Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.
Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.
Estamos quase em outubro e parece que estamos no verão. Já tinha dito que eu gosto é do verão? Pois, é do verão que eu mais gosto.
Gosto das férias.
(Mas sinto sempre que não espremo delas todo o sumo.)
Gosto de sol e calor.
(Mas também gosto de fugir deles e procurar as sombras.)
Gosto das noites de verão e de estar deitada na cama com o M. ao lado, a sentir a brisa a entrar por uma janela aberta.
(Mas não gosto das moscas, melgas e mosquitos e afins.)
Gosto de pouca roupa e dos pés ao léu.
(Mas sinto falta dos meus lenços e das botas de inverno.)
Gosto de processar vitamina D com fartura para os meus ossinhos e articulações andarem nos "trinques".
(Mas o calor em excesso deixa-me prostrada, sem ação.)
Gosto que o meu cérebro produza serotonina em abundância para eu andar feliz e contente.
(Mas também sou tão feliz no Natal!)
Gosto dos sonos tranquilos, da melatonina e da ausência das ralações do trabalho.
(Mas levo o trabalho sempre comigo.)
Gosto do relaxamento e da inércia dos dias de ócio.
(Mas tenho bichos carpinteiros e não consigo estar parada muito tempo.)
Gosto da liberdade dos dias longos e de ter tempo.
(Mas os dias não me dão tempo suficiente para gozar dessa liberdade.)
Gosto do efeito que o sol e o calor têm sobre a líbido.
(Mas também gosto do conforto e aconchego de uma conchinha nas noites frias de inverno.)
Sim... bem vistas as coisas, continuo a preferir o verão.
Só sei dizer que, se o outono continuar a oferecer-nos as condições meteorológicas dos últimos dias, candidata-se a passar a ser uma das minhas estações preferidas. E não está fora de questão ainda dar um saltinho à praia este ano... Essa é que é essa!
Parece-me que é altura de trazer as m(ã)emórias das férias na praia, agora que pelos vistos se avizinha uma semana com chuva com fartura, a anunciar o outono. Tenho um sentido de timing extraordinário, realmente!
Francamente, tenho vindo a adiar escrever sobre as minhas/nossas férias. O verão é definitivamente a MINHA estação do ano. É no verão que eu sou mais feliz. Por isso, sou daquelas pessoas (não seremos todos?) que têm uma certa dificuldade em enfrentar o regresso à dura realidade de um novo ano de rotina, de trabalho, após as férias de verão. Recordar as férias deixa-me com uma neura que "faxavor"! Causa-me angústia lembrar os bons momentos passados nas férias, sabendo que vai demorar mais um ano até poder gozar o "dolce fare niente" novamente. Caso para dizer hoje: quem me dera voltar para a ilha! Para uma ilha, literalmente, ou pelo menos avistar uma ao longe, como aconteceu na curta semana que passámos na costa alentejana. A ilha que vislumbrávamos quase todos os dias era esta, aquela cujos versos da conhecida canção do Carlos Tê, cantada pelo Rui Veloso, diziam ter outrora um pessegueiro plantado por um vizir de Odemira.
As férias não se resumiram à semana passada na praia, mas isso fica para outra altura. Dizia eu então que foi por aqui que fizémos praia este ano, por um feliz acaso. Apesar de todos os anos fazermos intenção de planificar as férias mais cedo, todos os anos, sem exceção, a vida profissional e outras "diversões" acabam por empurrar essa tarefa para a véspera. Por isso mesmo, normalmente já só conseguimos alojamento no Algarve, onde há, como sabemos, muita mais oferta. Mas este ano, quase na véspera, devido a um cancelamento, lá conseguimos fazer praia na costa alentejana.
Se já tínhamos um carinho especial pelo sudoeste alentejano, confirmámos agora a nossa preferência. Foi este ano que eu própria fiquei, definitiva e irremediavelmente apaixonada por esta costa, pelo pôr do sol inigualável, pelas praias lindíssimas que conservam alguns traços naturais livres de mácula introduzida pela mão humana, onde conseguimos encontrar areais tranquilos e espaços com um raio razoável de metros de área só nossa de modo a não interferir negativamente com a minha fruição das férias (porque excesso de gente à minha volta na praia interfere mesmo!), pela paz e quietude, pelas rochas que os miúdos ainda gostam de explorar (um dos poucos resquícios da infância que ainda conservam!), pela gastronomia que tanto aprecio: as migas alentejanas, a feijoada de búzios, os chocos fritos, são para mim autênticas iguarias!
É claro que tudo isto significou quilos extra! Enfim, já é habitual e, sim, tenho que tratar disso... Adiante!
Foram umas férias modestas e mais económicas do que é habitual mas, apesar disso, umas ótimas férias, ao meu jeito. Daquelas mesmo para descansar, sem stress, sem trânsito, filas, amontoados de gente, demoras, esperas. Como eu gosto. Até os dias inteiros passados na praia, como o M. gosta, me souberam bem, a mim a quem a praia em demasia costuma cansar. Levantávamo-nos ao sabor do nosso relógio biológico, tomávamos o pequeno-almoço e lá íamos nós, à bela tradição tuga, com o farnel do almoço e o resto da parafernália (só faltava mesmo o garrafão de vinho! 😂), à descoberta de mais uma praia lindíssima, como só a costa portuguesa tem. Para quê procurar paraísos de férias noutros países e hemisférios, se nós temos por cá esta riqueza? Para mim, as melhores praias do mundo são mesmo as nossas. E à noite, sobretudo sossego, que eu não morro de amores pela "night", a não ser jantar fora e um "passeio dos tristes" de vez em quando.
Mas como tudo que é bom acaba depressa, ficam as memórias. Resta esperar pelas férias do próximo ano e ir tentando encontrar outros motivos para ser feliz diariamente, que não passem por estar numa toalha deitada de papo para o ar, debaixo de um sol radioso a processar vitamina D, ao som das ondas do mar. Aiii, que já tenho tantas saudades do som do mar! E dos sentidos mais despertos, e dos finais de dia, dos jantares numa esplanada com vista para o mar! Deste pôr do sol...
Muitas mais sensações haveria para contar, mas fico-me por aqui. Já sinto o peso de uma semana cheia de ralações que tenho pela frente. Ainda por cima com chuva! Que chatice!
Acabei de ver previsão de chuva para amanhã em todo o país. Raios! Outra vez, S. Pedro?
Não me apetece nais chuva e frio. Quero antes dias de sol e calor, quero ver as plantas a florir, quero poder usar roupas mais leves e deixar os casacos grossos hibernar no armário até ao próximo inverno.
Estou mesmo a ver que ainda não é amanhã que eu estreio a blusa linda, em tons de verde que eu adoro, que comprei recentemente (na imagem).
Ainda que não exteriorize o suficiente para ser notado, eu sinto dentro de mim que começo lentamente a florescer em março, em sintonia com a própria natureza. A simples e natural mudança do ciclo do inverno para o verão, com a aproximação das estações do ano minhas preferidas que já se adivinham, dando pequenas pistas de que estão finalmente a ganhar terreno ao frio e à chuva, age sobre mim de uma forma tão intensa que se torna difícil de entender e explicar. Não conheço mais ninguém a quem esta simples e milenar transformação cíclica da natureza interfira de forma tão acentuada no ânimo e disposição, como a mim própria.
Já uma vez falei aqui sobre a importância do “tempo” e da gestão do tempo na minha vida, e da fonte de stress que ele muitas vezes é (ou a falta dele...). Esta é mais uma das suas facetas.
Repito: sou bastante coerente no que exteriorizo e muitas vezes sinto em silêncio mas, interiormente, sou muito marcada por ciclos e o meu estado de espírito é manifestamente influenciado pelo ambiente e contexto. Sinto que a partir de março aproximo-me mais de mim mesma, vivo os dias de forma mais intensa, renasço qual fénix (analogia mais que batida, mas enfim…).
Razões? Apenas pequenas grandes coisas que me fazem feliz.
A aproximação do tempo mais quente e soalheiro;
Os dias mais longos que me permitem ver e sentir o sol, que atravessa mais alto o céu, a bater nas janelas da cozinha antes de sair para o trabalho, assim como chegar a casa depois de um dia de trabalho e sentir que ainda há momentos do dia (entenda-se, com luz do sol!) para serem vividos e partilhados em família;
O despontar das primeiras flores nos campos, que me possibilitam usufruir de quadros de tapetes coloridos no caminho para o trabalho todas as manhãs, com destaque para lindos campos, bermas e valados vestidos do vermelho cintilante das papoilas, ainda mais cintilantes do que as da conhecida canção do Glorioso.
As roupas mais leves, os vestidos floridos e alegres a fazer “pendant” com a paisagem. O da foto, da KOOKAÏ, comprei recentemente nos saldos. Foi uma pechincha. Adoro, adoro, adoro!
Estes são só alguns dos cenários que influenciam positivamente os meus dias, a partir de março. Sim, a simples visão de flores ou do sol logo pela manhã ou sair à rua com um vestido primaveril podem alegrar todo o meu dia! Chamem-me louca!
Além disso, como que a adivinhar esta minha predileção, foi em março que despontou há quase 15 anos a primeira das duas flores mais lindas da minha vida, os meus filhos.
Março! Finalmente março! A partir de agora tudo só pode melhorar!
DIREITOS DE AUTOR (Decreto-Lei n.º 63/85 com as posteriores alterações)
Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados.
Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.