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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

A escrava hoje quase fez greve!

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Só para dizer que, após mais de um mês de ócio dos adolescentes cá de casa, passei-me!

Desde o início das férias escolares, os dias deles têm sido passados entre programas com os amigos, muito telemóvel (redes sociais), tv, jogos de computador, principalmente jogos de computador . Basicamente tem sido isto. Uns vegetais, portanto! Couch potatoes! 

Pois hoje, pela enésima vez a chegar a casa depois de um dia de trabalho (um dia de trabalho difícil de julho, porque as merecidas  férias tardam em chegar e o stress acumulado já é mais que muito), e encontrar pela enésima vez a casa de pernas para o ar, passei-me! 

Grito de socorro: greve às habituais tarefas de mãe e dona de casa de final de dia, não sem antes deixar bem vincado o meu desagrado. Deitei-me a descansar, com a condição de que haveria jantar se todos fossem ajudar a fazê-lo, o M. inclusive.

Resultado: todos ajudaram qualquer coisita e houve jantar. A bem dizer, eu é que fiz quase tudo, mas pelo menos tiveram que estar por ali a olhar para mim! Toma!

Tenho que fazer isto mais vezes. Talvez a culpa seja minha. Como a grande maioria das mães, vou fazendo tudo e acabo por prejudicar o desenvolvimento da responsabilidade, autonomia e iniciativa dos meus filhos. E estou realmente preocupada com isto...

Pronto, é só isto. Beijos e abraços.

Regras cá de casa… LOL

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Pois é! Seria tão bom se estas regras fossem cumpridas cá em casa!

Seria o paraíso se tudo fosse perfeito como naquelas famílias com casas em que tudo está no seu devido lugar, brancas, imaculadas, lindas, algumas retratadas em blogs participadíssimos que falam de vidas perfeitas e das vivências de dondocas que não aparentam ter nenhuma atividade profissional (digo isto porque passam a vida em lojas, bricolages, cabeleireiros, passeios, etc) e mesmo assim têm criadas que lhes fazem tudo. Realmente, seria muito mais apelativo falar de cenários de sonho do que da minha realidade que é a realidade que a maior parte das pessoas conhece tão bem quanto eu. Uma realidade mais dura, mas menos vazia.

Voltando às regras. Nesta casa, para dizer com toda a honestidade, só se cumpre a 100% a parte de perguntar à mãe tudo e mais alguma coisa, mas normalmente sem intuito de fazer e sim à espera que a mãe faça. Gostava de poder dizer outra coisa, mas seria mentira.

Já tinha partilhado um bocado do meu dia difícil hoje. Pois bem, chegar a casa cansada, ao final do dia, com a cabeça a estourar, e ver as camas por fazer e a loiça do pequeno-almoço e almoço espalhada no lava-loiças, apesar de ser o cenário habitual, foi a gota de água neste dia.

E pronto, é isto! Ralhei, ralhei e passou-me. Porque, no fundo, a culpa é minha. Eu é que habituei o pessoal muito mal cá em casa. Tenho mesmo que deixar de fazer tudo pelas 3 crianças (2 pequenas e 1 grande) que aqui tenho. Será que ainda vou a tempo? Talvez com o rolo da massa isto vá…

 

Pequenas coisas fazem-me feliz!

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Gosto de estar em casa! Na minha casa está quem mais me faz feliz. Talvez porque passe pouco tempo aqui, é aqui que me sinto bem. Nenhum outro lugar lhe é comparável. Acho que nasci para ser dona de casa. Pena não ter um marido rico. Acho que iria gostar de não ter que contribuir para o orçamento familiar, não ter um emprego fora ou então fazer qualquer actividade a partir de casa… Adiante! Tenho que trabalhar e pronto! E felizmente tenho emprego, coisa que um grande número de portugueses infelizmente não tem. Tenho que ser agradecida por isso.

Mas, francamente, há coisas simples que me fazem tãaaooo feliz!!!

Fazer um bolo para, ainda morno, adoçar as bocas do pessoal cá em casa;

Colocar flores frescas nas jarras e olhar para elas milhentas vezes durante o dia;

Ter a casa organizada e limpa (por mim!);

Ler um bom livro, escrever ou ver um filme em família;

Sentir a chuva lá fora e acender a lareira nos dias frios de inverno;

Ficar em pijama todo o dia;

Eu sei lá!…

Um sem-número de coisas simples e despretensiosas fazem-me feliz, talvez porque as usufruo menos vezes do que desejaria.

No passado fim-de-semana consegui desfrutar verdadeiramente de alguns destes momentos. Quanto ao bolo, tenho por aqui três gulosos, por isso quase todos os fins de semana faço um bolinho. Desta vez fiz uma torta de geleia, receita da minha mãe. Uma das preferidas cá em casa! Agora as flores, essas têm sido raras as vezes em que coloco flores frescas nas jarras. Quando eramos só eu e o meu marido, até o fazia todas as semanas. Desde que nasceram os miúdos, só muito raramente o tenho feito. Alteraram-se as prioridades e o tempo de uma mãe esgota-se facilmente em mil e uma solicitações. Quais flores quais quê!? Escolhi estrelícias. São bonitas, não são?

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DIREITOS DE AUTOR (Decreto-Lei n.º 63/85 com as posteriores alterações)

Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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