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M(ã)emórias da Maria Mocha

Blogue pessoal que aborda o universo feminino, maternidade, adolescência, resiliência, luta e superação do cancro, partilha de vivências, vida familiar e profissional... e alguma reflexão com humor à mistura.

M(ã)emórias da Maria Mocha

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Aparentemente não se passa nada...

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A minha casa está uma desorganização que só visto. Em muitos sentidos. E quem diz a minha casa, diz a minha cabeça, a minha vida. Ninguém imagina os demónios que cada mente alberga, as feridas que cada corpo carrega. Mas para fora uma existência feliz, uma vida por muitos desejada. Uma ilusão... Não sabem nada. Todos carregamos a nossa cruz e cada um é que sabe o peso da cruz que lhe verga as costas. E a minha não tem sido leve... 

 

Cá me vou aguentando, uns dias melhor, outros dias pior. Hoje manifestamente mal! É a vida e temos que a viver conforme se nos apresenta. E só temos uma...

 

 

DESAFIO: Verão Perfeito

 

Fui desafiada pela querida autora do blog umacartaforadobaralho para responder a algumas perguntinhas sobre o meu verão perfeito. Pois bem, sou pessoa que não é muito exigente no que diz respeito ao verão. Para mim, o facto de ser verão e eu ter uns dias de férias é o bastante para eu andar feliz e contente. "Eu gosto é do verão", mesmo!!! E naquelas 3 semanas em que fujo à rotina, ando descontraída e sem grandes acessórios, como vão perceber a seguir. Uma das coisas boas do verão é não ser necessário o "dress code" que tenho que respeitar o resto do ano. 

 

1. Qual é a tua peça de roupa favorita para usares num dia super quente de Verão?

 

Se estiver em casa, gosto mesmo é de andar com uma T-shirt e em cuecas. Verdade!  Se tiver que conviver com pessoas que não a minha família nuclear, opto por vestidos leves ou saídas de praia, peças às quais eu não resisto. Já comprei dois vestidos fresquinhos e mimosinhos nestes saldos.  

 

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2. Se pudesses escolher APENAS um batom para usares todo o Verão, qual seria?

 

Se eu no dia-a-dia não uso baton, muito menos no verão. 

 


3. Qual o verniz que mais usas no Verão?

 

Só uso verniz nas unhas dos pés. Vermelho é a minha preferência.

 

 

4. Escolhe e mostra o teu Acessório favorito para o Verão!

 

Óculos de sol, sem dúvida! De verão e de inverno! Tenho muita sensibilidade à luz. 

 

 


5. Qual a bebida que mais gostas de beber no Verão?

 

No geral, bebo água. Mas se tiver assim um jantarinho caprichado, gosto de uma bela sangria de espumante com frutos vermelhos (a que a minha irmã faz é ótima) ou um vinho verde branco, bem fresquinho. Também me sabe muito bem limonada, no verão. 

 

 

6. Onde costumas passar a maior parte das tuas férias de Verão?

 

Já passámos a fase do Algarve, por culpa daquela ideia de que se as férias não fossem passadas no Algarve não tinham verdadeiro sabor a férias. Agora já não fazemos questão. Nos últimos anos, rendemo-nos à costa alentejana. Sentimos cada vez mais a necessidade de fugir à confusão e o ambiente e a praia nessa zona são muito mais calmos. O resto do tempo de férias é passado, impreterivelmente, no nosso cantinho no Minho. Também fazemos praia no norte. E o cheiro intenso das praias do norte não se encontra cá em baixo, garanto-vos. 

 

7. Quais são os teus sapatos favoritos para usares no Verão?

 

No seguimento do que já revelei sobre a necessidade de leveza (no vestuário e na alma!), sinto-me bem é com havaianas. Às vezes, até à noite uso havaianas. Não sou mesmo nada fashion blogger... 

 

 

8. És do tipo de pessoa que gosta de "torrar" ao sol com óleos de corpo ou usas sempre protector 50+ e pões-te à sombra nas horas de maior calor?

 

Sou do tipo de pessoa que tem medo dos danos do sol na pele, mas ao mesmo tempo impaciente demais para usar protetor e deixar passar as férias sem nunca conseguir um bronzeado minimamente apresentável. Ou seja: uso protetor comedidamente ou não uso e procuro as sombras quando o sol está a pique... Aliás! Há teorias que afirmam que usar protetor é pior para a saúde do que receber o sol diretamente. 

 

9. Faz uma breve descrição das melhores férias de Verão que já tiveste.

 

As melhores férias de verão são sempre as que estão para vir. A expectativa das férias supera as próprias férias. É só comigo que isto acontece? Estou a sensivelmente um mês de ter as minhas merecidas férias e já estou nesse estado agradável de antecipação das ditas cujas. Faço muitos planos, idealizo os meus dias passados a preguiçar ou a jardinar ou a ler ou simplesmente a contemplar. E depois, às vezes, acontece não ser nada como eu idealizei. 

 

10. Nomeia 5 pessoas para responder a esta TAG.

 

Ora, deixa cá ver... Não sei quem já participou, mas cá vai uma seleção aleatória de gente boa! 

Giló

Marta Elle

Ana

Heterodoméstico

Sandra

 

 

Se já participaram, relevem a minha distração. Se não quiserem participar, sintam-se à vontade. Só nomeio para não ser desmancha-prazeres, porque a bem dizer não me sinto nada confortável neste papel de vos vincular a um desafio que podem não querer cumprir.

 

(As fotos são minhas)

 

 

 

A mim ninguém me pisa! (Quem dizia isto?)

 

 

Nunca fui de dar a outra face. E também nunca esqueço o mal que me fazem. Se alguém trai a minha confiança ou de alguma forma me ofende, está fodido lixado comigo. Nunca mais esta alma se relaciona da mesma maneira com essa pessoa. Está automatica e definitivamente riscada das "minhas pessoas". Sou assim! Não vou esconder nem armar-me em santa só para a "fotografia". O diabinho em cima do ombro sempre dominou o anjo do outro lado, quando este animal se sente acossado. E com tudo isto, mesmo assim, acho que sou uma boa pessoa! Não procuro o conflito nem faço mal a uma mosca, simplesmente não admito que me pisem. Bem, quanto a moscas, admito que mato uma ou outra de vez em quando... mas convenhamos que elas são chatas e badalhocas... 

 

Enfim, o que vos posso dizer hoje? Que a vida vai correndo igual, com os mesmos problemas ainda para resolver, mas também com uma constatação. Há algo de bom em ter problemas no trabalho, por incrível que possa parecer. Viramo-nos mais para as pessoas que realmente importam. Procuramos nelas o alento necessário para enfrentar as adversidades com que nos deparamos. Ficamos muito mais próximas dos nossos, no meu caso até mais paciente com as manifestações de adolescentite dos miúdos e muito mais carinhosa com o M. Nem tudo se perde...

 

Entretanto, tenho vindo a assentar as ideias na minha cabeça. Essa é, aliás, uma das razões da minha fraca assiduidade por aqui. É definitivo. Não posso deixar passar em branco. Vai ter que haver consequências, por muito que me custe.  Só desejo que seja uma transição o mais pacífica possível. A vida continua... Que se fod@!

 

 

Pérolas para porcos!

 

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De repente vejo a minha bolha rebentar, o meu mundo desmoronar-se, e abate-se sobre mim uma apatia imensa, uma inércia, uma vontade de me isolar, no escuro, e todas as vozes ao meu redor me mexem com o sistema nervoso e tenho vontade de gritar "Calem-se! Vão-se embora! Saiam daqui! Deixem-me em paz!".

 

Já vos tinha dito que tenho um sistema... nervoso? Pois tenho. E não consigo livrar-me deste maldito sistema... nervoso. Tenho também aquilo que os ingleses chamam de "overthinking". Cismo demais! Quando enfio uma preocupação na minha cabeça, não há meio de ver-me livre dela. Raisparta! Bardamerda para isto!

 

Não! Não morreu ninguém, não perdi o emprego, não está nenhum ente querido doente, o meu marido não me enfeitou a testa. "Só" tive uma desilusão muito grande com pessoas próximas no trabalho, pessoas que eu pensava serem leais e verdadeiras para comigo. E isso para mim é coisa grave. É sério. É triste. Apanhou-me desprevenida. Ao ponto de ontem não ter conseguido "produzir" nada no emprego e ter passado o dia a empreender naquilo. Ao ponto de ter equacionado hoje não me levantar da cama, não me ralar com quem conta comigo. Afinal, com quem posso contar eu?

 

Mas mais uma vez vou enfrentar. Pérolas para porcos, é o que é!

 

 

Em jeito de balanço...

 

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Eu sei que tenho andado um bocado desaparecida. Para além do post diário a que me obrigo, não me põem a vista em cima. Tenho tido a vida a mil, acreditem. O meu trabalho é mesmo assim. Há alturas em que não consigo mesmo conciliar. À noite, que é quando habitualmente escrevo qualquer baboseira com a qual vos presenteio no dia seguinte (grande amiga esta!) , tenho tido só tempo disso (para que não se esqueçam de mim) e de deitar para dormir. Estou estafada! E, convenhamos, o calor que se tem feito sentir também me tem deixado um bocado prostrada. No domingo ainda tive um tempito livre mas, com as notícias do incêndio de Pedrógão Grande, não consegui escrever nada de jeito e fiquei sem vontade de interagir com quem quer que fosse. Fiquei triste, deprimida e passei o dia com a lágrima fácil. 

 

Do trabalho e das ralações que tenho tido não vou falar. Mas enfim, pelo menos hoje dou-vos conta de algumas conquistas dos últimos dias. Anotem aí!

 

  • Em termos profissionais, estou de parabéns, depois de um processo trabalhoso. Foi renovada a confiança no meu trabalho, apesar de algumas jogadas sujas que pretenderam me prejudicar mas sairam furadas. Moral da estória: não é muito fácil fazer-me mal. Sou valiosa demais para que essas pessoas consigam fazer o seu caminho. Bem, e quer isso dizer que me vou manter na liderança da gestão do estaminé nos próximos anos. Espero é ter saúde e energia para cumprir com brio as minhas funções. 

 

  • Em termos familiares, apesar de ter sido um ano difícil como mãe (não tive a disponibilidade desejável para acompanhar os meus filhos no estudo e a resistência em estudar, principalmente dele, foi uma constante), os meus rebentos terminaram com bastante sucesso o ano letivo. Bem, ela é novamente Quadro de Excelência no 10º ano e ele ainda vai fazer os exames de 9º ano, mas penso que não haverá surpresas. Ah, e foi deputado nacional em representação do distrito no Parlamento dos Jovens e, pára tudo!, foi eleito Mister no Baile de Finalistas. É liiiiiiiiindo, o meu rapaz! 

 

E pronto, hoje é este o post possível. Sobre os aspetos tristes da minha existência não escrevo hoje. Outro dia. Hoje não.

 

 

 

Um brinde à vida!

 

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Foi por estes dias, em 2009, que me foi dada a oportunidade de ganhar mais uns anos de vida. Já não sei se foi no dia 25 de abril ou se foi no dia 26. Acho que foi mesmo no dia de hoje que eu fui bafejada pela sorte de vir a estar entre os sobreviventes. Quando hoje recapitulo essa fase da minha vida, penso sempre que, não fosse uma combinação de uma série de acasos que aconteceram por estes dias em 2009, estaria hoje morta. Esta é a verdade, nua e crua.

 

Foi por estes dias que os astros se alinharam para que eu pudesse estar viva hoje, 8 anos depois. Ou foram os meus avós, do outro lado da vida, que deram uma mãozinha. Gosto de acreditar nisto... Sim, a minha avó! A mesma que, quando eu era criança, deu uma série de voltas à capela de S. Bento em penitência, como promessa para que eu superasse um eczema que temiam pudesse ser, ironicamente, cancro, por exemplo (por acaso, também na mama). Sim, ela era menina para vir do outro lado segurar na minha mão e guiá-la para que eu descobrisse o nódulo e a maldita doença a tempo. Minha querida avó!

 

Por estes dias, há 8 anos, estava de cama, com uma infeção urinária.  Eu nunca ficava de cama. E também nunca me tinha passado pela cabeça fazer mamografia aos 38 anos, nem era suposto. Eu nem sequer tinha o importante hábito de palpar as mamas à procura de algo diferente ou suspeito. Costumava dizer que nunca haveria de ter cancro de mama, uma vez que tinha as mamas pequenas. Tão ignorante que eu era em relação a esta doença! Um caso típico, como tantos outros, de quem achava que o cancro era algo que nunca me aconteceria a mim. Mas aconteceu, há oito anos, e foi por estes dias que essa realidade me abalroou sem dó nem piedade e virou a minha vida do avesso.

 

É verdade! Tudo se passou por estes dias... E para sempre estes dias ficarão associados à minha sobrevivência. Espero que por muitos anos...

 

Um brinde à VIDA, amigos! 

 

 

Um passo de cada vez ...

 

... na corrida de obstáculos que é a vida. E aí vou eu ultrapassar mais um ou dois obstáculos, nesta terça-feira.

 

À forma como me correu a segunda-feira (ontem) não tenho nada a apontar. Foi um dia em que não houve nenhum daqueles azares recorrentes dos últimos tempos. Também é verdade que ainda não conheço os valores da conta do mecânico...

 

Vamos lá ver que "surpresas" me traz a terça-feira... Espero aguentar-me de pé, que hoje tenho tanto trabalho para despachar, Dios mio!... 

 

 

 

Rescaldo do dia de ontem.

Já passou já passou, mas quatro ordens de razões levam-me a voltar à carga com o dia dos namorados:

 

Primeira:

Como muito bem se lembrarão, sofro do mal de falta de timing... de oportunidade, vá. 

 

Segunda:

Confessar-vos que ontem ao final do dia quase questionei tudo o que pensava sobre o dia dos namorados. Enquanto fazia o jantar, dei uma volta pelo Facebook e quase entrei em estado depressivo grave de tanta declaração de amor e fotografias de casalinhos. Senti-me mesmo deslocada. Honestamente, por momentos detestei a ideia de não ter um homem romântico ao meu lado. No gráfico circular abaixo, eu passei rapidamente da larga maioria rosa velho que pensa "Fuck this shit" para a pequena minoria rosa choque que acha tudo aquilo à volta dos casais a mostrar o seu amor ao mundo muito fofinho.  

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Terceira:

Passou-me depressa o estado depressivo porque (vejam lá se não é isto que é o amor?!) o M deve ter adivinhado o quão desolada eu fiquei, que me apareceu com isto em braços. "Isto" não é pejorativo. É só porque eu não sei como se chama porque não percebo muito de plantas... nem tenho paciência para cuidar delas... às vezes até me esqueço de as regar... e deixo-as morrer muitas vezes também... 

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Desta vez o meu namorado deu-me mesmo flores, gente! Mas querem saber uma coisa? Não me senti especialmente amada por isso. Continuo a acreditar que no amor (como na amizade), os bons namorados-companheiros-maridos (como os bons amigos) revelam-se todos os dias e muito especialmente na adversidade, às vezes na sala de espera do hospital, sem dia agendado no calendário. Acredito e sei!

 

Quarta:

Uma celebração e uma dica! Hoje é 15 de fevereiro! Aqueles que, como eu, resistiram ao ímpeto consumista de ontem, não se esqueçam que talvez hoje encontrem algumas boas promoções, nomeadamente em chocolates. Mas não exagerem, que estamos-aqui-estamos-em-março, primavera, verão, praia, biquini.

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(Fonte das imagens - à exceção da foto da planta cujo nome eu não sei: https://www.facebook.com/innocenselost/)

 

 

Há dias difíceis!...

Está difícil o dia, hoje!
Lidar profissionalmente com pessoas é das tarefas mais difíceis em qualquer organização. E em cargos de chefia, ainda pior! Hoje já fui chamada a mediar uma situação de conflito em que a vontade que eu tinha era mandar todos os envolvidos pentear macacos, para não dizer já aqui um palavrão.  
As pessoas gastam energias com coisas tão sem jeito, nesta vida! Incapazes de perceber que ela passa a correr e que as oportunidades de ser feliz e de aproveitar a vida ao máximo voam.
É caso para dizer:

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(Imagem retirada de: https://www.facebook.com/369318129821266/photos/a.369321356487610.90615.369318129821266/944218362331237/?type=3&theater)

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Maria Mocha é o pseudónimo de uma mulher que, de vez em quando, gosta de deixar os pensamentos fluir pela escrita, uma escrita despretensiosa, mas plena dos sentimentos e emoções com que enfrenta a vida. Assim, as criações intelectuais da Maria Mocha publicadas (textos, fotos) têm direitos de autor que a mesma quer ver respeitados e protegidos. Eventuais créditos de textos ou fotos de outros autores serão mencionados. Aos leitores da Maria Mocha um apelo: leiam, reflitam sobre o que leram, comentem, mas não utilizem indevidamente conteúdos deste blog sem autorização prévia da autora. Obrigada.

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