a minha distração. Se não quiserem participar, sintam-se à vontade. Só nomeio para não ser desmancha-prazeres, porque a bem dizer não me sinto nada confortável neste papel de vos vincular a um desafio que podem não querer cumprir.

 

(As fotos são minhas)

 

 

 

Bem vistas as coisas, continuo a preferir o verão!

Estamos quase em outubro e parece que estamos no verão. Já tinha dito que eu gosto é do verão? Pois, é do verão que eu mais gosto.

 

Gosto das férias.

(Mas sinto sempre que não espremo delas todo o sumo.)

Gosto de sol e calor. 

(Mas também gosto de fugir deles e procurar as sombras.)

Gosto das noites de verão e de estar deitada na cama com o M. ao lado, a sentir a brisa a entrar por uma janela aberta.

(Mas não gosto das moscas, melgas e mosquitos e afins.)

Gosto de pouca roupa e dos pés ao léu.

(Mas sinto falta dos meus lenços e das botas de inverno.)

Gosto de processar vitamina D com fartura para os meus ossinhos e articulações andarem nos "trinques".

(Mas o calor em excesso deixa-me prostrada, sem ação.)

Gosto que o meu cérebro produza serotonina em abundância para eu andar feliz e contente.

(Mas também sou tão feliz no Natal!)

Gosto dos sonos tranquilos, da melatonina e da ausência das ralações do trabalho.

(Mas levo o trabalho sempre comigo.)

Gosto do relaxamento e da inércia dos dias de ócio.

(Mas tenho bichos carpinteiros e não consigo estar parada muito tempo.)

Gosto da liberdade dos dias longos e de ter tempo.

(Mas os dias não me dão tempo suficiente para gozar dessa liberdade.)

Gosto do efeito que o sol e o calor têm sobre a líbido. 

(Mas também gosto do conforto e aconchego de uma conchinha nas noites frias de inverno.)

 

Sim... bem vistas as coisas, continuo a preferir o verão. 

 

Só sei dizer que, se o outono continuar a oferecer-nos as condições meteorológicas dos últimos dias, candidata-se a passar a ser uma das minhas estações preferidas. E não está fora de questão ainda dar um saltinho à praia este ano... Essa é que é essa! 

Está à porta o fim-de-semana. Quem sabe?... 

 

 

Férias 2016: sudoeste alentejano e costa vicentina

Parece-me que é altura de trazer as m(ã)emórias das férias na praia, agora que pelos vistos se avizinha uma semana com chuva com fartura, a anunciar o outono. Tenho um sentido de timing extraordinário, realmente! 

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Francamente, tenho vindo a adiar escrever sobre as minhas/nossas férias. O verão é definitivamente a MINHA estação do ano. É no verão que eu sou mais feliz. Por isso, sou daquelas pessoas (não seremos todos?) que têm uma certa dificuldade em enfrentar o regresso à dura realidade de um novo ano de rotina, de trabalho, após as férias de verão. Recordar as férias deixa-me com uma neura que "faxavor"! Causa-me angústia lembrar os bons momentos passados nas férias, sabendo que vai demorar mais um ano até poder gozar o "dolce fare niente" novamente. Caso para dizer hoje: quem me dera voltar para a ilha! Para uma ilha, literalmente, ou pelo menos avistar uma ao longe, como aconteceu na curta semana que passámos na costa alentejana. A ilha que vislumbrávamos quase todos os dias era esta, aquela cujos versos da conhecida canção do Carlos Tê, cantada pelo Rui Veloso, diziam  ter outrora um pessegueiro plantado por um vizir de Odemira. 

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As férias não se resumiram à semana passada na praia, mas isso fica para outra altura. Dizia eu então que foi por aqui que fizémos praia este ano, por um feliz acaso. Apesar de todos os anos fazermos intenção de planificar as férias mais cedo, todos os anos, sem exceção, a vida profissional e outras "diversões" acabam por empurrar essa tarefa para a véspera. Por isso mesmo, normalmente já só conseguimos alojamento no Algarve, onde há, como sabemos, muita mais oferta. Mas este ano, quase na véspera, devido a um cancelamento, lá conseguimos fazer praia na costa alentejana. 

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Se já tínhamos um carinho especial pelo sudoeste alentejano, confirmámos agora a nossa preferência. Foi este ano que eu própria fiquei, definitiva e irremediavelmente apaixonada por esta costa, pelo pôr do sol inigualável, pelas praias lindíssimas que conservam alguns traços naturais livres de mácula introduzida pela mão humana, onde conseguimos encontrar areais tranquilos e espaços com um raio razoável de metros de área só nossa de modo a não interferir negativamente com a minha fruição das férias (porque excesso de gente à minha volta na praia interfere mesmo!), pela paz e quietude, pelas rochas que os miúdos ainda gostam de explorar (um dos poucos resquícios da infância que ainda conservam!), pela gastronomia que tanto aprecio: as migas alentejanas, a feijoada de búzios, os chocos fritos, são para mim autênticas iguarias! 

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É claro que tudo isto significou quilos extra! Enfim, já é habitual e, sim, tenho que tratar disso... Adiante!

 

Foram umas férias modestas e mais económicas do que é habitual mas, apesar disso, umas ótimas férias, ao meu jeito. Daquelas mesmo para descansar, sem stress, sem trânsito, filas, amontoados de gente, demoras, esperas. Como eu gosto.  Até os dias inteiros passados na praia, como o M. gosta, me souberam bem, a mim a quem a praia em demasia costuma cansar. Levantávamo-nos ao sabor do nosso relógio biológico, tomávamos o pequeno-almoço e lá íamos nós, à bela tradição tuga, com o farnel do almoço e o resto da parafernália (só faltava mesmo o garrafão de vinho! 😂), à descoberta de mais uma praia lindíssima, como só a costa portuguesa tem. Para quê procurar paraísos de férias noutros países e hemisférios, se nós temos por cá esta riqueza? Para mim, as melhores praias do mundo são mesmo as nossas.  E à noite, sobretudo sossego, que eu não morro de amores pela "night", a não ser jantar fora e um "passeio dos tristes" de vez em quando. 

 

Mas como tudo que é bom acaba depressa, ficam as memórias. Resta esperar pelas férias do próximo ano e ir tentando encontrar outros motivos para ser feliz diariamente, que não passem por estar numa toalha deitada de papo para o ar, debaixo de um sol radioso a processar vitamina D, ao som das ondas do mar. Aiii, que já tenho tantas saudades do som do mar! E dos sentidos mais despertos, e dos finais de dia, dos jantares numa esplanada com vista para o mar! Deste pôr do sol... 

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Muitas mais sensações haveria para contar, mas fico-me por aqui. Já sinto o peso de uma semana cheia de ralações que tenho pela frente. Ainda por cima com chuva! Que chatice! 

 

Para o ano há mais, espero eu...  

 

 

 

 

A bela da sardinha, sol e mar.

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Este fim-de-semana fizemos o nosso primeiro dia de praia, os quatro, em família. Lá comemos a bela da sardinha assada acompanhada por uma fresca salada com pimentos e regada por uma fresquíssima sangria de vinho tinto (os adultos, claro!). Afinal, esta é a altura ideal para comer sardinhas, em época de Santos Populares. "No S. João, a sardinha pinga no pão", não é assim? Gosto tanto!

 

O que eu adoro sentar-me numa esplanada à beira-mar para almoçar, nos dias quentes de Verão! Basicamente é mesmo a parte que gosto mais nos dias de praia, no verão, mesmo em tempo de férias. Cansa-me um bocado estar na praia de papo para o ar e também não gosto das atividades de praia. Ora tenho calor, ora tenho frio, as pessoas amontoadas como sardinhas em lata e a areia fazem-me confusão, acho a água fria para mergulhar (salvo raras exceções!), não me sinto bem em roupa de praia (uso biquini e tudo, mas sinto-me sempre a mais gorda, a mais "desengonçada", a que tem mais celulite, eu sei lá...). Sempre fui um bocado complexada em relação ao meu corpo e neste campo nem a idade nem ter um amor correspondido e feliz de 26 anos, um marido que me faz sentir bonita, amada e desejada, dizia, nem isso tem ajudado muito. Bem, mas este é só mais um dos meus dramas... Tenho vários! 😕

 

Voltemos ao dia de praia. Estava bastante vento. Só o M. é que foi à água. Ele vai sempre, nem que a água esteja gelada. É doido por mergulhar no mar, adora praia e ondas. Os miúdos também. Eu cá gosto mais de águas quentinhas e calmas, se possível partilhadas com pouca gente. 

 

Enfim... Acabou por ser um bom dia de praia, uma excelente preparação da função cardíaca para o jogo de Portugal com a Croácia desse dia à noite. 😂 Felizmente o dia terminou com a nossa vitória, com muita sorte à mistura! Acabou mesmo por ser um dia em grande. 😊

Cheirinho de mar…

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Já há bastante tempo que queria dar um saltinho ao mar. Tenho insistido, sem sucesso, nesse programa de fim-de-semana. O problema é que a cara-metade cá de casa só concebe ir à praia se puder entrar no mar para uns valentes mergulhos. Ora, no inverno é difícil…

 

Mas eu cá gosto do mar no inverno. Arrisco-me a dizer que gosto mais do que no verão. Para mim a praia seria verdadeiramente o refúgio ideal para descansar nas férias de verão, não fosse a confusão de gente, de trânsito, de filas, que me aumentam os níveis de stress já por si elevados depois de um ano de trabalho. É complicado, porque eu adoro o verão e adoro a praia. Só queria era que os outros não gostassem…

 

Enfim, este fim-de-semana lá fomos ver o mar. Foi ontem, sábado, lá para os lados do pinhal mandado plantar pelo rei lavrador. Estava um dia agradável, soalheiro, uma temperatura amena. Corria uma brisa relativamente suave para esta altura do ano, mas que cortava o ar e desalinhava os cabelos, prejudicando as fotos da praxe. Mesmo assim, foi possível à primogénita dar um ar de sua graça na arte da fotogenia. O mar, esse, sempre majestoso e respeitável, apresentava-se neste dia calmo e quase convidativo. Dividimos a praia só com as gaivotas que, vaidosas, se passeavam nos seus domínios desenhando um rasto de pegadas na areia lisa e húmida da mais recente investida do mar. Ao longe, um cão e o seu dono brincavam e treinavam habilidades que mais tarde repetiriam certamente às crianças lá de casa ou lá da rua. Onde as ondas chegaram na última maré alta, viam-se despojos que o mar não quis: pequenos pedaços de madeiras e outros fragmentos de algas e conchas que fizeram as delicias do caçula que, com uma cana na mão, brincou qual D. Quixote imaginando outros mundos de aventuras em que ele era certamente um herói bravo e destemido.

 

Nada de toalhas, corpos estendidos, farnéis, lixo com mão humana, corta-ventos e chapéus-de-sol. Nada que impedisse a nossa comunhão com a paisagem, e a visão do céu, da areia, do mar.  Só nós! Nós e o cheirinho de mar…

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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