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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

Resiliência e superação: dois conceitos que me são (e saem) caros.

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Estão a ver aquele sentimento de alívio que nos invade quando se consegue desbloquear algo complicado? Por exemplo quando se alcança a resolução  de um problema desafio no trabalho ao fim de vários dias investidos nisso ou aquele alívio e descarga de tensão depois da adrenalina da preparação e apresentação de um trabalho na escola perante a turma ou num auditório perante uma informada plateia? Aquela altura em que finalmente vamos poder descansar o corpo e o espírito?

 

Pois... Esse meu sentimento só durou das 16 horas de terça-feira até às 9 horas de quarta-feira. Uma noite, portanto. Ultrapassada a situação anterior no emprego, outro problema ainda mais grave e de difícil resolução surgiu, também no trabalho. Reparem que desta vez não lhe chamo desafio... 

 

Tenho a sensação que há uma força qualquer na minha vida que existe para me lembrar de que nunca posso descontrair. É assim no trabalho, é assim na família, é assim na saúde. Na saúde, então, parece mau olhado! Depois de ultrapassado (até ver!) o cancro de há sete anos e ao fim de quase um ano de quimioterapia e radioterapia e essas coisas todas que curam e matam ao mesmo tempo, apareceu-me rinite persistente, asma, caí e parti o úmero, tive uma ciática, e mais um sem-número de maleitas que vão aparecendo a espaços regulares. Nunca me curvei. Antes digo sempre "Se o cancro não me matou, também isto não me vai matar" ou "Tive cancro. Não tenho medo de nada!".

 

Tem sido sempre assim. Quando descanso em relação a qualquer coisa, surge outra para me ocupar o cérebro. Talvez isto me livre de alzheimer, pelo menos. Ou então, talvez esta constante necessidade de adaptação seja a forma de a vida me ensinar o conceito de resiliência "the hard way". E, de facto, sou talvez a pessoa mais resiliente que conheço. Sou como a flor que não se verga à adversidade, que se recusa a aceitar não florescer só porque o contexto é desfavorável. Lutadora, nunca baixo os braços nem viro as costas a nenhuma dificuldade, ainda que sofra cá dentro, muitas vezes sozinha.

 

Esta faceta é-me reconhecida. Mas ser assim cansa...e muitas vezes aos olhos de quem nos rodeia, nós, as pessoas fortes, não precisamos de um abraço, de apoio, de ajuda. 

 

Estou em baixo. Não me interpretem mal. Não sou uma coitadinha. Eu até tenho uma boa vida, acho eu. Sou feliz. Mas tenho a sensação de que tenho uma praga às costas que volta e meia vira tudo do avesso num abrir e fechar de olhos. É só isso.

 

(A foto foi tirada por mim)

 

 

Água e saúde: afinal moderação é a palavra de ordem.

 

Sou daquelas pessoas que bebia pouca água e me obriguei a beber mais, carregando hoje em dia comigo sempre uma garrafa. Sim, sou dessas pessoas que anda sempre com uma garrafa de água. Quem não me conhece, até pensa que sou muito saudável, uma daquelas fanáticas da saúde e das dietas. LOL!!! 

 

Sempre ouvi dizer que devíamos beber entre 1,5 litros e 2 litros de água por dia e que nunca, em caso algum, deveríamos esperar para beber quando tivéssemos sede. Nunca bebi tanto, mas pelo menos 1 litro costumo agora beber na maior parte dos dias. 

 

Ora, agora fico a saber que está tudo errado. Falam-me em hidratação a mais. WTF! Devemos beber água, atentem nisto, quando temos sede. Confirmem aqui. Ora gaita! Que se lixem as dicas de saúde! O melhor é fazermos como nos apetece e de acordo com o que sentimos ser a necessidade do nosso organismo. Afinal, nisto da saúde, é tudo muito volátil e a regra hoje pode sempre ser o erro amanhã...

 

 

Um azar nunca vem só...

Tudo nesta vida é relativo. As questões que para nós são de importância vital alteram-se e as prioridades invertem-se num abrir e fechar de olhos. As circunstâncias da vida a isso obrigam.

 

E eu sou lembrada desse facto demasiadas vezes, mais vezes do que gostaria. Desde os 39 anos que vou acumulando problemas de saúde, desde o mais grave de todos a outros mais pequenos, mas que parece que vêm ter comigo para me lembrar a todo o momento da vulnerabilidade da existência humana, da minha existência.

 

Cá continuo cheia de dores e a coxear com a maldita lombociatalgia. Coxear é um eufemismo. Pareço uma boneca (des)articulada agarrada às paredes e aos móveis. No outro dia, já lavada em lágrimas com as dores , dizia a uma amiga que sinto que estou sempre a ser posta à prova. Amiga que é, ela respondeu-me que isso acontecia porque eu sou lutadora e aguento tudo. Ou seja, segundo ela os problemas graves de saúde aparecem a quem tem estofo para suportar. Será? Nesse caso, triste destino o das pessoas fortes! Preferia ser uma flor de estufa.

 

Desculpem o tom choroso deste texto. Estou mesmo aflita com as dores que não vejo jeito de irem embora. É hoje de todo impossível conferir algum humor a isto...

 

E, para além das dores, como um azar nunca vem só, tenho uma questão que me está a preocupar. Como é que vou dar a volta a esta ciática para conseguir ir ver "The Cure" no Meo Arena na próxima terça-feira? Começo a ficar convencida que não vou... Porque é que eu nunca pago a quantia extra do seguro para o caso de um infortúnio como este? Bem, é melhor não pensar nisso, que o mais certo seria a ciática não estar coberta para devolução do preço dos bilhetes. Com seguros não é de fiar. 

 

Meus ricos bilhetes! Meu rico dinheirinho! Minha rica saúde! 

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Sim, sou ex-fumadora (e lamento muito ter fumado!)

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Sim, sou ex-fumadora e lamento profundamente todos os cigarros que fumei. Hoje penso que, provavelmente, se nunca tivesse fumado, não teria passado pelo cancro... Por outro lado foi o cancro que me motivou a deixar de fumar, no próprio dia em que tive a certeza que tinha um tumor na mama. A partir dessa hora nunca mais toquei num cigarro, já lá vão 5 anos. Não custa nada! Ou a motivação foi forte...

Bem, vamos a um artigo  que li sobre as alterações no organismo desde que se deixa de fumar. Está em inglês, mas com uma linguagem simples e acessível para quem tem algum conhecimento da língua. Pelos vistos, o meu risco de ter doença cardíaca e vários tipos de cancro baixou para metade, ao fim de 5 anos sem fumar. Uma motivação acrescida para quem não consegue deixar este vício horrível. Se é esse o seu caso, leia mais aqui.

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Cabelos, uma extensão do sistema nervoso?

Artigo curioso, este!

Segundo esta teoria - de que os cabelos são uma extensão do sistema nervoso -, devemos manter os cabelos compridos, porque dessa forma aumentamos a nossa capacidade sensorial e intuição. São relatados estudos que provam isso. Será? Será que o "sexto sentido" das mulheres tem a ver com esta questão do cabelo? Hum...

No próximo fim de semana ia cortar o cabelo. Agora já não sei se devo...

 

 

 

 

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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